sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Entrevista com Fernando Humberto de Resende - Autor de: BOM DESPACHO - 300 ANOS - TOMO III e IV

Filiação: Geraldo Ribeiro de Resende e Zilah Gontijo Resende. Nasceu em Bom Despacho no dia 04 de outubro de 1963. Casado com Edna Aparecida Espírito Santo Resende, tem uma filha: Naira do Espírito Santo de Resende. 
Estudou na Escola Estadual Miguel Gontijo – 1º e 2 º série. Escola Estadual Coronel Praxedes – 3º e 4º série. Escola Estadual Wilson Lopes do Couto – 5ª à 8ª série. Escola Técnica Federal de Goiás – Curso de Eletrotécnica - 2º Grau
Faculdade de Tecnologia Internacional – Tecnólogo em Gestão Pública – graduou-se em 26 de julho de 2011.
Escreveu artigos para o Jornal: ”O Bom Despacho” com o pseudônimo de El Terrível em 1978. Participa ativamente da Associação Comunitária do Bairro São José e na Igreja Matriz de São José.
Apresentou algumas peças de teatro na Escola Estadual Wilson Lopes do Couto.
Funcionário efetivo da Prefeitura Municipal de Nova Serrana desde 2008.
Lançou o Livro: “A Saga dos Resende & Gontijo” em 2013, 2014 e 2015 em várias cidades e estados:
Goiânia – Go. Dia 09 de novembro. Bom Despacho – MG. 13 de Novembro. Chapada – MG. Dia 15 de novembro.  Santo Antônio do Monte – MG. Dia 21 de novembro. Lagoa da Prata – MG. Dia 28 de novembro. Luz – MG. Dia 04 de dezembro. Moema – MG. Dia 12 de dezembro. Divinópolis - MG. Dia 13 de março. Vitória – ES. Dia 25 de julho. Brasília – DF. Biblioteca do Senado, dia 10 de setembro. Nova Serrana – MG. dia 14 de maio de 2015.
Foi homenageado: Na coluna do Professor Tadeu de Araújo Teixeira, do dia 26 de janeiro de 2014, com Escritor revelação de 2013.
Recebeu Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Bom Despacho, no dia 12 de novembro de 2013.
Recebeu congratulação da Mitra Diocesana de Luz.
Publicaram Artigos no Jornal de Luz do dia 29 de novembro e no dia 6 de dezembro de 2013
Entrevista na TV Candidés de Divinópolis no dia 11 de março de 2013.
Artigo do Jornal: ”Agora”, de Divinópolis do dia 26 de fevereiro de 2014.
Artigo do Jornal: “Serranense”, Opinião Lilian Camargo, março de 2015.
Artigo do Jornal “O Popular” de Nova Serrana, nº 829, de 09 a 11 de maio de 2015.

O tempo da narração. Homens que a construíram – todos que aqui nasceu ou nasce, viveu ou vive e que independentemente da idade ajudaram a construir um lugar melhor para se viver.
Enriquecido com um acervo de dez mil fotos e mais de mil pessoas foram entrevistadas. 

A Segunda Guerra Mundial, os pracinhas. 
A doce Irmã que revolucionou, registrou as crianças sem registro, alfabetizou e transformou o Campo da Aviação, no atual e desenvolvido Bairro São Vicente. 
A instalação da Companhia Industrial Aliança Bondespachense – “A Fábrica de Tecido” em 1938 foi o começo da industrialização. 
O 1º Prefeito eleito Dr. Hugo Marques Gontijo, a construção do Ginásio Bom Despacho, a doação do terreno para o Estado construir uma Escola Agrícola. 
O Golpe Militar.

A construção da BR 262. A chegada da Companhia Agrícola Florestal Santa Bárbara revolucionando o cerrado bom-despachense. 
A fundação da Cooperativa de Eletrificação Rural iluminando todas as fazendas do município de Bom Despacho. 
O Movimento de Jovens Roda Viva.
CEMIG, COPASA.
O bom-despachense que foi candidato a Presidente da República.
A fundação da Universidade Presidente Antônio Carlos Andrada – UNIPAC. 
A instalação do SESC/LACES em Bom Despacho. 

2012 - O Centenário de emancipação político-administrativa e o tricentenário da 1ª carta de sesmaria da atual cidade de Bom Despacho – MG.


Olá Fernando Humberto. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata os seus Livros? Como surgiu a ideia de escrevê-los e qual o público que se destina suas obras?
TOMO III
A Segunda Guerra Mundial, os “pracinhas”. A Força Expedicionária Brasileira - FEB
A doce Irmã Maria que revolucionou, registrou as crianças sem registro, alfabetizou e transformou o Campo da Aviação, no atual e desenvolvido Bairro São Vicente.
O Aeroclube de Bom Despacho e o incêndio do Clube Social.
As “Pharmacias” de outrora.
O 1º Prefeito eleito Dr. Hugo Marques Gontijo, a construção do Ginásio Bom Despacho, a doação do terreno para o Estado construir uma Escola Agrícola.
Aos nossos “Mestres” – nossa eterna gratidão!
Cine Teatro Odheon, Cine Regina.
O Largo São Pedro.
Garimpo – “o ouro branco” que ainda faísca em nossos cerrados.
Companhia Telefônica de Bom Despacho. Canal Bambu.
A Fundação da Cooperativa Agropecuária de Bom Despacho que modificou os hábitos, modernizou a agricultura e a pecuária, melhorou a vida do homem do campo. A fundação da SICOOB/CREDIBOM o banco do cooperado que trouxe a ajuda financeira que o produtor precisava para fomentar sua produção – consequência o agronegócio.
Rádio Difusora Bondespachense.
As siderúrgicas – um marco importante no desenvolvimento da região centro-oeste mineira.
O Golpe Militar de 1964.
O Futebol em Bom Despacho.
A Praça de Esportes
A Construção da BR. 262 – A Grande Transversal do Progresso.
Como surgiu a ideia de escrevê-lo?
Caro leitor: Pense numa época que nem a Segunda Guerra tirou o idealismo das pessoas, que se reuniam, cada um comprava uma quantidade de ações e fundavam uma sociedade anônima, que gerava emprego, trazia o desenvolvimento, o bem-estar para as pessoas. Essa época estava esquecida e precisava ser resgatada, assim surgiu este livro.
Este livro interessara especificamente aos gestores públicos, estudantes que estão 
graduando em administração, ciências contábeis e pessoas que viveram essa época.

TOMO IV
O Movimento de Jovens Roda Viva, formação de valores em toda uma sociedade
A chegada da Companhia Agrícola Florestal Santa Bárbara revolucionando o cerrado bom-despachense.
A fundação da Cooperativa de Eletrificação Rural iluminando todas as fazendas do município de Bom Despacho.
A Aliança Bondespachense de Assistência à Criança e ao Adolescente – ABAP, um trabelho de vulto que ampara as crianças e os adolescente de Bom Despacho
Centrais Elétricas de Minas Gerais – CEMIG, iluminando e trazendo o desenvolvimento para Bom Despacho e região.
Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto de Bom Despacho, atual COPASA
A Telecomunicações Minas Gerais - TELEMIG – revolucionou a comunicação dos bom-despachense com o mundo.
As Associações de Bairros suas lutas, conquistas e desaparecimento.
A fundação da Universidade Presidente Antônio Carlos Andrada – UNIPAC.
A instalação do SESC/LACES em Bom Despacho, uma joia que precisamos aprender a valorizar.
A sede própria da Câmara Municipal de Bom Despacho.
Santa Casa nos tempos atuais, sem a colaboração das Irmãs Vicentinas. A Inauguração do Centro de Nefrologia Bom Despacho.
A Associação dos Doadores de Sangue de Bom Despacho – ADSBD, salvando vidas.
A chegada dos chineses.
2012 - O Centenário de emancipação político-administrativa e o tricentenário da 1ª carta de sesmaria da atual cidade de Bom Despacho – MG
Como surgiu a ideia de escrever este livro?
Caro leitor: Imagine um padre, natural de Bom Despacho que revolucionou uma sociedade, fez obras edificantes, construiu um ser humano com valores éticos, morais – um cidadão consciente de seus direitos e deveres e que precisa ser imortalizado. Um pacato cidadão que trouxe uma obra monumental para as futuras gerações. Um amazonense que aos 90 anos rege com maestria um coral. Essa e muitas outras narrações, fotos, documentos, entrevistas estão neste livro.'
Este livro interessa a todas as pessoas, aos estudantes de sociologia, filosofia. Como nossas cidades foram governadas o quê seus gestores construíram? Cidadãos comuns que trouxeram grandes benfeitorias e nunca foram condecorados, homenageados.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O primeiro livro foi: “A Saga dos Resende & Gontijo”, em 2013, os meus 5 livros seriam apenas 1, mas eram muita ousadia. Digo que no primeiro contei os segredos de minha tradicional e discreta família mineira e no segundo contou os da região. O 1ª chegou em 13 países – até na Turquia, me levou a Academia Bom-Despachense de Letras, onde atualmente faço parte da diretoria. E vendeu 800 exemplares.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Veja o autor tem que deixar de pensar que não é possível viver de seu talento. O autor tem que ser multiprofissional: a parte escrita é sua essência, mas tem que fisgar o leitor, a capa tem que ter toda uma simbologia, os meus livros: A Saga dos Resende & Gontijo é a foto de minha família materna, Bom Despacho 300 anos: Homens que a construíram, cada capa é uma obra e a contracapa é os homens que a construíram,
Tomo I – a capa é a Igreja Matriz, a contracapa os professores e o reinado;
Tomo II – a capa é a Vila Militar, a contracapa os ferroviários e os militares;
Tomo III - a capa é a nossa economia – “O ouro branco” – o leite e o cristal, a contracapa os homens e os frutos;
Tomo IV – a capa é o Padre Jaime Lopes Cançado que formou moralmente uma sociedade.
O autor tem que diminuir custo na produção do livro.
As pessoas precisam valorizar uma boa obra, muito acham caro o meu livro custar 70 reais, mas não valorizam o trabalho do autor, as informações, fotos relevantes que o livro traz. Preferem comprar um livro pelo preço. O comodismo quer que o autor bata a sua porta, ao invés de compra-lo na internet, enviar uma mensagem para o autor. Aí entra o meu talento em vendas, pois o autor tem que ser um bom vendedor de sonhos e acreditar no seu potencial.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pela internet. Mas tenho que parabenizar a Editora Scortecci pela altíssima qualidade dos livros, a gramatura, a correção ortográfica feita pela Sandra Garcia, o design gráfico das capas – um trabalho primoroso.

Os seus livros merecem ser lidos? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Pense num prefeito, apenas 23 anos, motociclista, que revolucionou um município, sem grandes recursos financeiros, usando apenas o sistema de mutirão. Viaje neste livro que guarda grande revelações, uniões, lutas e vitórias alcançadas. Um período que vai de uma Segunda Guerra Mundial a construção da BR 262 e o homem chega na lua? Embarque nesta emocionante aventura, você leitor se encantará!
Caro leitor nossa viagem começou em 1715 e termina em 2012. Veja o legado que nossos antepassados nos deixaram. Qual o legado que deixaremos? Guardei em minha memória cada rua, cada casa, seus moradores e seus quintais e ao ler estes livros você estará andando por ruas empoeiradas, ou com paralelepípedos, ruas de sua infância, adolescência e atuais. Verá os casarões que foram derrubadas, os fantasmas que desapareceram. E guardará uma preciosidade para mostrar as gerações futuras. Este é o legado que deixo para vocês.
Um abraço do escritor Fernando Humberto de Resende.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Fernando Humberto de Resende - Autor de: BOM DESPACHO - 300 ANOS - TOMO I e II

Filiação: Geraldo Ribeiro de Resende e Zilah Gontijo Resende. Nasceu em Bom Despacho no dia 04 de outubro de 1963. Casado com Edna Aparecida Espírito Santo Resende, tem uma filha: Naira do Espírito Santo de Resende. 
Estudou na Escola Estadual Miguel Gontijo – 1º e 2 º série. Escola Estadual Coronel Praxedes – 3º e 4º série. Escola Estadual Wilson Lopes do Couto – 5ª à 8ª série. Escola Técnica Federal de Goiás – Curso de Eletrotécnica - 2º Grau
Faculdade de Tecnologia Internacional – Tecnólogo em Gestão Pública – graduou-se em 26 de julho de 2011.
Escreveu artigos para o Jornal: ”O Bom Despacho” com o pseudônimo de El Terrível em 1978. Participa ativamente da Associação Comunitária do Bairro São José e na Igreja Matriz de São José.
Apresentou algumas peças de teatro na Escola Estadual Wilson Lopes do Couto.
Funcionário efetivo da Prefeitura Municipal de Nova Serrana desde 2008.
Lançou o Livro: “A Saga dos Resende & Gontijo” em 2013, 2014 e 2015 em várias cidades e estados:
Goiânia – Go. Dia 09 de novembro. Bom Despacho – MG. 13 de Novembro. Chapada – MG. Dia 15 de novembro.  Santo Antônio do Monte – MG. Dia 21 de novembro. Lagoa da Prata – MG. Dia 28 de novembro. Luz – MG. Dia 04 de dezembro. Moema – MG. Dia 12 de dezembro. Divinópolis - MG. Dia 13 de março. Vitória – ES. Dia 25 de julho. Brasília – DF. Biblioteca do Senado, dia 10 de setembro. Nova Serrana – MG. dia 14 de maio de 2015.
Foi homenageado: Na coluna do Professor Tadeu de Araújo Teixeira, do dia 26 de janeiro de 2014, com Escritor revelação de 2013.
Recebeu Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Bom Despacho, no dia 12 de novembro de 2013.
Recebeu congratulação da Mitra Diocesana de Luz.
Publicaram Artigos no Jornal de Luz do dia 29 de novembro e no dia 6 de dezembro de 2013
Entrevista na TV Candidés de Divinópolis no dia 11 de março de 2013.
Artigo do Jornal: ”Agora”, de Divinópolis do dia 26 de fevereiro de 2014.
Artigo do Jornal: “Serranense”, Opinião Lilian Camargo, março de 2015.
Artigo do Jornal “O Popular” de Nova Serrana, nº 829, de 09 a 11 de maio de 2015.

O tempo da narração. Homens que a construíram – todos que aqui nasceu ou nasce, viveu ou vive e que independentemente da idade ajudaram a construir um lugar melhor para se viver.
Enriquecido com um acervo de dez mil fotos e mais de mil pessoas foram entrevistadas. 

O livro narra o período (1715 a 1880) que arraial de Bom Despacho pertencia Pitangui. Era o ano de 1709. A notícia de ouro correu célere e assim, nasceu: “A Vila Nova do Infante das Minas de Pitangui”. Que foi município-mãe de mais de quarenta cidades do Centro-Oeste Mineiro e tinha uma extensão territorial de 24.000 Km 2. 
A desconhecida Revolta da Cachaça e muitas outras contra a excessiva carga tributária. A Inconfidência Mineira, A Revolução da Paraíba, a Independência do Brasil, a Guerra do Paraguai e qual foi a participação dos bom-despachenses? 
Como surgiram os povoados? 
Os silvícolas habitavam a região do Centro-Oeste Mineiro e a população de então pertencia a Capitania de São Paulo, mas os moradores denominavam a região de: "Minas Gerais dos Cataguases". Este livro narra como os índios viviam, seus costumes, sua cultura e o legado que nos deixaram. A atual etnia dos Kaxixó da cidade de Martinho Campos precisa ser pesquisada, ter seus direitos reconhecidos e imortalizada. Muitos entrevistados me disseram: "Minha avó, ou minha mãe foi pega no laço por um português
O livro descreve a importância do africano - "negro", não apenas como mão-de-obra, mas em diferentes aspectos socioeconômico, social, cultural, religioso e na formação da identidade brasileira. O preconceito, o rejeitar, o rebaixar, menosprezar um ser humano por uma sutil diferença de cor de pele? Mas é preciso ouvir, entender, compreender os dois lados: o que diz o fazendeiro? O que diz o escravo? Até os dias atuais, principalmente após o êxodo rural. Pesquisar, conhecer, admirar, respeitar os guetos (Tabatinga - bairro de Bom Despacho onde os negros eram a maioria), a macumba, o feitiço, as mandigas, a capoeira, o dialeto do Negro da Costa, o Reinado (a fé em Nossa Senhora do Rosário) e em São Benedito e Santa Efigênia. Os anos que os negros foram proibidos de manifestar sua fé, suas crenças. 
Os Bandeirantes chegaram desbravando o sertão bravio e encontraram muitos quilombos de negros fugitivos da Bahia e salteadores de beira de estrada. Foi preciso organizar diversas expedições para expulsá-los, pois os sesmeiros não conseguiam fixar-se na região. Primeiro veio a guerra, depois uma certa paz. Mas o sertão era inóspito, como dizia João Guimarães Rosa: "o sertanejo é antes de tudo um forte". Os portugueses que fixaram no Centro-Oeste Mineiro queriam casar, mas não encontravam moças casadouras. Como resolveram essa questão? Casando com uma prima em Portugal ou importando uma portuguesa. Numa fazenda tinha uma família, na outra um primo, os casamentos entre eles e o problemas da consanguinidade. Assim se formou o bom-despachense: índio, negro e português. 
A Segurança pública, as tropas de ordenanças, as milícias, os Dragões da Inconfidência, a Guarda Nacional - o "Coronelismo Institucional". Origens das Câmaras Municipais que exerciam os três poderes: executivo, legislativo e judiciário e sua importância na organização das comunidades. 
As Damas do centro-oeste mineiro, Joaquina de Pompéu e Maria Tangará, foram as genitoras das maiorias dos atuais mineiros, sua importância no desenvolvimento da região, o mito e a epopeia que construíram. 
O Orago de Nossa Senhora do Bom Despacho do Picão, por que o nome Bom Despacho? A extrema religiosidade dos portugueses, suas superstições e extrema confiança em Nossa Senhora, como a cultuavam? Essa fé foi um dos alicerces que sustentou, a criação, o desenvolvimento, a emancipação político-administrativo de Bom Despacho e mudou o desfecho de muitas lutas que os bom-despachenses empenharam. 
A 1ª sesmaria em 1715, abrangia grande parte do atual território de Bom Despacho. Cinquenta anos mais tarde Luís Ribeiro da Silva para reconhecimento oficial da capela rústica de sapé e torná-la pública ofertou ao patrimônio de Nossa Senhora do Bom Despacho parte de sua fazenda e concretizou a ereção da primeira e modesta ermida. 
O Distrito do Engenho do Ribeiro, a importância socioeconômica do engenho de cana, ali instalado. A importância da educação, a mestra Maria Guerra Campos que conseguiu alfabetizar um surdo-mudo e toda a comunidade, que foi a primeira do Brasil a ter luz de vapor de mercúrio iluminando suas ruas. 
A cidade de Dores do Indaiá, os fundadores, tempos em que o Rio São Francisco chegava a ter 12 metros de largura no tempo das águas. Como a quebra da bolsa de valores de 1929 afetou sua economia? 
Em 1881 Bom Despacho passou a ser Distrito de Santo Antônio do Monte. A Guerra da Independência de Bom Despacho. 
A chegada dos italianos, seu sangue quente, seu ardor missionário, o patriotismo. A chegada dos libaneses. 
A criação da Diocese do Aterrado.
Em 31 de março de 1912 fez-se a eleição dos vereadores à Câmara Municipal de Bom Despacho. A instalação da Vila, conta Sílvio Gabriel Diniz, foi precedida de ruidosas e marcantes festividades. Na noite de 31 de maio de 1912 houve iluminação geral da Vila, passeata com fogos de artifícios e música. Numerosos oradores despejaram patrióticos discursos”. 
Na madrugada de 1 de Junho de 1912, sob uma salva de 21 tiros, despertando a população da Vila. Procedeu-se neste dia a instalação da Câmara, para qual foi eleito Presidente, em 31 de março, o Cel. Faustino d'Assumpção - grande benemérito da terra e político prestigioso. Como oficial Vigário Nicolau, pronunciou aplaudidíssimo discurso. 

Resgatar, Reconstituir e imortalizar a construção da Estrada de Ferro Paracatu que tantos benefícios nos trouxeram. 
A construção da Igreja Matriz de Bom Despacho, José de Paula Etelvino - "o arquiteto de Deus" um simples pedreiro, mostrou seu senso prático, sua genialidade e graduou-se em engenharia e deixou dezenas de obras em todo o Centro-Oeste Mineiro, além de formar vários mestres-de-obras. 
A Sociedade de São Vicente de Paulo, valorosos e desapegados vicentinos que construíram a Santa Casa de Misericórdia de Bom Despacho, a Casa de São Vicente, a Vila Vicentina. Trouxeram as Irmãs de Caridade - Filhas da Caridade de São Vicente. 
A construção da Vila Militar – “Vila Inglesa, no coração de Bom Despacho”.
Construção da MG-252.


Olá Fernando Humberto. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata os seus Livros? Como surgiu a ideia de escrevê-los e qual o público que se destina suas obras?
"Um povo sem história é um povo sem memória". – Helena Pignatari.

TOMO I
Precisava resgatar a história do centro-oeste, de Minas Gerais e do Brasil. Mas com uma amplitude maior, com vários focos: entrevista, documentos, fotos, releitura de autores, jornais. Pois estamos repetindo os mesmos erros, por não lembrar fatos passados. Foi um desafio, muitas informações estavam dispersas, foi preciso fazer uma rede de contato com amigos, escritores que me enviavam informações de Pernambuco, fotos de 1800, livros que foram editados em outros estados.
O livro destina a todas as idades. Tenho o cuidado de colocar site’s, vídeos que o leitor poderá acessar. Almejo que este livro chegue às escolas, onde o aluno ao estudar a Guerra do Paraguai tenha um olhar voltado para a sua região, 53 pitanguenses foram valorosos soldados no front, tem seus nomes e uma foto. Os alunos de graduação em direito e em outras áreas encontrar subsídios para os seus cursos.

TOMO II
A chegada dos alemães com uma formação técnica e lhe fora oferecido uma agricultura rudimentar. O alemão Willian Fischer e Carlos Cardoso de Carvalho inventaram o macaco hidráulico “Fischer” e foi fundamental na instalação da Mercedes Bens em São Paulo.
A construção da Igreja Matriz de Bom Despacho, José de Paula Etelvino - "o arquiteto de Deus" um simples pedreiro, mostrou seu senso prático, sua genialidade e graduou-se em engenharia e deixou dezenas de obras em todo o Centro-Oeste Mineiro, além de formar vários mestres-de-obras.
A Estrada de Ferro Paracatu, A Vila Militar, A construção da Santa Casa, do Clube Social, da MG 252.
A constituição da Companhia Industrial Aliança Bom-Despachense – Fábrica de Tecidos. A Usina São João que iluminou diversas cidades.
A Festa do Reinado.
Do que trata o livro?
Este livro trata-se das construções, o arraial se desenvolveu, passou a Distrito, o Distrito se emancipou.... Agora é uma cidade. Constrói o Grupo Escolar, a Estrada de Ferro ....
Bom Despacho e região passou a ser vertical, grandes edifícios derrubaram nossos casarões. Pouca coisa resta. Mas através das palavras fui reconstituindo-os como pode ser constatado nas fotos. Uma majestosa igreja, quem a construiu? Quais foram os pedreiros, serventes.
Este livro será de grande valia para engenheiros, arquitetos, historiadores e pessoas que viveram este período. Uma Vila Ferroviária que se transformou em Vila Militar e a vida na caserna.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O primeiro livro foi: “A Saga dos Resende & Gontijo”, em 2013, os meus 5 livros seriam apenas 1, mas eram muita ousadia. Digo que no primeiro contei os segredos de minha tradicional e discreta família mineira e no segundo contou os da região. O 1ª chegou em 13 países – até na Turquia, me levou a Academia Bom-Despachense de Letras, onde atualmente faço parte da diretoria. E vendeu 800 exemplares.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sou um Visionário! Um Guardião da cultura! Almejo deixar um legado para as gerações futuras. O escritor precisa ser mais valorizado, receber apoio, incentivo. Ao fazer minhas entrevistas muitos não queriam que gravasse, colocasse seu nome. Mas em minha casa é o oásis do escritor, sou auxiliar de biblioteca, minha esposa ocupa a mesma função e minha filha faz biblioteconomia. Nota que para a maioria o essencial é ter um carro zero, estar na moda e comprar um livro é a última prioridade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pela internet. Mas tenho que parabenizar a Editora Scortecci pela altíssima qualidade dos livros, a gramatura, a correção ortográfica feita pela Sandra Garcia, o design gráfico das capas – um trabalho primoroso.

Os seus livros merecem ser lidos? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Escrevo por paixão! Me esvazio por completo, sem preconceito, sexo, idade, para dar voz aos excluídos. Poder compreender como foi desenvolvido esse emaranhado do enredo do livro – (construção do centro-oeste mineiro) – levar o leitor a viajar, uma leitura prazerosa, como tomar um cafezinho com pão-de-queijo. Às vezes você vai achar que é a narradora é uma mulher, outras vezes um ancião de 300 anos. Aliando tudo a internet, pois neste livro o leitor encontra diversos Youtube, vídeos que complementam a leitura. Boa viagem!
Caro leitor: Imagine abrindo um livro, entrando num trem de ferro que vai contornando a serra, passando por rio, cachoeira, povoados e a paisagem vai mudando de acordo com a estação do ano. Vê o progresso chegando, cidade crescendo ou diminuindo. A Festa do Rosário, comemorações. Um Clube Social, os bailes, as retratas no coreto. Essa é a viagem que este livro lhe levará.

Um abraço do escritor Fernando Humberto de Resende.

Obrigado pela sua participação.
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sábado, 15 de setembro de 2018

Entrevista com Lucimar Justino - Autor de: ESTRANHAMENTOS

Nasceu em Cunha (SP) em 1981. Em 2000 mudou-se para São José dos Campos (SP), onde morou até 2006, período em que serviu na Aeronáutica, no CTA. Graduou-se em Letras pela UNIVAP em 2005. Em 2007 foi nomeado Oficial de Promotoria no MP-SP e mudou-se para Embu das Artes (SP), onde morou até 2012. Casou-se em 2007. Em 2010 foi nomeado no TRT-SP, onde é servidor até hoje, e, no mesmo ano, iniciou o curso de Direito, concluído em 2014, pela USJT. Atualmente reside em Cotia, na Grande São Paulo. Tem dois filhos. Em 1998 ganhou o concurso de poesia Péricles Eugênio da Silva Ramos, em Lorena (SP), e teve o primeiro poema, “Claridade noturna”, publicado no Jornal Hoje, de Cunha. Nos anos de 2002 e 2005 participou das antologias de contos e de poesias da Univap. Em 2003 lançou Gritos de Liberdade, pela Papel & Virtual Editora. Em 2007 participou da obra coletiva Poetas de Cunha, com os poemas “Desejo de mudar o mundo”, “Pé no rabo do futuro” e “Deserto”. Mantém o blog MicroPoema. No Facebook, a página Poemócio – Lucimar Justino. Está também no Instagram: @poetalucimarjustino.

Reúne poemas escritos entre 2004 e início de 2018. Ao longo dessa uma década e meia de investigação e exercício poético, Lucimar Justino, um “lavrador de versos”, se dedica a apre(e)nder e compreender o mundo e a vida. Não é um processo fácil e talvez resulte sempre incompleto, ou melhor, eternamente em andamento. Requer disciplina para observar o que se passa de forma diferente: “viro-me do avesso e escrevo um verso”, afirma em “Avesso do Verso”, evidenciando a busca por um novo olhar sobre o que parece óbvio e natural, mas não é, e por isso mesmo é estranho, ao mesmo tempo que pode ser belo e mágico. A poesia de Lucimar é concisa e breve, o tom é descontraído e lúdico, sem resvalar para o leviano ou ligeiro. Não perde profundidade e expressa (e compartilha) o assombro do autor diante do estranhamento que lhe causa o mundo. A obra está dividida em cinco partes, ou olhares: para o outro, para si mesmo, para o mundo e suas contradições e desigualdades, para o fazer literário, para o potencial transformador de que todos devemos fazer uso e, enfim, para tudo isso ao mesmo tempo, porque a vida em plenitude pressupõe horizontes amplos e visão panorâmica. O novo olhar que nos propõe Lucimar passa por todos os sentidos, convidando-nos a experimentar, sentir, ser – viver, enfim.

Olá Lucimar. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de poesia. Está dividido em cinco partes, abrangendo poemas de amor, sobre o silêncio, o fazer poético, reflexões sobre a vida e temas diversos. É um projeto já antigo, de 2006. Mas as circunstâncias da vida e outros projetos acabaram sendo prioridade, como os concursos e o Direito. Até porque não dá para viver só de palavras e de vento. É necessário ter uma carreira e levar a escrita como um hobby. Então, a prioridade foi mesmo uma necessidade. Todavia, a escrita sempre foi uma válvula de escape e um prazer. Embora escrevendo pouco, sempre mantive ativo o blog Micropoema. No início deste ano, decidi por em prática o projeto do livro de poesia. Fiz uma seleção dos melhores poemas, de 2004 a 2018, e organizei o livro, que se destina aos amantes da poesia e de uma leitura leve e descontraída.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O sonho de ser escritor surgiu das leituras de Drummond, Monteiro Lobato, Fernando Pessoa, Cecília Meirelles, Vinícius de Moraes, João Cabral de Melo Neto e tantos outros. Isso por volta de 1997. E também de uma necessidade mesmo de expressão, já que era muito tímido e tinha mais facilidade de me expressar escrevendo. Este é meu segundo livro. O primeiro foi publicado em 2003. Tenho dois filhos, muitas árvores plantadas e dois livros. Creio que já tenha deixado minha marca no mundo (risos). E os poemas continuam brotando. Acredito que venham outros livros na sequência. Filhos, acho que já está ótimo! Vamos parar por aqui! Quanto às árvores, sempre há espaço para novas árvores e principalmente para conscientização da necessidade urgente de preservação do que já temos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ser lido é realmente um grande desafio. O Brasil tem cerca de 12 milhões de analfabetos. Dos alfabetizados, temos os que são analfabetos funcionais. Apenas 8% dos brasileiros são proficientes, ou seja, têm plenas condições de compreender e se expressar na própria língua, segundo dados de 2016 do Instituto Paulo Montenegro. E isso reflete em todas as áreas da vida de uma pessoa, não apenas na sua formação como leitor. Nossos grandes problemas são a Educação e a desigualdade social. Acredito que uma coisa reflita na outra e vice-versa. Portanto, o grande desafio do Brasil é dar uma Educação de alta qualidade para todas as pessoas. Por outro lado, as pessoas estão ativas nas redes sociais e estão lendo o tempo todo. Então, é preciso ir onde o leitor está e conquista-lo, trazê-lo para dentro do livro, mostrar como a poesia é uma coisa simples e bela, instigá-lo a penetrar no universo da literatura. Infelizmente, a necessidade de alimentar o estômago é prioridade em relação à necessidade de alimentar a alma e o espírito. É uma realidade do nosso país. Ou seja, não é nem questão de a leitura ser pouco valorizada. É questão de necessidade mesmo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já conhecia a Editora por livros e por sua consolidação no mercado editorial. Não tive dúvidas em publicar por essa Editora. E minha experiência tem sido muito positiva. Excelente atendimento e profissionalismo, de todas as áreas. Cumprimento de prazos e trabalho detalhista. Muito bom mesmo! Estou plenamente satisfeito com o resultado final do livro e também com todo o apoio que tenho recebido da Editora após a finalização do livro, na elaboração de convites, divulgação e apoio logístico.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro expressa sentimentos que são universais. Os poemas são curtos e diretos, porém profundos. A linguagem é simples e não rebuscada. Cultivo a ideia de que se deve dizer o máximo com o mínimo de palavras. Esse é o pulo do gato da poesia, que, por excelência, é um texto aberto a interpretações. E acredito, também, que a poesia seja um caminho para a formação de leitores sensibilizados. Meu livro leva essa mensagem de paz, amor e sensibilidade ao mundo, como escrito no poema da contracapa:
O mundo não precisa de mais armas.
O mundo não precisa de mais muros.
O mundo precisa de mais amor.
O mundo precisa de mais pontes.
O mundo precisa de mais livros e poesia.

Quem se arma espera a guerra.
Quem se ama espalha o amor.
Desarme-se. Ame-se. Ame-me.

Minha mensagem final é que, em tempos de mísseis, cercas e muros, construir pontes parece impossível. Tempos difíceis, de fato, mas uma oportunidade para desafios. As palavras podem não mudar o mundo, mas tocam pessoas. E pessoas tocadas mudam o mundo.

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Entrevista com Lucas Barreto Teixeira - Autor de: LÁGRIMAS DE SANGUE

Nasceu em agosto de 2000 na cidade do Rio de Janeiro, cenário de inspiração para diversas narrativas. Teve outros textos publicados e lança seu primeiro livro, Lágrimas de Sangue e outros contos. Desde pequeno é apaixonado por literatura clássica, cinema, música e cultura popular, de onde tira suas influências.
Em seu blog, O Caderno do Escritor, escreve análises literárias, cinematográficas e filosóficas sobre arte e sociedade.


Paixões insanas, ressentimentos conjugais, sede de guerra, exploração humana, o diálogo constante entre a razão e o sentimento – ou entre o tangível e o sensorial. Lágrimas de Sangue e outros contos é um livro sobre pessoas, em tempos históricos e locais geográficos variados, sem conexão entre si exceto pelo aparente descaso explorados em suas narrativas. Sem considerações românticas ou situações de puro épico, em cada conto os personagens são convidados a dialogar com o leitor, ilustrando de forma crua a situação em que vivem.


Olá Lucas. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro reúne onze contos sem ligação entre si exceto pela condição que move todas as personagens. A loucura humana, no sentido delirante de Dostoiévski e Quiroga, presente em todos nós, capaz de ser despertada pelo mais improvável acontecimento. Escrevendo ao público jovem e adulto, baseei grande parte das narrativas nas condições sociais vigentes, estruturando todos os contos com conceitos literários clássicos. Acredito que todos os leitores podem se conectar em algum nível nos delírios que incluí nos contos, por conta do caráter subjetivo dos mesmos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Ser um escritor sempre e será um grande objetivo em minha vida. Escrevendo desde cedo, lendo muito e estudando sobre o mundo literário - tanto clássico quanto contemporâneo -, acredito que Lágrimas de Sangue é apenas um primeiro passo da carreira que tanto almejo. Enquanto planejo lançamentos no Rio de Janeiro - minha cidade -, em escolas, livrarias e afins, também penso nos próximos projetos, tanto na escrita de contos quanto no amadurecimento de minha escrita para escrever romances.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acredito que pior que um escritor no Brasil, é ser um leitor no Brasil. Faltam incentivos à leitura, e os poucos aventureiros que ainda insistem na atividade de ler sofrem discriminação. Faço um paralelo com O triste fim de Policarpo Quaresma, quando o ufanista patriótico é julgado louco e insano por conta de seus hábitos de leitura. É claro que precisamos formar novos leitores, mas antes precisamos atender à demanda atual. Como escritor, na verdade, fico muito feliz de ver a resistência" lendo e aprovando meu livro, isso já é muito gratificante para mim.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Quando decidi publicar o livro, pesquisei muito sobre o mercado, comparando várias editoras e analisando o custo-benefício. Ao me deparar com a Scortecci, logo conclui que era uma editor profissional, séria e com uma excelente qualidade de produtos no mercado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que a temática de Lágrimas de Sangue abrange a todos, em um nível muito pessoal e subjetivo. É impossível dizer qual é o sentimento que eu espero despertar nos leitores, porque o objetivo do livro é exatamente indagar e atacar a loucura em um nível muito íntimo. Tanto que em cada conto mudo o cenário, as personagens, o período histórico... tudo para abranger o máximo possível e causar um efeito cada vez mais intenso. No entanto, se existe uma mensagem central no livro, acredito que seja algo relacionado com a invisibilidade social, por conta do descaso social dos agentes de nosso cotidiano. Marginalizando os ditos como loucos, acredito que marginalizamos a nós mesmos.

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Entrevista com Paulo Eugênio Mendonça de Anunciação - Autor de: PLANETA EXPERIMENTAL

Paulo Eugênio – graduado em Física pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Geociências (Geodésia) pela mesma Universidade.
Aposentou-se como Professor Adjunto na Universidade Estadual de Maringá, onde exerceu as funções de Coordenador de pós-graduação Especialização em Ensino de Física, Chefe do Departamento de Física e Membro do Conselho Universitário. Foi consultor de Física Aplicada para várias empresas nacionais e estrangeiras.


Este ensaio é uma cosmovisão sobre a nossa realidade, para nos ajudar a entender melhor o enigma da existência humana – mistério que envolve conhecimentos integrados das Ciências Humanas e das Ciências Naturais.
De maneira provocadora e honesta, ele usa argumentos científicos, mas não é um texto de Ciência; usa argumentos filosóficos, mas não é um texto de Filosofia; usa argumentos teológicos, mas não é um texto de Teologia – por isso, é um texto holístico. 
Não de ficção científica nem de divulgação científica, mas sim, um ensaio cuja cosmovisão poucos da área acadêmica ousam abordar, no entanto, aqui pode estar a chave para o entendimento do significado da nossa existência.

Olá Paulo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Do que trata?
Este ensaio é uma cosmovisão sobre a nossa realidade, para nos ajudar a entender melhor o enigma da existência humana – mistério que envolve conhecimentos integrados das Ciências Humanas e das Ciências Naturais.
De maneira provocadora e honesta, ele usa argumentos científicos, mas não é um texto de Ciência; usa argumentos filosóficos, mas não é um texto de Filosofia; usa argumentos teológicos, mas não é um texto de Teologia – por isso, é um texto holístico. 
Não de ficção científica nem de divulgação científica, mas sim, um ensaio cuja cosmovisão poucos da área acadêmica ousam abordar, por isso, ousamos apresentar esta nossa contribuição para o entendimento do significado da nossa existência.


Como surgiu a ideia de escrevê-lo?
Como profissional da área de Ciência, sempre percebi que existe uma lógica misteriosa não só por trás dos eventos naturais em nosso Planeta, mas também na estrutura do Planeta e do próprio Universo; uma lógica misteriosa que pode esconder o verdadeiro sentido da vida.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou graduado em Física pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Geociências (Geodésia) pela mesma Universidade. Sou apaixonado pela Natureza, por isso me dediquei ao estudo da Geociência. 
Estou aposentado como Professor Adjunto na Universidade Estadual de Maringá, onde exerci as funções de Coordenador de pós-graduação Especialização em Ensino de Física, Chefe do Departamento de Física e Membro do Conselho Universitário. Com a verve inata de professor, me dediquei mais ao ensino de Física Aplicada. E, por muitos anos, também me dediquei como Consultor de Física Aplicada para várias empresas nacionais e estrangeiras.
Nesta linha de cosmovisão PLANETA EXPERIMENTAL é meu segundo livro; o primeiro foi EXISTE ALGUÉM LÁ FORA DO UNIVERSO. Escrevi outros livros técnicos, na área de física aplicada na Meteorologia e ao Agronegócio.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu sempre brinco com meus leitores: Escritor no Brasil só é reconhecido quando morre... e olhe lá!
Um dos grandes problemas do ensino em nosso país, de um modo geral, e no ensino universitário em particular, é que não se ensina os alunos a 'ler e interpretar textos'. Tive várias dificuldades com alunos egressos de 'cursinho', que chegam à Universidade 'viciados em realizar provas de múltiplas escolhas'- simplesmente não aprenderam a analisar um texto e muito menos a raciocinar sobre os temas apresentados em textos científicos.
Um outro problema para o relacionamento entre escritor-leitor, é o alto custo dos livros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Quando eu escrevo um livro, é como se eu estivesse criando um projeto bem pessoal, como quem cria um filho ou planta uma árvore especial. Já criei três filhos (que me deram quatro netos); também plantei várias árvores, quando morava na casa de meu pai e também na minha. Então, quando escrevo meus livros, eu procuro uma editora com muito cuidado, procurando entender a proposta dela para ver se se encaixa com a minha. Foi assim que encontrei a Scortecci – navegando na Internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Merece ser lido, porque apresenta uma cosmovisão sobre a nossa realidade, para nos ajudar a entender melhor o enigma da existência humana – mistério que envolve conhecimentos integrados das Ciências Humanas e das Ciências Naturais.
Ele usa argumentos científicos, mas não é um texto de Ciência; usa argumentos filosóficos, mas não é um texto de Filosofia; usa argumentos teológicos, mas não é um texto de Teologia – por isso, é um texto holístico. 
Não é um texto de ficção científica nem de divulgação científica, mas sim, um ensaio cuja cosmovisão poucos da área acadêmica ousam abordar, no entanto, aqui pode estar a chave para o entendimento do significado da nossa existência.
É um texto provocativo, mas cientificamente honesto. Que o leitor mesmo tire suas próprias conclusões!


Obrigado pela sua participação.

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