segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Entrevista com Maruam - Autor de: PROTAGONISTAS NA RIBALTA

MARUAM, insiste em querer  superar os limites do possível!
Parceiro ousado  em estripulias intelectuais, é um pseudônimo de seu mentor, brasileiro e paulista: Mario Rubens Almeida de Mello.
Como  experiente professor e consultor de gestão, gosta do que faz.
Já, como escritor, independente da crítica, conjuga só o que gosta.
Desde a virada do século, produziu  um  carrossel literário em nove obras: crônicas, poesias, contos, micro contos, aforismos,  romances e até uma ousada aventura pelo mundo
Neste inicio de 2015  publica  “Protagonistas na Ribalta” com o selo da Scortecci.

Reúne, em eletrizantes e sinceros  tons  confessionais, relatos de múltiplas mulheres: donas de casa, professoras, prostitutas, estudantes, religiosas, profissionais liberais e até  moradoras de rua.
Esta obra guarda relação com uma peça teatral. Em dez  atos, apresenta, sequencialmente, depoimentos intimistas  em comovente linguagem popular.
Sob o calor das lâmpadas que fulgem as cenas do  centro do palco,  cada uma das protagonistas desnuda, apaixonadamente, no tablado, as experiências amorosas de suas fantásticas  trajetórias de vida.
O desnude da verdade nua e crua, que permeia o cotidiano, nem sempre se mostra para todos.
É  preciso que a sociedade se inteire da realidade e que tenha consciência dos distintos papéis de seus membros. E mais, que, independentemente de suas escolhas, os respeite,  assegure  a igualdade social e o direito inalienável de, cada qual a seu modo, serem felizes”.
Um ato de coragem, pois a diversidade quando colocada na mesa, arrepia o senso comum.
Um livro sob medida para o publico leitor de fino gosto. Gente acostumada ao desfrute do prazer, pelo prazer de ser, somente ser.
Olá Maruam. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Inicialmente agradeço o convite da entrevista e a oportunidade de expor ideias pra tão seleto publico.
Agora, respondendo sua pergunta sobre minha nova obra, espero que possa ser lido por publico diverso sem marcação étnica, gênero, idade, cor e tão pouco condição econômica e social!
Um livro singelo, em linguagem comum, oferecido para quem assim quiser se candidatar a folheá-lo.
Protagonistas na Ribalta reúne, em eletrizantes e sinceros tons confessionais, relatos de múltiplas mulheres: donas de casa, professoras, prostitutas, estudantes, religiosas, profissionais liberais e até moradoras de rua.
Sob o calor das lâmpadas que fulgem as cenas do centro do palco, cada uma das protagonistas desnuda, apaixonadamente, no tablado, as experiências amorosas de suas fantásticas trajetórias de vida.
O desnude da verdade nua e crua, que permeia o cotidiano, nem sempre se mostra para todos.
É preciso que a sociedade se inteire da realidade e que tenha consciência dos distintos papéis de seus membros. E mais, que, independentemente de suas escolhas, os respeite, assegure a igualdade social e o direito inalienável de, cada qual a seu modo, serem felizes”.
Um ato de coragem, pois a diversidade quando colocada na mesa, arrepia o senso comum.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
VOCE E DE SEUS PROJETOS NO MUNDO DAS LETRAS!
Pela primeira vez em tantos anos de literatura vou falar de mim!
Criei um pseudônimo, parceiro ousado que superou a identidade do criador, alegria que me contagia: MARUAM.
Desta forma, à distância, sempre pautei por espreitar as minhas realizações sem me contagiar por elas.
Anos se passaram! Hoje as redes sociais tem tornado cada vez mais difícil passarmos incólumes.
Meus leitores em especial os que não me conhecem, vivem me cobrando um desnude de forma que possam  enxergar a linha tangencial que superpõe  o criador e a criatura.
Pois bem, aí vai!
Minha certidão de nascimento remonta do século passado, um  verdadeiro papiro jurássico
Sou brasileiro de São Paulo, Capital.
Quase estudante profissional, hoje autodidata, colecionei  boas titulações acadêmicas no passado.
Alterno papeis profissionais distintos, ora como professor, ora como gestor e consultor de organizações.
Gosto do que faço!
Anos atrás, seduzido pelo cursor piscando, convidando a escrever, virei um  emendador de palavras.
Não  consigo precisar o  ponto tangencial que me une a MARUAM:  nos superpomos e isto basta!
Instalei uma oficina das letras na madrugada e, entre ressacas intelectuais,  obras se sucederam:
Ad Libitum, Tempus,  Quid Pro Quo,  Atiaia, Caminho sem Volta
Surtos de Ternura, Pintando o Sete nas Letras, 140 Caracteres pra Você, Protagonistas na Ribalta...
Inda que lastreado por esta  vasta produção literária, diante da galeria dos ilustres letrados, a quem devoto  pleno respeito,  faço questão de  classificar-me como  um aprendiz a aprendiz.
A cada trabalho, teimo  em conjugar a inovação alternando diferenciados estilos:  crônicas, poesias, contos, micro textos, citações, romances e aventuras.
Uma teimosa  busca da  eterna superação dos limites do possível.
Faço o que gosto!
Sou sempre mui grato a minha família e circulo de especiais amizades que, sempre estiveram ao meu lado, acreditando e incentivando, independentemente da certeza da colheita.
Faço absoluta questão de não cita-los nominalmente pra que ninguém possa sequer associa-los e responsabiliza-los às minhas estripulias intelectuais.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Viramos o século assistindo uma nova transformação cultural.  Historicamente, depois da agricultura, revolução industrial, eletricidade e o advento dos computadores, vivemos a era do conhecimento.   Tendo como pano de fundo novas tecnologias, o  mundo mudou, as pessoas mudaram e, consequentemente,  os valores e a forma de se comunicar, mudaram.
...e a literatura, consequentemente, terá que se adaptar aos novos tempos.
O que fazer então?
Deixando os discursos lamentosos de lado devemos fazer, ao menos, a nossa parte para agregar valor a leitura!
Como? É fácil! Veja alguns exemplos:
- leia os clássicos infantis para seus filhos embalando o berço
-leve as crianças e jovens as livrarias e feiras de livro
- presenteie parentes e amigos com livros nos ritos de passagem (noivado, casamento, batizado, aniversario, amigo secreto,  natal, ano novo...)
-coloque como meta pessoal ler, ao menos, um livro por mês
- se puder, tire seus livros já lidos da prateleira e, em uma ação de desprendimento coloque-os em bancos de transporte coletivo, bancos de jardim, salas de espera.... Existe uma grande chance de alguém se apropriar e, em efeito dominó, levar a cultura ao povo.
- reeduque-se e aos que estão no seu entorno para conviver com o ensino a distancia. O “e book”, por exemplo, é uma alternativa de baixo custo que certamente em futuro próximo, derrubará os muros da exclusão educacional. Entretanto, vamos mais longe! Na linguagem dos novos tempos: “vamos ler na nuvem””.

 Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Ano passado ou retrasado (não me recordo agora) em uma roda docente  tomei conhecimento de uma editora em São Paulo tinha se especializado em pequenas tiragens e  bem  atendendo  o segmento de mercado de  professores.
Dezembro de 2014! Estava com um livro pronto. Liguei pra Scortecci e marquei uma reunião onde apresentei  meu trabalho e  negociei um  contrato de edição.
Daí, se sucederam sucessivos blocos de ações orientados por atenciosos profissionais: revisão, diagramação, arte de capa, marcadores, ficha catalográfica, produção e entrega.
Não me deram folga! Trocamos quase uma centena de e-mails.
Fevereiro de 2015!  Obra impressa.
Transcorreram somente dois meses entre a entrega dos originais e o recebimento dos livros. Um recorde em toda a minha vida literária.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Do mais fundo, do fundo vou lhe responder: todo livro merece ser lido! Nem sempre pelo seu conteúdo que nunca vai agradar a todos, mas, especialmente em respeito ao autor que aceitou se despir intelectualmente no intuito de agregar valor as ideias que crê.
Desculpe-me mas, para não perder o habito, vou tentar responder a sua pergunta de forma nada lógica,  com um pressuposto poético:
A fantástica e bela linha ilusória  no horizonte  que  apresenta o encontro do céu com a terra, sob a testemunha  radiante do sol  é um presente inigualável que a natureza nos dá todos os dias, no alvorecer e no entardecer. Nunca se sabe onde um começa e outro termina.
Na literatura, analogamente, ocorre semelhante situação:
De um lado, o escritor, no pináculo da auto realização, oferta o que tem de mais caro: seu arcabouço intelectual. De outro lado, o leitor, em troca, abre suas comportas mentais, ávido em conhecimento ou diversão.
Um encontro tangencial! Mais do que isso: fusão cósmica que encerra um eterno “doce mistério doce” que nunca será desvelado.

Psiu!
(dedo indicador colocado em riste na vertical atravessando os lábios)
Segredo nosso! De nós, determinados e endoidecidos escritores e de nós, incorrigíveis e  ávidos leitores.
...nos merecemos!.

Obrigado pela sua participação.

Um comentário:

  1. MARUAM, só temos a agradecer por nos proporcionar o prazer da leitura agregado à reflexão dos mais variados perfis de nossa sociedade brasileira. Cada personagem com sua respeitosa particularidade mas todos com o único e simples objetivo de ser feliz. Livro contagiante e emocionante, pautado em uma realidade fantástica. Parabéns por mais uma obra!

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