segunda-feira, 9 de março de 2015

Entrevista com Ricardo Ramos Filho - Autor de: O PINGUINHO DE LETRA

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1954, mas aos quatro anos mudou-se com a família para São Paulo, de onde nunca mais saiu. Filho do escritor Ricardo Ramos e neto de Graciliano Ramos, desde menino viveu intensamente o universo dos livros.
Ricardo Ramos Filho, escritor e roteirista, lançou seu primeiro livro em 1992. De lá para cá escreveu muitas histórias, a maioria delas para crianças e jovens, publicadas por várias editoras. Formado em Matemática pela PUC de São Paulo, e Mestre em Letras pela USP, vem se dedicando cada vez mais à literatura. Aos sessenta e um anos, considera que poderá viver mais sessenta escrevendo.
Docente na Escola do Escritor, ministra entre outros o curso: Conhecendo e Escrevendo Literatura Infantil.

Trata-se da história de um ponto vaidoso e falante. De como ele deixou de ter complexo e passou a se enxergar como membro muito importante de uma história.
Bom dia, boa tarde e boa noite. Desse jeito fica todo mundo devidamente cumprimentado, a gente ganha tempo. Hoje estou com a corda toda, feliz da vida. É que o Ricardo Filho, um escritor amigo meu, resolveu deixar que eu falasse. Quem é que não gosta de abrir o coração? Vou logo me apresentando. Eu sou mesmo assim, nem um pouco envergonhado. Prazer em conhecê-los: Pinguinho de Letra, ao seu dispor, para bem servir.
Olá Ricardo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A história, escrita na primeira pessoa, mostra como um ponto, muito vaidoso e falastrão, vence o complexo por seu tamanho, e acaba percebendo sua importância em um texto. A ideia é uma homenagem ao selo infantil da Scortecci, o Pingo de Letra. Destina-se ao público infantil, como boa parte de minha produção.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já escrevi muitos livros para crianças e jovens. Tenho me cobrado ultimamente a publicar pelo menos uma obra por ano. Venho conseguindo. Estou escrevendo um livro juvenil, Maria vai com poucas, que devo publicar em breve. Talvez seja meu segundo livro esse ano.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho a vida de qualquer pessoa no Brasil atualmente horrível. Vivemos em um país com muitos problemas, escrever para não ser lido é apenas mais um deles. Mas a gente franze a testa, respira, segue em frente.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Sou velho amigo do João Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não sei se é uma questão de merecimento. Acho que se meu livro por acaso for lido poderá despertar interesse. Nele procuro contar uma boa história. Gostaria de pedir aos meus leitores que comprassem O pinguinho de letra e lessem. Mas tenho dúvida quanto a essa mensagem ser especial.

Obrigado pela sua participação.

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