quarta-feira, 22 de abril de 2015

Entrevista com David Ferreira - Autor de: CRÔNICAS DOS COVEIROS DO CEMITÉRIO VERDE

É pernambucano de Recife, por nascimento em janeiro de 1968.

Paulistano no crescimento, paulista momentâneo da Região Metropolitana.

Cedo se preocupava com o funcionamento, a interação das coisas, instituições e pessoas, o que o levou a se aventurar academicamente nas ciências políticas e sociais, abandonando-as logo para se ocupar de viver. E de escrever.
Sensível aos acontecimentos do país e do mundo, a atomização do homem no mecanicismo das sociedades o levou a registrar em crônicas e poesias menores, suas emoções e pensamentos.
Crônicas dos Coveiros do Cemitério Verde é sua primeira publicação.
Que venham outras!


É um romance curto, dinâmico, encadeado por crônicas – o gênero de escolha do autor para contar esta história. No Brasil das classes médias atarefadas, o mundo das relações talvez esteja circunscrito num imaginário cemitério colorido – verde! Lá estão os desejos, os sonhos, as frustrações, os devaneios de toda gente que se sente invisível e sem amigos. Tamanha energia incontida transborda e os personagens explodem em revolta e coragem. Um novo mundo! Será? O mundo pode ser novo a partir da vontade de pessoas invisíveis e sem aliados?

Olá David. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Crônicas dos Coveiros do Cemitério Verde é um romance de superação narrado em crônicas, sobre um grupo de trabalhadores de cemitério que quase involuntariamente se envolve numa jornada de autodescoberta como cidadãos e trabalhadores dignos de respeito. Suas reivindicações evoluem e explodem numa revolta cujo desfecho é surpreendente!
Esta história foi escrita há quase 20 anos, quando o fato de que há seres socialmente invisíveis, portadores, no entanto, de dramas e paixões pessoais inalienáveis que nem mesmo o menosprezo social pode suprimir, incomodou-me com tamanha intensidade que me vi obrigado a escrever sobre este tipo social: o trabalhador comum, especialmente, o que goza de relativa pouca expressão, passa quase despercebido em momentos cruciais e inevitáveis de nossas vidas.
O grupo de sepultadores e sua condição peculiar são representativos de todos os indivíduos que, a despeito do esquecimento ou desprestígio, podem e devem conservar o orgulho, o amor-próprio e a auto-estima equilibrados.
Não é um livro para crianças. É para jovens e adultos de todas as idades. É, com maior indicação, para quem deseje amadurecer esta ideia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Crônicas dos Coveiros do Cemitério é minha primeira publicação. Desejo que não seja a última. A aventura de quem escreve é como a mensagem da garrafa que o náufrago de uma ilha ignorada lança ao mar para pedir ajuda: pode ou não chegar ao destino almejado, pode ou não atingir o objetivo desejado. Gostaria muito de deixar não só livros sobre prateleiras, mas mensagens na mente, histórias no coração e sensações na alma.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não estou certo de que sejamos tão poucos leitores no Brasil. Porém, tenho a convicção de que se o país fosse mais atento aos problemas sociais como violência e emprego, distribuição de renda, educação e cultura, enfim, se houvesse um senso mais pragmático, mais prático de justiça social, certamente teríamos um número muito maior de leitores.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Sei da Editora Scortecci há mais de 20 anos. Amigos publicaram por ela.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Crônicas dos Coveiros do Cemitério Verde merece ser lido senão como uma reflexão sobre o homem comum, como uma história que entretenha e divirta. O certo é que a ninguém é permitido desprezar os quase sete bilhões de histórias pessoais únicas, exclusivas, inéditas e intransferíveis que transitam vivamente pelo mundo.
Como digo no início: “Atrás desses muros há intensidade, almas afogueadas pelas paixões. Somos todos personagens de nossa própria, irremediável, fatal história.”.


Obrigado pela sua participação.

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