quarta-feira, 22 de julho de 2015

Entrevista com Oséias Francisco da Silva - Autor de: UM NOVO MODELO DE SEGURANÇA PARA O BRASIL

Nasceu em 1976 na cidade de Nazaré da Mata/PE, vivendo até os 17 anos de idade em Tracunhaém, cidade do mesmo Estado. É o sétimo de onze filhos de João Francisco da Silva (in memoria) e Maria do Carmo Bezerra da Silva. É casado com Ana Paula Alves Lima Silva e tem dois preciosos filhos: Lukacs Alves Silva (5 anos) e Erich Alves Silva (2 anos). Em 1995 chega no Estado de São Paulo e reside atualmente em São Bernardo do Campo. É Psicanalista, Formado em Filosofia e pós-graduado em Gestão de Segurança Publica. Já publicou três livros: O Segredo de Amar; Demo e Crácia, democracia um presente de grego; Segurança Publica como projeto sócio educacional, a vocação preventiva e comunitária das guardas municipais. É Presidente (2013-2015) da Conferência Nacional das Guardas Municipais do Brasil – CONGM. Professor de Filosofia, e Supervisor da Guarda Civil Municipal de São Bernardo do Campo, onde foi Subcomandante (2010-2011).

O estado de insegurança coloca o Brasil entre as Nações com os maiores indicadores de violência, principalmente o homicídio. A temática da segurança pública está entre as principais demandas e reclamação da sociedade ao poder público. Partindo da compreensão que a criminalidade e a violência são fenômenos sociais de natureza complexa e multicausais, a proposta do livro passa pelo desvelamento das estruturas e culturas subjacentes das polícias brasileiras, destacando suas características, orientação e concepção que determinação entre outras coisas, a atuação das agências da segurança pública. Dentro do contexto da discussão sobre uma nova política de segurança, o esforço é de apresentar caminhos por onde deverá se construir um nono modelo de segurança para o Estado Brasileiro, enfatizando o caráter democrático para corresponder aos exigências da democracia, e cidadã para criar as condições de promoção para o exercício da cidadania, e por último, humana porque os objetivos e desafios do novo milênio passa pela construção de uma segurança humana. Por fim, apresentar proposta para enfrentar e superar esses desafios é um entre os objetivos do autor. Cabe um destaque especial para o capítulo que discorre sobre a vida do policial, suas aflições, crises, dilemas, e as peculiaridades da profissão. Em diversos aspectos o livro nos apresenta elementos bastante originais que serão importantes contribuições nesse nobre projeto de construir uma nova segurança para o Brasil.

Olá Oséias. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro tem como objeto principal a segurança pública e parte do pressuposto que essa área do Estado é fundamental para a manutenção e consolidação da democracia. E nesse sentido, a narrativa se propõe a analisar e desvelar as principais características do atual paradigma da segurança pública e suas conexões com a história do País, e a necessidade de reformatar esse modelo para atender e corresponder ao momento histórico, social e constitucional presente.
Basicamente a ideia do livro surge a partir da militância nesse campo e também nos direitos humanos, mas, sobretudo, da experiência, seja como Presidente de uma entidade representativa de classe e como trabalhador. O que contribuiu de maneira muito significativa nesse processo foram os Fóruns, seminários e congressos que participei em diversas cidades e estados. Esse espaço de diálogo com os trabalhadores e militantes forneceram elementos importantes para o debate.
O público é bastante heterogêneo porque se trata que uma discussão de interesse social, acadêmico, dos trabalhadores e gestores públicos. Pela natureza genérica todos esses atores são contemplados e objetivo oferecer subsidio para a discussão e para as políticas públicas seja intersetorial ou a de segurança pública propriamente dita.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Esse é o quarto livro publicado e pretendo continuar contribuindo com o universo literário, porque escrever, refletir e meditar são expressões da minha existência e maneira de imprimir um sentido na vida e na história. Ao contrário de muitos escritores, não costumo escrever por encomenda, sou afetado pelas coisas, situações, momentos, movimentos e a própria dinâmica da vida e naturalmente surgem as ideias sempre para dialogar com demandas reais e históricas. Ou seja, escrevo apenas quando estou imerso ou abstraído pelo sentimento de empatia com a realidade, uma forma de inspiração.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É um desafio imenso. Escrever como vocação e também como profissão são maneiras diferentes com resultados distintos que pode ser frustrante e satisfatório. Nosso povo foi formatado para não pensar, apenas para sobreviver, a parcela pensante da sociedade é muito pequena reclusa aos muros das academias, e às vezes encontramos alguns que fogem dessa lógica e isso me alegra e estimula. É algo muito parecido ao garimpeiro, muito trabalho, mas quando encontra uma pedra precisa vem a recompensa.
Acredito que deveria haver maior incentivo principalmente da parte dos Governos para despertar e alimentar o desejo da população pela leitura. Democratização da cultura é um ideal a ser perseguido diariamente. Há nesse país tantas "bolsas" como políticas públicas, e porque não criar a bolsa livros onde o povo receberia algo como um cartão para comprar os livros por preços que correspondessem a sua situação sócio-econômica. Entre tantas ideias, talvez essa ajude a fomentar a leitura, a reflexão e crítica.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Por meio de pesquisa pela internet. Estava procurando uma editora que combinasse um preço acessível com uma boa qualidade. Estou satisfeito tanto que esse já é o terceiro livro publicado pela editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Merece porque o tema segurança pública é fundamental para a democracia e principalmente para o exercício da cidadania.
O estado desenfreado da violência e criminalidade no País é preocupante e só em 2012 foram 56 mil vítimas de homicídios.
A forma como o Estado age e reage diante desse cenário tem se mostrado insuficiente ou equivocada, onde se busca apenas tratar os sintomas e não as causas.
A segurança pública é a área do Estado Brasileiro que é fundamental no processo de consolidação da democracia, e historicamente foi a área responsável pelas maiores violações aos direitos humanos, portanto se apropriar, estudar e acima de tudo criar mecanismo de controle social e estabelece novos marcos para um orientação democrática, cidadã e humana é nosso foco permanente.

Obrigado pela sua participação.

                           Outras obras do autor







Nenhum comentário:

Postar um comentário