quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Entrevista com Ovídio Borazo - Autor de: FRAGMENTAÇÃO DO SENSO COMUM

Ovidio Borazo
Nasceu em 5 de setembro de 1954 em Mirandópolis (SP) e atualmente vive em Guapiara, também no interior paulista. 
Obras do autor:
Desconcertante olhar sobre a janela do mundo, Poesia, Scortecci, 2013
Fragmentação do senso comum Poesia, Scortecci, 2015
Brasil – Ame-o ou Deixe-o, Teatro, Scortecci, 2015

Falar de Ovidio Borazo é falar principalmente da morte: pessimista por excelência, sua vingança é acreditar na Vida. O cara tem a facilidade de acreditar e zombar. De sentir e sonhar. De amar e odiar. De alegrar-se e ficar triste. De criticar e afetar, sejam amigos ou inimigos. Propaga que a vida tem que ter o diálogo como meta de determinação da razão e do porquê das coisas humanas. Falar de Ovidio Borazo, para mim, é talvez falar do mesmíssimo cotidiano das pessoas comuns, lutando ou matando um leão por dia para beber pequenas gotas de felicidade. Ovidio Borazo resume-se no comum do incomum das pessoas felizes e infelizes.

Mauraci Miguel Amorim

Fragmentação do senso comum
O angustiante nos dias de hoje é vermo-nos incapazes de censurar nossas atitudes frente à construção de uma cultura da paz, sem nos darmos conta de que muitas das vezes a paz que estamos construindo é a da ideologia do consumismo. Fragmentamos tudo, até nossos sonhos, nossas ideias e ideais, escondendo-nos em defesa do nosso individualismo, a ponto de sermos hipócritas e medíocres em relação à intolerância do outro que é humano. Fragmentados do senso comum, alimentamos concepções doentias e reacionárias a favor de nossos valores desgastados através dos tempos. Fragmentamos a paz para cultuar a morte frente à biologia do poder das ideologias e a serviço do egoísmo. Fragmentados, batemos palmas tanto para Deus como para Satã, apostando na racionalidade de nossa civilização avançada e milenar.

Olá Ovidio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Dos sonhos das pessoas comuns frente a fragmentação de valores tão convencionais. Surgiu a partir observação das pessoas no seu dia a dia atrás de um sonho. À pessoas que sonham e de repente seus sonhos se desfazem como tantos outros.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Creio que de outros. Penso que a arte de escrever quando se inicia é excitante. Meu primeiro livro foi: "Desconcertante Olhar Sobre a Janela do Mundo" e também neste ano de 2015, minha primeira peça de Teatro: "Brasil: ame-o ou deixe-o.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Complicadíssimo, mas é a partir da Escola, principalmente a Pública que acaba cultuando nos alunos o desinteressa a leitura e a curiosidade leitora. Observe que na Escola Pública, professores fazem "Projetos de Leitura" e eles mesmos nunca leram ou estão preocupado em. Se a Escola planta essa ideia, ler é insignificante para a maioria das pessoas que passaram nove anos numa escola e nada de significante levaram para suas vidas, principalmente o hábito de ler.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de pesquisa
Aceitei ser Scortecci Editora, ser mais um instrumento a acreditar que existem novos talentos gritando e apostando neste objetivo de escrever e o Grupo Editoral Scorteci, tem isso como meta escolher e abrir espaço.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acho que meus livros merecem serem lidos sim, principalmente no momento de ir ao trabalho, seja no ônibus, Trem, Metro.....eles foca nas angústias, medos, sonhos, objetivos das pessoas comuns, sendo elas felizes ou não.
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Obrigado pela sua participação.

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