segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Entrevista com Fabiana Bruno - Autora de: TRANSTORNO BIPOLAR

Fabiana Maria Bruno da Costa
Nasceu em Franca(SP), mas sempre resídio em Santos(SP).
Autodidata nunca pensou em escrever um livro. Fez propaganda na ESPM e algumas faculdades, mas incompletas. Diagnosticada com TAB aos 20 anos, vive hoje tentando esclarecer e amenizar o preconceito.







Cada portador do TAB tem personalidade, estilo d vida, religião, nível social, opinião do que é a vida diferente um do outro, por isso fica tão difícil acertar a medicação.

Cada um tem sua trajetória de vida e, não cabe a ninguém julgar. Por isso é tão importante ao portador dessa doença se conhecer, descobrir seus sentimentos com muita clareza, suas atitudes e tudo o que envolve sua vida. Uma das grandes dificuldades é a falta de bons profissionais psiquiatras e terapeutas.Não podemos também generalizar. A compreensão e o amor incondicional da família é fundamental, mas muitas vezes a família não consegue ajudar por falta de informação, ou preconceito. Por isso a importância de bons profissionais , orientando e cuidando do paciente para que não aconteça o pior " o suicídio". O livro foi escrito para amenizar o preconceito e a falta de informação. O mais difícil é amar ao próximo com todos os seus defeitos e limites. O verdadeiro amor dulcifica, acalma, espera e confia.

Olá Fabiana. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de relato de minha vida sobre o transtorno afetivo bipolar (TBA). Foi elaborado para explicar um pouco do que é o TAB, a fim de que as pessoas ao lê-lo, pudessem entender sobre tal assunto. A ideia surgiu depois que uma conhecida minha, jornalista da GLOBO, leu umas quatro folhas de um rascunho que havia escrito, por acaso, só para soltar minhas emoções. Foi quando me surpreendi com o que ela disse: - Por que não escreve um livro sobre este assunto? Foi então que comecei a pensar no assunto. Estas folhas de sulfite ficaram guardadas por dois anos. De repente, comecei a escrever sem saber o que poderia acontecer. Ela pediu se poderia colocar em algumas revistas da GLOBO, mas me entusiasmei e comecei a escrever o livro. Tudo ia a favor para que editasse tal livro. Foi então que conheci um escritor do Rio de Janeiro o qual fez o seu depoimento na orelha do livro e assim estou aqui até hoje com muita dedicação. Infelizmente sofro com preconceito devido a minha coragem em relatar e expor tal assunto. O livro foi direcionado principalmente a quem sofre de TAB, além de familiares, amigos, médicos, terapeutas e a todos que tem interesse de conhecer minha história.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sinceramente não tenho tantos projetos, ou melhor, as coisas em minha vida vão acontecendo sem que perceba. Talvez seja até por isso que acontecem tantas coisas, porque não espero nada, mas sei que tudo na vida que é feito com dedicação, disciplina e amor só pode dar bom resultado. Pretendo sim escrever outro livro com profissionais explicando o TAB. Este projeto já está em andamento.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acredito que um escritor no Brasil não pode pensar apenas no lucro. A arte de escrever tem que vir como maneira de expressar a cultura e com isso incentivar o indivíduo, no intuito de conseguir se instruir melhor, sobre vários assuntos. No Brasil o nível cultural é muito baixo devido a falta de incentivo dos nossos governantes. Não acredito que não existam leitores, penso que não há publicidade e nem informação suficiente para que cheguem a estas pessoas que gostam de leitura. Infelizmente no Brasil não temos incentivo à leitura e o custo é alto para adquirir bons livros. Acredito sim que muitos ainda gostam de ler bons livros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Depois de muitos “nãos”, quando já estava desistindo, uma bela noite resolvi entrar no facebook e escrever para várias editoras que possuo no meu perfil. Quando me deparei com João Scoretecci, sem ter nenhuma informação sobre tal editora.
Enviei uma mensagem inbox e no dia seguinte tive a resposta para entrar em contato com a editora. Fiquei muito feliz, mas nem imaginava que tal editora iria me receber tão bem e que chegaria até onde estou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Vou deixar um dos e-mails que recebi como arquivo para que vocês possam responder a esta pergunta. Não me sinto apta para responder se mereço que leiam meu livro, apenas percebo que este livro tem ajudado muitas pessoas, o que me dá grande satisfação.
Segue:

Oi, Fabiana!
Boa tarde!
Tudo bem com você? Espero que sim.
No final de 2013 eu comprei o seu livro para enviar a um sobrinho em Piracicaba, não sei se você se lembra. Pois então, depois você me telefonou para saber o que ele tinha achado do livro e eu lhe disse que ele não tinha se manifestado e eu estava até chateada por isso. Ele havia se isolado e não falava com ninguém.
Pois não é que no final deste 2014 ele me mandou correspondência dizendo que só naquela ocasião ele teve coragem de abrir o livro e ler ,mas ----"achei que aquilo não tinha nada a ver comigo" ( palavras dele) .
E não é que, agora nesta semana que passou a mãe dele disse que depois de ler o livro, ele resolveu procurar um psiquiatra e iniciar um tratamento?  Eu fiquei muito feliz e quis compartilhar isso com você.
Uma boa noticia, não? Seu livro ajudando as pessoas, apesar de ter demorado um pouco.
E você como está? Continua escrevendo? Você estava pra lançar um outro livro, chegou a fazê-lo?
Pretendo comprar o 1o. livro e se tiver outros também, pois quero mandar , de presente, para outras pessoas que também necessitam. (sic)

Fico muito feliz em saber que minha história tem reflexo na vida das pessoas.

Obrigado pela sua participação.

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