segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Entrevista com Wilson Domingues - Autor de: CAMPO DOS MIOSÓTIS

Nasceu em 1960, em São Paulo (SP), é casado, tem uma filha e reside atualmente em São Bernardo do Campo (SP).
Iniciou sua vida profissional em 1980 e desde então vem atuando na área da qualidade em empresas de diferentes ramos.
Seu primeiro contato com a doutrina espírita ocorreu, ainda criança, no final dos anos 60.
Apresentou os primeiros sinais da doença de Parkinson em 2003 e após cinco anos de tratamentos e convivência com a doença, iniciou um processo de revisão de seus valores de vida.
A paz de espírito que alcançou foi fundamental na abertura de um canal de comunicação com o plano espiritual, dando início ao processo de elaboração deste livro. Dia após dia, o livro Campo dos Miosótis foi tomando forma.
Agora, com sua publicação, o autor espera que a mensagem passada pelos obreiros do Campo dos Miosótis possa ser difundida.


Romance espírita focado na doença de Parkinson, descreve uma comunidade no plano espiritual, criada para prestar atendimento aos portadores da doença, estejam eles encarnados ou desencarnados.
O livro descreve em detalhes todo o processo de acolhimento, tratamento, estudo e, principalmente, os motivos que levaram o personagem principal a desenvolver a doença.

Usando uma linguagem simples e cativante, Campo dos Miosótis possibilita ao leitor fácil entendimento de todo o processo envolvido, promovendo momentos de emoção e aprendizado, e deixa, em seu final, uma mensagem de otimismo e esperança.

Olá Wilson. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O Campo dos Miosótis é um livro de temática espírita e, sendo assim, não foi por mim idealizado, planejado para depois ser escrito. Este tipo de literatura pode se manifestar por meio da psicografia, desdobramento (como foi o caso do Campo dos Miosótis) e em casos muitos esporádicos por intuição.
O público alvo não fica e não deve fiar restrito aos enfermos de Parkinson. Ele vem ajudando pessoas dos mais variados credos, enfermos e cuidadores e até mesmo servindo aos enfermos de outras doenças graves que associam a existência de um Campo, semelhante ao "dos Miosótis", mas ligados às suas doenças.
Além disso, praticantes do espiritismo Kardecista, que gostam de estar informadas de todas as mensagens advindas do plano astral.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Não é um projeto meu!
Na verdade, quando falamos em redigir obras espíritas, elas dependem da necessidade e oportunidade tanto para recebê-las quanto para publicá-las. A espiritualidade nos convida a participar, democratizando o conhecimento, ou seja, existem muitas informações importantes que necessitam chegar ao plano terreno e cabe a nós, escritores espíritas, participarmos desse processo de divulgação, mas sempre regidos pela orientação dos nossos irmãos da espiritualidade.
Tanto é que um segundo livro (A pressa é amiga da imperfeição) já se encontra na sua redação final e ficará aguardando uma oportunidade de ser publicado.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Olha, na minha condição de escritor de temas espirituais, não me importo com o dinheiro vindo em decorrência deste mercado. Meu principal objetivo é, sem dúvida nenhuma, que as mensagens por mim recebidas cheguem ao maior número de pessoas.
Em verdade, agradeço aos amigos que sempre me ajudaram a publicar esses livros de forma paga e, a empresas como a Scortecci que sempre facilitou a impressão de meus livros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi um longo caminho!
Depois de peregrinar e bater em várias portas, a Scortecci foi a única que se propôs a facilitar e me deu condições de preço e prazo para que essa mensagem tão importante chegasse ao leitor necessitado.
A primeira edição teve o patrocino de duas empresas de amigos e a segunda, lançada agora, foi obra de um único amigo, associado as facilidades que só a Scortecci ofereceu.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sou também um doente de Parkinson, já há 12 anos. Sei como é conviver com a doença e, portanto sei muito bem como a leitura desta obra tem pacificado corações aflitos, corações revoltados e corações que se sentem "injustiçados" pelo Criador.
Recebo dezenas de mensagens me informando e agradecendo – na verdade não a mim, mas aos espíritos que me conduziram durante a escrita – por terem mudado sua conduta em relação a doença. Muitos e-mails descrevendo que houve inclusive modificação de relacionamento familiar depois da leitura do livro.
Esta mudança vem em decorrência do entendimento de como funciona o complexo processo de uma encarnação nesses moldes, além de nos mostrar que não estamos sozinhos e muito menos fomos abandonados pelo Pai Eterno nessa difícil, porém importante jornada que devemos superar.

Obrigado pela sua participação.

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