quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Entrevista com Julio César Mendes - Autor de: ESCRAFUNCHANDO O LAGAMÁ

Caiçara nascido na cidade de Caraguatatuba – SP, em 04 de março de 1962. Após dois dias de vida, passou a viver em Ubatuba. Neto de caiçaras e filho do casal caiçara Isaias Mendes e de Alcina Pereira Mendes. Profissionalmente é professor efetivo da rede pública estadual, com licenciatura em matemática, formado pela UNITAU - Universidade de Taubaté e técnico em Agrimensura pela ETEC Cônego José Bento de Jacareí-SP.
Brincante e amante da arte e da cultura caiçara é criador de grupos folclórico-musicais: Bumba-meu-boi, folia de Reis, blocos carnavalescos. É pintor primitivista (discípulo de João Teixeira Leite), contador e escritor de causos e crônicas (com contribuições em jornais e revistas da cidade e na Enciclopédia Caiçara volume V, organizado pelo antropólogo prof. Antônio Carlos Diegues – USP), compositor, autor de sambas de enredos, marchinhas carnavalescas e musicas de raiz, com CD’s: “Caiçarando” e o “Auto do Boi de Conchas”), é artesão, percussionista (mestre de bateria de Escolas de Samba), ex-presidente do Museu Caiçara, e atual coordenador do grupo musico-cultural "CANTAMAR".

Remexe a cultura caiçara, dentro do que vivenciou o autor em sua praia ubatubana. São causos, melhor dizendo, é um pirão de causos, tendo como ingrediente a farinha “do saber”, a banana “da verdade”, o peixe “da mentira”, o coentro da conscientização ecológica e, principalmente, a pimenta “faz me rir”.
Experimente esse pirão caiçara!




Olá Julinho. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de lembranças de fatos, causos ocorridos e outros por mim vivenciados, mesclados com tempero ubatubano (ficção lúdica) da minha terra caiçara!
A ideia foi de desengavetar e agrupar alguns dos causos já escritos e levar ao público o conhecimento da cultura caiçara, sendo o alvo, pessoas de oito à oitenta anos!

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Falar de Julinho Mendes, é falar de alegria, de folclore, de música, de dança, de arte, de dedicação e preservação à cultura caiçara.
No mundo das letras meus projetos já realizados são composições (poemas e versos musicalizados) já transformados em CD's; O CAIXARA que são caixinhas de fósforos personalizadas, que em cada uma aparece um causo, uma crônica ou uma poesia e, agora esse Livro que é o primeiro de muitos!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não só a vida de um escritor, mas também de um músico, de um artesão, de um pintor,... eu acho de difícil e rara sobrevivência, porque a falha já começa nas escolas, onde essas atividades ficam em terceiro plano, não tendo maiores incentivos por parte das autoridades e que depois, apesar de ser um diferencial de conhecimento e de prazer, passa a não ter valor e até mesmo desprezado pela sociedade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo e cheguei até a Scortecci, através da internet!

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim! Porque trás vários aspectos da cultura caiçara, cultura essa em extinção; trás, em alguns dos textos, uma conscientização ecológica de preservação dos rios, das árvores e de algumas espécies animais em extinção; trás à memória, Mazzaropi, que em Ubatuba gravou parte de seu penúltimo filme "A Banda das Velhas Virgens"!
"Ler é ser passageiro de uma nave viajante, escrever é ser a nave. Mais que o prazer de Ler é o prazer de escrever."

Obrigado pela sua participação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário