quarta-feira, 30 de março de 2016

Entrevista com Jacira Munduruca - Autora de: LÍRIOS DO VALE

Nascida na cidade de Utinga-Ba, a 1º de junho de 1949, Formada em História (FEB) e Pedagogia (FENM), especilizada em Administração Escolar (FENM) e pós-graduada em Alfabetização (IAT-BA). Exerceu a docência nos níveis Fundamental, Médio e Superior, Cursos para Formação de Professores, atuou como Coordenadora Pedagógica em várias Secretarias Municipais de Eduicação no Estado da Bahia. Atualmente aposentada, escreve poesias e as publica na internet  e no Jornal Gazeta Cidadã-SP.

Obra composta por 90 sonetos, divididos em duas partes:Parte 1-Sonetos Míticos, contendo 50 sonetos sobre os deuses e os heróis da Mitologia Grega e Parte 2 - Sonetos Variados, com temas sobre  vida,morte, amor, família, saudade, amizade, virtudes, valores e saberes.
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segunda-feira, 28 de março de 2016

Entrevista com Vanda Lúcia da Costa Salles - Autora de: SE EU LHE DER O SOL VOCÊ NAMORARIA COMIGO?

Nasceu em Italva/RJ/Brasil, em 25/04/56. É Professora em Literatura em Língua Portuguesa(UERJ/FFP-SG),  Especialização em Literatura Infanto-Juvenil (UFF-NITERÓI), Especialização em Arteterapia na Saúde e na Educação(UCAM-RJ). É membro de várias Entidades nacionais e internacionais. Possui vários livros publicados, o mais recente intitula-se “Cantigas para a Mulher do Século XXI” (poesia, 2014) e “Se Eu Lhe Der o Sol Você Namoraria Comigo?”( infanto-juvenil, 2015). Participação em antologias nacionais e internacionais. Já recebeu vários prêmios, troféus e menções honrosas por trabalhos poéticos e culturais nacionais e internacionais.

Com prefácio da escritora Filomena Vieira ( conhecida também como Filomena Embaló) e refinadas ilustrações de Paloma Dalbon, o livro infanto-juvenil   ‘SE EU LHE DER O SOL VOCÊ NAMORARIA COMIGO?” , da escritora Vanda Lúcia da Costa Salles, tece uma dimensão fantástica de entrelaçamento entre  o real e o imaginário, além de  convidar-nos a adentrar na Vila do Sol dos Ipês Amarelos  e tornar-mo-nos pessoas especiais no exercício de nossa ternura fecunda na plenitude do convívio com personagens, tais como, o Amor Incondicional  e a Esperança, o menino Miguel, o João Pedro, a Vivian, a Gigi, a Fada de Muitos Nomes,  o avô Chaline e o Búfalo Falante.
Oi, Meu Bem! Você mesmo que abre o livro no agora. Saiba, aqui estamos como fruta madura! Meu bem, dá-me o prazer e atravesse a pequena ponte... que nos levará a Vila do Sol dos Ipês Amarelos. Entre coisas de bem-te-vi e pirilampos, encanto há. E nesse lugar o prazer abraça forte o instante. Venha! Aprendamos o que nos ensina o avô Chaline e sua família maravilhosa: a pensar e cantar com poesia. A vivenciar na prática o Amor Incondicional e a Esperança. Aguce a curiosidade e descubra o lugar do infinito no amoroso olhar, posto que: Se eu lhe der o sol você namoraria comigo?
Vanda Lúcia da Costa Salles
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sexta-feira, 25 de março de 2016

Entrevista com Affonso Renato Meira - Autor de: SESSENTA ANOS PASSADOS

Affonso Renato Meira
Médico, pós graduação em sociologia e antropologia, doutor pela Universidade de São Paulo. Professor emérito da faculdade de medicina da Universidadede São Paulo. Ex presidente da Academia de Medicina de São Paulo. Visitng professor nottinghan university, milbank faculty fellow e fellow da medical schoolUuniversity of Kentucky.


Sessenta anos passados
Passagens da vida de um médico sem especialização, vividas pelos sessenta anos de vida profissional, com "casos" e realidades ocorridas em diversas partes do mundo. Relatos únicos de quem conviveu em consultório, hospital, laboratório, centro de saúde e salas de aulas. Uma vida não mais vivida pelos médicos na atualidade.
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quarta-feira, 23 de março de 2016

Entrevista com Alex Godoi - Autor de: OS LENDÁRIOS HERÓIS DE GREEN WOOD

Casado, nasceu em 1980 na cidade de Limeira, São Paulo, onde passou toda sua infância, adolescência e vive até os dias de hoje. É formado em Ciências Contábeis pelo Instituto Superior de Ciências Aplicadas de Limeira. Longe do trabalho, é músico saxofonista na banda católica Missão Unidade. Desde sempre, foi incentivado à criação de histórias, seja por influência de seus professores, amigos, ou jogos de RPG. Mas foi entre a infância e adolescência que culminou sua paixão por personagens em quadrinhos, e os heróis admirados por meninos do mundo inteiro passaram a ser companheiros em seu desenvolvimento de valores. Intrigado desde cedo por contos, filmes e músicas medievais, criava e registrava suas histórias, sem a pretensão de publicá-las. Incentivado por sua esposa, também escritora, deu prosseguimento aos seus trabalhos literários já com objetividade. Atualmente, é membro de apoio da Soll – Sociedade Literária de Limeira e participa de eventos literários em sua cidade. Para ele, as pessoas estão interligadas, cada uma com a missão de tornar a vida da outra melhor, por meio de seus dons e de suas particularidades.

Um cálice de fogo forjado para guardar. Uma espada mágica para o sábio mestre guardião se necessário usar. Cinco safiras elementais irão os guardiões auxiliar. Assim se desenrola a história de Os lendários heróis de Green Wood, na qual sete jovens aventureiros se uniram aos guardiões do cálice de fogo para defender os povos livres de um futuro mergulhado na escuridão, ameaçado pelo imperador das trevas e seu exército. Elfos, anões, gnomos e outras fantásticas criaturas compõem o cenário desta grande aventura, na qual mistérios, romance e segredos até então não revelados serão conhecidos pelos povos livres de Green Wood.
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segunda-feira, 21 de março de 2016

Entrevista com Marlene Serra - Autora de: BRUMAS

Marlene Serra
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro. É formada em Letras – Português/Literaturas Brasileira e Portuguesa. Trabalhou e fez Mestrado na UERJ. Está aposentada como Professora-Assistente. Dedica-se à Literatura Brasileira. Tem em preparação o texto infantil Jéssica e o romance Apenas um tiro. Vive em Copacabana, Rio de Janeiro (RJ).



Famílias de diferentes lugares e classes sociais entrelaçam-se e vivem as temáticas: amor, traição, perdão e o drama da dependência química. Os personagens seguem os próprios destinos.

Depois de longo tempo dedicado à poesia, Marlene Serra decidiu experimentar o gênero narrativo. O título escolhido para o livro – BRUMAS – pode até sugerir a esperança de uma caminhada mais intensa e alcançar outros horizontes temáticos. Estamos, portanto, diante de uma bela obra, até mesmo de natureza didática, com uma linguagem simples, pondo em relevo os fatores sensoriais, como se observam na descrição de alguns personagens e na constante presença da arte culinária. Vale ressaltar, ainda, a preocupação que teve a Autora com estabelecer, entre as famílias, mesmo de posição social diferenciada, ou pertencentes ao mesmo nível, uma interação de natureza tradicional, com tratamento respeitoso. A modernidade, neste aspecto, ainda não encontra relevância, por outro lado, há um toque do contemporâneo no assunto da dependência química.
Prof. Amaury de Sá e Albuquerque

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Entrevista com Regina Márcia - Autora de: CHAPEUZINHO DOURADO E O LOBO



Cria personagens com características físicas e sociais contemporâneas. Evidencia a valorização da família propondo reflexões éticas sobre a cooperação, compreensão, união e respeito mútuos.






Após a visita na casa da vovó, Chapeuzinho Dourado promete alguns compromissos para o futuro.








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quarta-feira, 16 de março de 2016

Entrevista com Iris Sampaio - Autora de: QUANDO OS CAMINHOS SE CRUZAM

Escritora e poeta, natural de Aracoiaba (CE), mora em Fortaleza (CE). Contadora e especialista em Gestão Pública pela Universidade Estadual do Ceará – UECE, atua como técnica da Fundação Beto Studart de Incentivo ao Talento. É membro correspondente da Academia de Letras e Artes de Goiás, da Academia de Letras e Artes de Fortaleza e do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa. É também membro da Rede de Escritoras Brasileiras – REBRA, e membro fundador da Academia de Letras e Artes de Salvador, cadeira 33. Gosta de escrever romances, onde a ficção mistura-se à realidade. 
Premiações: 
Prêmio Literarte 2014 na categoria Melhores Poetas, Ouro Preto (MG).
Homenagem: Moção de Congratulação da Câmara Municipal de Aracoiaba (CE), 1996.
Honra e Mérito: Comenda Castro Alves por sua colaboração à Cultura Lusófona Mundial – Literarte 2014.
Obras Significativas:
A Busca da Felicidade (2004);
A Força do Amor (2012);
Criar, Empreender e Amar (2014);
É também organizadora do livro Gestão Pública – Uma Abordagem dos Procedimentos Administrativos – Fortaleza: Escola de Saúde Pública do Ceará (2007);
Participou das antologias Encontro Lusófono – Contos, Poesia e Crônicas em Língua Portuguesa – Lisboa: Mágico de Oz (2014); Lindas Lendas Brasileiras – REBRA (2014); 5ª Antologia Poética da Academia de Letras e Artes de Fortaleza – Ceará (2014);
Compõe a obra Enciclopédia de Artistas Contemporâneos Lusófonos – 8 Séculos da Língua Portuguesa – Literarte (2014).

O propósito do livro Quando os caminhos se cruzam é mostrar que é possível enfrentar, lutar e vencer todos e quaisquer obstáculos que porventura possam surgir na vida do homem, principalmente, quando o foco de cada um é, antes de tudo, o amor à vida. A trama mostra que tudo é possível de ser alcançado, desde que se tenha a consciência dos valores morais, espirituais e éticos que contribuem para que verdadeiros heróis da paciência, da superação, da fé e do perdão, vivam o verdadeiro amor a partir da beleza do próximo como forma de tornar o mundo cada vez mais humano.
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segunda-feira, 14 de março de 2016

Entrevista com Dalton Delfini Maziero - Autor de: SACRALIZANDO O SOLO

É graduado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), pós-graduado em Arqueologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), técnico em Organização de Documentos Históricos pelo IEB-USP e técnico em Museologia pela ETEC de São Paulo. Pesquisador especializado nas áreas de Culturas Pré-Colombianas e História da Pirataria. É autor da obra “Titicaca – Em busca dos antigos mistérios pré-colombianos”.

Os geoglifos da América do Sul constituem um dos maiores mistérios da arqueologia mundial. Como entender os motivos que levaram homens do passado a desenharem gigantescas figuras e linhas no solo, em especial, no deserto americano? Esse fenômeno social ocorreu em grande profusão no Peru, mas também no Chile, Brasil e outros países vizinhos. Desvendar esse mistério é entregar-se a um complexo jogo da mente humana, que mistura rituais sofisticados, manipulação da natureza e necessidades básicas de sobrevivência. Afinal, por que os antigos povos das Américas precisavam dos geoglifos?
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sexta-feira, 11 de março de 2016

Entrevista com Manoel Oliveira - Autor de: NOS TRILHOS DA POESIA

Manoel Oliveira
Nascido em 29 de abril de 1968, na cidade de São Paulo.
Obteve gosto pela poesia em sua infância, onde houve uma pequena paralisação 
das mesmas apenas retomando basicamente em 2007.

Concluiu o ensino médio porém não possui formação superior






Nos Trilhos da Poesia
A obra "Nos Trilhos da Poesia" refere-se a histórias com teor cômico de uma maneira poética, ilustrando temas tanto do cenário ferroviário quanto alheios. Algumas histórias condizem com a realidade, outras são apenas fictícias.
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quarta-feira, 9 de março de 2016

Entrevista com Osmar Braz Ribeiro Santa Rosa - Autor de: TESTEMUNHA DO PAI CELESTE


Osmar Braz Ribeiro Santa Rosa

Eu ia ser levado eu tentei de todas as formas ser feliz, mas eu não encontrava vida!
Só tem vida na vontade perfeita, agradável, lindíssima, maravilhosa... Do Pai Celeste!
Disse Jesus:
De certo vosso Pai Celeste sabe que necessitais de todas as coisas antes de pedirdes!
Não viva por vista, mas por fé!
Ele cuidou unicamente de mim, na viagem no Amazonas!
Mostrando o que era necessário para mim!
Agora eu só vivo para mostrar para as pessoas, que o Pai Celeste sabe que necessitais de todas as coisas, antes de pedirdes!



Eu sou uma testemunha do Pai Celeste nesta terra longínqua. Eu não sou digno! Digno é o cordeiro que foi morto! O Pai Celeste usa as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias! Eu sou uma prova disso, que o cuidado e o amor do Pai Celeste são únicos! Responda a esta graça!!!

Deus, o Pai Celeste, usa as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias! A sabedoria dos homens é loucura para Deus, o Pai Celeste! Viva pobre de espírito! Simples e humilde, como o unigênito filho do Pai Celeste Jesus vivia nesta terra longínqua. O amor e o cuidado do Pai Celeste são únicos! Eu sou uma prova disso! Procure em primeiro lugar o reino do Pai Celeste, Deus! A sua vontade é perfeita, única, agradável, maravilhosa... Eu não sou diferente de ti! Eu só sou uma testemunha do Pai Celeste nesta terra longínqua.
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segunda-feira, 7 de março de 2016

Entrevista com Mônica Ribeiro - Autora de: PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE AMOR

Nasceu em São João del-Rei (MG) em 9 de setembro de 1945. Com duas pós-graduações em educação e cursos em diversas áreas, é jornalista, professora e funcionária pública aposentada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Tem dois filhos, duas netas e uma cachorrinha (que adora!). Aos 70 anos e aposentada, ganhou tempo agora para escrever livros.

Obra de ficção passada em 2099 fortemente impregnada de espiritualidade, PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE AMOR entrega ao leitor a sensível história de Clara e Valentim, que transcende o tempo e o espaço e mostra que o Amor supera a morte. Por mais terríveis que sejam os acontecimentos, a morte nada pode contra o Amor. Num mundo altamente tecnológico, Clara tem a coragem de voltar no tempo e no espaço, atravessar portais e entrar no mundo dos mortos, na época da Primeira Guerra Mundial, na França, para resgatar o seu grande amor, o general francês Valentim, que no momento da morte teve pavor e ficou perdido dentro do instante final.
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sexta-feira, 4 de março de 2016

Entrevista com Glauce Teodoro de Moraes - Autora de: OS OLHOS DA ALMA

Glauce Teodoro de Moraes
32 anos, paulista, casada, mãe dos gêmeos Marcella e Davi Luiz, formada em Administração de Empresas, pós-graduada em Gestão de Negócios e Psicopedagogia Clínica, atualmente dedica-se à criação dos filhos, à família, ao trabalho e a sua carreira de compositora e escritora. Escreveu os livros: Caminhos da felicidade; Não pense, apenas lute; entre outros projetos. Tem uma vida bastante agitada, mas ama tudo que faz e procura executar com carinho e amor. Após algumas premiações como escritora, Glauce voltou a escrever com vigor, pois garante que é umas das coisas que mais lhe proporciona tranquilidade e bem-estar porque, além de expor suas experiências, ela ajuda inúmeras pessoas com suas reflexões e seu positivismo. Dedica aos leitores cada mensagem do livro Os olhos da alma e deseja que todos façam uma boa leitura.

Os olhos da alma
Que cada palavra deste livro Os olhos da alma preencha seu coração com paz e esperança... Que, durante essa leitura, você possa refletir sobre a sua importância e o seu valor para Deus e para o mundo... Que sua fé cresça a cada amanhecer e que coisas boas aconteçam tornando seus dias felizes e sua vida repleta de bênçãos. Obrigada pelo apoio! Deus abençoe você e sua família! Um forte abraço!




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quarta-feira, 2 de março de 2016

Entrevista com Javier Rapp - Autor de: DISTRAÇÕES

Nasceu em Bariloche, na Argentina, em 1966, filho de um físico e uma artista plástica. Aos dois anos, mudou-se para os Estados Unidos, com mãe e irmã, para acompanhar o pai, que ia desenvolver a sua pesquisa de doutorado, retornando para a sua cidade natal aos cinco. Aos dez, atendendo a um convite do Instituto de Física da UFRJ, seu pai trouxe a familia para o Rio de Janeiro, a fim de se afastar da violência do regime do General Videla e em busca de situação econômica mais favorável. Iniciou os estudos literários na Université de Grenoble III, França, concluindo-os na Faculdade de Letras da UFRJ em 1990. Obteve em 1995 o grau de mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ, com a dissertação Sade – As razões do paradoxo. Leitor voraz desde a primeira infância, demorou muito tempo a ver nisso algo além do  imenso prazer que experimentava. No fim da adolescência, começou a rabiscar algumas linhas e a acalentar a possibilidade de dedicar-se à escrita como ofício. Desse momento em diante, sem inteiramente renegar sua vocação, adiou a oportunidade de segui-la, buscando uma expressão ideal, um aperfeiçoamento estético, que talvez não se encontre no horizonte do possível. Muitos dos escassos textos produzidos, que, embora não tivessem a coragem de reclamar publicidade tampouco aceitaram o suicídio, aqui estão – como nasceram ou transformados. Já que o impasse não poderia durar para sempre, decidiu abraçar tanto sua paixão como seus limites e finalmente publicar este primeiro livro, que iniciará a caminhada em busca dessa inatingível utopia estética.



É um livro despretensionso, no melhor sentido que essa palavra possa adquirir. Não se trata de uma obra displicente ou descomprometida. É um texto que se oferece sem empáfia e sem solenidade, que deseja dar prazer e questionar, mas sem teatralidades, sem afetações que queiram fazê-lo parecer o que não é. Não renuncia, no entanto, a certa elaboração formal e menos ainda ao (des)controle da emoção. Tem na capa e no título uma metáfora de sua essência, um acúmulo de rabiscos simples, de traços elementares, mas que para esses artistas “primitivos” representavam a mais alta expressão de seus medos e sonhos, de suas necessidades e aspirações, flertando com o mágico e o sagrado.


Muitas influências se reconhecem neste livro e se distribuem de forma desigual. Não chegamos a encontrar textos à moda deste ou daquele poeta, mas é evidente que, em alguns casos, o autor estava fortemente inspirado pelo recursos estilísticos de um Camões, de um Vinícius, de um Leminki. Aliás, a exploração de antíteses e o gosto pelo humor e o trocadilho são talvez umas das notas mais presentes neste pequeno livro. Embora não se trate aqui de uma poesia predominantemente visual, alguns textos parecem buscar sua força numa fanopéia inspirada num Lorca ou num Albano Martins, artistas profundamente admirados pelo autor. Fernando Pessoa, Verlaine, Baudelaire, Augusto dos Anjos, os irmãos Campos, Caetano Veloso, Antonio Cícero e Arnaldo Antunes são outras forças de quem Javier Rapp se reconhece devedor.
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