segunda-feira, 7 de março de 2016

Entrevista com Mônica Ribeiro - Autora de: PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE AMOR

Nasceu em São João del-Rei (MG) em 9 de setembro de 1945. Com duas pós-graduações em educação e cursos em diversas áreas, é jornalista, professora e funcionária pública aposentada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Tem dois filhos, duas netas e uma cachorrinha (que adora!). Aos 70 anos e aposentada, ganhou tempo agora para escrever livros.

Obra de ficção passada em 2099 fortemente impregnada de espiritualidade, PEQUENA HISTÓRIA DE UM GRANDE AMOR entrega ao leitor a sensível história de Clara e Valentim, que transcende o tempo e o espaço e mostra que o Amor supera a morte. Por mais terríveis que sejam os acontecimentos, a morte nada pode contra o Amor. Num mundo altamente tecnológico, Clara tem a coragem de voltar no tempo e no espaço, atravessar portais e entrar no mundo dos mortos, na época da Primeira Guerra Mundial, na França, para resgatar o seu grande amor, o general francês Valentim, que no momento da morte teve pavor e ficou perdido dentro do instante final.

Olá Mônica. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A Primeira Guerra Mundial ocorreu há cem anos. Lembrei-me de homenagear aqueles que morreram lutando, mas inseri isto num cenário futurista, tendo como tema principal o Amor. Porisso, o meu livro se passa em 2099. Criei a história de Clara e Valentim que, transcendendo o tempo e o espaço, mostra que o Amor sempre supera a morte. E dediquei a obra
Para aqueles que lutaram, amaram e morreram em guerras, sejam quais guerras forem,
Para aqueles que perderam seus amores em guerras, sejam elas quais forem,
Fica aqui o imbatível recado do Inexorável Amor:
“Eu suplanto a Morte!”
Terminei com a linda papoula vermelha do Remembrance-Day.
Portanto, é um livro de ficção e fantasia que se destina a todos os públicos.


Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho 70 anos. Já plantei árvore, já tive dois filhos e, embora seja este o meu primeiro livro publicado, tenho muita coisa escrita, pois sou jornalista profissional.
Escrevi com carinho e pedi a uma amiga, excelente fotógrafa profissional, Elisa Barros, que fizesse as fotos. Ela caprichou!
Adoro contar histórias, principalmente aquelas que versam sobre assuntos que estão na ordem do dia. As papoulas vermelhas da capa da “Pequena História de um Grande Amor” representam o sangue dos que morreram na guerra.
Um assunto que me sensibiliza muito é aquele que se refere aos maus tratos aos animais. Não sou fanática, mas procuro sempre alertar as pessoas através do que escrevo. Tem um livro meu pronto, que já está com a Paola Mariz, “O Mundo de Aika”, que é a história de uma cachorrinha que, através de seus passeios com os amigos, vai analisando as pessoas. Usei as fotos da minha cachorrinha pug, feitas pela Elisa Barros.
Eu adoro escrever. Quero escrever muitos livros. Pena que eu tenha começado tão tarde!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Um povo que não lê é um povo que não consegue gerir o próprio destino. Paralelamente, a vida do escritor - fora uns poucos privilegiados - fica difícil. Não é fácil arcar com a impressão do próprio livro, distribuí-lo, fazer a publicidade, etc. Fica muito difícil, senão impossível, para o escritor. Acredito - adoro sonhar! - que, se eu tivesse um patrocinador, ainda iriam surgir muitos livros!
Os temas deles? Sou muito preocupada com a questão ambiental e com os maus tratos aos animais. Procuro sempre sensibilizar as pessoas quanto a isso.
Outra coisa: a vida é árdua. Então, penso ser muito importante mostrar às pessoas que tudo não acaba com a morte. Que há esperança, que a vida prossegue.
Tenho assunto para muitos livros!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Venho "perseguindo" a Scortecci tem muitos anos! Nem sei como comecei a me interessar por ela.
Cheguei a conversar com o João Scortecci e com a Maria Esther Mendes Perfetti, que na época era agente literária. Deixei a ocasião passar por problemas pessoais. Agora ela não é mais agente literária... É a vida...
O importante é que nunca desisti. Só não sei se ainda há tempo...

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu andei lendo sobre os autores da Scortecci e me assustei. O nível é muito alto, são autores muito bons e eu me senti muito pequenininha diante deles. Confesso que estou assustada, mas, se quero escrever livros, tenho que começar de alguma maneira. De olhos fechados e dedos cruzados, mas com uma fé incrível, eu apresento o meu livro aos leitores!

Obrigado pela sua participação.

3 comentários:

  1. Nunca é tarde para começar a realização de sonhos. Que Deus a ilumine nas muitas novas obras

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  2. Nunca é tarde para começar a realização de sonhos. Que Deus a ilumine nas muitas novas obras

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