quinta-feira, 12 de maio de 2016

Entrevista com Diego Kerber Peixoto de Carvalho - Autor de: U.S.S.


Diego Kerber Peixoto de Carvalho

Sempre demonstrou, desde muito novo, energia e criatividade da música, artes plásticas e nos diversos tipos de textos que escreve. Sua escrita transita entre contos, poemas e, sua mais recente paixão, aventura com um toque de ficção científica. O gosto pelas letras é portanto antiga, apesar de seus dezoito anos de vida, e é certo que seus textos ainda nos deliciarão por muitos anos.









E se existissem pedras que pudessem controlar desde átomos até estrelas colossais? E se uma instituição de cientistas descobrisse a existência dessas pedras e começasse a estudá-las? E se cinco amigos de escola fossem chamados por essa instituição para coletarem as pedras? É o que acontece com João, Pedro, Carlos, Simão e Emanuel. No ano de 2070, em meio a equipamentos futurísticos, fantásticos treinos em simuladores e viagens em teletransportadores, os garotos embarcam em várias aventuras secretas atrás das Flores de Lwes, numa tentativa de salvar o mundo.



Olá Diego. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de cinco amigos que, no ano de 2070, são convocados a participarem da U.S.S., que é uma instituição científica que estuda as Flores de Lwes. Essas Flores têm a aparência de pedras lisas e redondas e cada uma controla algo em todo o Universo, desde átomos a gigantes estrelas. O resto da comunidade científica, porém, acusa essas pesquisas de serem falsas e não terem fundamento porque não têm provas, e a maioria da população concorda com essa visão. isso tudo vai mudar a vida dos garotos para sempre. Eu tive a ideia do livro a partir de uma brincadeira que fazia com alguns amigos meus quando eu ainda estava no quarto ano do primário, com 9 para 10 anos de idade, que envolvia coletar as "Flores de Lwes" no chão da escola e "treinamentos" de agentes secretos da U.S.S., que eu presidia é claro! Como eu comecei a escrever o livro por volta dos 13 anos, toda a história se passa no universo infantil, pré-adolescente e início da adolescência, e é voltada para esse público, entre 9 e 14 anos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Desde pequeno eu já me interessava pelas artes e por histórias. meu pai costumava ler livros e contos de fadas para mim e meu irmão antes de dormir quando éramos crianças e isso me fez gostar de ler e escrever histórias. No quarto ano do primário eu comecei a escrever meu primeiro ensaio, uma história sobre um detetive, e a partir daí não parei mais. Esse livro é o primeiro que eu publico, mas já tenho ideias para continuar essa história e outras completamente diferentes, desde fantasia e ação a ficção científica e drama. Além disso, também escrevo contos e poemas, uma das melhores formas que tenho de me expressar quando estou com raiva, triste ou muito feliz. O meu sonho é ser escritor e viver de escrever, mas como é difícil contar histórias no Brasil, então quero viver de escrever pelo menos para jornais como jornalista. Mas minhas histórias continuarão comigo pelo resto da minha vida.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu realmente não sei se fico triste ou irritado com o fato de, no Brasil, a leitura, as artes e a cultura no geral não serem devidamente valorizadas. O país pode até estar em crise e livros podem até não pagar as contas, mas não podem ser considerados apenas supérfluos. Posso até estar usando uma frase bastante clichê, mas é a verdade: comida, água e dinheiro podem até fazer uma pessoa sobreviver, mas é a arte que faz o ser humano ser humano e é ela que faz a vida valer a pena. Outro aspecto é a hegemonia do livro estrangeiro nas livrarias. O número de leitores no Brasil pode até estar aumentando, mas o que mais se lê são os best-sellers americanos e europeus, enquanto se generaliza o autor brasileiro como clássicos, como Machado de Assis e José de Alencar, com linguagem e temas difíceis de entender, ou os poucos best-sellers nacionais. O brasileiro tem que entender que não é só o que vem de fora que é bom, temos vário talentos aqui dentro também.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A primeira vez que entrei em contato com a Scortecci Editora foi quando eu participei da Antologia Palavras Desavisadas de Tudo com dois poemas autorais e adorei a experiência. Quando minha mãe chegou para mim com um e-mail da Scortecci falando dessa antologia e perguntou se eu queira participar, claro que aceitei e não me arrependo. Depois, quando decidi publicar o U.S.S. e fui rejeitado pelas grandes editoras, a Scortecci foi uma das primeiras opções que eu tive e também não me decepcionei. Tenho vários outros projetos na cabeça e com certeza a Scortecci vai ser uma das minhas opções quando eu for publicá-las.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu acho que o meu livro não é apenas uma história banal de agentes secretos missões para salvar o mundo, é mais que isso. Como eu sofri bullying no colégio na época que eu escrevi o livro e até no primário antes disso, eu coloquei um pouco disso no livro. Os personagens passam por situações que abordam temas como a importância da amizade, o próprio bullying, preconceito e intolerância, auto-confiança e autoestima, entro outros assuntos que estão muito presentes na faixa etária do público-alvo da minha história. Eu realmente acredito que o livro pode trazer não apenas diversão a quem ler, mas também coragem para enfrentar problemas na escola e na vida pessoal e mostrar que qualquer um pode salvar o mundo do seu jeito. Se algum leitor quiser fazer alguma crítica ou sugestão, é só mandar um e-mail para mim, diego_kcarvalho@hotmail.com. O endereço também está no fim do livro.

Obrigado pela sua participação.

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