segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entrevista com Paula Di Caterina - Autora de: VOVÔ VOLTA A SER CRIANÇA

Nasceu em 1974 na cidade de São Paulo. Casada, mãe de dois filhos, trabalhou por anos em editoras de livros e o contato com diversas obras a fez se interessar por escrever para o público infantil. Pedagoga com especialização em psicopedagogia, chegou a lecionar em instituições particulares de ensino. Hoje se dedica às suas obras.




Léo é um garoto de 13 anos que relata a convivência intensa e feliz com seu avô paterno de descendência italiana. Divertido, o livro trás expressões do idioma italiano com tradução no rodapé e em cada abertura de capítulo, uma ilustração para colorir. O livro evidencia situações do que é envelhecer e o mal de Alzheimer, doença que seu avô desenvolve e que surpreende toda a família. Vovô volta a ser criança informa, conscientiza e emociona os leitores, mostrando a importância do respeito e cuidados que devemos ter com os idosos.

Olá Paula. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história do relacionamento de neto e avô. O enredo se passa em família típica italiana e trás muito dessa cultura, inclusive expressões do idioma com tradução no rodapé. Mas o foco mesmo é abordar o tema envelhecer e problemas que podem surgir na terceira idade, entre eles, o Mal de Alzheimer. Mesclando ficção e realidade, algumas situações são fatos que foram vivenciados por mim e minha família. O público alvo é infanto-juvenil, porém há interesse de todos, pois o tema está em evidencia. Prevenção, conscientização das famílias e respeito aos idosos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sempre estive ligada á área educacional. Amo ensinar,escrever e criar. Fiz magistério.Trabalhei em editoras.Tive contato com muitas obras didáticas e paradidáticas e pensava: um dia publicarei o meu próprio livro. Me graduei em pedagogia e me especializei em psicopedagogia. Resolvi lecionar para turmas de ensino fundamental e depois de 5 anos deixei as salas de aula para realizar um sonho: Publicar um dos meus livros.Tenho obras finalizadas e guardadas em gavetas há muito tempo. A vida me obrigou a priorizar outas coisas. Me casei cedo, fui mãe muito jovem. Precisei me estruturar antes de dar esse passo. Hoje, com 42 anos e os filhos crescidos, resolvi me dar esse presente. Agora vou a luta! Pretendo divulgar minha obra nas escolas e outras instituições, desenvolver um projeto de leitura, oferecendo uma palestra, uma roda de conversa  e atividades lúdicas, contribuindo para despertar o interesse da leitura nas pessoas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O autor brasileiro tem que trabalhar muito e ter sorte para se firmar neste mercado. Vivemos em um país onde a educação sempre esteve em segundo plano.  A profissão de escritor não é vista por muitos como um trabalho, mas sim como hobby. Uma pena! Essa cultura precisa ser extinta! Creio que a mudança de hábito esteja nas mãos das instituições de ensino. Elas devem contribuir desenvolvendo projetos,  porém, dando uma chance aos autores nacionais. Sabemos que o gosto pela leitura deve ser despertado ainda na primeira infância. A mídia também fala pouco sobre novos autores e tem muita gente boa por aí. É um meio de comunicação eficaz e poderia dar mais oportunidade a nossa classe. Outra coisa que acontece e prejudica o autor brasileiro, são as  Editoras de nome comprarem obras de fora e traduzi-las, não valorizando o trabalho do seu país. Realmente uma pena!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Anos atrás, eu estava buscando editoras para publicar meu livro. Nenhuma leu minha obra, pois justificavam que já tinham muitas obras para serem avaliadas. Resolvi fazer uma produção independente e fazendo uma pesquisa na internet encontrei a Scortecci. Depois, coincidentemente, um amigo publicou um livro com vocês e me indicou a editora, fazendo com que eu tomasse a decisão!

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro merece ser lido por todos, pois nossa cultura não trata o assunto envelhecer com prioridade, esquecendo que todos nós um dia envelheceremos. A leitura do livro Vovô volta a ser criança fará com que o leitor faça uma reflexão e compreenda a importância da qualidade de vida, do amor, carinho e atenção que os idosos precisam dessa fase na vida da humanidade. Passará a ver o idoso com outro olhar. O livro tem o propósito de instruir, divertir e emocionar.
Gostaria desse feedback. Beijos!!

Obrigado pela sua participação.

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