terça-feira, 8 de novembro de 2016

Entrevista com Alexandre Meyr - Autor de: PAIXÃO SÓLIDA


Nascido em 1960 na cidade de Canoas/RS, bacharelou-se em Direito pela Universidade de Caxias do Sul/RS e especializou-se em Elementos de Direito Processual pela Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc. Servidor público catarinense aposentado, atualmente divide vivências entre São Miguel do Oeste/SC e Laranjeiras do Sul/PR.


Este livro contém vários contos. São histórias de ficções que poderiam muito bem ser percebidas na realidade. Alguns tiveram origem nas vivências do autor, ao passo que outros emergiram a partir de suas observações do que sucedia no entorno: pessoas, coisas, fatos. A imaginação, contudo – o escritor deve ser imaginativo, nos ensina Rubem Fonseca –, foi a mãe de todos os textos.




Olá Alexandre. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de contos. Surgiu-me a ideia de escrevê-lo a partir de visitas que fiz à 12ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo/RS, em 2007, e à X Feira do Livro e Festival Literário de Poços de Caldas/MG (Flipoços), em 2015. Inspirei-me a partir do que eu observava/observo no entorno, além de querer expressar meus sentimentos. Pensei em não me limitar a ser somente mais um leitor, eu quis incursionar pela escrita para vivenciar esta nova experiência. Em princípio, as histórias contadas destinam-se aos públicos adolescente e adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Aprendi a gostar de ler e, profissionalmente, desenvolvi alguma capacidade de elaborar (de regulares a bons) textos, procurando observar as regras gramaticais. Agora, entendi por manter a prática da escrita, exatamente para não perder a técnica; além disso, estou estudando para desenvolver um método e, talvez, conquistar um estilo próprio. Neste ponto, entre tantas pessoas que me serviram por seu exemplo de vida e de escrita, devo externar meu agradecimento à psicóloga e oficineira Katia Pinno, do Rio de Janeiro/RJ, de cuja oficina sobre crônicas e contos participei no X Flipoços, em 2015, e cujos ensinamentos foram para mim um grande aprendizado. PAIXÃO SÓLIDA é meu primeiro livro publicado, e certamente terá sido a alavanca para vindouras obras literárias (a propósito, não plantei uma única árvore em minha vida, foram várias; assim espero fazer acontecer com meus escritos). Já estou escrevendo outros contos e elaborando textos mais longos que desejo ver publicados como romances.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É uma árdua batalha fazer com que pessoas não afeitas à leitura passem a ler. Por um lado, se quisermos ter adultos leitores, o exemplo deverá vir de seus pais ou das pessoas com quem crianças e adolescentes convivem. Por outro, as pessoas cuja vida foram transformadas a partir das leituras que fizeram é que poderão estimular outras a começarem a ler. Particularmente, isto aconteceu comigo. Minha vida melhorou muito não somente a partir das leituras de obras técnicas que me proporcionaram adquirir conhecimentos para exercer minha profissão, porém, outros livros (inclusive romances e contos) foram-me úteis em vários aspectos do meu existir até hoje. Além do mais, sem sair do meu assento de leitor, pude viajar por vários recantos do mundo e da imaginação, bem como incursionar por várias épocas da história mundial!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Depois que escrevi alguns contos que compõem o livro PAIXÃO SÓLIDA, pensei em publicar um livro com esse título. Lembrei de uma escritora de São Paulo/SP a cuja palestra assisti no X Flipoços, em 2015, autora (ao que eu saiba) de mais de vinte livros: Suzete Carvalho. Fiz amizade com ela e por isso pedi uma sugestão: "qual editora procurar para publicar meu livro?". Então, ela, que também já publicou pela Scortecci Editora, sugeriu-me esta editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro que meu livro merece ser lido, ainda mais por apreciadores do gênero conto. Acredito que eu tenha conseguido desenvolver alguns textos interessantes (nem todos, porque isto seria demasiada pretensão para um escritor estreante), daí o motivo para ser lido. Estimo que meus leitores apreciem os escritos contidos na obra, e estejam à vontade para fazer suas críticas ou observações (e, mesmo, suas correções).

Obrigado pela sua participação.

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