segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Entrevista com Carlos Fernandes - Autor de: CORPOS MARCADOS

Carlos Fernandes
Nome literário de Carlos Roberto Fernandes.
Professor de Magistério Superior; Membro da União Brasileira dos Trovadores (seção Belo Horizonte-MG) e da Academia Internacional de Poetas e Escritores de Enfermagem; enfermeiro, mestre e doutor em Enfermagem.



Composta por sonetos, quadras, trovas e outras formas poéticas,a obra centra-se nos temas de violência e de morte, utilizando-se de fatos da vida cotidiana em geral e da história do Brasil em particular. Além do público literário, dirige-se a professores de Literatura e de História.






Olá Carlos. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é de poemas, escritos nas formas de sonetos, de trovas, de quadras e de versos livros. Inclui telas de arte, produzidas pelo próprio autor. As temáticas são relativas às ações e aos desejos humanos cotidianos, incluindo questões da história do Brasil, relacionadas a batalhas e guerras como as indígenas, a de Canudos, a do Cangaço, a dos Quilombos. A obra foi pensada para o público em geral, mas oferece aos professores de Literatura brasileira e de História do Brasil um campo fértil de discussões. A centralidade temática é corpo e morte, ao longo da história do Brasil - até os dias atuais. Não houve uma programação prévia para escrever e configurar a obra: os poemas foram surgindo, a partir de vivências próprias e estudos pessoais. Quando me deparei, havia um centro temático de preocupações e ao qual me rendi.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Estou envolvido no mundo das letras, desde os anos de 1980. Meu primeiro vestibular foi o Curso de Letras: cursei o primeiro ano, abandonei o curso para tornar-me funcionário público e casar. Participei e naquela época ativamente de uma denominada Academia Uberabense de Jovens Escritores, escrevia crônicas e artigos para o Jornal de Uberaba, tornei-me membro da União Brasileira dos Trovadores (delegacia Uberaba e da seção Belo Horizonte). Tenho publicado livros técnico-científicos publicados, individuais e em parceria. Por questões pessoais de não querer divulgar textos poéticos, na forma de livros, afastei-me desse propósito - até tornar-me Membro da Academia Internacional de Poetas e Escritores de Enfermagem, em 2015. Plantei muitas árvores e cultivei muitos jardins; tenho duas filhas - Ana Carolina e Bárbara, administradora e advogada, respectivamente. Todos nós, seja qual seja o nosso dom, talento ou sonho - se acrescentar algo de útil - deve ser publicizado: é uma obrigação humana partilhar e compartilhar. Talvez, melhoremos a situação humana nesse compartilhamento. Com isto, não tenho pretensões de falar em verso sobre algo novo, mas refletir sobre velhos temas humanos - uma vez que não há nada de novo debaixo do sol.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É um obstáculo e um desafio para nós todos e, particularmente, para aqueles que elegemos como nossos representantes. Não entendo o desvalor da leitura porque desde quando aprendi a ler e a escrever nunca mais parei de ler. Agradeço à minha mãe, Geraldina Pereira Fernandes e já falecida, que era analfabeta e de uma cultura vivencial grandiosa. Devo a ela minha entrada no universo escolar e no qual estou até hoje, com a obrigação de ser sempre um aprendiz. Nesse sentido, é dever - e não opção - dos pais iniciar e acompanhar os filhos para serem leitores e, se possível, produtores de cultura - sob quaisquer formas. Minhas filhas cresceram vendo seus pais estudando, indo para a escola, carregando livros, frequentando bibliotecas... Naturalmente, se fizeram leitoras e cresceram estudiosas. Afinal, os políticos de hoje foram crianças e tiveram pais.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Investigando sites na Internet. Depois, vi, com demorada atenção, as produções da editora; apreciei o cuidado e a responsabilidade da mesma na produção e na divulgação da cultura pelo livro. A Editora me cativou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sendo um leitor comum, se eu visse o título numa livraria, consultasse a tábua de conteúdos, lesse a contra-capa, eu o compraria para ler. Sempre fui um leitor exigente e tento ser um escritor exigente comigo mesmo. Porque a temática centra-se em corpo e morte, e porque somos corpos e todos - algum dia - morreremos, julgo necessário ler sobre tais assuntos, sobretudo com a curiosidade de ver tais temas em forma poética, com uma forte tonalidade histórica e filosófica. Aos meus possíveis leitores e leitoras, podemos partilhar e compartilhar ideias, sem que isto signifique necessariamente pensar, agir ou sentir da mesma forma. De qualquer modo, existe um terreno comum a todos nós humanos, e é nele que tento expressar meus versos; portanto, podemos sentar, tomar um café, comer um pão-de-queijo e conversar. Um bom café com letras.

Obrigado pela sua participação.

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