quinta-feira, 9 de março de 2017

Entrevista com Badu - Autor de: O MUNDO DAS EMOÇÕES

Nome literário de Edivaldo Timóteo Leite.
Nasci, cresci e vivi quase toda minha vida em um mesmo bairro na capital de São Paulo, mas hoje ele é muito diferente do que era na minha infância. Naquela época podia-se nadar nos rios, minha casa não tinha muros e meu quintal era o mundo. Como na canção de Belchior, “eu era alegre como um rio, um bicho, um bando de pardais”. Eu vivia livre, sem regras e sem medo de nada. Perdi minha mãe aos nove anos de idade e tudo mudou. Desenvolvi uma timidez extrema que me fez prisioneiro dela. Por volta dos 20 anos, passei a morar sozinho, acostumei-me à paz que a solidão proporciona. Mas numa noite, surpreendentemente, depois de duas décadas morando sozinho, fui tomado de um medo tão intenso que não conseguia passar nem sequer uma noite sozinho. Esse texto é minha tentativa de entender o que ocorreu comigo naquela noite.

Esse livro é sobre paixão, medo e ódio. Ele não é um romance, como geralmente é tratado esse tema, nem é uma tese acadêmica, pois a psicologia não é minha área de formação. Eu narro aqui uma experiência de medo intenso que tive e o caminho que percorri para superá-lo. Escrevi porque a narração escrita é também um processo de cura e autoconhecimento. E também porque gostaria de romper o silêncio, o tabu que existe em nossa sociedade com relação a distúrbios psicológicos.


Olá Badu. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu livro surgiu em razão de um medo intenso e aparentemente sem explicação te tive em uma noite. Procurei entender o que estava ocorrendo comigo e voltei minha atenção para minha própria mente. Creio que nessa busca eu consegui entender alguns mecanismo do inconsciente. O livro portanto trata de autoconhecimento. A ideia do livro surgiu diante da necessidade de por para fora o que sentia e também tentar compartilhar minha experiência com outras pessoas. Meu livro se destina ao público adulto.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Quando comecei a escrever não tinha a menor ideia de como iria terminar meus escritos e também não tinha intenção de transformá-lo em livro. Inicialmente ele era apenas uma tentativa de entender o que estava acon tecendo comigo, portanto, não foi uma coisa planejada. Continuo escrevendo sobre o mesmo assunto, mas só pretendo publicar meu novo texto se tiver resultados práticos na minha tentativa de usar minha mente melhor do que a usei até hoje.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ser escritor no Brasil é uma profissão ingrata. O brasileiro lê cada vez menos e quando o faz, se apega a leitura de pior qualidade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Sempre compro Livro na Marins Fontes da Dr. Vila Nova, ao lado de onde trabalho. De tanto comprar livros lá, fiz amizade com o atendente. Um dia perguntei a ele como se fazia para publicar um livro. Ele me indicou a Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro é sobre uma experiência muito vivida e muito pouco compartilhada que é a de distúrbios psicológicos. Nós não compartilhamos experiências nesse campo, embora haja um número enorme de pessoais enfrentando problemas parecidos com o que tive. Creio que isso seja um erro de nossa sociedade ocidental. Temos de trazer para o cotidiano assuntos como o inconsciente e seu funcionamento. Fizemos isso com parte da medicina, o que só nos trouxe benefícios. Devemos fazer o mesmo com a psicologia. Nós queremos viver amparados na razão, mas somos arrastados para a irracionalidade, por não conhecer essa parte obscura da mente humana, que é o inconsciente. Minha tentativa com meu livro é abrir um diálogo sobre as emoções. Minha mensagem para o leitor é que podemos superar distúrbios psicológicos e problemas emocionais por meio do autoconhecimento. Somos fruto do que vivemos, mas não somos prisioneiros do passado. Podemos ser uma superação de nós mesmos.

Obrigado pela sua participação.

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