terça-feira, 7 de março de 2017

Entrevista com Fernando Tanajura - Autor de: LIVRO DAS TROVAS

Nasceu em Nazaré das Farinhas, no Recôncavo Baiano. De lá saiu pelo mundo: Salvador, Rio de Janeiro, Washington, D.C. e Nova York foram lugares especiais para ele em que praticou a arte e a experiência de bem viver. Estudou, trabalhou, amou, viveu e escreveu sem parar. Descompromissado em se vincular a uma carreira literária, Fernando não frequentou nenhum curso de Literatura. Pelo contrário, cursou faculdade de Ciências Contábeis e de Administração de Empresas, profissões que exerceu ao longo de sua carreira de trabalho no Rio de Janeiro e em New York. Autodidata, Fernando Tanajura publicou os livros de poesia: Retratos (1990), Coisas do coração (1993), Cântico das rosas (1997) e Dos beijos (1999). Também escreveu a peça para teatro A vaca (1982) que lhe valeu o prêmio montagem pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, encenada na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (Salvador-BA) e a peça infantil O macaco astronauta (1998) encenada em espanhol, El mono astronauta, no teatro FEDEE, em Nova York. Constante colaborador de publicações de língua portuguesa em New York (NY), Newark (NJ) e Boston (MA), Fernando também é presença frequente nos sites de poesias da internet, especialmente Recanto das Letras (www.recantodasletras.com.br), Usina de Letras (www.usinadeletras.com.br) e Poesia Pura (www.poesiapura.com).

Com o advento da internet, a facilidade de publicar trabalhos literários ficou acessível para qualquer um que esteja conectado. São muitos os sites dedicados às letras e à literatura. Em contrapartida, torna-se cada vez mais difícil a publicação em papel, devido ao custo, à mão de obra e ao tempo despendido. Isso não quer dizer que o livro desapareceu ou morreu. Pelo contrário, o livro continua vivo, e é sempre bom manusear o papel, sentir a textura, cheirar a tinta e ver a palavra brotar em sua plenitude efervescendo o imaginário do leitor. Apesar de a maioria das trovas aqui apresentadas já terem sido publicadas em variados sites da internet, o autor sentiu a necessidade e a motivação de organizar pacientemente esta coletânea, como se arrumam fotografias para um álbum muito especial e fazer festa em cada mente de quem o lê. Cada trova é uma história, é um assunto, é uma imagem, é uma ideia que se forma na cabeça do leitor. O que se torna intrigante é a liberdade e a independência dos muitos flashes que cada uma carrega por si só. Isso fica interessante porque a leitura se torna livre e leve ao deixar o leitor descompromissado de uma leitura vinculada. Mergulhe nesta viagem e deixe o imaginário tomar conta dessa singular onda de fascinação.

A trova é uma poesia formada por uma única estrofe (poesia monostrófica), com sete sílabas métricas ou poéticas (redondilha maior) em cada um dos seus quatro versos, que devem oferecer ao leitor o significado completo da mensagem a ser transmitida.
Maria Lúcia Marangon

A poesia é a criação rítmica da beleza em palavras.
Edgar Allan Poe

A Trova é o vaso de flores que o povo põe à janela de sua alma.
Fernando Pessoa

Trova é coisa danada
até parece neném
tem hora que não sai nada
mas de repente ela vem
Fernando Tanajura

Olá Fernando. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trovas variadas que falam de amor, magia, irreverência política, fé, congratulações, reflexões, emoções, coisas corriqueiras, etc. Fui escrevendo ao longo do tempo e, quando comecei a organizá-las, vi que daria um pequeno livro destinado ao leitor menos exigente e que usa a leitura como entretenimento e lazer. Montei o livro com uma estrutura de fácil leitura, onde o leitor pode ler e parar, depois continuar lendo de qualquer ponto sem se prender à continuidade. Foi uma aventura singular que me envolveu por meses seguidos me trazendo muita satisfação.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sempre escrevi por prazer e devoção. Apesar de não ter uma formação acadêmica literária, sempre tive a disciplina de observar imagens, anotar histórias, curtir o significado das palavras e colocar as ideias no papel para transmitir minha mensagem. Este é o meu quinto livro de poemas e escrevi também três peças para teatro, além de participar de algumas antologias.Sou também muito participativo nos sites de poesias da internet e tenho uma página no Facebook dedicada à poesia com milhares de seguidores.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Deve ser muito difícil. Eu não escrevo como meio de vida e sim como devoção, além de, com a escrita em português, manter um canal vivo com a minha língua pátria, uma vez que vivi mais da metade da minha vida fora do Brasil em país de língua inglesa.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci em 1990 através de uma amiga escritora e poeta. Apesar da distância, mantemos um relacionamento, posso dizer, familiar. Sinto-me em casa no Espaço Scortecci, depois de todos esses anos e oito edições de quatro títulos: RETRATOS, COISAS DO CORAÇÃO, CÂNTICO DAS ROSAS e LIVRO DAS TROVAS.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Certamente que merece ser lido pois é uma forma de o leitor se entreter, refletir sobre alguma verdade, se declarar ou seduzir através das minhas palavras e por aí vai. É uma forma dinâmica de me comunicar. Constantemente recebo mensagens de leitores pedindo autorização para usar alguma trova para mandar para alguém do seu relacionamento ou achando que escrevi aquelas simples quatro linhas pensando neles.Este retorno é muito gratificante e me faz ver que valeu a pena todo o trabalho de escrever, organizar, publicar, divulgar, vender ou doar essa coletânea de versos simples e diretos.

Obrigado pela sua participação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário