quinta-feira, 20 de abril de 2017

Entrevista com Silvio Alencar - Autor de: O GRANDE MARTELO

Nome literário de Silvio José de Alencar. Formado em Publicidade e Propaganda,  é roteirista de quadrinhos e escritor. Contemplado em editais de Cultura do Estado do Espírito Santo, publicou a graphic novel Contos da Ilha de Santônio e os quadrinhos online Contos Estranhos (contosestranhos.com.br), respectivamente em 2014 e 2016, além de ser autor do livro de contos O Carregamento e outras histórias e roteirista do projeto MPT em quadrinhos do Ministério Público do Trabalho.


Lip e Chip eram dois garotos que viviam em um mundo criado sobre as maravilhas deixadas pelos Antigos. Uma delas era o Grande Martelo. Uma enorme arma nunca antes usada, descoberta pelo grande Rei Dourado, o único que conhecia sua devastadora capacidade destrutiva. Naquela tarde ensolarada e bonita, Lip e Chip iriam lamentar profundamente o fato de o rei nunca ter contado para alguém como a arma funcionava.




Olá Silvio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de dois meninos, Lip e Chip, que vivem em um mundo que esqueceu todo o seu passado e que foi construído sobre as maravilhas dos Antigos. Uma dessas ditas maravilhas é o Grande Martelo. Uma enorme torre que dizem ser uma poderosa arma contra os insetos gigantes que assolam a humanidade. É uma história infanto-juvenil de aventura e de amizade que acho que vai agradar a crianças e adultos.
A ideia me veio durante um curso de roteiro com o cineasta José Roberto Torero em 2001, acho. Um dos exercícios era escrever o roteiro de um curta-metragem. Eu escolhi fazer uma animação. Sempre fui fã de histórias distópicas futuristas. Na época, tinha lido e visto algumas bem legais, como Planeta dos Macacos e alguns contos de Jack Vance e Ray Bradbury. Então, o Grande Martelo me veio à cabeça e eu escrevi suas cenas no computador.
Nunca entreguei o roteiro para o Torero, fiquei com receio de não ser o que ele esperava. Receio bobo, mas tive. Então a história ficou engavetada dentro do meu HD. Quando fiquei sabendo do concurso literário da Afeigraf resolvi participar com aquela história. Então, cacei o arquivo em um hd externo e o usei para escrever o meu livro.
Fiquei muito feliz quando soube que havia vencido o concurso com aquela história escrita há tanto tempo e que tive receio de mostrar para meu professor de roteiro. Então, foi assim que de um roteiro para uma oficina, o Grande Martelo se tornou um livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sempre fui de ler muito e sempre arriscava escrever um conto aqui e outro ali. No Ensino Médio criava histórias em quadrinhos com meus amigos Manoel Moraes e Léo Rangel, e mais tarde conheci o ilustrador Henrique Gonçalves, responsável pela arte de o Grande Martelo, com quem partilho muitos projetos, como a graphic novel Contos da Ilha de Santônio, vencedora do edital de cultura da Secretaria de Cultura do Espírito Santo – Secult, de 2013, e o site de quadrinhos Contos Estranhos (contosestranhos.com.br), também vencedor do edital da Secult, só que de 2015.
Tenho também um livro de contos, o Carregamento e outras histórias, que está à venda na Amazon, e publico alguns contos na rede social de escritores Wattpad. No futuro pretendo publicar um livro de ficção científica e um outro infanto-juvenil. Vamos ver como as coisas vão seguir. Estou muito feliz com a repercussão de o Grande Martelo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Aí é que está, não acho que a leitura seja pouco valorizada, muito pelo contrário. As pessoas demonstram um grande respeito por quem saca um livro dentro de um ônibus, ou por quem diz ler regularmente um livro. O que acontece é que quem não lê se sente incapaz de tirar prazer de um livro por acreditar que aquilo não é para ele. Na escola, todos somos forçados a ler, muitas vezes livros que nunca atrairiam a atenção de uma criança ou jovem. E isso afasta leitores, não os criam. Por que não dar Harry Potter, ou Percy Jackson, ou os livros do Pedro Bandeira, como a Droga da Obediência, ou os de Ana Maria Machado, como Bisa Bia Bisa Bel, para o aluno? Por que não dar quadrinhos? Sempre falo para quem me pergunta como consigo ler livros como Guerra dos Tronos (livro de quase mil páginas) que leio uma página após a outra, da mesma forma que assisto a um seriado, episódio após episódio, não é cansativo, é prazeroso. A formação de leitores no Brasil é importante para a formação de escritores e para a criação de novas histórias que irão aquecer o mercado literário e narrativo como um todo, pois são dos livros que vêm diversas outras narrativas, como a televisiva e a cinematográfica. A gente peca em não incentivar de forma correta isso. Pais que leem incentivam a leitura nos filhos, e assim vai. Em um mundo em que o entretenimento eletrônico começa cada vez mais cedo, é importante apresentar o livro de forma igual. Sem pressão, ou castigos, mas como algo divertido. É o que acho.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci era parceira da Afeigraf no concurso literário que venci. Foi ela quem editou e diagramou todo o livro. Só tenho a agradecer o trabalho primoroso que resultou na publicação de O Grande Martelo. Principalmente a toda equipe editorial da Scortecci, como a Fernanda de Sá e a Paloma Dalbon, da Pingo de Letra, o selo infanto-juvenil da editora. Espero que haja diversas outras iniciativas do tipo no futuro.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O Grande Martelo fala de um futuro que se ergueu sobre um passado longínquo, do qual ninguém mais tem memória. Ele faz um alerta a isso na nossa sociedade atual, pois costumamos esquecer com facilidade coisas importantes, que seriam fundamentais para que aprendêssemos a lidar com erros já cometidos. Além disso, é um livro sobre amizade e aventura. Eu realmente espero que meus leitores gostem tanto de Lip e Chip quanto gostei de escrevê-los. Espero que seja uma leitura divertida e prazerosa. Um grande abraço.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Entrevista com Lilia Iasi - Autora de: MEU BICHINHO DE ESTIMAÇÃO

Nome literário de Lilia Terezinha Iasi Moura. Nasceu em Botucatu, mas mora na capital de São Paulo, desde a mais tenra idade. Tem quatro filhos e cinco netos. É professora de música, pianista, letrista e compositora. Formou-se pelo Conservatório Musical Beethoven em piano clássico e, mais tarde, especializou-se em piano popular, teclado, violão, canto e educação musical infantil. Paralelamente, desenvolveu a sua carreira de escritora. É autora dos livros: Personalidade, Em busca do equilíbrio, Ser mulher, Pensamento em poesias. Ultimamente, publicou alguns livros infantis, como: Musicalização infantil, A fazenda do vovô, O indiozinho guarani, Meu cavalo alazão, A pet esperta, As frutas amiguinhas, Música na floresta, Maravilhândia e o mais recente A praia (Pingo de Letra - Scortecci Editora). Lançou, recentemente, o songbook autoral Além do som (Scortecci Editora), contendo composições próprias (de MPB) e gravou um CD autoral, interpretado pela cantora Maria Diniz, mais um livro de pensamentos, Paz na meditação (Scortecci Editora). Paralelamente, dedica-se ao trabalho voluntário, contando histórias para crianças, em ONGs do seu bairro, promovendo, também, atividades culturais musicais para idosos.


Meu bichinho de estimação

Como sua mãe não podia lhe dar um animalzinho de estimação, a menina adotou uma pequena joaninha, que a seguia por todos o lugares. Certo dia, porém, ela desapareceu e a deixou muito triste. Mas, depois de um certo tempo, ela voltou com duas filhotinhas, para a sua grande alegria!




Olá Lilia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Uma Menina adota uma joaninha como seu bichinho de estimação. A ideia surgiu, observando a natureza. Esta obra destina-se a crianças de 3 a 7 anos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou escritora, há alguns anos. Gosto muito de escrever, tanto para crianças, como também para adultos, como já tenho publicado alguns livros de pensamentos e poesias.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho uma tarefa árdua, mas muito recompensadora, emocionalmente, par ao autor.
Na verdade, somente alguns autores brasileiros conseguem chegar às vitrines das livrarias, infelizmente.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Encontrei, por pesquisa na Internet e já publiquei vários livros, pela Editora Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, é de agradável leitura para as crianças e a história emociona, afinal, toda criança gosta da natureza e dos animais.

Obrigado pela sua participação.
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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Entrevista com Sylvia Mäder - Autora de: CORES & MANDALAS

Artista plástica, bacharel em Comunicação Visual pela Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP. Curso livre de Arteterapia na FAAP com Joya Eliezer e Pedagogia Terapêutica na Associação Beneficente Gepeto, onde conheceu o trabalho com mandalas como ferramenta terapêutica.

Autora dos livros de mandalas para colorir:
Lendas & Mandalas (lendas brasileiras) – Ed. Ground - 2002
Flores & Mandalas – Flores de Bach – Ed. Scortecci – 2006, 2009, 2015
Cirandas & Mandalas – Para cantar e colorir – Ed. Scortecci – 2008
Momentos & Mandalas – Imagens do I Ching – Ed. Scortecci – 2011
Animais & Mandalas – Uma conexão com o mundo animal – Ed. Scortecci – 2014
Aromas & Mandalas – O toque perfumado da Natureza – Ed. Scortecci - 2014

35 mandalas para colorir em sintonia com os 7 raios da Grande Fraternidade Branca, inspiradas nos atributos das cores que se manifestam em forma de flores, frutos e árvores.








Olá Sylvia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Cores & Mandalas – Sintonia que inspira é um livro de mandalas para colorir com 35 mandalas em sintonia com os 7 raios da Grande Fraternidade Branca, inspiradas nos atributos das cores que se manifestam em forma de flores, frutos e árvores.
Em junho de 2016 descobri as Meditações com os mestres da Fraternidade Branca de Maria Silvia Orlovas (https://umcanaldeluz.com.br/?utm_content=3112).
Enquanto praticava as meditações diárias, surgiam imagens muito nítidas de flores, frutos e árvores sempre de acordo com a cor do raio específico do dia da semana. Isso foi a deixa para iniciar um novo projeto de mandalas para colorir.
Colorir mandalas é uma atividade para crianças e adultos, uma forma de meditação que harmoniza, relaxa e estimula a concentração.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Cores & Mandalas – Sintonia que inspira já é o meu sétimo livro de mandalas para colorir. O sexto editado pela Scortecci Editora. O primeiro editado pela Scortecci Editora foi o Flores & Mandalas – Flores de Bach, em 2006 e hoje está na 3ª edição.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Um autor no Brasil precisa ser um altruísta.
Sou artista plástica e adoro criar mandalas, é uma terapia para mim e gosto de saber que posso ajudar outras pessoas com a minha arte.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Minha tia editou um livro de poesias pela Scortecci. Experimentei e gostei. O atendimento é atencioso e o acabamento dos livros excelente.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meus livros são de mandalas para colorir. Eles precisam de você para se completarem com a sua experiência e a sua história.
Meus livros podem ser uma ferramenta para você ler a sua alma. E sua alma merece sim ser lida!.

Obrigado pela sua participação.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Entrevista com Luciene Figueiredo - Autora de: ARQUITETURA DA PAZ

Nasceu em São Paulo, capital onde cursou Arquitetura e Urbanismo na Universidade Mackenzie. É pós graduada pela UNESP/UMAPAZ e teve como Trabalho de Conclusão de Curso a pesquisa Arquitetura da paz, percepções provocadas pelo espaço, donde originou o presente livro.
Além de arquiteta, paisagista, é mãe, professora, fotógrafa e pesquisadora/garimpeira (como se define) e agora escritora. 
Teve oportunidade de viajar para mais de 30 países, onde estuda e garimpa materiais sustentáveis, para contribuir com inovação e atenção, que despende, aos que solicitam sugestões.

Unindo dois conceitos: arquitetura e paz, pesquisei o espaço que proporciona a percepção ou a sensação de paz no usuário, além de elementos construtivos sustentáveis que podem ser utilizados para este estado de serenidade.
É preciso aprender a contemplar para ter paz. Paz é se harmonizar com o movimento da natureza e deixar a vida fluir.
Incluir um novo conceito arquitetura da paz é uma busca que se tornou importante numa era tão rápida e agitada. Além de todos os processos de inovação para se chegar a tão em voga arquitetura sustentável, é preciso incluir noções básicas para projetar o edifício limpo, harmônico e que traga percepções agradáveis para qualquer usuário.

Olá Luciene. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Uni dois conceitos: arquitetura e paz, pesquisei o espaço que proporciona a percepção ou a sensação de paz no usuário, além de elementos construtivos sustentáveis que podem ser utilizados para este estado de serenidade.
Iniciei esta pesquisa em 2005, primeiramente dando palestras sobre minha visão do que era arquitetura da paz. A cada palestra meu repertório aumentava, conforme meus estudos e as intervenções do público ouvinte.
O livro é derivado de meu Trabalho de Conclusão de Curso na pós graduação e se destina à qualquer pessoa que goste do tema estudado. Para estudantes e Arquitetos adiciona conceitos novos e reflexões.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Publiquei um conto na Antologia de 2016. Tenho outro livro de contos já escrito. Gosto de ler e de escrever. Pretendo escrever outros livros.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho difícil viver como escritor. A porcentagem do valor de capa é muito pequena para o escritor.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de amigos que já publicaram.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Merece ser lido porque todo mundo quer um espaço agradável para morar e eu dou dicas de como edificar, ou observar um espaço de paz. É um convite à reflexão. Fala dos pilares da Arquitetura da Paz e enumera temas importantes a serem considerados na hora de projetar.

Obrigado pela sua participação.
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Entrevista com Roseli Gimenes - Autor de: LITERATURA BRASILEIRA - DO ÁTOMO AO BIT

Doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC SP, é professora de literatura brasileira e coordenadora do curso de Letras da Universidade Paulista. Pesquisa Cinema, literatura e psicanálise. Publicou também:  Um caso de modernidade: Junqueira Freire e William Wordsworth, pela Apg-Puc, 1993. Uma estrutura:  a perversão, Cespuc,  1995. Teciduras: onde  a rosa tem espinho, pela Apg-Puc, 1997. Psicanálise e cinema, 2a edição Scortecci, 2012. A menina  de Lacan: um conto Rosa,  1a edição Cespuc, 1996;  2a edição Scortecci, 2006. Escreve regularmente na Revista Educação em movimento, do Forum Oeste de Educação Inclusiva-FOEI

A obra coloca em destaque o percurso da literatura brasileira considerando escrituras, principalmente, a partir do século XIX, de caráter de invenção, como as Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, analisando diacrônica e sincronicamente obras e autores como Gregório de Matos, no Barroco, Tomás Antônio Gonzaga, no Arcadismo, e Oswald de Andrade, no Modernismo, observando qualidades de literatura de invenção; passando ao contemporâneo pela obra A festa, de Ivan Ângelo, apostando em sua interatividade ainda em livro impresso, à ciberliteratura de Clarah Averbuck, nas redes sociais, e à poesia concreta e digital de Augusto de Campos, aliada às novas tecnologias digitais. A buscar indagações sobre estilos de literatura impressa e digital, chega-se a resultados que apontam criação poética de invenção e interatividade na literatura brasileira, da influência da poesia concreta aos fazeres da poesia ciberliterária, assim como de marcas do concretismo nos hipercontos digitais. Ao lado de questões acerca do ensino-aprendizagem, inclusive no ensino a distância de literatura brasileira, procuramos observar o perfil cognitivo dos alunos de cursos de letras de instituições privadas e suas relações com o mundo impresso e digital quando trabalham a literatura brasileira. A criação poética feita por computadores a partir da inteligência artificial que já se prenuncia em instigantes trabalhos de robôs que contam histórias, participam de ações científicas e ganham partidas de xadrez, mas que também constroem o sentido de que poderão substituir as criações poéticas, entre outras ações e emoções humanas, partindo de teorias como as de John Searle, que com sua metafórica experiência O quarto chinês argumenta desfavoravelmente à inteligência artificial forte, e Roger Schank, que também com experiências na observação de crianças, contrário a Searle, aposta na aprendizagem pelas máquinas. As leituras que propiciaram as indagações e os resultados sobre literatura e novas tecnologias partiram, notadamente, das obras de Lucia Santaella a respeito de “literatura expandida”, de literatura nas redes sociais, assim como no apoio de contemporâneos da teoria literária, como Haroldo de Campos e Augusto de Campos, sem deixar de percorrer os cânones dessa teoria literária para a análise de obras impressas e anteriores à ciberliteratura, como Alfredo Bosi, Antônio Candido e Marisa Lajolo – que navega entre o impresso e o digital –, entre outros. A descoberta de que a criação, a invenção e a interatividade são motes das obras poéticas literárias, esperamos, possa incentivar o trabalho de professores em suas análises também inventivas, criativas e interativas em suas aulas de literatura brasileira, incentivando seus alunos a perscrutarem os caminhos das redes sociais não apenas em busca de entretenimento, mas também de estudo em blogues, revistas e sites literários.

Olá Roseli. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Literatura brasileira é o grande tema, enfocando alguns grandes escritores como Machado de Assis, Ivan Ângelo, Clarah Averbuck e Augusto de Campos. Escrevê-lo foi a maneira de mostrar aos interessados em literatura obras interativas e digitais, por isso o público é exatamente aquele que estuda e gosta de literatura.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou professora de literatura brasileira e coordeno o curso de Letras da UNIP. Esse tema já esteve em meu primeiro livro que relacionava literatura e psicanálise, Guimarães Rosa e Lacan. No segundo, embora trate de cinema e psicanálise, a questão literária e poética também estava presente nos filmes de Almodóvar. Tenho muitos contos publicados e arquivos sobre literatura. Raízes que tenho deixado.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Contrária à maioria, acredito no escritor e creio que a literatura é bastante valorizada. Há obras encantadoras e que têm sido reeditadas, sinal de que a leitura vai bem no Brasil, sim.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
No primeiro momento há muitos anos descobri a Scortecci por meio de uma aluna do curso de Letras. De lá para cá, estou no terceiro livro com a editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
A obra mostra, ao menos, três escritores pouco divulgados entre o leitor comum, embora conhecidos no mundo literário: Ivan Ângelo, Clarah Averbuck e Augusto de Campos. Há também uma abordagem interessante que é a da literatura digital e da relação da literatura com o computador. Esses temas são importantes aos leitores. É preciso saber o que a literatura está construindo no mundo contemporâneo do século XXI.

Obrigado pela sua participação.
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domingo, 2 de abril de 2017

Entrevista com Antônio Galdino - Autor de: LIRISMO POÉTICO, SAUDADES DE VOCÊ e PARA QUEM AMO

Antônio Galdino
Nome literário de Antônio Galdino Alves de Souza – Nascido em Massapê Estado do Ceará. Cursou Pedagogia na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, pós-graduado em Orientação Educacional pela Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO.
É mestrando em ciências da educação.
É escritor poeta e membro da A.B.L. Academia Barreirense de Letras.
Editou em parceria com Lázaro Coelho da Costa, o livro - FRUTOS DA IMAGINAÇÃO.
Publicação solo- O livro - FRUTOS DA INSPIRAÇÃO
E o livro PENSANDO EM VOCÊ.
Participou das Antologias - Poesias Encantadas; VI, VII, VIII, IX.

A poesia tem uma linguagem poética das mais interessantes, ela mexe com os sentimentos e a sensibilidade do poeta e do leitor. Se o leitor for estimulado à leitura poética desde a sua juventude, seu mundo literário se tornará mágico e agradável. A relação entre o pensar e o sentir implica um jogo de palavras que seduz o leitor a fazer um contato mais aprofundado com a poesia, pois esse momento é fascinante e imprevisível. O leitor se envolve, como num conto de fadas, e navega nas estradas coloridas e imaginárias do seu “EU” poético e lírico na busca de um final feliz. Eis a razão sublime do prazer de ler poesia! A leitura por si só, seja ela qual for, já nos enriquece o intelecto de sabedoria.  E em especial a leitura lírica e poética nos enriquece a mente e a alma!

O trabalho literário aqui apresentado foi estruturado de forma que o leitor, ao tomar parte na sua leitura, possa adentrar na intimidade da sensibilidade do autor, pois a modalidade escolhida pelo escritor foi o verso, e em especial o gênero lírico, em que os seus sentimentos de poeta são verbalizados e escritos para causar emoção no leitor. Mesmo que as mensagens não estejam tão claras em seus versos, o leitor tem total liberdade para fazer uso do seu eu poético e, assim, descobrir nas entrelinhas as evidências do texto. A partir de então o leitor começa a interagir sentindo-se coautor ou personagem do enredo poético. Portanto, convém ao leitor navegar nesse mar de sonhos e curtir as delícias da sua própria imaginação. Que assim seja!

A poesia, como gênero literário, sempre chamou a atenção do leitor e, como arte ela provoca curiosidade e encanta por si só, e a sua magia vai além da expressão metafórica, pois é a riqueza de linguagem figurada que faz com que o leitor busque nas entrelinhas o que não está explícito no texto superficialmente, há de se fazer uma leitura mais apurada da poesia, tal como se faz ao lapidar o diamante para que se tenha um brilhante de alto quilate. Aí sim ficam claros e evidentes o sentimento e a mensagem do poeta, e para o leitor a leitura se torna prazerosa. Portanto, caro leitor, não se negue a oportunidade de ler este livro, com certeza você vai gostar, pois será uma viagem fascinante e maravilhosa! Que assim seja!

Olá Antônio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Lirismo Poético
O presente livro trata de poesia, pois esse é o meu Gênero literário preferido.
Eu sempre foi dado a leitura e a declamar poesias. O público alvo de minha poesia é a juventude e o adulto que goste e se identifique com a poesia.
Saudade de você
O livro trata de poesias líricas e outras modalidades.
A ideia surgiu com o propósito de participar do jornal cultural do grupo que eu frequentava. O público alvo é o jovem e os adultos que gosta de poesias.
Para quem amo
Nesse livro o gênero literário é o verso, onde a poesia se faz presente. Ler e declamar poesia sempre faz parte do meu dia a dia literário e artístico. O meu público é a juventude e o adulto que gosta se identifica com a poesia

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sou professor, pedagogo com especialização em orientação educacional e mestrando em ciências da educação. Eu já publique 6 livros solo, e participei de 6 antologias. Eu sou membro da Academia Barreirense de Letras, e por gostar de literatura continuarei escrevendo poesias e principalmente na modalidade lírica.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O escritor profissional precisa de uma estrutura para atender a demanda. Tem que ser muito bom no que faz, mas como simples amante da literatura e das letras, o escritor é como tanto outros artistas que tem dificuldade de apresentar e publicar as suas obras. Por falta de patrocínio e incentivo público, o escritor tem dificuldade de publicar suas obras e de ter retorno suficientes para lhe manter
Já o amador tem grandes dificuldades de tornar público os seus trabalhos artísticos, quase não há apoio por parte do poder público e de patrocinadores, pois pouco acreditam em quem está começando como escritor.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
A poesia tem uma linguagem poética das mais interessantes, ela mexe com os sentimentos e a sensibilidade do poeta e do leitor. Chama a atenção do leitor e, como arte ela provoca curiosidade e encanta por si só. Os livros foram estruturados de forma que o leitor, ao tomar parte na sua leitura, possa adentrar na intimidade da sensibilidade do autor
A minha mensagem é de que: ler poesia é uma terapia, é puro lirismo e nos faz acreditar no amor. Amar faz bem ao corpo e a alma dos amantes. Portanto, vale à pena esse tipo de leitura, ela enrique o intelecto do leitor.


Obrigado pela sua participação.
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