segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Entrevista com Martim Ferrer - Autor de: PORTO INSEGURO

É carioca e estudou filosofia na PUC no Rio de Janeiro. Na Alemanha concluiu um doutorado na Freie Universität em Berlin e vive hoje na Alemanha.








Desde a sua descoberta, o Brasil nunca se encontrou inteiramente. Ele foi, por isso, muitas vezes objeto de reflexões. Hoje, depois de um período de mudanças, e no meio de uma crise, torna-se de novo importante pensar e discutir o Brasil, o que o país é e pode ser, quais as tarefas do futuro. O livro procura indicar quais os desafios futuros e os potenciais do país. Porto Inseguro apresenta elementos históricos para pensar a política no Brasil e elementos políticos para pensar a sua história e o seu futuro. Mas a perspectiva ou o ponto de partida do livro é a perspectiva pessoal de quem passa pelo Brasil e vive a sua realidade.

Olá Martim. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
No final dos anos 80 vim à Alemanha, onde ainda estou, para fazer um doutorado em filosofia. Encontrei durante essa época muitos outros estudantes brasileiros e um tema natural de conversas era o Brasil distante para nós em comparação com a Alemanha onde passáramos a viver, um país bem diferente. Daí e de outras questões que já trouxera do Brasil foram surgindo ideias acerca do Brasil que formaram a raiz do meu livro. Trata-se de um livro de reflexão sobre a realidade brasileira que parte da minha experiência pessoal, mas se refere ao percurso histórico e político que ajuda a compreender a nossa realidade. Acho que o público para o livro poderia ser todo mundo que se importa com o Brasil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Dentro em breve um segundo livro meu deverá aparecer, desta vez sobre um tema mais amplo, a nossa época. Os dois livros formam de certo modo um par. Enquanto, Porto Inseguro trata do Brasil, o próximo livro trata da nossa época, do que aconteceu no mundo a partir da queda do Muro de Berlim, que caminhos vamos tomando enquanto civilização.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Escrever livros nunca foi um projeto meu. Foi apenas o resultado de ideias que foram surgindo e da vontade de encontrar uma formulação mais elaborada para elas. As próprias ideias constituem o desafio original para o escritor. O encontro e o diálogo com o leitor é o passo seguinte que hoje, no Brasil, pode ser mais lento, mas que terá o seu tempo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Buscas na internet me levaram à Scortecci. Fiquei muito contente de encontrar uma editora que trata das edições com toda a competência e seriedade que eu poderia desejar.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Livros são sempre uma proposta muito pessoal. Por isso cada leitor de um livro é também um leitor único e especial com os seus interesses e disponibilidades. Nem todo livro é escrito e nem todo livro é lido, mas muitos livros são escritos e lidos porque o encontro entre o livro e o leitor é sempre possível.

Obrigado pela sua participação.

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