sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Entrevista com Pedro Paulo de Salles Oliveira - Autor de: CHIMARRÃO E CAFÉ

Nascido em Santa Catarina, mora em São Paulo desde 1931, onde iniciou seus estudos no Instituto Mackenzie em 1934. Formado em Direito pela Faculdade de São Francisco (USP), exerceu a advocacia como consultor de várias empresas imobiliárias antes de ser admitido no Departamento Jurídico da São Paulo Light S.A. Foi também consultor jurídico do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (cinco anos). Permaneceu na Light de 1957 até 1969, quando passou a ser funcionário da Cesp – Companhia Energética de São Paulo, por onde se aposentou. Tendo se especializado em Comunicação Institucional, exerceu nessa empresa, desde 1969, o cargo de assessor de relações públicas da presidência, onde planejou e coordenou a inauguração das usinas hidroelétricas de Promissão, Ibitinga, Xavantes, Jupiá, Ilha Solteira e Paraibuna. Durante um período de cinco anos foi requisitado para implantar a Assessoria de Relações Públicas da Itaipu Binacional (entidade binacional Brasil – Paraguai), onde planejou e coordenou a cerimônia de desvio do Rio Paraná (primeira etapa da obra, com a presença de mais de quatrocentos jornalistas de todo o mundo). Para a desapropriação de oitocentos quilômetros quadrados e cinco cidades, criou o Plano de Esclarecimento aos Desapropriados, pioneiro no Brasil. Posteriormente, esteve na Eletropaulo, onde implantou a Superintendência de Comunicação, e na Secretaria de Obras e Meio Ambiente, com o mesmo objetivo. Na OAB foi conselheiro suplente. No Conselho Regional de Relações Públicas foi conselheiro efetivo, tendo sido diretor da Associação Brasileira de Relações Públicas e da Associação dos Antigos Alunos do Mackenzie. Foi professor da Faap (1972-1974) no curso de Comunicação Social. No Esporte Clube Pinheiros, exerce o mandato de conselheiro, por eleição direta, há 55 anos, tendo sido diretor administrativo, vice-presidente e assessor de comunicação social da diretoria executiva, primeiro secretário e vice-presidente do Conselho Deliberativo e vice-presidente do Centro Pró-Memória. Faz parte atualmente da diretoria do Clube Pinheiros como assessor da presidência. Colabora com a revista do clube em crônicas, agora republicadas nesta edição. Exerceu, durante catorze anos, o cargo de diretor de comunicação da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp, tendo recebido aí uma homenagem especial pelos mais de dez anos de atividade na diretoria. 

História e crônicas, vividas e escritas no decorrer de uma vida, vêm temperadas com alegrias e emoções, até a lembrança que capta os fatos reais, descritos pelos pais e avós, na primeira infância do autor. Depois, as épocas separadas mostram como registro sua biografia em cidades de Santa Catarina, São Paulo, Paraná e, de novo, São Paulo, até hoje. Chimarrão e café pretende remeter o leitor aos seus maiores, gaúchos e paulistas, sempre envolvidos em ambientes políticos conturbados e de reais perigos, em busca, lá e cá, de ideais baseados na moral e na ética. As crônicas, do período de 2015 a 2017, porém, procuram transportar o leitor para um recanto de paz dentro da nossa agitada cidade paulistana, num clima bem diferente das histórias antigas, quase procurando um diálogo com os pássaros que alternam os seus pios e a brisa suave provocada pelo balé das palmeiras sob o vento.

Olá Pedro Paulo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de descrever a História de gente séria e guerreira no Rio Grande do Sul e em São Paulo onde vivo desde 1931. A segunda parte trata de crônicas escritas entre 1015 e 2017, publicadas na revista Esporte Clube Pinheiros, editada mensalmente. No meio de tudo isso estou eu desde 4 anos de idade sobrevivendo aos perigos das revoluções e da Segunda Guerra mundial. Meu passado profissional na Light, Cesp, e Itaipu Binacional de 1957 até 1983 também aparece em vários lugares.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Realmente é o meu primeiro livro mas escrevo regularmente poesias, crônicas e sobre História desde muito tempo, acredito que a partir de 1990. Gostaria de continuar escrevendo e publicar mais alguma coisa.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O escritor é um valente à espera da volta da leitura ao dia a dia da formação da cultura dos humanos, hoje escravos de uma tecnologia bem vinda, mas que está tirando das gentes a capacidade maior do seu cérebro: o raciocínio baseado em premissas.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A antiga diretora da Biblioteca Mario de Andrade, Maria Helena Guimarães Costa e Silva, já falecida, foi quem me indicou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, de ideais democráticos republicanos, seguidos por homens de bem que nunca precisaram de Lei das Mãos Limpas, pois o seu objetivo era o bem comum, que ouviam falar pelos seus maiores e não por mensagens curtas, de pura invencionice tecnológica, vazias de conteúdo.

Obrigado pela sua participação.

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