terça-feira, 5 de setembro de 2017

Entrevista com Alberto de Godoy Azeredo - Autor de: AO POETA NÃO PORÁS MORDAÇA

Alberto de Godoy Azeredo
Nasceu e vive em São Bento do Sapucaí, pequena cidade localizada na Serra da Mantiqueira paulista. É servidor público efetivo da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo desde 1990, Técnico da Fazenda Estadual. Também é poeta, a sua sina.

“Poesia se resume a carne, osso e sangue, o resto é conversa mole; tudo isso já basta, tudo isso já encerra um grande mistério.”  Sobre a arte da poesia, esse é o veredicto do poeta Alberto de Godoy Azeredo, natural de São Bento do Sapucaí, no interior do Estado de São Paulo. Ele ainda diz que, na sua experiência, os três elementos são impregnados de corcovas de montanhas, névoas geladas de invernos e calores amenos de verões, marcas indeléveis da sua cidade. Alberto de Godoy Azeredo lançou no ano de 2016, também pela Scortecci Editora, o seu terceiro livro de poemas, intitulado O invisível pardieiro de pétalas.

Olá Alberto. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de poemas, o quarto livro. Não tive ideia de escrever, assim como não tive ideia nos outros. Poeta não tem ideia. Se tem, não é poeta. A obra se destina a todos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
É o quarto livro de poemas. Não, nunca tive sonho nenhum, e muito menos sonho em ser poeta. Sempre desconfiei de artista que quer ser artista. Quanto a árvores, filho, bem, nunca liguei para isso, não, acho tudo isso uma bobagem, acho tudo isso uma patacoada.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Vida de escrito r? Oh! O que a gente pode esperar de um país onde tivemos um presidente da República por 8 anos e que se gabava de ter chegado lá sem nunca ter lido um livro? Qual é o estímulo que esse burro dava para o setor de livros, enfim, para a leitura no Brasil? E esse presidente jamais falou Brasil, era sempre esse País ou nesse País, e ainda falava e fala errado, porque nesse caso é este e neste. De alguém que pedia vote ni mim a gente não poderia e não pode esperar que falasse e que fale corretamente, não é?
E o que significa, de fato, chegar lá? Os jovens, que praticamente são analfabetos nos dias de hoje, a escola pública está um lixo e as privadas não ficam atrás, decerto também vão querer chegar lá sem nunca ler um livro. Fica quase impossível ser escritor, ser poeta no Brasil. Chegar lá? Onde?

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
É o meu segundo livro com a editora, e gostei demais de tê-la encontrado 1 ano e pouco atrás, as pessoas, as moças na Scortecci são muito gentis e inteligentes, profissionais capazes e talentosos em todos os setores. Achei na internet a editora. Parabéns a todos da Scortecci pela talento, pela perspicácia em pescar no ar tudo que eu digo.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Será que eu poderia dizer que não mereceria ser lido? Acho essa pergunta desnecessária. Ninguém põe para fora, ninguém publica se não quer ser lido. Merece, sim, o título já diz tudo. Poetas, hoje, ou aqueles que fazem questão de se colocarem assim, de serem chamados assim, são meio que especialistas em não dizer nada, falam, falam, e não falam. Por que o receio? Poetas, hoje, insisto, os que fazem questão de assim serem chamados, não têm o que dizer. Temos exceções? Não consigo encontrar, a verdade é essa. Eu penso que se uma pessoa não tem o que dizer, ela deveria não dizer. A vaidade impera, e às vezes impera mais onde não deveria imperar. Mas não me surpreende, nada mais me surpreende e me abala neste mundo. O que dá um parâmetro verdadeiro para alguém analisar se o que escreve merece ser lido, é bom, é a vivência e a cultura adquiridas ao longo dos murros e dos pontapés que a vida nos dá todos os dias. E não adianta esse negócio de ouvir falar. Ouvir falar não resolve, nunca resolveu absolutamente nada, principalmente para os verdadeiros poetas, que têm que traçar o seu próprio caminho, caminho que não existe, mas que ele vai metendo a foice e desbravando, faz o seu caminho ao longo do caminho, e na maioria das vezes não vê caminho nenhum, mas segue mesmo assim, tateando a esmo, e no escuro. Mas vai, não tem medo, cria o seu caminho, tem que ser assim e ponto final.

Obrigado pela sua participação.

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