sábado, 6 de outubro de 2018

Entrevista com Ane Braga - Autora de: O SEGREDO DO FLAMINGO COR DE ROSA

Ane Braga
Nome literário de Luciane Viana Braga de Carvalho.
É paulistana de origem luso-árabe, é autora de diversos títulos infantis, contos, crônicas e romances.
Graduada em Administração de empresas, entre outras graduações, é pós-graduada em Administração Pública pela UFES e em gestão de riscos pela FGV.
Seus escritos costumam ser baseados em fatos reais e nas aventuras engraçadas vividas em família.
É casada e possui duas filhas, Bianca e Sophia, ambas muito criativas e inspiradoras.

Curioso é um flamingo cor de rosa que vive num zoológico. Sempre em busca de respostas para as perguntas mais curiosas que passam por sua mente, um belo dia resolve saber de onde vem a sua cor rósea e, junto com seu amigo Chileno, um outro flamingo, sai à procura de respostas, encontrando no caminho muitas aventuras, seres fantásticos e belas amizades.





Olá Ane. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro fala de aventuras, curiosidades que nos cercam, mas que não percebemos de imediato, de novas amizades, conquistas, promessas e honra.
O livro é para crianças a partir dos 5 anos e a proposta é que seja lido pelos pais a seus filhos.
Há um crossover com outro livro (Papai Noel só usa renas) e uma "deixa" para meu próximo livro que envolverá Patos Canadenses.
A ideia surgiu com uma pergunta de minha filha, Sophia, então com 4 anos, durante uma de nossas viagens. Ela queria saber de onde vinha a cor rosa dos flamingos. Pensei "isso dá uma boa estória". E deu...rsrs.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Amo escrever, Comecei bem cedo, aos sete anos, e já publiquei livros para o público infantil, juvenil, adulto nos mais variados temas. 
Estou sempre escrevendo, lendo e criando estórias para as crianças e junto às crianças. 
O dia a dia corrido, horas perdidas no trânsito, o aumento do individualismo(cada um fica num canto conversando com seu celular) cria um distanciamento que a leitura pode diminuir, com o bônus de estreitar laços frouxos.
Toda vez que escrevo, penso no vínculo que aquele livro irá criar.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A pergunta já se responde e ainda assim cabe um adendo. O acesso ao livro não é tão fácil, seja por causa do custo financeiro, seja pela dificuldade de encontrar variedade de livros em livrarias ou até mesmo encontrar variedade de livrarias (em regiões como norte, nordeste e até sul, não há muitas livrarias). Claro, pode-se sempre optar pela internet, mas o frete é caro, e pelo e-book, que também não é barato.
Infelizmente, livros não configuram a lista de prioridades da maior parte da família brasileira, sendo considerados coisa de rico, coisa de nerd, coisa supérflua.
Felizmente, temos hoje plataformas de leitura com autores independentes com grande qualidade literária que ajudam a driblar preços e preconceitos.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Trabalho há muito tempo com a Scortecci. O primeiro contato veio de uma pesquisa pessoal. Queria participar de alguma antologia e comecei a procurar por editoras sérias. Achei a Scortecci e estou com ela até hoje.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Livros que inspirem, que despertem a imaginação, a curiosidade, o sentimento de honradez, a vontade de conhecer o mundo e espalhar amizade, sempre devem ser lidos.
Os meus, sem falsa modéstia, têm tudo isso e mais: são principalmente baseados em fatos e pessoas reais, com seus anseios, dúvidas, esperanças... Situações muito parecidas com outras por aí e que podem servir à um propósito particular ou motivar aquele primeiro passo para uma mudança de vida.
Então, ao ler um dos meus livros, seja infantil ou um conto mais denso, semelhanças com pessoas ou fatos reais, certamente não serão uma mera coincidência.

Obrigado pela sua participação.

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