sábado, 6 de outubro de 2018

Entrevista com Márcia Ribeiro Pitta - Autora de: LIÇÃO DE VIDA

Escritora, professora e pedagoga – nasceu em 1963 em São Paulo. 
Ministrou aulas de 1984 até 1991 quando foi convidada para trabalhar no Núcleo de Ação Educativa 04 (NAE4). Foi Coordenadora do Sistema de implantação de Gestão de Recursos Humanos (GRH) em 1992 no NAE4 e Administradora Local do Sistema GERFUNC (Gerencia-mento de Funcionários) na Delegacia Regional de Educação (DREM04) de 1991 até 2003. Em abril de 2003 passou a trabalhar no Centro de Informática da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Procurou desde jovem co-locar no papel seus sentimentos e ao concluir a formação em Letras (1987), buscou na edição a exposição de seus trabalhos. É também autora do livro “Pedaços de Mim”.

Retrata os encontros e desencontros de dois jovens que sentem uma forte atração sentimental, mas não sabem lidar com esse sentimento nem conseguem fazer das palavras um aliado para ajudar no romance. Os jovens neste livro não usam muito o diálogo como objetivo para chegar ao que realmente pretendem; ao contrário disso, acabam deixando o orgulho se sobrepor aos sentimentos nobres que ambos nutrem (o carinho e a admiração). Trata-se de um romance lírico. É indicado àquele que está sendo introduzido na arena do romance, àquele que está sentindo suas primeiras emoções amorosas. A autora, durante o entretenimento da narração, procura despertar a curiosidade, objetivando a busca ao conhecimento, e aumenta, assim, o repertório léxico do leitor, que e uma forma suave vivencia a linguagem culta e menos popular. Também é indicado ao jovem que precisa explorar, entre regras gramaticais, as colocações pronominais, o signo e a dupla articulação da linguagem. Neste livro você encontra as emoções expressas de amor, dor, mágoa, sofrimento e esperança, culminando na conclusão do reconhecimento do ser humano como um ser único e que se deve esperar dele (= Ser Humano) o que ele é e pode nos proporcionar, motivando o diálogo para que sejam evitadas decepções futuras.

Olá Márcia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Retrata os encontros e desencontros de dois jovens que sentem uma forte atração um pelo outro, mas não sabem lidar com esse sentimento.
A ideia de escrevê-lo surgiu quando eu ainda era jovem, fazendo faculdade de Letras, li “Os Lusíadas” e fiquei admirada com a obra de Luiz de Camões, desafiei-me escrever um livro que constasse um repertório léxico mais rico para ampliar o vocabulário do futuro leitor.
A sinopse da obra indica que ela esta mais direcionada para aquele que está sendo introduzido na arena do romance, àquele que está sentindo suas primeiras emoções amorosas, no entanto, não gosto de determinar o público que deve ler uma obra, talvez porque eu enquanto leitora gosto de uma diversidade de gêneros e temas, acredito que independente da idade cronológica um adulto também pode gostar de uma literatura infantil ou juvenil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Desde criança gosto de escrever, brincava sempre com um papel e lápis ou caneta nas mãos. Idealizava ser um dia escritora e esse foi um dos primeiros livros publicados, mas atualmente conto com cinco publicações:
Lição de Vida, Pedaços de Mim, Curta a Vida, O Pote Mágico, Curta a Vida na Aposentadoria.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Essa pergunta foi muito bem formulada porque é importante para quem pensa em ser escritor ter conhecimento de duas coisa fundamentais:
1º A atividade de escritor, ao menos no início, deve ser exercida paralelamente com outra profissão que lhe renda recursos para manter-se na vida e como escritor. 
2º O escritor escreve para que alguém o leia, nem que seja ele mesmo, não há como ser um bom escritor sem ser um bom leitor. Como deseja que alguém o leia se você não lê? Seria como um monólogo?
De fato esse é um país com pouquíssimos leitores, veja como está a situação do país, cheia de “achismos” e com pouquíssimo conhecimento de fato para uma evolução de valores humanos. Acredito que a leitura nos esclarece muito e esse é um dos motivos que me levam a trabalhar tanto com o incentivo a leitura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há muitos anos, cerca de treze ou quinze anos, encontrei os dados da editora Scortecci em um dos livros que eu havia comprado e lido. Como eu tinha interesse em lançar dois livros que eu já havia escrito quando jovem, entrei em contato com a editora, agendei um horário e fui muito bem recebida e orientada para proceder ao lançamento dos meus primeiros “filhos” (Lição de Vida e Pedaços de Mim).

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Considero que todo livro merece ser lido, não importa enquanto leitor, se nós gostamos ou não é segundo plano. O que importa sim é a emoção que o livro nos causa, se nos acrescentou algo bom, se ampliou de alguma forma algo em nós de forma positiva. Minha mensagem aos leitores é um pedido de que não leiam pensando em gostei ou não gostei, leiam como se estivessem conversando com o autor, reflitam sobre o que leem, questionem e se coloquem no lugar do personagem. O importante em um livro é que ele nos impulsione ao pensamento.

Obrigado pela sua participação.

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