terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Entrevista com João Gomes da Silveira - Autor de: POEMAÇÕES

Nasceu no sítio Canadá, município de Redenção (CE) e foi registrado em Maranguape, terra do historiador Capistrano de Abreu e do humorista Chico Anysio. É pós-graduado em Língua Portuguesa. Já tem dez livros publicados, metade deles de poesia:

Em seu décimo primeiro livro - mais um de poemas -. João Gomes da Silveira apresenta-nos uma obra com a seguinte arquitetura: 45 sonetos na primeira parte, 15 sonetilhos (versos com métrica menos que de eneasílabos) na segunda e, alternadamente, na terceira parte do opúsculo, 15 rondéis e 15 indrisos. Trabalho eclético, que vai do lírico ao mais genérico; ou seja, obra de temática bem diversificada, a fim de adequar-se à multiplicidade de gostos do leitor de poesia. E por que P o e m a ç õ e s? É ele que nos conta: "minha filha, ainda criança, vendo-me à mesa, a rabiscar algo, me pergunta: - Pai, tá fazendo aí umas poemações? Criança também cria neologismos".

Olá João. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro atual - “Poemações: Sonetos & outros poemas” - é de poesia. Trabalho eclético, de temática bastante variada. Compõe-se de sonetos, sonetilhos, rondéis e indrisos. Como rodapés de página, nos 45 sonetos inserimos igual número de haicais e, nos 15 sonetilhos, igual quantidade de poetrix. Estes servem como petiscos para o leitor (risos). Na parte final, alternam-se os rondéis e indrios, num total de 30 poemas. Sigo um sítio literário, o Recanto das Letras, já faz alguns tempos, e lá, quase diariamente, faço inserções de textos em prosa e em versos; daí a ideia de enfeixar esta e outras obras já publicadas. POEMAÇÕES é um texto destinado a todos os diletantes de literatura, em especial aos amantes da poesia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Trabalhei como técnico de laboratório, depois no Magistério. Como professor de Língua e Literatura, sempre garatujava poemas, crônicas, artigos e “causos”. Mas não tinha a veleidade de me tornar um escritor. Com mais de uma dezena de edições tiradas a lume, ainda assim me considero um simples e modesto escrevinhador. Escritor é algo de muita responsabilidade. Com o presente livro, só pela Scortecci, este é o sétimo; existem mais quatro impressos por duas outras casas publicadoras. As publicações têm sido entre linguagem / linguística e poesia.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não é fácil, no Brasil, seguir a carreira de um escritor profissional. O País se ressente de possuir um modesto poder aquisitivo e o coletivo da população se preocupa mais é com o “de comer” do dia a dia. Por outro lado, os incentivos à Cultura, de modo geral, são ainda pífios e a divulgação editorial também não é das melhores. E os ledores mais esnobes preferem valorizar as “buchadas” de importação. Chego numa grande livraria de Fortaleza, que tem filiais em todo o Brasil, e o que vejo? Uma pouco alentada estante de literatura nacional e cinco outras com farta livrança estrangeira.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Creio que foi a internet que me repassou a dica sobre a existência da Scortecci Editora. Aqui cheguei, fui ficando e, como assinalei supra, estou no sétimo volume pela Scortecci. Tem “know-how”, é responsável, sabe bem publicar obras em papel.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todo escriba, vaidades à parte, almeja sinceramente que seus escritos sejam bem divulgados e lidos. Penso que os amigos que nos lerem sentir-se-ão contemplados, sim. E não estarão a pôr no ralo os seus reais deixados à livraria. Imagino que o gosto e o prazer - lá deles - pela poesia, levando-se em conta seu engajamento para com a literatura, estes gosto e prazer são bem mais imperativos que a tentação de nos passar um pito e nos reprovar o esforço do empreendimento e da feitura do livro (risos). O que deixo de mensagem especial é o mesmo que digo sempre de mim para mim mesmo: a leitura só nos elastece em conhecimentos e enobrece o espírito. E, portanto, leiamos sempre, mas com a alma genuflexa.

Obrigado pela sua participação.

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