domingo, 3 de fevereiro de 2019

Entrevista com César Pavezzi - Autor de: ÓRFÃOS MODELOS

Nome literário de Fernando César Ferreira.
Sempre gostei muito das palavras e o desafio que elas podiam representar para mim, como estudante e como curioso da mágica de inventar sentidos, ávido pelos arranjos e jogos possíveis proporcionados pela leitura literária, minha grande paixão. Comecei a escrever na adolescência e cedo percebi que não conseguiria me expressar como poeta. Contar histórias, pequenas ou grandes, cabia melhor nas minhas pretensões de amador e amante da ficção. Lia clássicos da literatura mundial e brasileira, aventuras, viagens, invenções, descobertas, batalhas e dramas de personagens, não só do meu tamanho, mas também de grande estatura. Esse caldeirão de estilos e expressões diversificados me ajudou a estabelecer um caminho na minha jornada de pretenso autor. Gosto de contar histórias curtas, onde o narrador tem o controle, com poucos diálogos e muito espaço para o leitor dar de cara com nossa realidade. Essa realidade que ora nos cobra reflexões existenciais nem sempre coerentes com o que está posto, ora nos alegra com a simplicidade de gestos e atitudes, saborosos como uma xícara de café na varanda, ao ocaso.

Conta a história de uma equipe de profissionais que resolvem transformar a vida de jovens carentes e órfãos através de uma oportunidade de trabalho sério numa agência de modelos para moda e vestuário masculino. Mais do que discutir ou expor questões de estética ou a rotina da agência, a proposta é mostrar como os rapazes da House Models foram encontrados pela equipe de Lobueno e a mudança da situação em que se encontravam. A narrativa é jovem, com uma linguagem leve e objetiva, bem ao gosto dos jovens leitores, que, com certeza, vão se identificar com as soluções do autor e com os desfechos positivos para o destino de cada modelo profissional formado pela casa.

Olá César. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata da criação e movimentação de uma agência de modelos, cujos personagens se relacionam em função de um grande projeto social, aliado ao negócio de moda e estética. Pensar o livro foi a partir de leituras, informações e conversas sobre assuntos relacionado ao ramo de moda e agências. É um texto para jovens, com linguagem e discursos objetivos, e soluções rápidas para as situações dentro da trama.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou escritor amador, formado em Letras e professor de literatura e análise de textos. Não tinha e nem tenho a pretensão de me tornar um grande profissional, apenas desejo mostrar algumas ideias e contar boas histórias a leitores jovens. Ainda possuo alguns originais em arquivo que, se houver patrocínio, talvez publique nos próximos meses.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
São os dois fatores que ajudam a naufragar com vários projetos e com a criatividade de gente talentosa e expressiva. Sei bem o que a desvalorização e o menosprezo pela cultura literária podem provocar, já que leciono para adolescentes. Mas acredito ser necessário continuar estimulando, influenciando e divulgando o gosto e o hábito dessas práticas.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da Internet, e fui influenciado também pela oportunidade que oferecem aos novos autores.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Merece ser lido pelas questões que expus na primeira pergunta, por ser fácil e cômodo de entender, e pela proposta de juntar um negócio com uma iniciativa social válida. E que fique registrado como mensagem, aquilo que o narrado Lobueno coloca no último capítulo do livro.

Obrigado pela sua participação.

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