quarta-feira, 27 de maio de 2020

Entrevista com Cássia Janeiro - Autora de: AS FILHAS DE EVA

Nome literário de Cássia Janeiro Karuna.
É educadora e escritora premiada nacional e internacionalmente. Dentre outros prêmios, foi a primeira sul-americana a ganhar o Prêmio Mundial de Poesia Nósside, chancelado pela Unesco. Foi professora universitária em diversas instituições de Ensino Superior e consultora da Unesco, onde participou da missão brasileira no Timor Leste. Viajou por todo o País elaborando, executando e avaliando projetos e programas socioeducativos. Tem trabalhos publicados no Brasil, na França, na Itália e na Holanda. Faz parte do corpo diretivo da União Brasileira dos Escritores (UBE), membro da Academia Metropolitana de Artes, Ciências e Letras (Amlac) e da Associação Internacional de Escritores e Artistas. Em 2015 tornou-se embaixadora do Prêmio Mundial Nósside de Poesia no Brasil.

O livro conta a história de várias mulheres, vítimas de tipos diversos de violência. As histórias têm na personagem de Eva um fio condutor. São histórias passadas no Brasil, na Índia, Iraque e Nigéria.







Olá Cássia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta histórias de mulheres vítimas de violência no Brasil e no mundo. Apesar de ser um livro de ficção, é inspirado em histórias verdadeiras. A ideia de escrevê-lo teve origem num documentário a que assisti ("India's daughter", Netflix) e que me causou profunda tristeza e indignação, dadas as circunstâncias de excepcional crueldade acerca de um estupro coletivo na Índia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é o meu 6o livro individual. Tenho participação em outros trabalhos como coautora ou em antologias. Pretendo escrever até o resto da vida e estou atualmente trabalhando num romance.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A pergunta já contém uma resposta: "poucos leitores" e leitura "pouco valorizada". Além disso, não existem praticamente políticas públicas voltadas à literatura. A luta do escritor brasileiro é diária.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há muitos anos fui finalista num concurso da Scortecci e, depois de muito tempo, conheci o João Scortecci, que corajosamente tem feito diferença para nós, escritores.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Pretendi escrever literatura, independentemente do tema. O resultado me agradou. Acredito também que é um livro que pode contribuir para o aprofundamento do debate das diversas violências contra a mulher.

Obrigado pela sua participação.



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