segunda-feira, 27 de julho de 2020

Entrevista com Claudio Martins Burro - Autor de: ENTREGANDO FLORES DESCALÇO

Claudio Martins Burro
O autor ama a Vida, que é Deus, a quem agradece ter chegado aos dias presentes e ter realizado o sonho da edição do presente livro, e mais que isso, ter recebido de Deus a "graça" maior em sua vida através dos amados netinhos, João Pedro e Raul de Aquino.






Ao ouvir os Beatles em “My Sweet Lord”, composição do magnífico George Harrison, me vem à alma a vontade de produzir algo parecido, não tão grandioso. E dedicar essa inspiração, que lembre tal melodia ao Amor Infinito, pois, segundo creio, os anjos que ouvem tal harmonia perguntam entre si, por que não fui eu quem compôs tal oração? Amor Infinito? por favor, diga a que ou a quem você se refere? inquiriu um dos anjos àquele que tal anseio blasfemou... ora, meu irmão, por que tal sindicância? Não te apercebes que ao dizer amor infinito é de nosso Pai Celestial que vos falo?
Acredito que nascemos no melhor local para aprender e também para ensinar, mas, quanto a isso, o tempo é o nosso melhor aliado, pois juntamente com nossas atitudes nos trará o que buscamos ou necessitamos. Assim, especificamente no tocante ao porvir, cada um receberá aqui, no orbe, na medida em que amadurece, caso contrário, saberá quando for chamado, “do outro lado”, pois a vida continua.
O valor arrecadado com a venda de exemplares deste livro será revertido em favor da organização humanitária Médicos Sem Fronteiras – msf.org.br – 0800 941 0808

Olá Claudio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É uma ficção, mas dentro de um imaginário possível:
- o protagonista, Arun, nascido na Inglaterra, é adotado por um casal originário da Índia, pois a sua mãe-solteira, morreu no parto. Na juventude seus pais adotivos morrem eletrocutados, ele fica só. Conhece alguns ciclistas do Brasil que estão em Londres num tour de biker, faz amizade com eles e vai com eles de trem para Manchester, mas ocorre um acidente, o trem descarrilha e ele vai para a UTI de um hospital. Lá, desdobra de seu corpo e vai ter visões numa tela de ectoplasma no Plano Astral, onde lhe é mostrado o motivo de ter renascido ali na Inglaterra, aliado a fatos de sua vida pretérita, quando teve uma certa vivência na Índia. Sua vida romântica não é fácil, ele tenta viver ou casar por três vezes, mas nas 3 vezes ele é preterido pelas 3 mulheres; até que um dia, quando ele já havia lavado as mãos, desistido de procurar uma relação a vida lhe traz uma mulher, Liang... / segue...
- creio na Lei de Ação e Reação (ou Lei da Reencarnação), que a tudo explica, apesar de procurar viver o presente, o momento de agora tem a ver com fatos da vida pretérita, assim sendo, como a vida continua após a morte de nosso corpo físico, material, teremos uma vida no Plano Astral, e daremos sequencia quando reencarnarmos.
-B.) A ideia de escrever esse livro é deixar um breve legado a filhos, netos, amigos e eventuais leitores que se identifiquem com o pensamento da Espiritualidade, não necessariamente com religião, mas crer em Deus e na sequência da vida pós morte física, ou possuir a mente aberta para o novo, segundo disse e exemplificou Sócrates, é fundamental para a leitura de nosso livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Comecei a escrever após ter passado por um grande susto, uma desilusão quando em 2013 fui à Índia, em Nova Delhi. Tal fato me levou a escrever um livrinho autobiográfico, Meu Amigo George – Ed.Pontes / Campinas-SP - 2014.
-B.) Depois ao assistir o programa do jornalista Roberto D’Ávila, na Globo News, cujos entrevistados, Gabriel G. Márquez e Ariano Suassuna (ambos já falecidos, em 2014), disseram a mesma coisa, em datas distintas, e cada um deles com as suas próprias palavras e jeito de falar, ao responderem a mesma pergunta formulada: O que você diz, ou que conselho você dá para um novo escritor, que está começando ou deseja escrever um livro?
Resposta: que escreva sobre o que gosta, sobre o que acha ou acredita conhecer.
-C.) Esse, Entregando Flores Descalço, agora em 2020, é o meu 4º. livrinho (o 2º. foi em 2017, O Menino do Hyde Park, e o 3º. foi em 2018, Poemas de Londrina a Pequim. Ambos pela Scortecci).

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A minha preocupação, como já disse na primeira pergunta, é deixar um legado, não tenho pretensão de escrever um best seller, mas é claro que se a coisa acontecer, é porque tinha que ser, para isso, tenho que dar o melhor de mim, e sinto que esse último livrinho está melhor no todo, em relação aos anteriores, e quero crer que o próximo será ainda melhor que esse último, o quarto, Entregando flores descalço; mas de novo, retornando ao que disseram G.G.Márquez e A.Suassuna, escrevo sobre o que gosto e sobre o que acredito conhecer, apesar de Sócrates, “Sei que nada sei”.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci por indicação de uma pessoa amiga, Claudia, que trabalhou na Editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, acredito que o Entregando flores descalço, merece ser lido, apesar do escudo de ficção que o cobre, e da linha de Causa e Efeito que envolve o texto, o final do livro é bonito, possui uma mensagem de esperança, uma vez que o protagonista sofreu muito ao longo da vida, e já próximo da velhice, cinquentão que era, recebe um presente da vida que ele não mais procurava e nem esperava; enfim, é um final mais que romântico, pois ele é fraterno, simples assim, como a vida deveria ser.

Obrigado pela sua participação.

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