sábado, 26 de setembro de 2020

Entrevista com Carlos Leite - Autor de: ANTONIO TAMANCO DURO

Nome literário de Antonio Carlos Ferreira Leite.
É servidor público aposentado com formação em Engenharia de Telecomunicações.
É carioca da gema, nascido na Tijuca e criado no Engenho Novo, onde mora até hoje.
Começou a escrever para tentar reproduzir em texto, a forma engraçada que as mulheres da família tinham de contar fatos cotidianos.

É uma das muitas crônicas desse livro, onde Carlos Leite nos remete ao passado, lembrando as peladas de sua infância, jogadas nas ruas ainda calçadas de paralelepípedos, com poucos carros passando, sem medo de violência e onde a única preocupação da garotada era com as tamancadas do açougueiro da rua, que nos momentos livres se oferecia para jogar com eles.
O autor divide com o leitor o que a observação de fatos comuns do seu cotidiano despertou de sentimentos em seu coração: hilaridade, espanto, admiração, saudade ou tristeza.
A vida, muitas vezes, supera a ficção e Carlos Leite soube captar esses momentos interessantes, narrando-os com emoção.

Olá Antonio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Antônio Tamanco Duro é um livro de crônicas sobre situações que vivi e de histórias contadas por minha mãe e tias pelo lado materno, que possuíam o dom de tornar fatos corriqueiros em fonte de gargalhadas para os ouvintes.
Achei que não devia deixar que esses fatos interessantes se perdessem e tentei passar para o papel aquilo que vivi ou ouvi.
Não foi um trabalho fácil porque um fato contado, dependendo da habilidade do narrador, pode levar as pessoas a rir muito, enquanto o texto, por maior que seja o esforço do autor, muitas vezes gera apenas sorrisos.
Mas é o que basta. Se alguém sorrir lendo o meu livro, terá valido a pena escrevê-lo.
Acho que o meu livro se destina ao público adulto. Ficaria de fora da Biblioteca Infanto-juvenil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu agora estou aposentado e a perspectiva da vida muda um pouco.
Eu escrevi meus textos nos tempos vagos, sendo que o conteúdo dessa obra foi montado ao longo de vários anos.
O objetivo desse livro é deixar alguma coisa no mundo, quando eu partir dessa vida.
A ideia de que, tenho essa esperança, daqui a cinquenta anos alguém pode ler um exemplar do meu livro e sorrir um pouco, aquece meu coração.
Com a obra pronta, vieram à minha memória outros fatos que eu poderia ter colocado no livro.
Não sei ainda se essas lembranças gerariam um novo livro.
É um caso a pensar.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É um assunto sobre o qual tenho pouca informação, infelizmente.
Os rumores de que o atual governo quer taxar livros é preocupante.
Eu fui privilegiado. Meu pai sempre me dava livros e uma prima me trazia livros do Malba Tahan que eu devorava com sofreguidão.
Eu não tenho conhecimento de como está dividida a população de escritores brasileiros, quantos exercem a profissão em paralelo com outras atividades e quantos vivem apenas da publicação de seus escritos.
Eu acho que caberia à família e à Escola incentivarem o hábito da leitura desde cedo, para que o hábito de ler se tornasse um ato natural do adulto.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu fiz uma pesquisa na Internet e encontrei a Scortecci.
Foi uma escolha feliz porque todos com que mantive contato foram sempre muito atenciosos, o trabalho é de qualidade e a empresa me parece bastante organizada.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
A escolha do que ler em se tratando de literatura não técnica é totalmente subjetiva.
Para quem gosta de ler apenas romances ou contos bem fantasiosos, esse meu trabalho não seria recomendado.
Já para quem acha que o cotidiano pode conter romances, dramas e comédias que se comparam à ficção eu recomendo meu livro.
Ao lê-lo, procurem imaginar a cena que a crônica descreve. Algumas se passaram no início do século passado, em uma época talvez mais tranquila que a atual, apesar da Primeira Guerra e da Gripe Espanhola.
Finalmente, que esse meu trabalho despretensioso faça com que os leitores se divirtam um pouco e esqueçam por um breve momento as agruras do dia a dia.

Obrigado pela sua participação.

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