segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Entrevista com Angela Moraes Souza - Autora de: UM FIO DE SEIVA e QUANDO É SILÊNCIO

A autora é arquiteta, poeta e artista plástica. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro e se radicou em Florianópolis. Tem poesias divulgadas em antologias e publicou seu primeiro livro de poesias, Palavras Nuas, em 2002 pela Ed. Nova letra. Em 2009, pela Ed. Digital de Blocos Online, publicou o segundo livro, Um Fio de Seiva, agora em 2ª. edição. Em 2020 lança também Quando É Silêncio, seu terceiro livro, pela Scortecci Editora. Nas artes plásticas desenha com pastel oleoso sobre papel.




Neste livro a sensualidade permeia em quase todos os versos, de modo muito suave. Com estilo genuíno, num lirismo sem par, a autora mostra a verdadeira finalidade da poesia: despertar emoção estética. A pontuação dos versos, brusca, inesperada, exibe um vigor literário diferente; o leitor tem muitos motivos para meditar. Como a meditação é o elo que une o escritor ao leitor, Angela Moraes Souza está de parabéns, pois soube fiar em seda todo o seu talento – sua própria seiva. No desfiar de sua poesia, todas as artes, coloridas, misturam-se num jogo de luzes e sombras, dando ao leitor a sensação de estar num verdadeiro paraíso. Lourival Corrêa de Souza – Prof. de Literatura Brasileira.

[...] nestes tempos predominantemente visuais e sonoros, em que estamos cada vez mais distantes do apelo da quietude e da mansidão, a poesia do presente livro é um belo chamamento para a escuta do que flui neste espaço constituído de movimento e impermanência.”, escreve a Advogada, Doutora e com Pós-doutorado em Teoria Literária (UFRJ), escritora de livros, TV, teatro e cinema, Leila Míccolis, no prefácio a este terceiro livro de poesias de Angela Moraes Souza.
Ainda que o barulho do mundo nos rodeie, Quando É Silêncio conta em pequenos versos sobre um silêncio possível, onde a alma se larga leve, se deixa imersa, para ouvir o que se cala dentro de si.

Olá Angela. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Estou lançando dois livros, ambos de poesias, Um fio de seivaQuando é silêncio. O livro Um fio de seiva trata da poesia do fio  da seiva que escorre em nós, seiva que escorre de nossas almas e  esculpe nossas vidas. Ele é meu segundo livro de poesias, em  segunda edição, a primeira, de 2009, foi digital  (www.blocosonline.com.br). O livro Quando é silêncio, o meu  terceiro, conta em pequenos versos sobre um silêncio possível, onde  a alma se larga leve, se deixa imersa, para ouvir o que se cala dentro  de si. Escrevo poesias intimistas e breves e guardo-as ao longo do  tempo. Um dia, percebo o enredo criado por essas poesias, é quando  então, dou início ao livro. Meu público é aquele que se permite sentir  o momento, a vida. 

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Desde que aprendi a ler passei a me interessar pelos livros, e eles se tornaram meus fiéis companheiros de jornada. Comecei a escrever na adolescência. Meu primeiro livro, Palavras Nuas, foi editado em 2002. Também desenho com pastel oleoso sobre papel. Escrever e desenhar são as maneiras como me expresso, e são indispensáveis para que eu viva bem. Depois da edição do meu último livro, começo a pensar num próximo, sempre.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de um escritor no Brasil tem de ser pautada na certeza da sua importância e na persistência em estimular e facilitar o acesso à leitura. E não se deixar abater, nunca, pelas inúmeras dificuldades.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Havia participado de uma das Antologias da Scortecci Editora, o Projeto Literário Delicatta V – Série Esmeralda, em 2010, e apreciei a seriedade e qualidade do trabalho da editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, meus dois livros merecem ser lidos porque dão lugar à leveza da alma. Desejo que os leitores sintam o chamado da minha poesia. Como a escritora Lygia Fagundes Telles, em sua crônica A língua portuguesa à moda brasileira do livro Durante aquele estranho chá, também eu, “estendo ao leitor a minha palavra assim como se estende uma ponte e digo, Vem! Então esse leitor que acaba por ser meu cúmplice, leitor e cúmplice, chega até onde eu estou. Fraternalmente reparto com ele essa palavra como se reparte o pão.

Obrigado pela sua participação.

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