segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Entrevista com Fábio Daflon - Autor de : CANTO GORDO

Nome literário de Fabio Santos Daflon Gomes.
É médico e crítico literário, como escritor é principalmente poeta, é especialista em estudos literários pela Universidade Federal do Espírito Santo. É autor dos seguintes livros de poesia: Mar ignóbil, Mar sumidouro, Vagalume-Farol, Mar raso e Sovacos: poesia sob os braços. Em prosa publicou os seguintes livros: Vento passado: memórias do recruta 271 e Estrela miúda - breve romance infinito -.


Canto Gordo
Livro de poemas confessionais e boêmios, Canto gordo foi composto com poesias de metalinguágem as do compositor e poeta Jair Amorim publicadas no livro Canto magro. Jair Amorim é o patrono da cadeira nº 36 da Academia de Letras de Vila Velha (ALVV). Fábio Daflon é quem ocupa, hoje, a cadeira nº 36. O livro Canto gordo é uma homenagem a Jair Amorim, mas tem sua essência própria, com passagens pelo Rio de Janeiro, Salvador e Vitória, às vezes com tom nostálgico, outras vezes com tom melancólico ou humorístico.



Olá Fabio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
O livro Canto gordo trata de boêmia, poemas boêmios como se fossem crônicas, com referências toponímicas do Rio de Janeiro, Salvador e Vitória, faz uso de metalinguagem para homenagear Jair Amorim, patrono da cadeira nº 36 da Academia de Letras de Vila Velha, a partir de paródias dos poemas de Jair Amorim.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro se destina aos amantes da literatura e, principalmente, da poesia e a todos os leitores possíveis que queiram se emocionar do início ao fim.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou médico aposentado como capitão de mar e guerra médico da Marinha do Brasil e também pela Fundação Nacional de Saúde. Canto gordo não é o meu primeiro livro, sou autor dos livros de poesia Mar ignóbil, Mar sumidouro, Vagalume-farol, Mar raso, Sovacos: poesia sob os braços; na prosa escrevi os romances Vento passado: memórias do recruta 271 e Estrela miúda: breve romance infinito, tendo escrito um ensaio crítico sobre a obra da poeta Marly de Oliveira, sob o título O limite é o cosmos. Como projetos tenho os livros inéditos O beijo da odalisca e O côncavo do mundo contra o monstro do Lago Néscio. Na poesia, também inéditos, os livros O cais de mais um dia e o cais e o nada. Há outros projetos na fila a mais tardar.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho difícil ser escritor em qualquer lugar do mundo, procuro escrever com qualidade, sem preocupações com quem vai ler, mas sem descuidar na medida do possível da publicidade dos livros. Faço minha parte, não dependo da escrita para viver, mas hoje me dedico apenas ao ofício de escritor. Muitos escritores só são exumados para o reconhecimento depois de mortos. Tenho entre meus leitores professores doutores, outros escritores que também leio, inclusive publicando resenhas sobre seus livros, leitores de nível superior e médio ou baixo, porque é para o leitor tudo o que já foi escrito desde priscas eras..

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Um amigo me recomendou a Scortecci Editora, com a qual já tenho um relacionamento de oito há dez anos, na recomendação que recebi ouvi que a Scortecci acolhe bem aos autores, então posso dar o testemunho que isso é verdade.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Entre outras razões, o livro merece ser lido porque não sou um neófito e porque construí uma obra, da qual Canto gordo faz parte, além disso, o livro é eivado de humor e graça, tristezas balanceadas e alegrias sinceras. O tom confessional não exacerba o eu lírico, tenho consciência. Modéstia à parte, que o livro estabelece muita empatia com o leitor por ser emocionante do princípio ao fim.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Helô Tenório Perrone - Autora de: CONTÍCULOS

Nasci em São Paulo, capital no dia 25 de novembro de 1947. Morei em Presidente Prudente até 1965 e vim para São Paulo fazer faculdade. Fiz Letras Inglês e Português no Sedes Sapientiae/PUC e depois pós-graduação em Linguística na PUC. Fui professora durante muitos anos e sou tradutora desde 1979. Dei aulas de Tradução na Associação Alumni de 1986 até o ano 2000. Dois filhos e nenhum neto. Viúva desde 2004. Tricoteira, amante da música e das artes serei até o fim.
Para além de traduzir idiomas, em seus Contículos (que sonoridade tem essa palavra!), Helô traduz a complexidade da vida com um poder de síntese e a leveza de um cartunista. Temas difíceis e caros como a morte e o envelhecimento são tratados com beleza, bom humor e acima de tudo generosidade. Helô nos traz de volta pessoas que já se foram, elaborando as perdas, colocando-as à nossa disposição para nosso convívio. Nos permite fazer uso delas sem cerimônia, realçando que o que importa nesta vida são os nossos laços.



Olá Heloisa. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Meu livro é uma mistura de realidade e fantasia. Sempre gostei de contar casos. A narrativa é cheia de ironia e ceticismo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Qualquer pessoa de 5 a 100 anos de idade pode ler. Só não vão gostar os carolas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas O sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Pretendo continuar escrevendo pois isso faz parte da minha profissão de tradutora. Quero traduzir e interpretar o mundo ao meu redor e dentro de mim.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não me preocupo com ganhos financeiros, mas com a ignorância do povo brasileiro que é mantido alienado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já tive experiência anterior com a revisão do livro da autora Neuza Negrão.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Quem quiser se divertir e refletir com leveza vai gostar.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Marcelo Canto - Autor de: ANTOLOGIA POÉTICA 2 - TRAJETÓRIAS

Nascido em Porto Alegre (RS) em 1963,  frequentou, em 1982, o curso de medicina, abandonando-o em seguida, ao optar pela música. Estudou bateria por três anos com um músico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, e em 1986 tornou-se funcionário público concursado. Em 1989, formou-se em Administração de Empresas pela PUCRS, e dois anos depois foi para o Ministério da Fazenda do Rio Grande do Sul.
Seu primeiro livro publicado foi Sentidos Poéticos e Algumas Histórias. Em 2011, publicou Inocência da vida, premiado em concurso da Associação Internacional de Escritores e Artistas. Formou-se em Letras em 2014 pela PUCRS. Escreveu mais de 20 livros, dentre os quais destacam-se contos, crônicas e poemas. Colaborou escrevendo textos poéticos no jornal Zero Hora de Porto Alegre. Em 2019, foi empossado na Cadeira 99 da Academia de Letras do Brasil no Rio Grande do Sul.

Nesta coletânea de poemas, mais uma vez o autor traz a lume, por meio de sua verve criativa, aquilo que a maioria não consegue: ele expressa o sentimento da alma ao colocar no papel impressões que, muitas vezes, nos passam despercebidas. E dizer que o poeta tem uma sensibilidade mais aguçada que os não poetas não é uma frase feita, senão a mais pura verdade. Antologia Poética – vol. 2 – Trajetórias é obra que desperta o sentimento do leitor, tenha ele lido ou não nomes consagrados ao longo do tempo. Num mosaico de palavras o autor criou textos fluidos, criativos e únicos na sua essência e propósito. Nos tempos em que vivemos, quando a maioria vive grudada na telinha do celular ou do computador, quando o hábito de escrever foi deixado de lado em virtude da celeridade dos acontecimentos, buscar na poesia algum alento para a alma é uma ótima escolha. 

Olá Marcelo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro Antologia Poética - Vol. 2 - trajetórias é uma viagem às insondáveis veredas do sentimento. Enfaticamente, há duas trajetórias na obra: o amor e a poesia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou escritor e poeta formado em Letras pela PUCRS e tenho especialização em Arte e Educação pela UNIASSELVI. Trabalho como servidor público federal concursado. O livro é um sonho realizado e acredito que outros sonhos se realizarão.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É muito difícil ser escritor no Brasil. As pessoas ainda têm que criar o hábito da leitura, pois esta é uma forma de descortinar o mundo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo pela internet. Mantive contatos por e-mails para publicação de livros.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, merece. Tenho 57 anos e experiência de vida para transmitir aos jovens e adultos.
Obrigado pela sua participação.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Adriano Coelho - Autor de: MUSAS

Adriano Coelho
Jornalista formado desde 1998, trabalha desde de 2000 no mundo do rock, seja como jornalista, produtor, contato publicitário. Autor do Livro: Os 100 Maiores Jogos do Brasileirão.
Trabalhou na cobertura de eventos como: Rock in Rio, Live in Louder e Wacken Open Air (Alemanha).
Assessoria de imprensa para vários grupos de rock, que já se apresentaram no Brasil, desde coletiva de imprensa, agendamento de entrevista e acompanhamento dos músicos. Atualmente eu escrevo na coluna Torcedores na empresa Uol, falando sobre esportes. 


É uma obra no intuito de falar sobre a era de ouro do cinema, destacando as mulheres, da qual ainda hoje são ícones de beleza e liberação feminina.







Olá Adriano. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A história das atrizes da época de ouro do cinema; foi através de um curso de web design que eu fiz, tinha que escolher um tema, como Brigitte Bardot havia escrito sua biografia, eu resolvi fazer um trabalho sobre essa época; o livro é para os aficionados por cinema.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho dois livros lançados, o outro eu conto a história do campeonato brasileiro de futebol, terminei o terceiro, que fala sobre festivais de rock no Brasil.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Falta incentivo, os livros são caros, a vantagem e que o brasileiro gosta de biografias, isso virou febre, incentivando outros tipos de leitura, a internet divulga, mas, ao mesmo tempo acomoda, pois, temos hoje áudio book, isso não e vantajoso.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci na Bienal de 2012.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Ele possui uma história rica do cinema, fala quando os filmes viraram coloridos e quando era mudo. Vale a pena saber de alguns detalhes, como foi ser ator na época das duas guerras mundiais.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Entrevista com Tatiana Ranzani Maurano - Autora de: A CONDIÇÃO FEMININA EM MARIA LACERDA DE MOURA

Nascida em 02 de abril de 1977 em Piracicaba, interior do estado de São Paulo. Psicóloga, psicodramatista, mestre e doutoranda em Educação. Sempre atuou profissionalmente na área social, trabalhando com populações historicamente negligenciadas, profissionais do sexo (mulheres, travestis e homens), usuários de drogas e populações em situação de rua em Piracicaba/SP e Recife/PE. No seu trabalho social o que mais a interessava investigar é a opressão histórica da mulher, o que a levou para o mestrado e doutorado em educação e pesquisar a produção escrita da feminista, anarquista e anticlerical Maria Lacerda de Moura.

A proposta deste estudo é trazer as contribuições dos escritos da educadora, feminista e anarquista do início do século XX, Maria Lacerda de Moura (1887-1945) sobre a condição feminina, fazendo aproximações possíveis dentro da discussão das categorias de gênero, patriarcado e educação e tomando como objeto de estudo seu segundo livro, Renovação, escrito em 1919. O objetivo foi fazer uma análise de configuração textual da obra Renovação e, assim, trazer à tona seus argumentos sobre a condição feminina e a educação em seu tempo, bem como os desdobramentos para os desafios da atualidade. Assim, como instrumento para o desenvolvimento de tal proposta, buscamos nos apropriar dos estudos de Maria do Rosário Longo Mortatti sobre a Análise de Configuração Textual, considerando as categorias gênero, patriarcado e educação como focos da análise. A compreensão da história da sociedade e, dentro dela, a de um determinado grupo social oprimido, bem como as elaborações do pensamento para a superação dessa condição, é crucial para captar a dimensão da dominação masculina dentro dela e, assim, buscar a transformação dessa realidade. Nas leituras feitas sobre os escritos de Maria Lacerda de Moura, destaca-se seu diferencial em relação aos pensamentos e escritos das mulheres brasileiras de sua época. Historicamente falando, Lacerda é de uma época em que as mulheres estavam lutando por seus direitos a melhores condições de trabalho e ao sufrágio. Destaca-se o que já falava a autora sobre a mulher poder escolher com quem vai se envolver, sobre a importância de ela estudar, de instruir-se, sobre amor livre, sobre a escolha de ter ou não ter filhos, sobre sua condição de subjugada, tutelada, não apenas nas questões dos direitos, mas também nas questões do cotidiano, em um nível mais simbólico e particular, algo que começou a ser mais discutido e pontuado a partir da segunda metade do século XX (1960-1970). Nesse sentido, é notório o quanto Maria Lacerda de Moura ainda pode contribuir para as questões relacionadas à condição e subjugação feminina e para a reflexão sobre os conceitos de gênero, patriarcado e educação. Revisitar seus escritos, ou seja, olhar para a história, é ter cada vez mais a percepção do quanto a opressão da mulher está enraizada na construção histórica em nossa sociedade e do quanto ainda se mantém nos dias de hoje, seja pela não garantia dos direitos que conquistados, seja pela opressão simbólica e histórica que ela sofre cotidianamente. Revisitar sua obra foi a descoberta de caminhos para a renovação social.

Olá Tatiana. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Este livro é resultado da minha dissertação do mestrado em educação, faço uma análise de configuração textual do segundo livro da anarquista Maria Lacerda de Moura, utilizo as categorias de gênero, patriarcado e educação para essa análise. O livro se destina a todas as pessoas que tenham o interesse de conhecer um pouco sobre o pensamento de Maria Lacerda de Moura e sobre a opressão histórica das mulheres perante o sistema patriarcal que nos foi imposto. 
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sempre gostei de escrever, escrevo desde os doze anos de idade como uma forma de me expressar, mas nunca havia publicado nada, até agora. Este livro é um sonho realizado, mas não pretendo parar por aqui, quero continuar estudando e possibilitando dividir e compartilhar conhecimento. 
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Infelizmente a leitura não é algo valorizado em nosso país, nos mais diversos âmbitos e consequentemente o a vida de um escritor ou de uma escritora não nada fácil no Brasil.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Meu tio paterno publicou um livro por esta editora.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu o escrevi no intuito de possibilitar a leitura sobre a obra desta grande pensadora brasileira, pouco conhecida pela maioria da população. Então, como diz a própria Maria Lacerda de Moura, eu escrevi este livro para vocês, uma oportunidade de refletirmos um pouco sobre a condição feminina da mulher brasileira. 
 
Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Fernanda Colli - Autora de: UM CONTO DE FADAS À MODA CAIPIRA

Fernanda Colli

Nascida e criada em Araçatuba, noroeste paulista, pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, membro da DA IOV- Organização Internacional do Folclore Secção Brasil, membro da Associação Paulista de Psicopedagogia, escritora, catireira, coordenadora do Projeto Catira e Folclorear na cidade de Araçatuba.


Um conto de Fadas À moda Caipira

Dizem que no interior do Brasil há muitas histórias de amor. Histórias com encontros, vilões, muita dança e coincidências. Há quem diga que existem seres mágicos, iguais às fadas madrinhas.. a história de Nena, uma menina sonhadora que mora num sitio do interior do Estado de São Paulo vira um conto de fadas depois que sua tia e primas a impedem de ir a uma Folia de Reis no sitio do Sr. Neno. A partir daí surgem mistérios, dança e muita catira. A obra aborda temas de nossa cultura popular caipira do interior paulista, inseridas num contexto típico de um conto de fadas. Se é verdade eu não sei, só sei que foi assim...

Olá Fernanda. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de uma garota sonhadora do interior que adora dançar catira e Folia de Reis. Em meio a encontros e desencontros no universo das tradições populares do interior paulista, encontra espaço para viver seu grande conto de fadas, onde acha seu verdadeiro amor e vivem felizes para sempre.
A ideia em escrever Um conto de Fadas à moda caipira surgiu da ideia de que as tradições populares de nosso país, principalmente do interior, fossem explanadas de uma forma lúdica, mostrando inclusive que os sonhos, a magia e a esperança de viver feliz para sempre pode ser algo também que podemos viver não apenas as princesas que vivem em seus castelos. A obra que é a primeira a ser publicada, é voltado para o público infanto juvenil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou nascida e criado no interior de São Paulo, onde tenho enraizada a cultura caipira em meu DNA. Sou catireira, coordeno projetos de formação de cultura popular em minha cidade, o que me tornou pedagoga, psicopedagoga, arte educadora, membro da IOV BRASIL- Organização Internacional do Folclore UNESCO, membro da Associação Brasileira de Alfabetização, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia/SP , e tenho vários estudos e publicações nessas áreas sempre defendendo a importância da identidade como referência para nossas crianças e jovens. Um conto de Fadas à moda caipira é o primeiro de uma sequência de histórias que prometem encantar e realizar os sonhos de quem vive e aprecia a cultura popular como num conto de fadas na vida real.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Na minha opinião a elitização das artes, entre elas a escrita, deixou a população carente de incentivos e principalmente escritores que alcançassem a classe popular, deixando que o livro com suas histórias se tornassem artigos de luxo de uma sociedade em que menos de 5% adquire exemplares seja por falta de recursos, seja por falta de oportunidade, seja por falta de saber ler. Para que o escritor seja valorizado como artista, faz-se necessário um trabalho de formação de público. Jovens e crianças não vão ler nossos livros se não tiverem nenhum incentivo ou alguém para ler para eles. Não vão se interessar se os textos não forem próximos à sua realidade e muito menos se for algo muito além do que vivem. Precisamos sim escrever nossa arte. Mas particularmente escrevo para transmitir esperança.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Assim que surgiu em mim a necessidade de montar um projeto inovador aliando a cultura popular aos contos de fadas, fiz uma pesquisa com várias editoras do país, porém a que prontamente me atendeu, me deu todas as informações necessárias sobre a confecção de um livro infantil, que transmitiu segurança de saberem realmente o que estão fazendo foi a Editora Scortecci. Com uma equipe maravilhosa, desde o diretor geral até a equipe de logística para entrega sempre foram muito gentis em me orientarem sobre as mais diversas questões, e sou muito grata por isso.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todos os livros merecem uma leitura; o meu livro merece não apenas ser lido como transmitido, que seja durante uma live, uma sala de aula, uma roda de amigos. A mensagem de viver feliz para sempre precisa ser repassada para a maior quantidade de pessoas assim como nossas tradições populares como forma de manter a identidade de nosso povo.
Para meus leitores, desejo que releiam tantas vezes quanto possível e para o maior número de pessoas. Que vocês sejam Nenas ou Joões, e tenham o mesmo final do livro hoje e sempre.

Obrigado pela sua participação


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Entrevista com Zodja Pereira - Autora de: IMERSÃO

É atriz e bailarina, estreou profissionalmente em 1964, em Recife na TV Jornal do Comercio. Em São Paulo, depois de atuar com o Grupo Opinião do Rio de Janeiro e no Teatro de Arena de São Paulo, migra para TV e participa de programas e novelas nas TVs Excesior, Bandeirantes, Record e Tupi. A partir de 1978 atua como profissional em dublagem e em 2005 funda a DUBRASIL Central de Dublagem tendo como objetivo especializar atores em dublagem. Aberta para Balanço foi a primeira experiência em tornar público seus poemas. Lança agora, Imersão.

Imersão

Um livro que conversa com o leitor sobre emoção! Um mergulho nos mais diversos instantes da vida em prosa e verso.

Abrem-se as cortinas... o espetáculo continua... a atriz e poeta, após a imersão, surge elegantemente, impostando sua voz meiga e firme, abre seu coração para o público emergindo sua história, ora alegre, ora triste, ora sofrida, ora saudosa em forma de prosas e poesias. O público absorve cada palavra em silêncio e ternura. O espetáculo termina... Palmas... muitas palmas... Bravo... bravo... Zodja Pereira. Amiga, agradeço de coração o privilégio em participar dessa peça, eternizando-a no livro Imersão. Ana Maria Guimarães

Olá Zodja. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de poesias e crônicas. Foram textos que nasceram nos mais diversos momentos da minha vida e se transformaram em livro. Ofereço esse livro aquele leitor que gosta de leituras simples e espontâneas.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou atriz e não tenho grandes pretensões literárias. Não me percebo poeta, apenas uma pessoa que põe no papel o que sente.
Este é meu segundo livro de poesias. Participei anteriormente de uma antologia poética e como coautora de um livro sobre Ferramentas de PNL.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não acredito que exista espaço para se viver como escritor no Brasil.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Na década de 80 minha mãe publicou seu primeiro livro pela Scortecci. E essa já é minha terceira experiência com a Scortecci.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro fala de coisas simples e triviais, fala de amor, solidão e luta.
Ofereço esse livro a todo aquele que busca uma leitura onde posso se identificar e pensar: eu poderia ter dito exatamente assim!

Obrigado pela sua participação.

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