domingo, 31 de janeiro de 2021

Entrevista com Adrielle Eduanny Fernandes - Autora de: DO COTIDIANO NASCERAM ALDRAVIAS

Adrielle Eduanny Bento Fernandes Inácio
Natural da cidade de Ipatinga – MG. Começou sua trajetória no mundo da literatura aos sete anos de idade e desde então tem dado segmento a esta caminhada que promete ser bem longa... Sua estreia oficial na literatura foi no ano de 2014, quando ganhou seu primeiro prêmio literário em SP, categoria mensagem (texto publicado em antologia de tema “Música”).
No mesmo ano foi premiada em um Festival Poético no PR, categoria poesia (texto publicado em coletânea).
Em 2016, teve sua poesia selecionada e publicada em uma antologia de tema “Brasil – Gigante Pela Própria Natureza” – SP.
2018, prêmio categoria redação (texto publicado em antologia de tema “Futuro – Visão Para Um Mundo Melhor”). No mesmo ano foi premiada novamente no Festival Poético na categoria poesia (texto publicado em coletânea).
Em 2019, tornou-se membro efetivo da Academia Brasileira dos Autores Aldravianistas Infantojuvenil (ABRAAI).
No mesmo ano foi premiada na categoria aldravia, com seu livro inédito “Do Cotidiano Nasceram Aldravias” em 2º lugar pelo concurso organizado pela União Brasileira dos Escritores (UBE) – RJ.

É um livro premiado no CONCURSO INTERNACIONAL DE LITERATURA – 2019 – UBE-RJ. Como o próprio título diz, ele nos traz aldravias elaboradas a partir de observações de cenas corriqueiras colhidas na simplicidade dos dias mostrando que a poesia pode estar em toda parte. O olhar aguçado da autora percorreu caminhos e viu poesia nas trilhas, no abrir e fechar de portas, nas roupas coloridas estendidas no varal, nos voos e melodias de liberdade, nos becos sem saídas, nos aromas e sabores, nas gotas de orvalho, nas brisas e... muito mais! A fluidez da leitura se dá de forma deliciosa e provoca um prazeroso debate devido às várias formas de leitura e interpretação. 
Goretti de Freitas - Coordenadora Geral da ABRAAI-Ipatinga

Olá Adrielle. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Do Cotidiano Nasceram Aldravias, é um livro da modalidade aldravia, que é uma nova forma de poesia com apenas seis palavras-verso.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Elaborei essas aldravias baseada nas ações do dia a dia, a ideia é mostrar que até mesmo na simplicidade do cotidiano a poesia se faz presente. A minha obra se destina à todas as idades, sem restrição de faixa etária.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Esse é o meu primeiro livro de aldravias, mas já tenho outro livro publicado sendo de poesias.
Tenho também, poesias e redações de minha autoria publicadas em antologias e coletâneas.
Faço parte de um grupo de escritores da minha região e também sou membro efetivo de uma ABRAAI - Academia Brasileira dos Autores Aldravianistas Infanto Juvenil.
Pretendo escrever muitas obras, inclusive de contos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É difícil! Às vezes fico um pouco desanimada com a escrita, pois penso que poucas pessoas irão ler.
Acho que os profissionais da educação, deveriam incentivar mais os alunos a criarem o hábito de ler, através de dinâmicas que despertem o interesse pela leitura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através do anúncio de um concurso literário da Livraria Asabeça, onde a Scortecci Editora estava em parceria.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O meu livro merece ser lido, pois ele resgata a valorização da simplicidade do dia a dia, mostrando que devemos valorizar cada momento de nossas vidas.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Marcos Pinnto - Autor de: TANTALUS ABDU

Nome literário de Marcos Rodrigues Pinto.
Poesia
Salpicos de Mim: poesia tentada. 2017
Por Quanto Tempo Mais: mais uma tentativa de fazer poemas. E-book.
Contos
Doze Contos Macrabros. 2020
Técnicos
Redes de Distribuição de Água. 2017.
Otimização Evolutiva: aplicada à remediação de águas subterrâneas. 2019
Estatística Básica: para quem não é especialista. 2019.
Romances
Tantalus Abdu. 2020
Histórias de Uma Sertaneja: sob o sol impiedoso do semiárido. (sob pseudônimo) 2019
Entre outros romances e crônicas, sob pseudônimo diverso.

Miguel, um homem em busca de catarse, decide se engajar em ações humanitárias na África. O seu plano é ir para a Gâmbia ajudar pequenos agricultores. Durante a viagem, encontra Rebeka, uma moça guineense, ingênua, mas dedicada a ajudar o governo de seu país. Eles se apaixonam e Rebeka acredita que Miguel abandonará a sua missão para viver com ela em Bissau. No entanto, Miguel se dá conta de que, até ali, ele não tinha nada a perder indo para a Gâmbia e a paixão por Rebeka seria justamente o sacrifício de que precisava para a validade de sua penitência. Cedo descobrirão que a distância não será o único obstáculo entre eles. Os eventos que se sucederão poderão colocá-los fatalmente em lados opostos. Rebeka e Miguel terão de se confrontar com Tantalus Abdu, um guerrilheiro que pretende derrubar o violento ditador do pequeno país no continente africano. Tantalus conta com a ajuda de outros guerrilheiros que se intitulam Combatentes pela Libertação Nacional. Mas, o ditador Muhamed Ebraim é um homem sem escrúpulos e o preço cobrado de todos pode ser alto demais.

Olá Marcos. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Tantalus Abdu é sobre amor, amizade, lealdade, resiliência. A maior parte da história se passa na Guiné-Bissau, numa situação de conflito entre governo e rebeldes. Enquanto a guerra acontece, o romance entre Miguel e Rebeka tenta se afirmar.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A ideia de escrever Tantalus Abdu surgiu em 2014, numa conversa com minhas amigas e amigos guineenses. Eles inspiraram também o perfil de alguns dos personagens, que no início eram apenas cinco e passaram a vinte e cinco, entre os que chamei de principais e coadjuvantes. Os rascunhos com as ideias dos capítulos foram escritos também em 2014, mas eram apenas oito capítulos. O livro terminou com um pouco mais que isso. Ao longo do livro, alguns capítulos reclamaram sua necessidade de inclusão, bem como outros personagens acabaram por aparecer exigindo sua entrada.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
É o primeiro romance que uso meu próprio nome. Já escrevi outros usando pseudônimos. Também escrevi três livros técnicos. Meu primeiro trabalho remunerado por escrever foi na elaboração de apostilas para um curso de microinformática, quando eu tinha dezenove anos. Também gosto de escrever contos, poemas e crônicas. Tenho outras histórias em mente e, quando tiver oportunidade, elas serão publicadas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O Brasil tem taxas de analfabetismo absoluto e funcional altíssimas. Além disso, muitas pessoas alegam que não têm interesse ou tempo para ler. O que isso significa? Que temos um enorme número de leitores a serem formados e conquistados. Isso não é fácil, claro, mas não podemos simplesmente desistir das pessoas, pois entendemos que a leitura é uma forma ativa de se obter conhecimento e cultura, além de exercitar a mente. Não podemos nos conformar com a elitização da leitura.
Há pesquisas mostrando o encolhimento da produção de livros no Brasil. No entanto, a média de livros lidos por ano e a quantidade de leitores caminharam em sentido oposto. Então, o que aconteceu para que o mercado editorial brasileiro encolhesse? A resposta pode passar por muitas variáveis como mudanças no perfil do leitor, surgimento de diversas plataformas on-line, livros em diversos formatos, entre outras.
No entanto, não vejo esse cenário como um empecilho à escrita. O maior impedimento que um escritor pode enfrentar é a falta de criatividade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Passei bastante tempo procurando uma editora para o primeiro romance publicado, em que usei um pseudônimo, e vi que há muitas opções, com diferentes perfis. Depois de várias comparações e verificações, a Scortecci Editora foi a melhor escolha para o meu projeto.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Tantalus Abdu merece ser lido principalmente pela quebra de um paradigma, que o leitor perceberá ao final da história. Também pela profundidade e sinceridade com que os personagens são apresentados. Usando as palavras de uma amiga, a leitura de Tantalus Abdu é como estar em um barco, com momentos de calmaria e momentos de tormenta.
À leitora e ao leitor, eu desejo que lhe seja acrescentado algo, seja uma emoção, uma informação, uma reflexão, mas que a leitura cumpra o seu papel de entrega.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Frans Magellano - Autor de: CONTOS DO AMANHECER - TOMO I

Frans Magellano
Nome literário de Francisco Sales de Magalhães.
Advogado, escritor, poeta, genealogista e livre-pensador, não tem afinidade com as ideologias correntes. Por isso tem se dedicado às questões humanas de maneira independente e idealista desde o curso secundário quando era líder estudantil, o que se acentuou ao aprender que todos têm uma mente com faculdades que lhes permitem refletir, pensar e raciocinar por conta própria, ter livre-arbítrio, e que o cultivo dos sentimentos é fundamental para equilíbrio e harmonia individual e social, caso se queira contribuir efetivamente para o bem da Humanidade. Por isso em suas obras destaca de maneira didática conceitos isentos da contaminação de correntes que tendem a dominar a Humanidade através de preconceitos, falsos conceitos e moldes alienantes. Tem várias obras publicadas nas quais trata dos mais diversos temas, inclusive filosóficos e sociológicos de alta indagação e poemas; várias a publicar, todas pedagógicas e com elevado teor construtivo. Entre elas publicou O GIGANTE DOS ANDES

Contos do Amanhecer - Tomo I
A vida de Alvinho muda completamente quando ele se dispõe a ajudar o pai, um juiz que, cansado da rotina diária de trabalhar, dormir, comer, divertir-se, resolvera se aprofundar em questões que desde pequeno o incomodavam, relativas à própria vida e existência.
Todas as manhãs bem cedo junto às plantas que cultiva, o pai ensina ao filho através de reflexões, raciocínios, contos, lendas, aventuras, como aprendeu a desvendar por si mesmo grandes e maravilhosos segredos relativos à existência capazes de mudar completamente a vida.
Alvinho penetra nesse mundo encantado e começa a descerrar esses grandes segredos, também por si como seu pai fizera, o que o deixa cada vez mais entusiasmado e feliz, a ter vivências indescritíveis ao perceber a grandiosidade que existe em assuntos relegados por muitos, crianças e adultos. Descobre que elevadíssimas culturas se formaram após desvendar esses segredos e passa a observar melhor o que os outros falam para saber se deve ou não adotar aquilo que falam.

Olá (Francisco). É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Nesses contos são revelados de maneira simples, acessível e didática aqueles mistérios que teimam em se manter ocultos àquele que não reflete e conclui por si mesmo, que não se dedica a cultivar conhecimentos e sentimentos necessários à edificação do caráter, que não conquistem um acervo de saber capaz de contribuir com a harmonia interna e social, com a felicidade, e que os tornem seguros quanto ao que têm de valores. Sob a orientação segura do pai a personagem principal, um menino de somente dez anos, se surpreende a todo instante ao descobrir que todo ser humano tem o poder de usar plenamente as faculdades de sua inteligência, a começar pelas mais básicas como atenção, reflexão e observação, caso queira ser livre, feliz e útil aos semelhantes, viver uma vida melhor. Descobre que mistério e segredo só existem para a mente que não tem os conhecimentos necessários à sua compreensão. Que, por exemplo, o funcionamento de uma nave espacial é segredo para a maioria, não para os cientistas que a criaram. Segredo que pode se revelar a qualquer um que se disponha a obter os conhecimentos necessários para tanto.
Porém conclui que mesmo os pequenos segredos da Natureza só se revelam a quem se dispõe a descerrá-los com determinação, sem preconceitos, e pelo caminho vá somando tais conhecimentos menores para fazer jus à aquisição dos conhecimentos maiores. Fica mais surpreso ainda ao descobrir com a ajuda do pai, um juiz, que também é necessário se cultivem os sentimentos para crescer como ser Humano, porque sem eles não se é Humano nem se pode entender características da vida e existência do Ser Humano, por isso certos conhecimentos somente são alcançáveis aos que se propõem a avançar nessa jornada com a mente limpa de egoísmo, ânsia de poder e que utilizem critérios lógicos, como faz o cientista no laboratório, o qual antes de atingir os grandes conhecimentos necessários à sua profissão teve de cultivar inumeráveis conhecimentos menores e através da observação, análise, reflexão, raciocínio, experimentação chegar à fórmula de que a humanidade necessita para a cura de uma doença por exemplo.
A viagem da personagem se transforma numa saga de tirar o fôlego nesse livro didático, muito útil para pais e pedagogos que tenham dentro de si o ensinar como a mais sublime das tarefas do ser humano e àqueles que enxergam na arte e ciência de aprender uma forma de contribuir com toda a humanidade.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Esse conto é dedicado a todos aqueles entre dez e oitenta anos isentos de ideologias sectárias que anelam viver num mundo melhor, aos que se preocupam que seus descendentes vivam livres de preconceitos e falsos conceitos, inclusive os chamados filosóficos e de cunho intelectual, e aos livres de interesses egoísticos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Trata-se de um livro que não nasceu ao acaso, de uma inspiração momentânea ou apenas para atender a uma necessidade imediata, sequer do desejo de fama e brilho, menos ainda por razões pecuniárias. Debruço-me sobre a tarefa de escrever como missão de vida que qualquer ser humano comum pode ter para si, apenas não sigo os padrões correntes quanto ao conteúdo e forma. Desde muito novo escrevo e ainda adolescente participei de um concurso internacional de redações sobre a paz, redigia artigos e poemas para um jornal estudantil. Meu sonho se ampliava à proporção que lia grandes obras de tirar o fôlego de autores nacionais e internacionais, irretocáveis, porém sem encontrar nelas as palavras que descerrassem os véus que encobrem a necessidade inata no ser humano de evoluir e fugir do círculo vicioso que captava em todas as instituições.
À época fui diretor redator de um jornal estudantil no interior e orador oficial do corpo discente, promovido um festival de música popular em minha terra natal e como aprendiz de relojoeiro e dando aulas de Língua Portuguesa aprendia cada vez mais o valor da compreensão do conteúdo intrínseco e origem das palavras e línguas.
Em Belo Horizonte, já adulto, com profissão e família formada, compus o corpo editorial da Revista Logosofia, de cunho nacional, cujo estudo aumentou em muito meu anelo de contribuir com os semelhantes através de textos calcados em realidades palpáveis, e de ajudar a resgatar o verdadeiro Humanismo.
Há mais de vinte anos resolvi abandonar o mundo dos negócios e do Direito para escrever livros dentro de uma linha e estilo próprios, sem seguir tendências filosóficas, literárias etc, sem especular ou apelar à imaginação abstrata. Após escrever vários, os registrei a partir de 2012 no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional, tendo já publicado alguns. Dentre os publicados há o aparentemente enigmático, mas nem um pouco fora da realidade conto O GIGANTE DOS ANDES (Que se busque na História das Américas o que ali afirmo) e vários poemas através do GRUPO EDITORIAL SCORTECCI, inclusive um premiado, e o romance BIANCA, VIAGEM PELA SOLIDÃO através da Amazon.
Para mim a culminação da tarefa de escritor e livre-pensador se dará quando conseguir levar a prelo meu maior livro em todos os aspectos, denominado UMA VIDA EM TRÊS MUNDOS, no qual tratei das altas indagações a respeito do papel da Ciência e da Religião, de temas sociais, filosóficos, metafísicos, da História, tudo sob novos prismas; inclusive das transformações das sociedades através das eras, de democracia, de Lógica. Nele abordo os questionamentos quanto a existência de Deus, do Espírito, da Natureza e das Leis que a regem, visíveis e invisíveis; de Vida e Existência também sob novo enfoque; da infindável saga do homem comum dentro desta sociedade que foi corrompida por preconceitos, dogmas e falsos conceitos, pela ânsia de poder de grupos. De como deve ter ocorrido o desvio da atual civilização, dentre inumeráveis outros temas intrigantes (Trato até das teorias relativas a vida em outros mundos, OVNIS e mundos paralelos). Um livro fascinante, extremamente elucidativo e educativo, excelente para estudos universitários inclusive por conter referenciais fidedignos. Suas mais de mil páginas remetem o leitor às realidades de seu mundo físico, de seu mundo mental psicológico e de seu mundo espiritual (Não aquele fenomênico), daí o título da obra.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É natural que hoje a maioria não se dedique à leitura de livros, muitos sequer valorizem a cultura. Quase no mundo todo a boa leitura foi abandonada. Alguns até se gabam de não ler livros, como inúteis (?).
Tudo tem uma razão para que ocorra. A degradação do ensino ocorrida nas últimas décadas é um dos maiores motivos, porque a cultura (No sentido de conjunto de conhecimentos que formam o acervo individual de alguém ou de um povo) atual é voltada para o externo, mais à informação que à formação do indivíduo. Não se ensinam os mais novos a fazer esforço mental, exercitar as funções de observar, refletir, analisar, entender, compreender, raciocinar, pensar, julgar etc, que formam a inteligência. A mente se torna terra sem cultivo, sujeita a ervas daninhas e pragas. Parece que as autoridades não sabem que a inteligência é um atributo comum a todos, mas que deve ser cultivada assim como a terra para dar bons frutos. Chegamos ao ponto de chamar de Pensadores uns poucos que surgem com novas ideias, teorias etc enquanto todo ser humano foi criado para pensar; chamamos o Homem de Ser Racional enquanto a razão só atua em função dos conhecimentos que a integram. Mesmo assim a cultura incentiva o culto ao físico sem incentivar o cultivo de conhecimentos, dando maior destaque à memória e à imaginação, faculdades acessórias. A mente requer exercícios como o corpo requer, e até mais. Não se cria uma cultura pela força física. Mesmo assim vale a comparação: nenhum atleta olímpico chegou lá sem se exercitar exaustivamente.
Há o abandono do cultivo da inteligência como essencial à vida humana, e mais ainda, como o nutriente da inteligência é o conhecimento, o único que a fortalece, e, sendo bem mais fácil seguir algo ou alguém do que pensar por conta própria, analisar, raciocinar, incentiva-se a diversão, ver televisão, vídeos, jogos etc mais que ler um livro.
Por isso poucos se ocupam em fortalecer os músculos mentais com exercícios constantes. Reduzido número nota que a mente sem cultivo é mais fraca, que o conhecimento é seu nutriente, o que nos traz ao antigo círculo vicioso das autoridades públicas e até pais que se preocupam com a saúde do corpo e se esquecem da mente como o órgão mais importante do ser apelidado de Homo Sapiens, um dos únicos que o distinguem dos mundos mineral, vegetal e animal. Muita mãe quando um filho machuca um dedinho corre para colocar um curativo, se aparenta anemia dá-lhe vitaminas, mas se fala palavrões, tolices infundadas, está anêmico quanto a conhecimentos, imagina “Isso é da idade, coitadinho! Ainda é tão pequeno!”, quando deveria exclamar: “Vou dar um bom livro para ele ler!
A mídia destaca mais quem tem o ‘corpo sarado’ que o que gosta de ler, aprender, conhecer, que faz descobertas, que inventa, que cria novos bens. Esses últimos são pejorativamente chamados de caxias, nerds, cdfs etc como forma de reprimir o cultivo da inteligência, sem saber que os que leem e aprendem mais formarão os exércitos destinados às descobertas e avanços da humanidade! Serão os cientistas, professores, médicos, pesquisadores etc. Os que os atacam simbolizam a luta do instinto primitivo contra a inteligência evolucionária.
Há também descaso de vários dos mais velhos que parecem ignorar que têm responsabilidade para com as gerações futuras e que seus exemplos são os maiores ensinamentos para os filhos, os alunos, os netos, os filhos da sociedade.
Uma sociedade com conceitos sólidos gosta de ler, ama os livros!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Desde antes de sair de casa para cursar Direito sempre lutei muito e não dependi de terceiros para minha subsistência. Vinte anos atrás, ou mais, abandonei a correria exigida pela vida moderna para realizar meu sonho. Já tinha todo um plano quanto ao que deveria fazer, que eram os livros sendo ‘chocados’ há muito em minha mente, os quais não gostaria que ‘gorassem’.
Comecei a analisar o perfil das editoras e encontrei várias muito pujantes, com muito renome, sempre considerando a dificuldade para um anônimo que não tem a força de uma atividade de destaque, função ou cargo realçados pela mídia para alavancar meus livros. Também, tarefa nada fácil, coloquei em cotejo o conteúdo de tal obra num ambiente que sequer se dedica à leitura. Sequer o mercado seria favorável a um neófito atrevido que surge com nova forma de escrever contos, poemas, narrativas etc
Em fadigosa busca deparei-me com o ecletismo da SCORTECCI Editora. Encantou-me a forma respeitosa e afetuosa como ali fui tratado desde o primeiro instante. Não vi o ambiente receptivo, porém frio, meramente comercial de outras editoras.
Deparei-me com uma excelente equipe, profissional e dedicada, me assessorando nos primeiros momentos como a uma criança que dá os primeiros passos. Agucei os ouvidos de meu entendimento decidido a não depender do beneplácito alheio, somente de meus esforços de realização e entreguei-lhe o primeiro livro. Não me arrependo um átimo dessa decisão, apenas lamento o público-alvo, como disse antes, não ser afeito a ler bons livros, menos ainda livros que discorrem de maneira nova, às vezes profunda, sobre temas tão essenciais à espécie humana.
Portanto, viva a SCORTECCI e sua excelente equipe, sonhemos com os livros capitaneando o futuro de nosso País e lutemos para que tal sonho se realize.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro precisa ser lido urgentemente por aqueles entre oito e oitenta anos que anelam por um mundo melhor, que querem ser melhores, porque remete a conceitos que liberam as mentes de travas e preconceitos, enriquecem seu mundo interno e causam alegria por saber que não estão sós nessa luta estafante por um mundo mais harmônico e feliz, evolutivo e não estacionário. Também porque se insere numa maneira de encarar a vida de forma mais construtiva, mais ampla e saudável, sem sectarismos, sem necessidade de engajamento em quaisquer doutrinas vigentes, mesmo filosóficas.
É um livro cheio de encantos e mistérios que, revelados, jamais abandonarão quem os encontrar, porque nele coloquei o melhor de mim, o que de melhor almejo para todos os seres humanos.
É fácil de ler, educativo, construtivo, calcado na realidade e em ideais de bem.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Entrevista com Fábio Daflon - Autor de : CANTO GORDO

Nome literário de Fabio Santos Daflon Gomes.
É médico e crítico literário, como escritor é principalmente poeta, é especialista em estudos literários pela Universidade Federal do Espírito Santo. É autor dos seguintes livros de poesia: Mar ignóbil, Mar sumidouro, Vagalume-Farol, Mar raso e Sovacos: poesia sob os braços. Em prosa publicou os seguintes livros: Vento passado: memórias do recruta 271 e Estrela miúda - breve romance infinito -.


Canto Gordo
Livro de poemas confessionais e boêmios, Canto gordo foi composto com poesias de metalinguágem as do compositor e poeta Jair Amorim publicadas no livro Canto magro. Jair Amorim é o patrono da cadeira nº 36 da Academia de Letras de Vila Velha (ALVV). Fábio Daflon é quem ocupa, hoje, a cadeira nº 36. O livro Canto gordo é uma homenagem a Jair Amorim, mas tem sua essência própria, com passagens pelo Rio de Janeiro, Salvador e Vitória, às vezes com tom nostálgico, outras vezes com tom melancólico ou humorístico.



Olá Fabio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
O livro Canto gordo trata de boêmia, poemas boêmios como se fossem crônicas, com referências toponímicas do Rio de Janeiro, Salvador e Vitória, faz uso de metalinguagem para homenagear Jair Amorim, patrono da cadeira nº 36 da Academia de Letras de Vila Velha, a partir de paródias dos poemas de Jair Amorim.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro se destina aos amantes da literatura e, principalmente, da poesia e a todos os leitores possíveis que queiram se emocionar do início ao fim.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou médico aposentado como capitão de mar e guerra médico da Marinha do Brasil e também pela Fundação Nacional de Saúde. Canto gordo não é o meu primeiro livro, sou autor dos livros de poesia Mar ignóbil, Mar sumidouro, Vagalume-farol, Mar raso, Sovacos: poesia sob os braços; na prosa escrevi os romances Vento passado: memórias do recruta 271 e Estrela miúda: breve romance infinito, tendo escrito um ensaio crítico sobre a obra da poeta Marly de Oliveira, sob o título O limite é o cosmos. Como projetos tenho os livros inéditos O beijo da odalisca e O côncavo do mundo contra o monstro do Lago Néscio. Na poesia, também inéditos, os livros O cais de mais um dia e o cais e o nada. Há outros projetos na fila a mais tardar.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho difícil ser escritor em qualquer lugar do mundo, procuro escrever com qualidade, sem preocupações com quem vai ler, mas sem descuidar na medida do possível da publicidade dos livros. Faço minha parte, não dependo da escrita para viver, mas hoje me dedico apenas ao ofício de escritor. Muitos escritores só são exumados para o reconhecimento depois de mortos. Tenho entre meus leitores professores doutores, outros escritores que também leio, inclusive publicando resenhas sobre seus livros, leitores de nível superior e médio ou baixo, porque é para o leitor tudo o que já foi escrito desde priscas eras..

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Um amigo me recomendou a Scortecci Editora, com a qual já tenho um relacionamento de oito há dez anos, na recomendação que recebi ouvi que a Scortecci acolhe bem aos autores, então posso dar o testemunho que isso é verdade.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Entre outras razões, o livro merece ser lido porque não sou um neófito e porque construí uma obra, da qual Canto gordo faz parte, além disso, o livro é eivado de humor e graça, tristezas balanceadas e alegrias sinceras. O tom confessional não exacerba o eu lírico, tenho consciência. Modéstia à parte, que o livro estabelece muita empatia com o leitor por ser emocionante do princípio ao fim.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Helô Tenório Perrone - Autora de: CONTÍCULOS

Nasci em São Paulo, capital no dia 25 de novembro de 1947. Morei em Presidente Prudente até 1965 e vim para São Paulo fazer faculdade. Fiz Letras Inglês e Português no Sedes Sapientiae/PUC e depois pós-graduação em Linguística na PUC. Fui professora durante muitos anos e sou tradutora desde 1979. Dei aulas de Tradução na Associação Alumni de 1986 até o ano 2000. Dois filhos e nenhum neto. Viúva desde 2004. Tricoteira, amante da música e das artes serei até o fim.
Para além de traduzir idiomas, em seus Contículos (que sonoridade tem essa palavra!), Helô traduz a complexidade da vida com um poder de síntese e a leveza de um cartunista. Temas difíceis e caros como a morte e o envelhecimento são tratados com beleza, bom humor e acima de tudo generosidade. Helô nos traz de volta pessoas que já se foram, elaborando as perdas, colocando-as à nossa disposição para nosso convívio. Nos permite fazer uso delas sem cerimônia, realçando que o que importa nesta vida são os nossos laços.



Olá Heloisa. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro?
Meu livro é uma mistura de realidade e fantasia. Sempre gostei de contar casos. A narrativa é cheia de ironia e ceticismo.

Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Qualquer pessoa de 5 a 100 anos de idade pode ler. Só não vão gostar os carolas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas O sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Pretendo continuar escrevendo pois isso faz parte da minha profissão de tradutora. Quero traduzir e interpretar o mundo ao meu redor e dentro de mim.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não me preocupo com ganhos financeiros, mas com a ignorância do povo brasileiro que é mantido alienado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já tive experiência anterior com a revisão do livro da autora Neuza Negrão.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Quem quiser se divertir e refletir com leveza vai gostar.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Marcelo Canto - Autor de: ANTOLOGIA POÉTICA 2 - TRAJETÓRIAS

Nascido em Porto Alegre (RS) em 1963,  frequentou, em 1982, o curso de medicina, abandonando-o em seguida, ao optar pela música. Estudou bateria por três anos com um músico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, e em 1986 tornou-se funcionário público concursado. Em 1989, formou-se em Administração de Empresas pela PUCRS, e dois anos depois foi para o Ministério da Fazenda do Rio Grande do Sul.
Seu primeiro livro publicado foi Sentidos Poéticos e Algumas Histórias. Em 2011, publicou Inocência da vida, premiado em concurso da Associação Internacional de Escritores e Artistas. Formou-se em Letras em 2014 pela PUCRS. Escreveu mais de 20 livros, dentre os quais destacam-se contos, crônicas e poemas. Colaborou escrevendo textos poéticos no jornal Zero Hora de Porto Alegre. Em 2019, foi empossado na Cadeira 99 da Academia de Letras do Brasil no Rio Grande do Sul.

Nesta coletânea de poemas, mais uma vez o autor traz a lume, por meio de sua verve criativa, aquilo que a maioria não consegue: ele expressa o sentimento da alma ao colocar no papel impressões que, muitas vezes, nos passam despercebidas. E dizer que o poeta tem uma sensibilidade mais aguçada que os não poetas não é uma frase feita, senão a mais pura verdade. Antologia Poética – vol. 2 – Trajetórias é obra que desperta o sentimento do leitor, tenha ele lido ou não nomes consagrados ao longo do tempo. Num mosaico de palavras o autor criou textos fluidos, criativos e únicos na sua essência e propósito. Nos tempos em que vivemos, quando a maioria vive grudada na telinha do celular ou do computador, quando o hábito de escrever foi deixado de lado em virtude da celeridade dos acontecimentos, buscar na poesia algum alento para a alma é uma ótima escolha. 

Olá Marcelo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro Antologia Poética - Vol. 2 - trajetórias é uma viagem às insondáveis veredas do sentimento. Enfaticamente, há duas trajetórias na obra: o amor e a poesia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou escritor e poeta formado em Letras pela PUCRS e tenho especialização em Arte e Educação pela UNIASSELVI. Trabalho como servidor público federal concursado. O livro é um sonho realizado e acredito que outros sonhos se realizarão.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É muito difícil ser escritor no Brasil. As pessoas ainda têm que criar o hábito da leitura, pois esta é uma forma de descortinar o mundo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo pela internet. Mantive contatos por e-mails para publicação de livros.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, merece. Tenho 57 anos e experiência de vida para transmitir aos jovens e adultos.
Obrigado pela sua participação.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Adriano Coelho - Autor de: MUSAS

Adriano Coelho
Jornalista formado desde 1998, trabalha desde de 2000 no mundo do rock, seja como jornalista, produtor, contato publicitário. Autor do Livro: Os 100 Maiores Jogos do Brasileirão.
Trabalhou na cobertura de eventos como: Rock in Rio, Live in Louder e Wacken Open Air (Alemanha).
Assessoria de imprensa para vários grupos de rock, que já se apresentaram no Brasil, desde coletiva de imprensa, agendamento de entrevista e acompanhamento dos músicos. Atualmente eu escrevo na coluna Torcedores na empresa Uol, falando sobre esportes. 


É uma obra no intuito de falar sobre a era de ouro do cinema, destacando as mulheres, da qual ainda hoje são ícones de beleza e liberação feminina.







Olá Adriano. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A história das atrizes da época de ouro do cinema; foi através de um curso de web design que eu fiz, tinha que escolher um tema, como Brigitte Bardot havia escrito sua biografia, eu resolvi fazer um trabalho sobre essa época; o livro é para os aficionados por cinema.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho dois livros lançados, o outro eu conto a história do campeonato brasileiro de futebol, terminei o terceiro, que fala sobre festivais de rock no Brasil.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Falta incentivo, os livros são caros, a vantagem e que o brasileiro gosta de biografias, isso virou febre, incentivando outros tipos de leitura, a internet divulga, mas, ao mesmo tempo acomoda, pois, temos hoje áudio book, isso não e vantajoso.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci na Bienal de 2012.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Ele possui uma história rica do cinema, fala quando os filmes viraram coloridos e quando era mudo. Vale a pena saber de alguns detalhes, como foi ser ator na época das duas guerras mundiais.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Entrevista com Tatiana Ranzani Maurano - Autora de: A CONDIÇÃO FEMININA EM MARIA LACERDA DE MOURA

Nascida em 02 de abril de 1977 em Piracicaba, interior do estado de São Paulo. Psicóloga, psicodramatista, mestre e doutoranda em Educação. Sempre atuou profissionalmente na área social, trabalhando com populações historicamente negligenciadas, profissionais do sexo (mulheres, travestis e homens), usuários de drogas e populações em situação de rua em Piracicaba/SP e Recife/PE. No seu trabalho social o que mais a interessava investigar é a opressão histórica da mulher, o que a levou para o mestrado e doutorado em educação e pesquisar a produção escrita da feminista, anarquista e anticlerical Maria Lacerda de Moura.

A proposta deste estudo é trazer as contribuições dos escritos da educadora, feminista e anarquista do início do século XX, Maria Lacerda de Moura (1887-1945) sobre a condição feminina, fazendo aproximações possíveis dentro da discussão das categorias de gênero, patriarcado e educação e tomando como objeto de estudo seu segundo livro, Renovação, escrito em 1919. O objetivo foi fazer uma análise de configuração textual da obra Renovação e, assim, trazer à tona seus argumentos sobre a condição feminina e a educação em seu tempo, bem como os desdobramentos para os desafios da atualidade. Assim, como instrumento para o desenvolvimento de tal proposta, buscamos nos apropriar dos estudos de Maria do Rosário Longo Mortatti sobre a Análise de Configuração Textual, considerando as categorias gênero, patriarcado e educação como focos da análise. A compreensão da história da sociedade e, dentro dela, a de um determinado grupo social oprimido, bem como as elaborações do pensamento para a superação dessa condição, é crucial para captar a dimensão da dominação masculina dentro dela e, assim, buscar a transformação dessa realidade. Nas leituras feitas sobre os escritos de Maria Lacerda de Moura, destaca-se seu diferencial em relação aos pensamentos e escritos das mulheres brasileiras de sua época. Historicamente falando, Lacerda é de uma época em que as mulheres estavam lutando por seus direitos a melhores condições de trabalho e ao sufrágio. Destaca-se o que já falava a autora sobre a mulher poder escolher com quem vai se envolver, sobre a importância de ela estudar, de instruir-se, sobre amor livre, sobre a escolha de ter ou não ter filhos, sobre sua condição de subjugada, tutelada, não apenas nas questões dos direitos, mas também nas questões do cotidiano, em um nível mais simbólico e particular, algo que começou a ser mais discutido e pontuado a partir da segunda metade do século XX (1960-1970). Nesse sentido, é notório o quanto Maria Lacerda de Moura ainda pode contribuir para as questões relacionadas à condição e subjugação feminina e para a reflexão sobre os conceitos de gênero, patriarcado e educação. Revisitar seus escritos, ou seja, olhar para a história, é ter cada vez mais a percepção do quanto a opressão da mulher está enraizada na construção histórica em nossa sociedade e do quanto ainda se mantém nos dias de hoje, seja pela não garantia dos direitos que conquistados, seja pela opressão simbólica e histórica que ela sofre cotidianamente. Revisitar sua obra foi a descoberta de caminhos para a renovação social.

Olá Tatiana. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Este livro é resultado da minha dissertação do mestrado em educação, faço uma análise de configuração textual do segundo livro da anarquista Maria Lacerda de Moura, utilizo as categorias de gênero, patriarcado e educação para essa análise. O livro se destina a todas as pessoas que tenham o interesse de conhecer um pouco sobre o pensamento de Maria Lacerda de Moura e sobre a opressão histórica das mulheres perante o sistema patriarcal que nos foi imposto. 
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sempre gostei de escrever, escrevo desde os doze anos de idade como uma forma de me expressar, mas nunca havia publicado nada, até agora. Este livro é um sonho realizado, mas não pretendo parar por aqui, quero continuar estudando e possibilitando dividir e compartilhar conhecimento. 
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Infelizmente a leitura não é algo valorizado em nosso país, nos mais diversos âmbitos e consequentemente o a vida de um escritor ou de uma escritora não nada fácil no Brasil.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Meu tio paterno publicou um livro por esta editora.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu o escrevi no intuito de possibilitar a leitura sobre a obra desta grande pensadora brasileira, pouco conhecida pela maioria da população. Então, como diz a própria Maria Lacerda de Moura, eu escrevi este livro para vocês, uma oportunidade de refletirmos um pouco sobre a condição feminina da mulher brasileira. 
 
Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Fernanda Colli - Autora de: UM CONTO DE FADAS À MODA CAIPIRA

Fernanda Colli

Nascida e criada em Araçatuba, noroeste paulista, pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, membro da DA IOV- Organização Internacional do Folclore Secção Brasil, membro da Associação Paulista de Psicopedagogia, escritora, catireira, coordenadora do Projeto Catira e Folclorear na cidade de Araçatuba.


Um conto de Fadas À moda Caipira

Dizem que no interior do Brasil há muitas histórias de amor. Histórias com encontros, vilões, muita dança e coincidências. Há quem diga que existem seres mágicos, iguais às fadas madrinhas.. a história de Nena, uma menina sonhadora que mora num sitio do interior do Estado de São Paulo vira um conto de fadas depois que sua tia e primas a impedem de ir a uma Folia de Reis no sitio do Sr. Neno. A partir daí surgem mistérios, dança e muita catira. A obra aborda temas de nossa cultura popular caipira do interior paulista, inseridas num contexto típico de um conto de fadas. Se é verdade eu não sei, só sei que foi assim...

Olá Fernanda. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de uma garota sonhadora do interior que adora dançar catira e Folia de Reis. Em meio a encontros e desencontros no universo das tradições populares do interior paulista, encontra espaço para viver seu grande conto de fadas, onde acha seu verdadeiro amor e vivem felizes para sempre.
A ideia em escrever Um conto de Fadas à moda caipira surgiu da ideia de que as tradições populares de nosso país, principalmente do interior, fossem explanadas de uma forma lúdica, mostrando inclusive que os sonhos, a magia e a esperança de viver feliz para sempre pode ser algo também que podemos viver não apenas as princesas que vivem em seus castelos. A obra que é a primeira a ser publicada, é voltado para o público infanto juvenil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou nascida e criado no interior de São Paulo, onde tenho enraizada a cultura caipira em meu DNA. Sou catireira, coordeno projetos de formação de cultura popular em minha cidade, o que me tornou pedagoga, psicopedagoga, arte educadora, membro da IOV BRASIL- Organização Internacional do Folclore UNESCO, membro da Associação Brasileira de Alfabetização, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia/SP , e tenho vários estudos e publicações nessas áreas sempre defendendo a importância da identidade como referência para nossas crianças e jovens. Um conto de Fadas à moda caipira é o primeiro de uma sequência de histórias que prometem encantar e realizar os sonhos de quem vive e aprecia a cultura popular como num conto de fadas na vida real.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Na minha opinião a elitização das artes, entre elas a escrita, deixou a população carente de incentivos e principalmente escritores que alcançassem a classe popular, deixando que o livro com suas histórias se tornassem artigos de luxo de uma sociedade em que menos de 5% adquire exemplares seja por falta de recursos, seja por falta de oportunidade, seja por falta de saber ler. Para que o escritor seja valorizado como artista, faz-se necessário um trabalho de formação de público. Jovens e crianças não vão ler nossos livros se não tiverem nenhum incentivo ou alguém para ler para eles. Não vão se interessar se os textos não forem próximos à sua realidade e muito menos se for algo muito além do que vivem. Precisamos sim escrever nossa arte. Mas particularmente escrevo para transmitir esperança.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Assim que surgiu em mim a necessidade de montar um projeto inovador aliando a cultura popular aos contos de fadas, fiz uma pesquisa com várias editoras do país, porém a que prontamente me atendeu, me deu todas as informações necessárias sobre a confecção de um livro infantil, que transmitiu segurança de saberem realmente o que estão fazendo foi a Editora Scortecci. Com uma equipe maravilhosa, desde o diretor geral até a equipe de logística para entrega sempre foram muito gentis em me orientarem sobre as mais diversas questões, e sou muito grata por isso.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todos os livros merecem uma leitura; o meu livro merece não apenas ser lido como transmitido, que seja durante uma live, uma sala de aula, uma roda de amigos. A mensagem de viver feliz para sempre precisa ser repassada para a maior quantidade de pessoas assim como nossas tradições populares como forma de manter a identidade de nosso povo.
Para meus leitores, desejo que releiam tantas vezes quanto possível e para o maior número de pessoas. Que vocês sejam Nenas ou Joões, e tenham o mesmo final do livro hoje e sempre.

Obrigado pela sua participação


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Entrevista com Zodja Pereira - Autora de: IMERSÃO

É atriz e bailarina, estreou profissionalmente em 1964, em Recife na TV Jornal do Comercio. Em São Paulo, depois de atuar com o Grupo Opinião do Rio de Janeiro e no Teatro de Arena de São Paulo, migra para TV e participa de programas e novelas nas TVs Excesior, Bandeirantes, Record e Tupi. A partir de 1978 atua como profissional em dublagem e em 2005 funda a DUBRASIL Central de Dublagem tendo como objetivo especializar atores em dublagem. Aberta para Balanço foi a primeira experiência em tornar público seus poemas. Lança agora, Imersão.

Imersão

Um livro que conversa com o leitor sobre emoção! Um mergulho nos mais diversos instantes da vida em prosa e verso.

Abrem-se as cortinas... o espetáculo continua... a atriz e poeta, após a imersão, surge elegantemente, impostando sua voz meiga e firme, abre seu coração para o público emergindo sua história, ora alegre, ora triste, ora sofrida, ora saudosa em forma de prosas e poesias. O público absorve cada palavra em silêncio e ternura. O espetáculo termina... Palmas... muitas palmas... Bravo... bravo... Zodja Pereira. Amiga, agradeço de coração o privilégio em participar dessa peça, eternizando-a no livro Imersão. Ana Maria Guimarães

Olá Zodja. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de poesias e crônicas. Foram textos que nasceram nos mais diversos momentos da minha vida e se transformaram em livro. Ofereço esse livro aquele leitor que gosta de leituras simples e espontâneas.
 
Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou atriz e não tenho grandes pretensões literárias. Não me percebo poeta, apenas uma pessoa que põe no papel o que sente.
Este é meu segundo livro de poesias. Participei anteriormente de uma antologia poética e como coautora de um livro sobre Ferramentas de PNL.
 
O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não acredito que exista espaço para se viver como escritor no Brasil.
 
Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Na década de 80 minha mãe publicou seu primeiro livro pela Scortecci. E essa já é minha terceira experiência com a Scortecci.
 
O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro fala de coisas simples e triviais, fala de amor, solidão e luta.
Ofereço esse livro a todo aquele que busca uma leitura onde posso se identificar e pensar: eu poderia ter dito exatamente assim!

Obrigado pela sua participação.

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