segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Entrevista com Fernanda Colli - Autora de: UM CONTO DE FADAS À MODA CAIPIRA

Fernanda Colli

Nascida e criada em Araçatuba, noroeste paulista, pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, membro da DA IOV- Organização Internacional do Folclore Secção Brasil, membro da Associação Paulista de Psicopedagogia, escritora, catireira, coordenadora do Projeto Catira e Folclorear na cidade de Araçatuba.


Um conto de Fadas À moda Caipira

Dizem que no interior do Brasil há muitas histórias de amor. Histórias com encontros, vilões, muita dança e coincidências. Há quem diga que existem seres mágicos, iguais às fadas madrinhas.. a história de Nena, uma menina sonhadora que mora num sitio do interior do Estado de São Paulo vira um conto de fadas depois que sua tia e primas a impedem de ir a uma Folia de Reis no sitio do Sr. Neno. A partir daí surgem mistérios, dança e muita catira. A obra aborda temas de nossa cultura popular caipira do interior paulista, inseridas num contexto típico de um conto de fadas. Se é verdade eu não sei, só sei que foi assim...

Olá Fernanda. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de uma garota sonhadora do interior que adora dançar catira e Folia de Reis. Em meio a encontros e desencontros no universo das tradições populares do interior paulista, encontra espaço para viver seu grande conto de fadas, onde acha seu verdadeiro amor e vivem felizes para sempre.
A ideia em escrever Um conto de Fadas à moda caipira surgiu da ideia de que as tradições populares de nosso país, principalmente do interior, fossem explanadas de uma forma lúdica, mostrando inclusive que os sonhos, a magia e a esperança de viver feliz para sempre pode ser algo também que podemos viver não apenas as princesas que vivem em seus castelos. A obra que é a primeira a ser publicada, é voltado para o público infanto juvenil.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou nascida e criado no interior de São Paulo, onde tenho enraizada a cultura caipira em meu DNA. Sou catireira, coordeno projetos de formação de cultura popular em minha cidade, o que me tornou pedagoga, psicopedagoga, arte educadora, membro da IOV BRASIL- Organização Internacional do Folclore UNESCO, membro da Associação Brasileira de Alfabetização, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia/SP , e tenho vários estudos e publicações nessas áreas sempre defendendo a importância da identidade como referência para nossas crianças e jovens. Um conto de Fadas à moda caipira é o primeiro de uma sequência de histórias que prometem encantar e realizar os sonhos de quem vive e aprecia a cultura popular como num conto de fadas na vida real.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Na minha opinião a elitização das artes, entre elas a escrita, deixou a população carente de incentivos e principalmente escritores que alcançassem a classe popular, deixando que o livro com suas histórias se tornassem artigos de luxo de uma sociedade em que menos de 5% adquire exemplares seja por falta de recursos, seja por falta de oportunidade, seja por falta de saber ler. Para que o escritor seja valorizado como artista, faz-se necessário um trabalho de formação de público. Jovens e crianças não vão ler nossos livros se não tiverem nenhum incentivo ou alguém para ler para eles. Não vão se interessar se os textos não forem próximos à sua realidade e muito menos se for algo muito além do que vivem. Precisamos sim escrever nossa arte. Mas particularmente escrevo para transmitir esperança.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Assim que surgiu em mim a necessidade de montar um projeto inovador aliando a cultura popular aos contos de fadas, fiz uma pesquisa com várias editoras do país, porém a que prontamente me atendeu, me deu todas as informações necessárias sobre a confecção de um livro infantil, que transmitiu segurança de saberem realmente o que estão fazendo foi a Editora Scortecci. Com uma equipe maravilhosa, desde o diretor geral até a equipe de logística para entrega sempre foram muito gentis em me orientarem sobre as mais diversas questões, e sou muito grata por isso.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todos os livros merecem uma leitura; o meu livro merece não apenas ser lido como transmitido, que seja durante uma live, uma sala de aula, uma roda de amigos. A mensagem de viver feliz para sempre precisa ser repassada para a maior quantidade de pessoas assim como nossas tradições populares como forma de manter a identidade de nosso povo.
Para meus leitores, desejo que releiam tantas vezes quanto possível e para o maior número de pessoas. Que vocês sejam Nenas ou Joões, e tenham o mesmo final do livro hoje e sempre.

Obrigado pela sua participação


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