segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Entrevista com Afrânio Barbosa de Souza - Autor de: 1875 - MISSÃO AO FIM DO MUNDO

Nasceu há muito tempo em Uberaba, foi aluno interno do Colégio Marista Diocesano, mudou-se para o Rio de Janeiro onde se formou em direito e administração de empresas assimilando a alegria e ironia dos cariocas sem perder a desconfiança de mineiro. Mudou-se para São Paulo, atuando na area de Mercado de Capitais, Governança Corporativa absorvendo a objetividade dos paulistas. Autor do livro MENINOS DA ROÇA, esgotado. Quando lhe apresentamos seu histórico ele cortou, cortou, cortou e acrescentou a seguinte frase: "Quando o mercado de capitais entra em crise escrevo romances para fugir do estresse e se continuar assim acabarei um bom romancista"

Em 1875, a pedido do embaixador argentino, Alejando Meneng, um jornalista e politico cujo sonho é ser prefeito de porto alegre, amigo de Floriano Peixoto e financiado pelo Visconde de Mauá organiza uma missão de ajuda a Republica Argentina. Escravidão e Guerra do Paraguai são os conflitos apresentados no romance. A habilidade do texto, a detalhada pesquisa  nos leva a participar da Batalha de Tuiti,  ler anúncios verdadeiros  fuga, venda e locação de escravos, e o leitor muitas vezes não pode distinguir o que realmente ocorreu do que é resultado da mente criativa do autor. Como  escreveu a escritora ANNA MARIA MATINS DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS: "a criatividade do escritor Afrânio Barbosa de Souza  apropria-se da realidade e leva a imaginação do leitor a parâmetros  sem fronteiras".
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Entrevista com Maria Vaneide Anjos Blanco - Autora de: CARTAS RASGADAS

É sergipana da Aquidabã, sertão do Rio São Francisco. É médica, pediatra, sanitarista, divorciada, mãe de quatro filhos e tem cinco netos. Sua marca é a generosidade no atendimento às pessoas e nos serviços que presta. Sempre os faz com padrão de excelência e honestidade em várias áreas do conhecimento. Aposentada pelo serviço público, trabalhou mais de trinta anos em apoio aos excluídos sociais, fazendo do seu trabalho uma defesa pelos direitos sociais. Considera de relevância na sua formação o contato com Irmã Dulce e a poesia de Cora Coralina, nos quais busca a explosão das suas poesias e histórias de vida, feitas no amor à arte, às crianças e seus núcleos familiares. Tem formação em Saúde da Família e Pedagogia, e mestrado em Saúde Coletiva sobre Aleitamento Materno. As viagens feitas por Israel e pela Europa, em especial a Grécia, foram seus incentivos para se eternizar o momento sobre a importância de se fazer história. Os seus sonhos e ideais lhe são permitidos e realizáveis, na medida do possível. Daí uma personalidade de paz e um semblante alegre e de humor vivaz. Nos seus livros Emoção de Viver, Sonetos: uma Tournée de Melodias e a participação no livro Tirando a Máscara, descobre seu potencial como mulher. Em O Que Virá? Virou! propõe a releitura do mundo infantil, abrindo o leque de histórias no processo de alfabetização. Pertence à União Brasileira dos Trovadores e tem várias poesias premiadas e participações em antologias. Católica fervorosa, tem em Santo Antônio o seu santo protetor. Assim, traz ao público seus escritos, embasados nos conhecimentos da Pediatria sobre o desenvolvimento infantil, na psicologia Kleiniana do professor José Vilson dos Anjos e na filosofia Freiriana desenvolvida na Administração Luíza Erundina. Daí, não parou mais de pensar, de escrever e de acreditar na construção de um futuro melhor para um povo rico, feliz e que, hoje, pouco pode usufruir do imenso potencial do seu país, o Brasil.
Elisabete Homor - Professora de Matemática, advogada e pianista

Quanto privilégio.... Quando recebi o convite para tarefa tão nobre, juro que fiquei assustada. Mas com a leitura dos textos, fui me ajeitando dentro das histórias e entendi que esta deixava de ser uma tarefa e passava a ser somente um grande prazer de vida. Grande Milton Nascimento: “Maria é a força, é o suor, é a dose mais forte... de uma gente que ri quando deve chorar... Quem traz no peito esta marca possui a estranha mania de ter fé na vida.” E então nasce Maria Vaneide Anjos Blanco. 
E sua história traz a guerreira leonina no coração, e junto o acreditar do amor universal, as travessuras da doce menina, a vaidade da mulher e o sonho dos contos de fadas. Quem passa pela Bahia de Todos os Santos, diferente há de ser. Ela vem com a sabedoria do olhar... Olha e sorri, sempre. Em seu silencioso olhar, começam a tomar forma as suas histórias e como magia, nascem os contos. Contos que encantam, trazem de volta momentos que parecem nossos. 
Cobranças de um final feliz, que a sociedade (principalmente a família) nos ensina ou  nos convence a ser o caminho certo, senão o único. E assim caminhamos, até sair do roteiro desenhado já na infância e de repente, vemo-nos perdidos. Aí chega Maria... Sorrindo, leva-nos aos sonhos, histórias vividas, superação, fé, resiliência, certos de que devemos e iremos sobreviver. Ah Maria!!! Ler seus contos é como caminhar em uma estrada conhecida, mas que agora ganha novas flores, às vezes pedras, buracos, mas no final há uma surpresa, sempre. Sua leitura é um convite a se ver, rever, sonhar e AMAR. Comecei com Milton, termino com Gonzaguinha: “Viver e não ter a vergonha de ser feliz”.

Rosana A. de Jesus - Mulher, mãe, educadora, jornalista e psicanalista
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Entrevista com Mauro Mendes - Autor de: GARATUJAS

Nasceu em 1945, em Fortaleza (CE). Em 1972, formou-se em Engenharia Química pela Escola de Engenharia da Universidade Federal do Ceará e, em 1974, fez pós-graduação em Engenharia Sanitária na Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Rio de Janeiro. Desde 1976, reside em Salvador (BA), onde passou a atuar na área de controle do meio ambiente, inicialmente no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (CEPED) e, posteriormente, no Centro de Recursos Ambientais (CRA), Órgão Estadual de Controle Ambiental, atual INEMA. Desde 1990, vem prestando serviços de consultoria a empresas públicas e a empresas do Pólo Industrial de Camaçari (BA), sobretudo nas áreas de licenciamento ambiental e de controle da poluição atmosférica.

É uma coletânea de poemas e prosa poética que abarca mais de quatro décadas de produção do poeta cearense Mauro Mendes. Todos os poemas são inéditos e abordam temas que vão do quotidiano ao mítico e ao religioso, sem falar na relação com a natureza, sobretudo o mar e a terra natal do poeta. GARATUJAS tem muito a ver com o sonho e o devaneio e o leitor também se deliciará com uma linguagem onde predominam a experimentação com as palavras e a forma lúdica e livre de dizer as coisas.  

Garatujas é uma coletânea de textos (poemas e prosa poética) escritos desde o início da década de 70 e que abrange, portanto, diversas épocas e diferentes fases da minha vida. Entre outros significados, o termo “garatuja” quer dizer desenho rudimentar, mal feito ou tosco, algaravia, borrões, burundangas, gatafunhos, garabulha, garafunhas, gatimanhos e houve mesmo quem me aconselhasse a não usá-lo como título do livro, por ser pejorativo. Que pejorativo que nada! Na verdade, o título não poderia ser outro e, de fato, ele surgiu de forma muito natural, há muito tempo, como sabem alguns poucos que leram os textos mais antigos. 

“Garatujas” e “garatujar” são os termos que melhor traduzem o conteúdo deste livro, no qual predominam a experimentação e a brincadeira com as palavras e a forma lúdica, livre e desorganizada de dizer as coisas. O leitor não deve, portanto, se espantar com a desobediência, aqui e ali, às tradicionais regras de acentuação e pontuação e da versificação clássica nem com os neologismos... Garatujas tem muito a ver com o sonho e o devaneio, onde as imagens, no mais das vezes, são borradas e o enredo é confuso... Um contorno de sombra...

Burundangas, gatimanhos, garafunhas... Garatujas é tudo isto, não é nada disto, é muito mais que isto. Não há a pretensão de que um poema seja perfeito ou uma coisa acabada ou a “última palavra”. Ao contrário, um poema, aqui, deve ser sempre considerado um fragmento, extrato de uma essência inacabada, sempre à espera de um lento por vir... Garatujas é brincadeira e é coisa séria...
Mauro Mendes - Salvador (BA), maio de 2015
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Entrevista com Guy Werneck - Autor de: O TOM DE MEUS CANTARES

Natural de São Paulo, capital, nasceu em 14 de março de 1982: não por acaso, Dia dos Poetas.Guy despontou para a literatura poética quando morava nos Estados Unidos, numa pacata cidade do interior de Utah. Em sua juventude turbulenta, começou e abandonou vários cursos, como jornalismo, hotelaria, entre outros, porque não se encontrou nos moldes acadêmicos. Estudou História da Arte Moderna no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Após participar de oficinas literárias e saraus na Casa das Rosas, no Espaço de Poesia e Literatura Haroldo de Campos e no conceituado Instituto Palas Athenas, em São Paulo, sua escrita passou a tomar curso e forma, estilo e sofisticação. Sente como influências literárias Fernando Pessoa, Camões, Castro Alves, Pablo Neruda, Vinícius de Moraes, Mário Quintana, os poetas em especial românticos, escola da qual Guy considera-se encaixado, pleno, direcionado e expressivo. Poetas como Adélia Prado, Cecília Meireles, Hilda Hilst, Zeca Baleiro, Caetano Veloso, também passam por seus gostos e curiosidades. Além destes grandes nomes da música popular brasileira, o Rock e poesia nacionais sempre estiveram presentes e são influências até hoje em seus versos por vezes melódicos e um bocado irônicos, irreverentes. Dentre os principais nomes que Guy considera ter influência abrangente são Renato Russo, ex-líder da Legião Urbana, Raul Seixas e Cazuza.
Participou das seguintes antologias:
- Seleta Cultural Poesias I - LP-BOOKS – SP (2012)
- Portugal Feliz  - LP-BOOKS SP (2014) - antologia que fez homenagem a temas livres marcando um novo ano com as promessas e expectativas dos autores presentes e da comemoração de mais um ano de Editora. Temas como esperança, felicidade e perdão encontram-se nos poemas.
- Brésil en Scéne - Antologia da Divine Académie (2014) Paris. Seleção de 50 autores brasileiros de todas as partes do Brasil que discorrem sobre temas como política, sociedade e cultura brasileira nos tempos atuais.

A obra de poemas inéditos  traz um conteúdo recheado com uma multiplicidade de temas de cunho social, de anseios de uma sociedade e contrastes da vida, em contextos globais, que caminham constantemente em transformação e estagnação.

Entre versos ásperos, Guy Werneck,
que se considera um poeta romântico e contemporâneo, retrata o caos urbano, a solidão, o preconceito, o amor, a esperança de dias melhores, as desilusões presentes nas sociedades e culturas que por vezes, se estagnam no âmbito e contextos da desigualdade social.

Em poemas que dialogam entre si, como se fossem um só sujeito presente em sua voz ativa, Guy deixa mensagens sublimes e críticas fecundadas a conjunções e condições de uma sociedade ambígua e em conflitos.  O legado do autor neste livro nos traz uma recriação de seu universo próprio, através da inserção, indagações e diálogos entre personagens não só fictícios, imbuídos no conceito da obra, que permitem ao leitor refletir sobre os nossos tempos, sobre as nossas mudanças e, sobretudo um despertar para novos olhares e horizontes. Sobre as nossas incertezas e anseios naturais de gerações distintas, de maneira atemporal e consistente. Retratos de justiça, paz, igualdade, direitos humanos, de amor e de esperança, de um mundo com mais liberdade e democracia. Guy faz de suas críticas e indagações um elo entre sua inquietude e o universo ao seu redor, captado pelos seus radares, como é revelado em O Poeta Maldito.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Entrevista com Fernanda Pittella - Autora de: ALLEGRO VIVACE e ADAGIO CON BRIO

Mineira de Santos Dumont, Fernanda Pittella pertence à nova geração de escritores brasileiros cuja literatura inspiradora reflete um estado de espírito tradicional e regionalista muito peculiar. Estudou e viveu em diversos países, colecionando referências culturais enriquecedoras ao seu estilo coloquial e acessível. Graduou-se em odontologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora e doutorou-se em Patologia Molecular pela Tokyo Medical and Dental University, no Japão. Viveu cinco anos na Bélgica, e após retornar ao Brasil, dedicou-se ao estudo de Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro. Atualmente reside em Singapura. Nunca perdeu suas raízes mineiras, o que é facilmente identificado em seus livros.

É o segundo livro da escritora brasileira Fernanda Pittella, que retoma os personagens do livro “Adagio com brio – Uma aventura Toscana”. Nessa nova aventura, Papamufle, Coccinella e sua barulhenta trupe embarcam rumo à Provence, na França. Embalados pelo aroma da lavanda, a família mineira de Cabangu vai explorar as delícias da culinária francesa, degustando os pratos típicos da região e se encantando com a descoberta das pequenas e antigas cidades provençais.
O texto, bem-humorado, é entremeado de passagens divertidas com as quais o leitor facilmente se identificará.
Cabangu se encontra perdida nas montanhas da Mantiqueira, um lugar imaginário onde as tradições mineiras são vividas com o fervor de antigamente, a culinária é a do tempo das avós, o bom mocismo permanece na província. Em Cabangu a memória se eterniza no não passar do tempo, o real e o fantástico se fundem e se confundem.
Apesar de Cabangu, a família de Papamufle esteve sempre disposta a desbravar outros horizontes. Desta vez, o lugar escolhido entre ruidosas tertúlias e almoços de domingo, foi uma região muito especial e perfumada ao sul da França: a Provence, um museu galo-romano a céu aberto, circundado por uma natureza ora dramática, ora serena.
Allegro Vivace é um andamento musical vivo e acelerado, que traduz com precisão o tom da narrativa que se desenrola entre a província e a Provence.

Misto de memórias e diário de viagem, o livro faz uma espécie de crônica do convívio dessa “turista acidental” com seu clã e seus simpáticos “agregados” durante uma jornada pela Europa. Roteiro, diga-se de passagem, permeado por recordações das terras mineiras.
Aquele setembro fez história: sete animados viajantes percorreram Itália e França seja a bordo da enorme van, capaz de carregar malas e tralhas, ou dentro de ônibus, metrôs e trens, com direito a estações com suas escadarias intermináveis.
A farra foi boa, em meio à magia de Trastevere durante noites agradáveis, ao poente em Assis, aos queijos da Toscana, terra de vinhedos inesquecíveis. Como esquecer o início do outono em Paris? Mais que mero cartão-postal, a aventura deixou memórias – de afetos.
Em meio a multidões de turistas esbaforidos ávidos em clicar tudo ao mesmo tempo agora, os Pittellas seguiram direitinho o conselho de Dante Alighieri: “E nós fomos adiante contemplar as estrelas”.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Entrevista com Simone de Souza - Autora de: O AMOR DE GIRASSOL



Paulistana nascida em 27 de setembro de 1972, estudou artes cênicas e trabalhou com grupos de teatro escola, ministrou aulas de teatro em ONGS pela secretaria de cultura.
No ano de 2004 escreveu o projeto "Viver e Conhecer"e algumas peças de teatro educativo.
Em 2014 lançou seu primeiro livro infantil paradidático.







Depois de espalhar alegria por onde passava, Girassol encontrou um local onde seria sua morada.


Foi aí que conheceu Margarida e também sentimentos que desconhecia. Apesar da turbulência inicial, se mostrou amigo e conquistou o que desejava.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Entrevista com Lilia Iasi - Autora de: A PRAIA E O SEGREDO

Nasceu em Botucatu (interior de São Paulo), em 1948. Casada, tem quatro filhos. É pianista, escritora, compositora e professora de Música. Formou-se no Conservatório Beethoven e fez vários cursos de Piano e Violão Popular. Ultimamente, tem participado de várias oficinas de Musicalização Infantil. Já escreveu vários livros: ‘‘Personalidade’’ (Objetiva), ‘‘Em Busca do Equilíbrio’’ (Letras e Letras) e ‘‘Ser Mulher’’ (Talentus). Atualmente, dedica-se também a escrever histórias infantis e poesias. Na Área Social faz, há alguns anos, um trabalho voluntário com crianças e idosos, em ONGs do seu bairro, promovendo atividades musicais.
Livros publicados: A FAZENDA DO VOVÔ (2009); A PET ESPERTA (2011); ALÉM DO SOM (2011); AS FRUTAS AMIGUINHAS (2013); COISAS DA VOVÓ (2013); MEU CAVALO ALAZÃO (2012); MUSICALIZAÇÃO INFANTIL (2010); O INDIOZINHO GUARANI (2010); PENSAMENTO EM POESIAS (2013).

Um certo dia, Dona Hipopótama resolveu levar as suas crianças à praia. Acordou cedo e logo arrumou a cesta de piquenique, cheia de quitutes. Eles só não imaginavam que lá iriam encontrar a Garça mortinha de fome! Que tal repartir? O pequeno leão marinho, gostava muito de "colecionar" tudo o que via pela frente. Pegava latinhas, copinhos, tampinhas, etc. guardava tudo dentro da sua caverna e não deixava que ninguém entrasse lá! Mas que grande diversão foi quando ele resolveu chamar seus amigos e começaram a montar vários brinquedos com toda aquela sucata! Reusar é mesmo muito legal!
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