quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Entrevista com Flávio R. Kothe - Autor de: O MURO

É professor titular de Estética na Universidade de Brasília. Licenciado em Letras, é mestre, doutor e livre-docente em Teoria Literária e Literatura Comparada. Recebeu o prêmio do Instituto Nacional do Livro pela tradução de Paul Celan, o prêmio Tiokô pela tradução de O Perfume de Patrick Süsskind e o prêmio OK pelo ensaio O cânone colonial. Ele é autor de 40 livros de ensaios, poesia, ficção e tradução, tem ainda outros 350 textos publicados. Traduziu obras de Franz Kafka, Heinrich Mann, Paul Celan, Karl Marx, Theodor Adorno, Walter Benjamin, Friedrich Nietzsche, Hoelderlin e Patrick Süsskind.
Como professor titular visitante na Universidade de Rostock, de 1988 até o fim de 1991, ele vivenciou os últimos meses da República Democrática Alemã, a Perestróica, a Virada (Wende), a Queda do Muro e a Reunificação Alemã, que são temas desse romance, assim como a vivência das ditaduras militares na América Latina, o exílio de perseguidos políticos, a emigração e a adaptação de refugiados a novas culturas. O que ocorreu na Alemanha em 1989 foi o fato histórico decisivo que encerrou o século XX. Não foi um evento apenas local. Esse romance histórico foi escrito naquela época desde dentro, esperou mais de 25 anos para que a experiência então vivenciada e o embate político em curso pudessem ser decantados no que continham de permanente.

Esse romance não trata apenas do Muro que dividia a Alemanha, mas dos muros que separam pessoas, povos, culturas, sonhos. Da situação do exilado e do emigrante, surgem personagens pelos quais fluem as forças históricas para perguntar: qual deve ser a relação entre ética, modo de produção e regime de governo?
As vivências na Europa são comparadas com as dos emigrantes alemães e dos exilados da América Latina. Qual é o valor do “ideal”, da “utopia” nessa busca de caminhos? Qual é o ser humano que se quer? O que é liberdade? Há crenças religiosas nos credos políticos? Qual é a validade da crença?
No embate entre capitalismo e socialismo, há contradições que nenhum resolve. Não havendo verdade absoluta, inventam-se razões para viver e caminhos. O protagonista tem, como descendente de imigrantes, uma distância crítica em relação à América Latina e, como descendente de emigrados, uma distância crítica ao que se passa na Europa. Isso gera tensões para os dois lados. A tradição literária, política e filosófica é retrabalhada em plano elevado. 
Trata-se do testemunho de uma geração, um romance histórico e de ideias, o legado de uma geração. Entre o publicado que não vale a pena ser lido e o que seria importante dizer e não pode ser dito publicamente, essa obra rompe o silêncio e constrói uma ponte. Sem equivalente no panorama editorial hoje, se não for descoberta, pior para ela, pior para o futuro.

Olá Flávio. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O Muro é um romance histórico sobre a Queda do Muro, fato que eu vivenciei desde dentro, pois fui professor catedrático visitante na Universidade de Rostock de 1988 a 1992. Quando cheguei lá no início de 1988, um colega me prenunciou que eu vivenciaria em breve eventos marcantes e que eu, como descendente de alemães e com vivência dos dois lados da Alemanha, poderia registrar fatos muito interessantes. Eu segui o conselho e fui anotando episódios, mesmo aparentemente menores, que me eram sintomáticos da época e da ruptura histórica em curso. Desde jovem eu tivera preocupação com o embate entre capitalismo e socialismo, a questão da imigração alemã no Brasil e da emigração forçada pela ditadura militar no país. O único leitor desse romance quando o escrevi, por volta de 1990, foi Jorge Amado, que estava em Paris: ele queria publicá-lo, mas não foi possível então. Quando voltei, perdemos contato. Eu preferi guardar o texto por 25 anos, até que no ano passado, 2015, resolvi revê-lo. Não alterei a estrutura da obra, mas mexi em muitos detalhes estilísticos. O público da obra precisa ser esclarecido e politizado, com boa cultura humanística.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Se fosse questão de plantar árvore ou ter filho, eu não precisaria mais ter escrito esse livro. Não é sequer um sonho, e sim uma necessidade interior. Tenho uns 400 trabalhos publicados, dos quais mais de 40 são livros. Já vi vários filhos livrescos serem mortos, difícil esperar que filhos sintam orgulho dos pais. Embora esse romance possa ser o documento de uma geração, sonhar em deixar um legado genético ou espiritual é uma ilusão míope diante dos espaços siderais. Eu não espero salvação de nossa sociedade. O livro tem de ser melhor que a média dela, mas isso o condena à exclusão. O “dáimon” que nos toma obriga a escrever, assim como leva outros a pintar, filosofar ou esculpir, é um tirano que exige ser servido para nos livrar-nos dele. Não é opção nem vaidade. A obra se obra através do autor, ela se escreve por meio dele para ter autonomia e ir além dele. Quando publicada, sai da proteção do autor, fica abandonada ao mundo. Mesmo que o público não perceba e a muitos ele seja indiferente ou incômodo, esse romance talvez seja uma grande obra. Uma editora alemã já fez contrato comigo para publicá-lo na Alemanha, um sinal de valorização de uma perspectiva externa, a dos excluídos. Temos de dar conhecimento de que existe uma obra como essa, que pode ser significativa. Temas atuais como a corrupção na política, a questão dos refugiados, a degradação moral e os choques raciais estão presentes nessa obra desde sua redação em 1990. É uma tragédia em forma de romance, sem as promessas de políticos e párocos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Durante a ditadura militar, quando fui excluído do ensino, tive de sobreviver da pena. Penei por isso: quinze horas de trabalho por dia, inclusive sábados e domingos. Devo muito a pessoas como Fábio Lucas, Florestan Fernandes e José Américo Motta Pessanha, que me ajudaram a sobreviver, até que por volta de 1984/85 coleções como Os Pensadores, Os Economistas e Grandes Cientistas Sociais foram fechadas, parece que por pressões externas, de cima. Não se queria que um pensamento mais crítico sobrevivesse, mas, ao excluir professores das universidades, a ditadura forçou-os a procurar novos caminhos, como essas coleções, que talvez tenham feito mais pelo pensamento teórico do que a sala de aula. Sou um sobrevivente, que logo vai acabar. Fica um legado, que pode ser ignorado. Já pass ei fome para poder estudar, mas não me orgulho disso. Livros são uma necessidade tão básica quanto alimento para o corpo, mas sem atender o plano material não há o que se sustente no espiritual. A pobreza mental reflete a pobreza material, mas a riqueza material não redunda logo em riqueza mental: uma questão de prioridades.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Durante a ditadura militar, quando fui excluído do ensino, tive de sobreviver da pena. Penei por isso: quinze horas de trabalho por dia, inclusive sábados e domingos. Devo muito a pessoas como Fábio Lucas, Florestan Fernandes e José Américo Motta Pessanha, que me ajudaram a sobreviver, até que por volta de 1984/85 coleções como Os Pensadores, Os Economistas e Grandes Cientistas Sociais foram fechadas, parece que por pressões externas, de cima. Não se queria que um pensamento mais crítico sobrevivesse, mas, ao excluir professores das universidades, a ditadura forçou-os a procurar novos caminhos, como essas coleções, que talvez tenham feito mais pelo pensamento teórico do que a sala de aula. Sou um sobrevivente, que logo vai acabar. Fica um legado, que pode ser ignorado. Já passei fome para poder estudar, mas não me orgulho disso. Livros são uma necessidade tão básica quanto alimento para o corpo, mas sem atender o plano material não há o que se sustente no espiritual. A pobreza mental reflete a pobreza material, mas a riqueza material não redunda logo em riqueza mental: uma questão de prioridades.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Quem o leu disse que é o depoimento crucial de uma geração. Acho que deveria ser mais que isso: vida pulsando numa forma bem elaborada. Merece leitura, mas não o defendo por mim: quem tem a ganhar é o leitor. O Muro pode até ser das melhores obras publicadas no Brasil ultimamente, isso não lhe garante público. O horizonte do best-seller é limitado, o público quer isso. Só vale a pena, porém, dizer o que vai além do blablablá cotidiano. O que se pode ler com leitura dinâmica não merece ser lido. Nem tudo o que pensamos pode ser dito publicamente. Quanto maior o público, maior o controle potencial sobre o que é dito, maiores as reações. A literatura pode ser um espaço para refletir e sugerir o que em espaços com mais público não se pode. Dizer a verdade pode ajudar a quem a ouve, mas costuma criar problemas para quem a diz. A palavra se tornar mercadoria, ainda que tenda a exigir a submissão ao perfil de quem compra, tem, contudo, a liberdade de permitir o acesso a quem está disposto a trocar seu tempo de trabalho pelo do editor e do autor. O público é diversificado, tomara que isso permita dar notícia a quem possa se interessar.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Entrevista com JC Bridon - Autor de: ILHA DOS SONHOS

Júlio Cesar Bridon dos Santos
Usando pseudônimo de JC BRIDON, é poeta e escritor, nascido na cidade de Blumenau-SC, tem como berço a cidade de Gaspar-SC. Já publicou 14 livros, em português, espanhol, inglês e francês. É Embaixador da Paz da Divine Académie Française dês Arts Letres Et Culture; Membro Efetivo da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro – Cadeira 14; Membro da Academia de Letras do Brasil/Seccional Araraquara, Cadeira 22; Membro da Alpas 21 - Academia Internacional.



Fantástica história onde, realidade e ficção se unem numa aventura maravilhosa. .Ela tem seu início na ida de um escritor, JC, para uma ilha que, a princípio, parece igual as outras mas que,com o passar dos dias,mostra seu verdadeiro lado. Aliada a amor, ecologia, ficção e uma misteriosa viagem ao interior do ser humano e, ultrapassando a barreira do compreensível, mostra como é possível viajar através de eras passadas, conquistando pouco a pouco a atenção dos leitores que irão desejar e muito saber o que realmente se passa naquela maravilhosa e incrível ilha. O propósito do livro é mostrar o quanto nossa mente é capaz.nesse universo sem fim. Uma leitura gostosa, provocativa, intrigante e misteriosa.

Olá Júlio Cesar. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Durante uma viagem ao Chile,em 1995,visitando Valparaíso, encontrei lá a Igreja dos 12 Apóstolos e nela a imagem do Cristo Atado.Foi uma incrível sensação que senti. Conheci também a Casa de Rocha e muitas outras coisas importantes.Mas, aquela imagem,com o Cristo me inspirou a escrever este livro com um pouco de tudo: imaginação,ficção, fantasia e realidade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Bem,nasci um verdadeiro amante das letras, pois li muito livros desde a infância até agora.Claro que,com o passar do tempo,eles foram mudando,mas tenho uma linha que sigo até hoje:a espiritualista. Já publiquei,com esse, 15 livros,em quatro idiomas: português,francês, espanhol e inglês.Os sonhos foram realizados,mas o que gostaria que o maior numero de pessoas pudessem desfrutar aquilo que escrevo. Também sou poeta.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Realmente é meio difícil,ainda mais para quem não é muito conhecido ou pouco conhecido e a cultura de nosso povo que se volta só para o futebol e carnaval, torna-se ainda mais difícil.Nos Países que já visitei o que se vê e sente é um povo amando a leitura e lendo nas praças, nos trens.Isso é muito gratificante.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já participei de antologias promovidas pela Scortecci e recebendo seus e-mails fiquei conhecendo o quanto essa Editora é importante na publicação de livros.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que sim pois as mensagens nele trazidas de uma maneira simples, porém profunda, fará o leitor viajar através de sua mente, criando asas e dando liberdade aos seus sentimentos.

Obrigado pela sua participação.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Entrevista com Fernando de Oliveira Bastos Neto - Autor de: GENTE BOA

Nasceu em São Paulo (capital) no dia 13 de junho de 1975.
Formou-se artista plástico e professor de educação artística pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, em 2002.
Pós-graduado em história da arte pela Fundação Armando Álvarez Penteado em 2005.
Além do trabalho como pintor, desenhista e professor, vem se dedicando à literatura de ficção desde 2012.





Encontros e desencontros de pessoas aparentemente comuns, revelando histórias, personalidades e anseios de quem poderia estar ao seu lado, no trem, no trabalho ou até mesmo em casa. Na simplicidade dos diálogos, ou mesmo em meio às rotinas mais simples do cotidiano, cada um vai deixando escapar um pouco dos seus pensamentos mais íntimos, e as primeiras impressões logo se dissolvem na complexidade de cada personagem. Numa cidade qualquer do Brasil, sentado no trem e a caminho do trabalho, Francisco procura recomeçar, vai refletindo sobre o que se passou, suas experiências. É então que conhece Verônica, e uma relação bastante improvável pode acontecer. Vidas que navegam ao sabor do vento, pois mesmo que se bem planeje, nunca se sabe.

Olá Fernando. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O romance trata de vidas aparentemente comuns, mas que guardam muitas histórias. A ideia surgiu quando assisti um filme sobre esse tema, pessoas que parecem comuns e até bem monótonas, mas que vão mostrando, aos poucos, muita complexidade; anseios, vivências... Procurei construir personagens com algumas questões auto biográficas, com minhas próprias experiências, coisa que acredito ser bem comum na literatura de ficção.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Bom, venho escrevendo a mais ou menos quatro anos, e já estou escrevendo meu segundo romance. Essa primeira experiência está sendo fundamental e bastante profícua; percebo que escrever é um exercício que requer constância. Quero formular outra sintaxe, outra relação com o ritmo, com o tempo, com as metáforas... É apaixonante. E o mais importante: é preciso ler, ler muito e de tudo um pouco.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que o escritor de verdade enfrenta o que vier; escrever precisa paixão; como se a pessoa não pudesse deixar de fazê-lo. Se vai vender, isso é depois...

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pedi ajuda para amigos, e um deles já conhecia a editora, e me indicou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim merece. O motivo principal é a verdade que nele coloquei, a minha verdade. Acho que na arte, de um modo geral, é preciso ser sincero com você mesmo, fazer aquilo que acredita, só assim a coisa fica boa. Tanto faz o assunto, estilo..., o que importa é a verdade, mesmo que na ficção.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entrevista com Alba Regina Forte de Magalhães Pinheiro - Autora de: UMA SEREIA APARECEU NUM SHOPPING


Nasceu em Campinas, São Paulo. Sempre gostou que lhe contassem historias. Depois que aprendeu a ler nunca as abandonou. Adora ler. Quando se tornou professora ela às escreveu e as contou para os seus alunos. Hoje ela as pública!







Mirian sempre passeia num shopping e adora tonar café numa cafeteria e não é que nesse dia um ser lindo quase divinal apareceu.. será que o quê ela viu era mesmo uma sereia?





Olá Alba Regina. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta a história de uma sereia que apareceu num shopping. A inspiração surgiu, quando sentada numa cafeteria diante de uma queda d'água, a personagem me contemplou com sua admirável beleza. Dedico a história às crianças e aos adultos que não perderam a criança que existe dentro deles.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este não é o meu primeiro livro, escrevi outros, porém só publiquei dois deles. Falando, sobre escrever e participar do mundo das letras, digo que sempre fiz parte deles, pois desde criança adorava ouvir, contar e inventar histórias. Quando me tornei professora, eu as escrevi para os alunos que gostavam muito e hoje eu as público.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sinto que não é muito fácil, entretanto como trabalhei 30 anos com crianças, percebo que se houver um trabalho de conscientização política educacional no Brasil com as crianças, tudo poderá mudar. Esse é o meu maior desejo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi no ano de 2008 através da Internet. Resolvi editar o meu primeiro livro: "Lolita, a abelhinha" na Bienal de agosto de 2008. E a Scortecci foi sensacional.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
A mensagem deste livro é para que os leitores nunca percam o contato com o mundo da imaginação tão cheio de encantamentos. Esse é o maior motivo que o meu público leia essa deliciosa história.


Obrigado pela sua participação.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Entrevista com A. Bernardo Cerântola - Autor de: A ÂNSIA CALMA DE ENTENDER

Nasceu muito longe da virótica cibernética e passou rica infância pisando descalço, bebendo de poço, improvisando brinquedos de barro e lenha, num quintal sem muros onde todo espaço dividia com animais, corredeira, lago, açude, plantações, roçados, flores, frutos. Aprendeu o risco de atiçar casa de marimbondo, se aproximar de boi bravo, ofender pai e mãe. Infantizou puro de malícias, crendo, até quase em pelos, em cegonha-parteira, saci-pererê, pilorda, papai-noel, pecado mortal. A tudo superou sorvendo suas metáforas, mas a crença em Deus se expandiu por reconhecer na sua divina expressão, a manifestação do amor como fonte única da evolução. Sexagenário viajado, estudou, correu mundo, casou-descasou, casou-descasou, fez filhos, ganhou netos e amou o quanto pode. Embalado por veia poética, ensaiou roteiros pra cinema e juntou aqui e ali impressões no papel, sempre que o reclamo de alma exigia satisfações. Colheu o que pode de diferentes estágios para compartilhar nesse livro experiências e reflexões.
No abismo silencioso da mente, Bernardo plasma campos de verde-viço, águas limpas, olhares mansos, amor em calda onde todos bebem da mesma colher. Ele se embrenha nesse imenso pasto de fartura ao largo de julgamentos, como fragmento da mesma massa manifesta em pedra, terra, água, mata, animais...

“A verdadeira essência da arte está no prazer da descoberta, ao percebemos a luz valorizada na sombra tênue da pintura; o sustenido musical integrar dois movimentos quase imperceptíveis; a expressão silente do ator no profundo da dor; a plástica cênica do bailarino preencher o palco em gestos de nirvana; o vão oculto das palavras revelando caminhos inusitados.

Passeie pelos textos como num domingo de sol e procure nas metáforas camufladas de letrinhas, o cerne, o profundo, a razão e, sobretudo, a beleza, com o desprendimento de acolhê-la quando aquece o coração ou quando corta pulsos, que em tudo há a maravilhosa dádiva da vida”.

Olá Antônio Bernardo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um mix de poemas, contos e escritos, esses últimos assim rotulados por falta de melhor definição. Escrever é um apelo de alma desde bem antes da puberdade, mas a timidez (ou o medo do fracasso) me tolheu até hoje, quando finalmente me solto para compartilhar, consciente em oferecer bom material para reflexão sobre a vida. Meu público é o que busca no detalhe a aprovação da arte.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Meu livro fala de mim, marcando uma trajetória de mais de sessenta anos em textos produzidos em diferentes estados de consciência. Sempre desejei me expressar e viver da literatura – não tive competência. Fui me entretendo com a vida, me deixando levar... mas o teclado me chama e se impõe: escreva! Como resistir?

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Não somos bem um país, mas um campo de provas. Aqui é onde Deus faz suas experiências, acomoda carmas, planeja o amanhã. Tudo vale. Em todas as profissões há os bem sucedidos, os escondidos da sorte e os medíocres. Acha que a literatura é maior que essa verdade?

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pesquisando... mas foi meio sem querer, buscando sites aleatoriamente. Visitei uma e não gostei da qualidade dos trabalhos, nem da entrevista, que transpareceu puramente comercial. Com vocês encontrei calor humano.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Claro! Fosse falado, mereceria ser ouvido! Meus textos convidam à reflexão e se abrem a diferentes estágios de consciência. Valorizam o papel das metáforas, onde a verdade se esconde – aí o maior benefício. É preciso mergulho profundo pra trazê-la à tona e revelar seus segredos, onde o amor é matéria prima, caminho, função. Não serve aos preguiçosos de mente nem aos ávidos por banalidades. Ao meu leitor repito fragmento do texto de abertura do livro: “Lancem-se nele com o ímpeto dos destemidos, a curiosidade dos buscadores, a sede comum aos desbravadores e portas do coração se abrirão num ampliar de horizontes. Participem, interajam, comentem honestamente, que à arte tanto pesa a implosão quanto o banho de orvalho, pois a catálise do som de um e o silente frescor do outro são fórceps para novo poema. Sempre. Ler é mais imaginar. Descobrir vãos de palavras onde se entoca o silêncio que tudo revela, a escuridão que tudo ilumina”.

Obrigado pela sua participação.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Entrevista com Flavia Alice Zogbi - Autora de: CAMINHOS DE PEDRA, TERRA E AREIA: CAMINHOS DE UMA VIDA

Flavia Alice Zogbi
(1963) nasceu em São Paulo, capital. Sobrinha neta de Assad Bittar, filósofo e poeta, fez duas faculdades, Psicologia e Letras, e é também especialista em espanhol. Nos anos noventa escreveu seu primeiro livro, “Vindas Vida Idas”, de autoajuda, filosófico e espiritual. Foi uma produção pequena que teve muito sucesso na época. Em 2008 sofreu uma grave doença que a deixou em cadeira de rodas. Agora volta a escrever “Caminhos de pedra, terra e areia”. Caminhos de uma vida” onde conta a história de dois jovens, suas aventuras e reflexões que culminam em uma transformação espiritual em um deles. Esta história possui pinceladas da vida pessoal da autora que ela trata com carinho e sutileza.

Está é uma história de transformações e realizações. Quantos caminhos nós cruzamos na nossa vida que nos fazem crescer como indivíduos? 
Há situações na nossa vida em que não nos acontece por acaso, com o passar do tempo, começam a fazer sentido para nós. Como um quebra-cabeça, as peças do jogo da vida vão encaixando-se em perfeito equilíbrio e uma forma vai delineando-se, até que, no final, tudo se vê claramente. 
Este livro conta sobre dois rapazes que passam por mudanças pessoais e espirituais. Dois jovens que mudaram seus percursos de vida. Lipe ganha um livro do tio e começa a refletir sobre do que se trata. Pedro, personagem da história do livro, também passa por incríveis situações. Um deles passará por uma grande mudança pessoal e espiritual. Qual deles será? Lipe ou Pedro?

Olá Flavia Alice. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu sou professora de espanhol e português. Alguns anos atrás, eu tive um problema de saúde, artrite reumatoide, que me complicou a vida acadêmica, mas não me possibilitou a atividade de escrever pelo computador. Assim fechei uma porta e abri uma janela. Resolvi escrever um livro com uma linguagem na qual seria fácil as pessoas lerem. Uma leitura que fosse dinâmica e motivadora. Aventura e romance bem como reflexão são os temas que abordo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é meu segundo livro. Escrevi na década de 90 "Vindas Vida Idas" que me baseei um pouco numa vivencia esotérica que fazia parte de minha vida na época. Um livro que ajudasse as pessoas a refletir sobre suas vidas. Como também sou psicóloga além de formada em Letras, a experiência deu certo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que esta ideia, de pouco valor, está mudando, as escolas estão promovendo o incentivo a leitura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Tenho uma amiga querida que me indicou e achei o grupo muito profissional. Fizeram um bom trabalho para mim.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro tem como objetivo ser uma leitura tranquila para qualquer idade. Transmite varias experiências para o publico pensar a respeito.


Obrigado pela sua participação.

Fotos do lançamento na Livraria da Vila


 


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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Entrevista com Carmem Teresa Elias - Autora de:PERDIDOS ATÁVICOS

Escritora dedicada a Poesia, Contos, Crônicas, Ensaios Literários, com obras publicadas no Brasil e no exterior, tanto na área acadêmica quanto literária, incluindo revistas literárias, anais de congressos, periódico e mais de 50 coletâneas e antologias, Carmem Teresa Elias é Mestre em Letras pela Universidade Federal Fluminense, especialista em Literatura e Língua Inglesa pela UERJ, pesquisadora e palestrante em Gêneros Textuais e Literatura Comparada. Trabalhou no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro e em universidades. Membro efetivo da União Brasileira de Escritores, da REBRA. Ativista cultural.


Livro de contos que levanta uma reflexão crítica sobre conflitos individuais, familiares e sociais na esfera da violência, do preconceito, da incomunicabilidade e da perda de valores humanos e éticos. Com textos premiados internacionalmente,
em cada página, navegamos pelos sentimentos mais íntimos do homem, muitas das vezes trazidos como heranças hereditárias, como dor, perdas, traumas, desilusões, superações, amor ao próximo (ou falta dele)... Mas também de esperança e aprendizagem oriundas de feridas que marcam o inconsciente e que, quando libertas, permitem ao ser a compreensão da existência.“A esperança é um desejo atávico e imemorial que acompanha os homens desde sempre”.

Olá Carmem Teresa. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Livro de contos para um público adulto. Neles são tratadas as relações humanas em suas fragilidades e brutalidades, laços afetivos entre o amor e o ódio, entre o comovente e o absurdo da existência. Entre Lágrima e Sorriso, expõem-se dor, empatia, desespero, superação. As historias partem de casos reais observados. Independente do epílogo de cada situação, no tênue confronto das personagens com o âmago de seus sentimentos vazios, indiferentes ou exacerbados, os textos evidenciam um alerta. Um alerta contra todo tipo de julgamento, violência, preconceito, juízo de valor, distúrbio mental, seja no escopo social, familiar, pessoal, político, íntimo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou Mestre em Letras. Este é o meu sexto livro publicado, do qual fazem parte dois contos premiados. Minhas obras incluem livros e publicações de poesias, ensaios literários, crônicas, palestras de conteúdo literário e social, além de Artes, pois sou também artista plástica.
Um romance, já em fase de finalização, é o meu próximo projeto.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O escritor é um sonhador realista, que insiste em acreditar em seu ofício apesar de enfrentar os mais variados obstáculos. Em sua busca e missão, ele produz sentidos e novos contornos a elementos ínfimos, grandiosos ou impalpáveis da realidade. O que ele entrega ao leitor é um círculo fechado de possibilidades abertas, 'um mundo dentro do mundo' para que se possa refletir, romper limitações, e superar dramas e conjurar a existência.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Por meio de livros produzidos pela editora e por recomendação de amigos escritores.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
PERDIDOS ATÁVICOS merece ser lido por aqueles que estão à procura da literatura que mergulha com delicadeza e força na realidade impiedosa e no inconsciente humano para trazer à tona elementos inerentes que não deveriam jamais ser perdidos: dignidade, respeito, amor...
Somos todos, simultaneamente, personagens, leitores, cidadãos e o livro é um exercício desta conscientização: a herança atávica da literatura.

Obrigado pela sua participação.
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