quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Entrevista com Jacy de Abreu Longo - Autora de: MEU AMIGO DIEGO

Jacy de Abreu Longo (Falecida)
Nasceu em 02/07/1916 em São Simão/SP, na Casa Grassmann, hoje museu da cidade. Prof. normalista, lecionou em fazendas da região. Ao casar-se, mudou para a capital, seguindo sua carreira de alfabetizadora, e escrevendo suas histórias, muitas destinadas a facilitar a aprendizagem de seus alunos. De seus inúmeros textos, destacamos: Visões-Relembrando São Simão; Arabela; Myatã, o curumim que perdeu o medo; Bel, the busy bee; Amanhã será outro dia (peça infantil) e outros, artesanais.


Como é bom ter um amigo como Diego!
A amizade começou por acaso e, aos poucos, foi se estreitando. Diego, o mais velho, em conversas, vai dando dicas a Rodrigo sobre a vida, a arte, as profissões, o meio ambiente, o respeito aos próximo, o que é ser voluntário e ...muito mais.
Ah! Como é bom ter um amigo como Diego!





Entrevista com Yara de Abreu Longo Najman filha da escritora Jacy de Abreu Longo.

Olá Yara. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina a obra?
O livro Meu amigo Diego conta o início da amizade entre o menino Rodrigo e o jovem Diego, que, no decorrer da obra, vai dar algumas dicas para resolver dúvidas que o menino verbalizava.
O livro foi escrito pela minha mãe Jacy, creio que pensando no meu irmão Guaracy, que era bem moleque e criativo.
A obra se destina a crianças a partir dos oito anos e creio que atinge até onze, doze anos, aproximadamente.

Fale dela e de seus projetos no mundo das letras. Foi o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Jacy escreveu muitas histórias, algumas já publicadas, como Arabela, Amanhã será outro dia, Miatã, o curumim que perdeu o medo, Igarité, Bel, the busy bee e outros. Felizmente Jacy realizou esses três sonhos: plantou muitas árvores, cuidou de muitas flores, teve dois filhos e muitos, muitos alunos que alfabetizou com amor; a maioria de suas histórias eram escritas para seus alunos; muitas dessas estão ainda inéditas; outras editei em tecido: são escritas, desenhadas e pintadas à mão.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Bem, agora sou eu, Yara, que respondo:
A vida do escritor em nosso país, se por um lado é ingrata devido ao fato de a leitura ser pouco estimulada e valorizada, por outro lado criar é sempre uma atividade prazerosa. Há também o retorno ético pelo fato de o autor estar contribuindo para que seus leitores se beneficiem com mais conhecimento, mais reflexão, desenvolvendo-se como pessoa e como cidadão.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Tive a oportunidade, ao trabalhar em algumas editoras, de criar um vínculo de amizade com Esther, hoje diretora na Scortecci. Quando resolvi editar o livro Meu amigo Diego, homenageando minha mãe, Esther foi a primeira pessoa em que pensei para realizar o trabalho.

O livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para os leitores?
Todo livro merece ser lido, seja por curiosidade, seja para distração, seja para ser objeto de reflexão, seja para ser contestado...e também por puro deleite, para se encartar com um poema, com uma história que nos toca, nos emociona... A mensagem? Leiam, leiam muito, leiam sempre...

Obrigado pela sua participação.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Entrevista com Jamilson Lisboa Sabino - Autor de: APROVAÇÃO E REGULARIZAÇÃO DE LOTEAMENTOS

Jamilson Lisboa Sabino
É Professor de Direito Administrativo e Constitucional da Sociedade Brasileira de Administração Municipal.
Pós-graduado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pela PUC São Paulo.
Pós-graduado em Licitações e Contratos Públicos pela Fundação Getúlio Vargas.
Foi Procurador Geral Municipal.
Autor de diversas obras, em especial: Lei de Licitações comentada segundo a jurisprudência do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Lei de Licitações comentada segundo a jurisprudência do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Aprovação e Regularização de Loteamentos, Código Civil Interpretado, Condutas Vedadas aos Agentes Públicos no Ano de Eleição, Lei de Parcelamento do Solo Urbano Comentada, Direito Ambiental e Urbanístico.

Um livro moderno e atualizado, com todas as informações sobre a aprovação e regularização de loteamentos, comentando a Lei 6.766/79, a Lei 9.785/99 e a Lei 11.977/09, além de uma ampla abordagem sobre a competência municipal para o licenciamento ambiental.






Olá Jamilson. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trazemos todas as informações necessárias sobre a aprovação e regularização jurídica do parcelamento do solo urbano, compreendendo os desdobros, os loteamentos, os desmembramentos e os condomínios.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu já escrevo livros desde o ano 2000. É resultado de inúmeras aulas que proferi no Curso sobre Aprovação e Regularização de Loteamentos juntamente com o Prof. Toshio Mukai. No momento estou engajado no projeto de estudos sobre licitações e a jurisprudência nas Cortes de Contas, até porque tenho dois livros publicados sobre o assunto e estou lançando o terceiro pela Saraiva.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Os livros que atualmente escrevo são todos voltados para finalidades didáticas, e é evidente que atraem cada vez mais o público em busca de informação séria e de qualidade.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci já conheço há muitos anos, lá da década de 90 e sempre me proporcionou um trabalho absolutamente profissional.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O que é desdobro? Quais são os requisitos para aprovação e regularizar loteamentos? Qual a diferença de loteamentos e condomínios? Como se processa a regularização fundiária de assentamentos urbanos consolidados? São estas perguntas que procuramos responder no livro.

Obrigado pela sua participação.
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domingo, 1 de janeiro de 2017

Entrevista com Ana Costa - Autora de: VOLTA, SE HOUVER MOTIVO PARA VOLTAR

Nasceu em Floriano, Piauí e desde os dezessete anos de idade reside na cidade de São Paulo. Dividiu sua vida profissional em duas fases: a primeira foi vivida por mais de três décadas, na área da saúde, no mundo científico, acadêmico e gestão pública, mas foi chegada a hora de colocar o ponto final e viver novas aventuras; a segunda inicia com a reconstrução de sua biografia como escritora – cronista e contista. Foi ainda na infância que ela descobriu o prazer da leitura e da escrita, porém, somente em 2015 assumiu o jeito peculiar de escrever. O livro Volta - se houver motivo para voltar é sua primeira obra a ser publicada; é autora de trinta e seis crônicas; e participou de dois concursos literários de contos. A autora enfrenta o mundo com a imprevisibilidade do artista, precisão do arquiteto e a criatividade do escritor.

Uma coisa é acontecer um fato desagradável na sua vida, outra coisa é acontecer uma sucessão de fatos ruins ao mesmo tempo. Qual o sentido disso? Seria o acaso no destino? Deve ter uma razão maior. É o que pensa a autora, que sofreu Acidente Vascular Cerebral em novembro de 2014, o qual foi um marco impactante na sua trajetória. Em meio a lapso de memória, afasia, hemiparesia, demissão, separação, doutorado interrompido e sem perspectivas, o jeito foi se escudar contra o sofrimento e reconstruir a identidade. Sem ignorar as dores, ela delineou outras estradas, transformou perdas em ganhos, lutos em luta, e preencheu o vazio interno com amor ao próximo, realizações, afetos, reflexões e pela mais nova paixão: escrever. Com irreverência ela compartilha com o leitor, essas experiências de forma realista e simples. A narrativa é cativante, engraçada, provoca emoções, interesse pelo desenrolar dos fatos e especialmente, proximidade com a narradora.

Olá Ana. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro relata experiências após Acidente Vascular Cerebral, quando resolvi encarar e superar sucessivas perdas e reconstruir a identidade, sempre de forma divertida para minimizar as dores e lutos. A ideia de escrevê-lo surgiu quando me vi sozinha e o barulho do silêncio passou a perturbar meus pensamentos. A mensagem de superação, coragem e humor interessa a todos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Não nego que matei dois coelhos com uma cajadada só (rsrsrs). A ideia de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro sempre foi cativante. Pronto. Consegui! Mas isso faz parte de uma aventura. O foco principal do livro é a reconstrução da minha biografia como escritora. Estudiosos afirmam que, ao escrever, as lesões físicas e emocionais cicatrizam mais rápido. A escrita, em princípio, um território de fuga me conduziu a reconstruir a identidade, expressar sentimentos e percorrer caminhos, os quais refletem como estou. Esta é minha primeira obra a ser publicada e o Volta foi só o pontapé inicial.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Por meio de conhecimentos podemos conectar com o lado humano da vida. Infelizmente não há incentivo para a leitura, nem para a escrita. A leitura motiva a escrita, e se o hábito da leitura se desse desde a infância a literatura estaria em outro patamar. A vida de escritor? Ah, essa é difícil, não se vive de escrita, mas é fascinante criar! Isso me aquieta.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Participei do curso A arte de escrever, publicar e comercializar o produto livro, na Escola do Escritor, ministrado pelo Editor João Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Porque além de compartilhar histórias que me redefiniram, a narrativa pode estimular o leitor a refletir e agregar aprendizados a si próprios, se assim os desejarem, e ainda, tem razão para dar boas risadas.

Obrigado pela sua participação.
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sábado, 31 de dezembro de 2016

Entrevista com Aderbal Bastos Barroso - Autor de: À SOMBRA DOS OITIZEIROS

Aderbal Bastos Barroso
Poeta e Cronista – Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Sergipe, graduado em Comunicação pela Universidade Tiradentes e Bacharel em Teologia pelo Seminário BETEL de Aracaju. Pós-graduado em Marketing Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Funcionário da Caixa Econômica Federal em Sergipe, onde atuou por muitos anos na Comunicação Social da empresa. Participou de várias publicações coletivas, a exemplo do Banco de Talentos em 1999 editado pela FEBRABAN, participou de edições do APERITIVO POÉTICO da FUNCAJU nos anos de 1999 e 2000 bem como em 500 Outonos de Prosa e Verso Volume II Editora Paulista em 2000 e também da Revista Aracaju nº 10 editada pela FUNCAJU no ano de 2003, além de participações nas edições da Revista FENAE em Brasília. E também, participou na década de 80 do Arte Literatura, um Caderno Cultural dedicado à Poesia, sob a coordenação/Editoração de José Abud, fazia parte do extinto Jornal Gazeta de Sergipe. No ano de 2014 lançou o seu livro de memórias, uma verdadeira ode às suas origens, denominado de “No Remanso do Rio”. Recentemente, em abril de 2016 participou da Antologia do 1º Encontro Sertanejo de Escritores. É membro da Academia de Letras e Artes de Neópolis desde 2015, aonde ocupa a Cadeira I cujo patrono é João Cabral de Melo Neto.

Dividido em duas partes, Infância Itinerante e Lendas do Imaginário, apesar de fragmentado é o relato da história social, humana, política e cultural de Santo Antônio de Vila Nova, constitui perfeita montagem, em que o leitor pode completar a lembrança que tem sobre a cidade, acrescida de informações diretas, referentes à sua formação. O livro é um canto de amor à sua cidade querida, antes de tudo um registro para a posteridade, uma passagem da história de uma cidade e de sua população, através do olhar atento do autor que nos conduz ao longo destas páginas, pois um percurso cheio de detalhes e informações que os mais jovens habitantes talvez desconheçam. É um livro sobre o tempo, sobre as coisas que, como tecido velho vão se esgarçando com o passar dos anos. É história de vida, desse observador e contador de histórias, confeccionado com uma linguagem coloquial, transparente, que nos transporta a décadas passadas, que muito nos orgulha, especificamente aos Neopolitanos. Por isso é um repositório de suas observações, impressões e reações ao longo da formação do povo Neopolitano. À Sombra dos Oitizeiros é, assim, livro essencial para se entender Neópolis e sua gente.

Olá Aderbal. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
À Sombra dos Oitizeiros é uma fotografia em palavras. É uma narrativa do simples e do cotidiano que emoldura a vida de um tempo que vem se perdendo com a modernidade. Ele surgiu da necessidade de compartilhar, de sociabilizar pedacinhos de memórias que ajudam a reconstruir o amanhã. Ele se destina aos apaixonados pela magia que se encontra na simplicidade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sempre estive envolvido pelo mundo das letras. Filho de professora toma sopa de letrinhas. Desde muito cedo tomei gosto pela feitura de palavras. Participei de vários movimentos de poesia. Participei de algumas antologias. Este é meu segundo livro, o primeiro No remanso do Rio possui temática similar. Não deixa de ser uma realização de um sonho, pois já plantei várias árvores, e já sou avô.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
É um desafio. Principalmente por se saber que esta realidade pode ser alterada. Que se pode estimular nesta direção através da boa leitura e de bons livros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da mídia eletrônica.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Naturalmente que sim. Porque ele é um relato real do convívio entre as pessoas, é a manifestação da vida real entrelaçada em sentimentos e emoções. São pessoas e fatos que emolduram um tempo que não deve ser esquecido. Não é saudosista, pois é permeado de esperança e crença na vida que continua.


Obrigado pela sua participação.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Entrevista com Marcos Quinan - Autor de: JEITO DE SENTIDOR e VAQUEIRO MARAJOARA

Um artista multimídia, timidez revelada em seu semblante sempre sereno, Marcos Quinan é um inquieto apaixonado pela arte brasileira. Autodidata, se define como um aprendiz que tem a necessidade de conhecer o Brasil em todas as suas expressões culturais e mostrá-las aonde puder.
Nascido em Ipameri-GO, não esconde o orgulho de ter escolhido a Amazônia como o chão propício para expandir sua inspiração que o faz aplaudido produtor, compositor, teatrólogo, artista plástico, fotógrafo, agitador cultural e escritor.
Teve, ainda, uma passagem pelo teatro, no despertar de sua vocação artística ainda jovem, lá mesmo em Goiânia onde fez parte da Agremiação Goiana de Teatro, participando ativamente da conclusão do Teatro Inacabado, na época o único teatro construído por um grupo amador no Brasil. Foi ator, iluminador, diretor e dramaturgo, fundando, com Paulo Roberto Vasconcelos nos anos 70, a Companhia de Teatro do Autor Brasileiro. Com Roseli Naves e Nilson Chaves, nos anos 80 a Gravadora e Editora Outros Brasis. Junto com Nilson Chaves, Walbert Monteiro, Conceição Elarrat e Fátima Silva em 2002 criou a ACAM – Associação Cultural da Amazônia e foi um dos coordenadores do primeiro Seminário Cultural da Amazônia realizado por ela no ano seguinte. Foi Secretário Executivo do Programa de Incentivo à Cultura do Estado do Pará - SEMEAR e Assessor da Presidência da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
Em 2006 junto com o filho Marcelo Quinan criou a Lado de Dentro (http://ladodedentrobrasil.blogspot.com/), loja virtual dedicada à divulgação e comercialização da produção cultural brasileira, incluindo nossa cultura científica.
Marcos Quinan também assinou a coluna O Que Vem do Norte no site – www.festivaisdobrasil.com.br e hoje publica diariamente no blog ABARIBÓ http://abaribo.blogspot.com/ seu trabalho, material de artistas novos e obras consagradas da arte e cultura brasileira, além de participar, como jurado de festivais de música na região Amazônica e interagir com grupos de artistas em oficinas e palestras sobre os mais variados assuntos da cultura brasileira, da produção e dos aspectos práticos que a envolvem (Luiz Gonzaga, Canudos, Cabanagem, Direito Autoral, Leis de Incentivo Cultural).

Contudo, esse sertanista da vida, das idéias, dos sonhos conforme o define o jornalista Edyr Augusto Proença, só resolveu mostrar-se ao público ao atingir seu meio século de vida. Antes disso, associava sua atividade empresarial a eventos artísticos como agitador, produtor e divulgador, mas sem expor sua própria criação que hoje esta indelevelmente registrada em livros, pinturas, esculturas,fotografias, músicas e letras editadas em cd’s, uma bela produção da nossa brasilidade.

Enversado / Recorrências e meizinhas / desmisturadas e se misturando / ao que conduz a alma / jeito febril de ser na vida / Descrente dos óleos curativos da fé / e da luxúria do menos real / a paixão é solavanco / e o amor não é mansidão / Como lâminas o enversado / corta as carnes e o oco do mundo / côa o sangue do sentidor (...)

Poemas sobre o vaqueiro marajoara e sua lida cotidiana. 
A rudeza dentro da harmonia que é sua vida e seu entorno.
Seus quereres, fazeres, jeito de falar e a convivência social, o respeito com a natureza e a sabedoria de seus menores modos. 
No lugar Marajó Estribo vestindo dedos Rédea solta nas mãos Vez em sempre Os pés descalços Calçando o mundo No lugar que passado Não é longe No lugar Marajó Meu sertão Doutrina Onde índio se escondeu Quilombola já se escondeu Curiboca esconde agora

Olá Marcos. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Jeito de Sentidor
De poesia retirada da minha vivência, da sensibilidade, recordações, aspirações e do que é recorrente em nossas histórias como meizinhas para a angústia. Escrevê-lo não foi uma ideia que surgiu, mas um transbordamento, construído no tempo e na sensação de valor que a reflexão poética pode provocar no leitor..
Vaqueiro Marajoara
Poesia.
Convidados: Nilson Chaves, Celso Viáfora, Joãozinho Gomes e eu; estivemos no Marajó onde passamos uma semana, embrenhados nas fazendas das margens do Paracauari na perspectiva de conhecer mais profundamente os valores culturais do Marajó e traduzi-los idealizando algum trabalho coletivo ou mesmo individual tendo como foco sua cultura.
Lá frequentamos a lida dos vaqueiros e as pajelanças, ouvimos historias, chulas e ladainhas, recolhendo o que pudesse traduzir o lugar e sua gente.
A ideia coletiva foi de um documentário cuja figura central seria o vaqueiro que, em nossa observação, sintetiza toda a cultura marajoara – seus modos e a solidão que paradoxalmente os une em vez de separá-los, o jeito de lidar com a natureza, com o gado vacum e bufalino e com as águas e a estiagem.
O documentário seria todo narrado pelo vaqueiro centenário Preto Juvêncio (hoje falecido) e baseado em sua experiência de vida e de seus companheiros de profissão. Escreveríamos o roteiro, as músicas incidentais e canções baseadas nesta narrativa.
Lamentavelmente o projeto não vingou.
Do material recolhido as historias, modos, crenças, pajelanças, doutrinas. A oralidade, vestimenta, sensualidade, amores, formas de lidar com o trabalho, as encantarias, comidas, remédios naturais etc... Transformei num feixe de poemas, sempre com o canto de uma doutrina (canto de pajelança) recolhida e adaptada ou mesmo criada para funcionar como sabedorias.
Neles transpiram o vaqueiro marajoara e sua luta cotidiana. A rudeza dentro da harmonia que é sua vida. Seus quereres, fazeres, jeito de falar e a convivência social. O respeito com a natureza e a sabedoria de seus menores modos.
Para quem quer conhecer esse lugar Marajó, um sertão...

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou autodidata, nasci em Ipameri-GO e vivo na Amazônia (Belém) faz mais de trinta e cinco anos. Além de poeta sou também escritor, compositor, artista plástico, teatrólogo, fotógrafo, produtor e agitador cultural com muitos trabalhos realizados nessas áreas. Na literária são oito livros entre contos, romances, história e poesia, sempre tendo a brasilidade como pano de fundo. Os próximos projetos com relação a literatura são: continuar com o blog Abaribó - http://abaribo.blogspot.com.br/ onde posto diariamente alguns trabalhos, publicar anualmente os livros já escritos e concluir o romance que no momento escrevo..

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho muito difícil e desestimulante. Além de a leitura ser pouco valorizada no ambiente familiar e escolar, temos o problema da distribuição que é inexistente e o descaso com as bibliotecas públicas..

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Em 2002 fizemos o Projeto Trocando Palavras que possibilitou promover a doação do meu trabalho, na época seis livros, a todas as bibliotecas públicas da Amazônia Legal totalizando 3.292 livros. A editora cedia o lucro, o autor seu percentual, uma transportadora patrocinava o envio e um banco os comprava para a doação. Infelizmente a editora fechou antes de publicar o último livro contratado comigo e, par a cumprir as tratativas do projeto Trocando Palavras, fizemos sua publicação por nossa conta e assim, através da internet entramos em contato com a Scortecci onde encontramos o custo benefício que precisávamos.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Penso que sim, espero que minhas angustias, inquietações e emoções possam levar o leitor a fazer reflexões sobre as relações humanas e sobre si mesmo.

É ter jeito
Sentir a procura

É ter cura
Se deixar embeber
Do que dentro está

E enversar
É feixe de sentimentos
Escrutados
Nas recorrências

Modo da emoção
Vadear silêncios
E todos os caminhos do ser
Sem pedir remissão
MQ.

Penso que sim, é um trabalho poético, mas principalmente de pesquisa sobre a cultura da Ilha de Marajó.

Imaginário não está preso
Não tem traço que o diga
Entrelaçam é a história
Que vive em cada vida
MQ.

Obrigado pela sua participação.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Entrevista com Odette Mutto - Autora de: VIVA O BRASIL...

Nasceu em São Paulo, capital, no bairro de Pinheiros. Três Livros de contos publicados: Quinze mais um, Alienação e Bandido. Três romances: Retrato de um tempo inteiro, Marca de nascença e O russinho. Tem contos publicados em vários jornais, entre eles o Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.
Odette Mutto é dentista formada pela USP - Universidade de São Paulo.


Texto realista, com duas obras desenvolvidas a nível fantástico. O conto que dá nome ao livro é produto de: raiva, solidariedade e impotência contra uma situação que os poderes constituídos teimam em não enxergar.








Olá Odette. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é de contos, aborda vários temas. O conto que dá nome ao livro Viva o Brasil... é de fundo social e os demais contos do cotidiano.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é o sétimo livro que publico. Desejo traduzir para o italiano a primeira obra publicada RETRATO DO TEMPO INTEIRO, também publicado pela Scortecci, onde conta a imigração da família italiana no Brasil no final do século 19.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O escritor é uma vítima no Brasil.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
O editor João Scortecci ia organizar a Academia Pinheirense de Letras e fez o convite para minha participação. Contudo ela não foi para frente, mas ele se destacou e é um sucesso no ramo editorial.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O conto VIVA O BRASIL... chama a atenção dos políticos, para que olhem a sociedade, em especial do nordeste, que precisa de água para desenvolver.
Como os contos abordam vários temas, recomendo a leitura.

Obrigado pela sua participação.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Entrevista com Elisabeth de Athayde - Autora de: VERA E PRÍMULA

Sou pedagoga, designer de interiores, paisagista e consultora de Feng Shui. Escrever é um prazer que acontece em forma de contos, poesias, historinhas e pesquisa técnicas na área de harmonização ambiental e pessoal.

Num lugar muito bonito, num país onde tudo era tranquilidade, viviam duas menininhas. Uma chamava Prímula e a outra era a Vera. Um dia as duas menininhas foram passear sozinhas. Prímula foi andando pelo campo e chegando perto das árvores. Vera estava muito feliz e corria de um lado para o outro. Aí teve uma hora que Vera olhou e viu a Prímula. E Prímula virou a cabeça e viu a Vera.

Olá Elisabeth. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro infantil para crianças de 4 a 7 anos, surgiu das estórias que inventava para minha netinha.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho um livro técnico sobre Harmonização de Ambientes em andamento. E tenho um novo projeto infantil em fase de elaboração.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A motivação, a vontade de se expressar pela escrita e a inspiração são divinas e não estão presas ao espaço/tempo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Tempos atrás estava procurando uma editora para o meu livro de Feng Shui e, mesmo vocês não fazendo por causa do número de páginas, eu gostei do atendimento e voltei a procurá-los agora com uma obra menorzinha.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim merece sim ser lido. É interessante, instigante e trata do cotidiano das crianças. Provoca o diálogo dos pais com os pequenos e é lúdico por ter desenhos próprios para colorir.

Obrigado pela sua participação.
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