domingo, 5 de agosto de 2018

Entrevista com Meire Marion - Autora de: CHARLIE THE FISH

Meire Marion
She has been an English teacher in Brazil since 1982 when she returned from the USA after having lived there for eleven years. Besides teaching, she loves writing, reading, cooking, painting and cats.
Nome literário de Meire de Jesus Marion.
Ela é professora de inglês no Brasil desde 1982, quando voltou dos EUA depois de ter vivido lá por onze anos. Além de ensinar, ela adora escrever, ler, cozinhar, pintar e gatos.




In an incredible place filled with diversity, Charlie is a friendly fish who is lonely due to his size. Find out how he ends up turning his worst enemy into a friend.
Em um lugar incrível cheio de diversidade, Charlie é um peixe amigável que é solitário devido ao seu tamanho. Descubra como ele acaba transformando seu pior inimigo em amigo.





Olá Meire. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro Charlie The Fish é uma história de superação de um peixe grande que luta para ter um amigo.
A história nasceu enquanto eu observava o aquário da escola onde leciono. Observava, tirava uma foto com o celular e assim os personagens e o enredo foram nascendo, junto com muitas fotos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Desde 1982 sou professora de inglês aqui no Brasil. Vive nos EUA do pré-primário até o segundo ano do ensino médio, quando meus pais retornaram para o Brasil. Além de estar na sala de aula com meus alunos, gosto de escrever, ler, pintar, cozinhar e gatos. 
Charlie the Fish é meu primeiro livro, o primeiro de muitos. Escrevo há muitos anos, mas em inglês. Tenho um blog: Meire Marion’s Corner, onde tem outras histórias, opiniões, poemas, basicamente relatos de coisas que vejo.
Tenho planos de publicar mais livros, incluindo dois em Português, mas os outros são em inglês.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu amo ler e leio muitos livros por ano. Graças a professores que tive, aprendi a ler relativamente rápido e acredito muito na leitura. Acredito que seu vocabulário, fluência, gramática e idéias podem melhorar muito com a leitura.
A vida do escritor no Brasil é difícil. Ainda mais com um publico restrito sendo que escrevo em inglês. Quero que as pessoas curtam minhas histórias e que depois quando eu não estiver mais aqui nessa vida, meus personagens continuaram encantando crianças e adultos.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci Editora através de um curso que fiz na editora com o Ricardo Ramos filho em 2011 e costumo receber e-mails da mesma.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O livro deve ser lido por crianças (e adultos) que queriam descobrir como Charlie consegue fazer um amigo num mundo cruel. 
Deixo meu amor pela leitura para aos meus leitores e podem acreditar que a leitura te leva para outros mundos sem sair do lugar.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Irene Neta de Oliveira Pianissola - Autora de: MUITO ALÉM DA ATAXIA

Nasceu em Nova Venécia (ES) em 12 de julho de 1976, filha de Waldir de Oliveira e Ileny da Silva Oliveira. Começou a trabalhar como babá aos 9 anos. No ano seguinte foi trabalhar na casa de Adelson Pessin e saiu de lá aos 17 anos, casada com Luiz Carlos Pianissola, com quem tem dois filhos: Leonardo e Lucas. Trabalhou no comércio de 1997 a 1999, ano em que passou no concurso para agente comunitário de saúde em 1999, função em que atuou até 2001. A partir de 2002 exerceu diversas atividades: teve sua própria fábrica de bijuterias, a Pianissoly Biju; foi empresária da boutique Destak Modas, ao lado de duas sócias; foi Agente de Endemias (por concurso público) e, por fim, a partir de 2013, Assumiu como professora de matemática (DT), no ensino público, municipal e estadual. Permaneceu nessa atividade até 2017, quando foi afastada e depois aposentada pelo diagnóstico de ataxia espinocerebelar SCA3. Formou-se Auxiliar de Enfermagem pelo Profae (2004), fez Técnico em Enfermagem pela Univem (2010) e tem licenciatura plena em Matemática pela Universidade de Uberaba (2013), Pós-graduada em Gestão Educacional(2014) e Pós-graduada em Matemática(2014). Muito além da ataxia é seu primeiro livro publicado.

Ao receber o diagnóstico de ataxia espinocerebelar SCA3, a professora de matemática Irene Neta de Oliveira Pianissola vê à sua frente a necessidade de escolher um caminho a trilhar. Baixar a cabeça e ser dominada por uma síndrome que vem afetando vários membros de sua família há três gerações ou levantar a cabeça e enfrentá-la. Como boa batalhadora que é, lógico que escolheu a segunda opção, transformando essa drástica notícia em combustível para buscar conhecimento e ferramentas para lutar contra a síndrome. Dona de uma determinação e criatividade ímpares, ela relata neste livro suas experiências de forma doce e leve. A gratidão é uma característica significativa nessa guerreira e pode ser observada de forma clara na leitura. As situações descritas em forma de rima nos levam a refletir sobre a vida e suas surpresas, inspirando-nos a buscar uma maneira de conduzirmos tais situações de forma a nos trazer o bem maior. Sinto-me privilegiada de ser uma das homenageadas nesta obra. E aceito o convite de auxiliar a autora nessa luta em busca de um caminho que leve não só a ela, mas também a todos os portadores da síndrome, muito além da ataxia.


Olá Irene. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O meu livro traz poemas e reflexões que mostram a minha relação com o diagnóstico de ataxia, com Deus, com a minha família, com meus amigos e com o meu dia a dia.
Após um diagnóstico de Ataxia espiocerebelar sca3, que me obrigou a deixar a sala de aula, surgiu a ideia de eternizar as dedicatórias feitas.
A obra é destinada ao publico em geral pois fala de poemas contidos de amor e gratidão, sentimentos necessários a base de qualquer ser humano.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sonhava em ser a melhor professora de matemática ou pelo menos a mais humanizada. Nunca tive nenhuma pretensão no mundo das letras e continuo me perguntando: O que esperar de uma professora de matemática metida a poeta?
É o meu primeiro livro, mas não será o ultimo se Deus quiser. Já estou com o segundo livro bem adiantado.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que essa foi uma boa oportunidade para descobrir o quanto eu também fazia parte desse grupo não leitor e que temos o hábito de dar a seguinte ordem, faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Depois que lancei o livro passei a me questionar o que eu responderia se me perguntassem: quantos livros você leu no ultimo ano? passei a me dedicar mais a leitura.
Estou lançando um projeto chamado O BRASIL QUE LÊ, espero colher bons resultados e futuros leitores.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Indicação de alguém que já é cliente.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
SIM. o meu livro merece ser lido pois trás uma mensagem de amor, paz e esperança. Destaca elementos como amizade, gratidão, companheirismo e fé, sentimentos um tanto que colocados em segundo plano diante da correria do dia a dia.
Te desafio a ler meu livro e não terminar melhor do que começou.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Neucivaldo Moreira - Autor de: AOS PEDAÇOS

Nome literário de Neucivaldo dos Santos Moreira. É um poeta brasileiro nascido no dia 05 de fevereiro de 1968 na cidade de Santarém. Cidade à margem esquerda do rio tapajós que presencia o espetacular fenômeno da natureza, o encontro do Rios Tapajós com o Amazonas, na Amazônia brasileira.

O poeta iniciou seus primeiros estudos no Grupo Escolar Frei Othmar e o segundo grau no Colégio Rodrigues dos Santos. Concluído os estudos ingressou no curso de Letras da Universidade Luterana do Brasil – Canoas, pós graduou-se em Administração e Planejamento para Docentes pelo Instituto Luterano de Ensino Superior – Santarém, em Marketing pela Universidade Estadual da Paraíba, além de ser Consultor Imobiliário. 

Trabalhou nos principais veículos de comunicação de Santarém por mais de 20 anos e foi professor universitário por mais de uma década. Há mais de dez anos é servidor público estadual na área da educação. Sempre esteve envolvida com os movimentos culturais da pérola do tapajós, Santarém – Pará.

É membro da ALAS - Academia de Letras e Artes de Santarém – Pará. Cadeira de nº 36, patrocinada pela Professora Sofia Imbiriba.


BIBLIOGRAFIA
Eu, profundo – 1998; 
Enquanto as nuvens passavam – 2000;
Sentimentalidades – 2001;
Seleta e outros poemas – 2005;
Participou da Antologia Escritores Brasileiros 2ª Edição 2006,
Poema e canto – Zé Maria declama Neucivaldo Moreira - 2010
Foto Poema – A imagem que não foi revelada

É a nova criação poética do Poeta Paraense, Neucivaldo Moreira, e vem para investigar o amor na sua mais profunda essência... a eterna procura dos poetas. 
Temos assim, um livro imperdível, porque foi escrito com o coração para corações. Fala de nós para nós mesmos, porque aborda os sentimentos que todos exteriorizamos de forma absoluta, mesmo que subjetivamente. 
Aqui os poemas são sintéticos e cheios de emoção, porque através do minimalismo, reúnem os sentimentos e se entrelaçam num continuísmo ímpar de forma cadenciada. 
Desfrute...

Olá Neucivaldo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de um livro de poemas. Sentimentos humanos como tristeza, alegria, esperança, desejo, dúvida, medo, coragem, paixão, amor. Surgiu da observação da realidade sensível. Do olhar direto ao cotidiano das pessoas. Da necessidade de expor o lirismo através de uma linguagem que pudesse atingir a um público, primeiramente, o mais amplo possível, em nível de escolaridade médio e a estimular o gosto pela leitura da poesia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sempre publiquei poemas em sites e blogs, mas a minha primeira publicação em livro foi em 1998, com a obra Eu, profundo e hoje, entre antologias e livros solos já são 16 publicações. Ainda este ano, vou publicar mais uma obra com o título MENINA QUE SENTAVA NO JARDIM. Trata-se, também, de um livro de poemas que estará disponível a partir de setembro deste ano.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Vejo com um olhar triste, porém existem muitas possibilidades de estimular a leitura com a ajuda das redes sociais. Trabalho dessa forma. Publico meus textos e depois faço a publicação em livro. Crio um público e para esse direciono a venda. A cada tempo vou ampliando esse universo. Tanto na escola, como professor, quanto nas redes sociais, como um poeta da era digital.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pelo excelente trabalho de marketing da Editora que fez conhecer as antologias das quais participo pela Casa da Poesia comandado pelo Renato Baptista.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Pela possibilidade do outro se vê a partir do que escrevo. Quando o leitor fazer a leitura dos meus textos vai se identificar com aquilo está lendo. Trata-se de uma leitura humana.

Obrigado pela sua participação.
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domingo, 29 de julho de 2018

Entrevista com Anna de Andrade - Autora de: ENTRE AS MONTANHAS

Nome literário de Ângela Natalícia de Andrade Magela. Nasceu em 25 de dezembro de 1963, na cidade de Rio Acima, Minas Gerais. Tem dois filhos. É professora de educação infantil e estudante de Administração na Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Belo Horizonte - FACISABH.





Conta a história de um grupo de adolescentes que, em suas magnificências, trazem à tona alguns projetos memoráveis para reflexão e procuram mostrar todo o seu respeito e admiração por seus precursores. Nesse ínterim, duas personagens se juntam a um grupo que tenta salvar as árvores ameaçadas de extinção.
A história é narrada em terceira pessoa e a autora mistura a tríade diversão, espionagem e natureza com fantasia e realidade, respeitando os leitores e ao mesmo tempo chamando a atenção para as coisas loucas e desconcertantes que andam acontecendo com a natureza.
Mesmo tendo um público-alvo, a tríade desenvolvida e entrelaçada nas linhas do livro Entre as Montanhas desperta a emoção em todos os leitores, independente da idade.
Anna de Andrade faz acontecer, a cada capítulo, o inesperado, tornando a leitura de sua obra fascinante.

Olá Anna. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A obra Entre as Montanhas, conta a história de um grupo de adolescentes que em suas magnificências trazem à tona para uma reflexão, alguns projetos memoráveis e procuram mostrar todo o seu respeito e admiração por seus precursores. Nesse ínterim, duas personagens se juntam a um grupo que tenta salvar as árvores ameaçadas de extinção.
Apesar da obra ser infanto-juvenil, a Tríade desenvolvida e entrelaçada nas linhas do livro desperta a emoção em todos os leitores, independente da idade.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sou professora há vários anos e sempre tive o sonho de expor minhas ideias para o mundo.
Este livro é o primeiro de muitos e também um sonho realizado.
Através dessa obra conciliei duas grandes paixões: literatura e natureza.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor no Brasil não é nada fácil, pois a educação e a leitura não são priorizadas.
Nada me deixa mais triste como escritora que escutar a seguinte frase: Quantas páginas tem seu livro? Isso demonstra a falta de interesse que grande parte da população tem quando se trata de ler um livro.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo sobre a editora através do site e recentemente um amigo publicou um livro de poesia pela Scortecci, e muito os recomendou.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Este livro foi escrito com muito carinho, e cada detalhe e lugar foi escolhido para que o leitor pudesse se identificar e perceber a importância de lutar por seus projetos.
A mensagem que deixo para os leitores é a seguinte: O homem precisa entender que ele é a Natureza e a Natureza é ele. Isso por si só, basta. Anna de Andrade.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Everton Medeiros - Autor de: DEZOITO

Nome literário de Everton Medeiros da Silveira.
Natural de Porto Alegre/RS, é engenheiro e Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil. Iniciou na escrita no ano de 2000, com a elaboração de roteiro cinematográfico (gênero ficção científica) voltado ao mercado norte-americano. Em 2001, participou de diversos concursos desse gênero nos Estados Unidos, onde registrou seu primeiro roteiro de longa-metragem. Conta com diversas participações em antologias de poesia e prosa, no Brasil e em Portugal. Além da escrita, tem como hobby a astronomia, suas observações e seus registros.

Na Cabala, o número dezoito tem um significado especial e corresponde ao poder de vontade da alma. Ele é equivalente ao valor numérico da palavra hebraica Chai, que tem como significado vivo ou vida. E vida é aquilo que é dado pelo autor aos inúmeros personagens, humanos ou não, que compõem os DEZOITO contos desta variada obra.

Neste livro, o autor viaja no tempo, no espaço, e por diversos gêneros de conto. A obra inicia-se com o drama vivido por um tenente canadense na Segunda Guerra Mundial, seguindo para uma viagem de carro sobrenatural numa sexta-feira 13, e depois para o ano 3316 da Era Cristã, quando a humanidade alcançará o fim e o início de tudo. Nos contos seguintes, vemos o horror de uma nova e destrutiva guerra mundial, o drama de um órfão à espera da adoção, a descoberta das Américas pelo genovês Cristóvão Colombo com algo mais que a História não contou, o prenúncio do fim do planeta Terra, entre outros contos sobrenaturais, de ficção científica, romance, suspense, drama e comédia.


Olá Everton. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu livro é uma coletânea de dezoito contos, escritos entre 2016 e 2017, de variados gêneros, como ficção científica, guerra, suspense, sobrenatural, fantasia, drama, romance e comédia.
A maior parte dos contos foi escrita para antologias brasileiras e portuguesas. Alguns, no entanto, foram escritos especificamente para concursos literários no Brasil. Depois de ter produzido diversos contos, sendo que muitos deles foram bem recebidos por antologistas e concursos, eu decidi publicar um livro solo. Escolhi as histórias mais adequadas para um livro e entrei em contato com uma editora, cujo trabalho já era conhecido por mim.
O público para o meu livro é formado por jovens e adultos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
É muito mais fácil falar dos outros, ou do mundo, do que de nós mesmos, pois, normalmente, observamos ou percebemos o que está fora de nós e não o que está em nós. Mas, olhando para dentro, posso dizer que sou uma pessoa preocupada em não ser uma pedra no meio do caminho de ninguém (sem querer fazer alusão a Drummond, rs). Sou a favor da paz e da conversa. Primo pelo respeito ao próximo, e fico um tanto incomodado quando percebo que o próximo não tem a mesma preocupação.
Sou casado, e pai de dois meninos. Ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil desde 2006. Por ser muito curioso, tenho um grande interesse em aprender coisas novas, principalmente relacionadas aos temas que mais me atraem, como a astronomia, pela qual tenho um grande fascínio, e os demais campos das ciências naturais. Mas gosto também das ciências humanas, em especial da História, e gosto muito de assistir a documentários relacionados a essas ciências. Acho instigante saber e entender como nossa sociedade chegou onde chegou. Valorizo plenamente o papel que os educadores têm em nossa sociedade, e tenho um profundo respeito por eles. Não vejo outro caminho para o crescimento humano e evolução do corpo social, a não ser pela leitura, pelo estudo e pela pesquisa.
Gosto muito de ler um bom livro, ouvir uma boa música e assistir a um bom filme, apesar de saber que o conceito de bom é um tanto quanto relativo. Adoro espetáculos de dança e peças teatrais. Não tenho educação nas artes, apesar de ter estudado piano por algum tempo, mas admiro todas as formas de expressão artística.
Adoro escrever e não vejo este livro como o primeiro e último. Pretendo lançar no próximo ano um livro de poesias e futuramente um romance de ficção científica: gênero que muito me atrai na escrita em prosa.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida do escritor no Brasil é muito difícil. Nosso país pouco investe em cultura, sobretudo em literatura. O povo brasileiro não tem o hábito de ler e quando o faz, na maior parte dos casos, faz por obrigação e não por prazer. Escrever para um mercado que não quer ler é dificílimo. Mas quem escreve, realmente gostando do que faz, busca a realização na própria escrita e não na comercialização do seu trabalho. Por certo, aqueles que vivem da escrita, dela tentando tirar o seu sustento, salvo raras exceções, acabam enfrentando grandes dificuldades financeiras. E não é somente a baixa vendagem de livros que influencia, mas também o ínfimo ganho em cada livro vendido.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Minha esposa, também escritora, publicou pela Scortecci Editora um livro infanto-juvenil em 2016, O Mundo Exclamante, lançado na Bienal de São Paulo no mesmo ano. Foi através dela que eu conheci o trabalho, a qualidade e o profissionalismo da Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acho que nenhum escritor, em sã consciência, responderia a esta pergunta dizendo que seu livro não merece ser lido (rs). O sonho de quem publica um livro é vê-lo em outras mãos, em muitas mãos. Quando lançamos uma obra, sobretudo no início da carreira literária, desejamos que ela venda tão somente para que possa ser conhecida. Não pensamos num possível retorno financeiro, pois sabemos que esse tipo de retorno é muito difícil de se obter.
Meu livro contém contos de variados gêneros, e que procura atingir uma gama maior de leitores. São textos de fácil e rápida leitura, cuja proposta é manter o leitor preso ao longo de cada história. Alguns contos são curtos, de poucas páginas, mas outros são longos, com maior riqueza de detalhes e enredo.
Como mensagem especial, eu diria: leiam DEZOITO, pois nele encontrarão dezoito momentos de agradáveis leituras!

Obrigado pela sua participação.

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domingo, 22 de julho de 2018

Entrevista com Joéliton Sueldo Araújo - Autor de: PORTUGUÊS, NEOPORTUGUÊS BRASILEIRO E RELAÇÕES SOCIOCULTURAIS e MUNDO LITERÁRIO E RELAÇÕES SOCIOCULTURAIS

Joéliton Sueldo Araújo
Nome literário de Joéliton Sueldo Cavalcante Araújo (15/09/1975, Campina Grande - PB) é licenciado em Letras/Português (UEPB), pós-graduado em Docência na Educação Superior (Claretiano – Centro Universitário - SP), com experiência de pesquisa transdisciplinar, elaboração de material didático na Educação de Jovens e Adultos e produção poética. Também autor do livro Português, neoportuguês brasileiro e relações socioculturais (Scortecci, 2017), par dialético deste Mundo literário e relações socioculturais.



Português, Neoportuguês Brasileiro e Relações Socioculturais
Configurando análises e modelos inovadores e partindo de uma visão ampla do(s) idioma(s) e dos atos de falar, ler e escrever, este livro aprofunda certos elementos de semântica, pragmática, sintaxe, lexicologia, morfologia e fonologia. 
O leitor encontra discussões sobre a autonomia do vernáculo brasileiro, fundamentos da elaboração de textos, caracterização do artigo de opinião objetiva, retextualização resultando em carta de leitor, adjetivo e adjetivação em geral e em contos tradicionais, aplicabilidade dos estudos semânticos e pragmáticos, clivagem em geral e em textos jornalísticos e de entretenimento, versatilidade de partículas como o até, atualidade das frases de sabedoria em geral e de base latina, formulação de sequência didática, relação entre textualidade e coerência.
Espera-se que a obra sirva a estudantes, professores e outros profissionais que utilizam a língua(gem) nas suas atividades e a todas as pessoas que buscam compreender melhor os textos circulantes em variados domínios discursivos, processo que conduz essas pessoas à expansão de sua capacidade crítica e criativa.

Esta obra busca análises e modelos inovadores para os estudos literários e socioculturais, estabelecendo conceitos (como sociolúdico, resistência sociolúdica, alea semântica) e revendo outros (como antropofagia cultural, estratégia lúdico-textual, pastiche, estética da teatralidade, configuração do feminino, representação da homoafetividade, contexto, cânone literário). 
O leitor encontra discussões acerca de textos literários de autores nacionais (Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu) e estrangeiros (Florbela Espanca, Walt Whitman), além da menção a tantos outros – artistas ou não – que participam do banquete, como Mikhail Bakhtin, William Shakespeare, Augusto dos Anjos, Chico Buarque, José Craveirinha, Natsume Soseki. O capítulo final sintetiza a didática literária utilizável em toda análise literária e sócio/intercultural, escapando da crítica estritamente formalista, bem como da acentuadamente sociológica.
Deseja-se que a obra sirva tanto a estudantes, professores e profissionais que utilizam a leitura literária nas suas atividades, quanto a todas as pessoas que pretendem compreender melhor textos altamente polissêmicos, processo que tende a elevá-las em termos de criatividade e criticidade.

Olá Joéliton. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seus Livros? Como surgiu a ideia de escrevê-los e qual o público que se destina suas obras?
O livro Português, neoportuguês brasileiro e relações socioculturais trata do entendimento de assuntos linguísticos, sociolinguísticos e socioculturais, a partir de análises e modelos em torno da diversidade textual e do inter-relacionamento de sistemas idiomáticos mutuamente implicados, sobretudo dois: o que pode ser denominado Português Internacional Comum (mais evidenciado em termos de Acordo Ortográfico) e o que pode ser chamado de Neoportuguês Brasileiro (tanto nas variedades propriamente vernaculares – ou seja, aquelas usadas espontaneamente pela maioria dos brasileiros, ou pela maioria dos habitantes de acordo com a região –, quanto nas variedades formais, tão cobradas em espaços institucionais e concursos para o serviço público no país).
A obra surgiu, por um lado, da ideia de revisar e reunir trabalhos meus que foram mais bem recebidos entre docentes e discentes do setor linguístico na Licenciatura em Letras/Português, e, por outro lado, da ideia de difundir as tendências transdisciplinares desses trabalhos e o próprio termo Neoportuguês Brasileiro. Assim, os capítulos se destinam a estudantes, professores e outros profissionais que utilizam aqueles sistemas idiomáticos nas suas atividades, mas também a todas as pessoas que buscam compreender melhor os textos circulantes em variados domínios discursivos.

O livro Mundo literário e relações socioculturais trata do entendimento de assuntos literários e socioculturais, a partir de análises e modelos em torno da diversidade de gêneros literários e de autores nacionais (Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, Lygia Fagundes Telles, Caio Fernando Abreu) e estrangeiros (Florbela Espanca, Walt Whitman).
A obra surgiu, por um lado, da ideia de revisar e reunir trabalhos meus que foram mais bem recebidos entre docentes e discentes do setor literário na Licenciatura em Letras/Português, e, por outro lado, da ideia de difundir as tendências transdisciplinares desses trabalhos e as próprias obras analisadas. Assim, os capítulos se destinam a estudantes, professores e outros profissionais que utilizam a leitura literária nas suas atividades, mas também a todas as pessoas que buscam compreender melhor textos altamente polissêmicos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Tenho uma vaga lembrança de na infância ter plantado uns caroços de feijão no quintal dos meus avós maternos, mas acho que isso não conta como árvore; e não tenho, pelo menos até o momento desta entrevista, filho biológico. Então, escrever livro acabou acumulando funções, algo como plantar uma obra e ter um filho do intelecto. Antes da graduação, eu só havia publicado alguns textos em antologias, quer dizer, poemas que já integram uma obra que vislumbro algo complexa e que há de ser publicada. Mas sempre estou atento a implicações linguísticas e transdisciplinares dos textos que escrevo. Na graduação e na especialização superior, tive de lidar com questões linguísticas, literárias, educacionais e filosóficas, dentre outras.
Aliás, o livro que aqui destacamos na entrevista foi publicado quase ao mesmo tempo que outro de minha autoria (Mundo literário e relações socioculturais), que considero par dialético daquele. Outras obras devem vir nos próximos anos, com base na minha formação e em diretrizes transdisciplinares, porém não sei se muitas, pois costumo ser exigente com a qualidade dos textos e com a concepção geral que os une.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Já se disse que, com o advento da Internet, passamos a ter mais escritores que leitores, excetuando-se, claro, os leitores das próprias obras. Como a diversidade de gêneros textuais é imensa, sempre teremos leitores, por mais precários que estejam em termos de compreensão, reformulação e crítica. Se estivermos falando de leitores capazes de dialogar com e a partir de obras intelectual ou artisticamente mais complexas, então o número parece ser reduzido mesmo.
Mais sério que o problema da quantidade fica sendo o da valorização por quem poderia valorizar e não o faz. A vida do escritor em um país – aqui não adentrando em questões como sobrevivência e direitos autorais –, fica adversa nem tanto pelo número reduzido de leitores, mas quando até mesmo esse número reduzido não tem condições intelectuais para proceder à justa valorização das obras, principalmente por lacunas na formação educacional e/ou profissional, sem falar em certos arranjos mercadológicos excludentes.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Ocorre que grupos editoriais como o Scortecci vem valorizando a leitura e apoiando os autores por meio de variadas estratégias, inclusive pela organização de antologias, e assim cheguei a participar de duas delas no início do século XXI: a do primeiro concurso da Livraria Asabeça (que descobri navegando na Internet) e a Livre Pensador (que me foi ofertada por e-mail pela editora).

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Português, neoportuguês brasileiro e relações socioculturais
Como disse o filósofo Schopenhauer, todo professor acredita ser sua vocação constituir a ciência que ainda está faltando. De qualquer modo, acredito que algumas passagens demonstram certa originalidade, como o conceito de formação de bloco enunciativo por meio da adjetivação (Capítulo 5), o conceito de clivagem bidirecional (Capítulo 7), a revisão do gênero frase de sabedoria (Capítulo 9), os fundamentos de uma Sequência Didática Integradora (Capítulo 10), o estabelecimento de uma Ficha de Textualidade em função da coerência em sentido amplo (Anexo).
Aproveito para advertir que, em matéria de estudos de língua(gem), embora a base tenha passado a ser as ciências das linguagens e as pesquisas transdisciplinares, não devemos esquecer que certos gramáticos tradicionais foram importantes para o início da problematização de várias questões linguageiras e mesmo para o incentivo à leitura.

Mundo literário e relações socioculturais
Nesse outro livro, algumas passagens também demonstram certa originalidade, como nas que estabelecem os conceitos de sociolúdico, resistência sociolúdica e alea semântica (Capítulo 2); e nas que procedem a revisões dos conceitos de antropofagia cultural, estratégia lúdico-textual, pastiche, estética da teatralidade, configuração do feminino, representação da homoafetividade, contexto, cânone literário.
Aproveito para advertir que, em matéria de estudos literários, embora a base tenha passado a ser as análises dialéticas e as pesquisas transdisciplinares – abrindo o leque para literatos de classes socioeconômicas menos favorecidas –, não devemos esquecer que muitos autores ditos canônicos ou tradicionais, além de sua qualidade artístico-discursiva, foram importantes para o início da problematização de várias questões estéticas e de outras dimensões. Direta ou indiretamente, o cânone literário continua incentivando a leitura pelo mundo.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Martha Meirelles Salotti - Organizadora de: BANDEIRA SERTANEJA

Geraldo nasceu em 24/02/26 em Casa Branca, cidade do interior paulista, mas veio para a capital e trabalhou em variadas funções até se fixar como locutor de rádio e após apresentador de rádio e TV com programas essencialmente sertanejos. Durante toda a vida batalhou honestamente por suas metas que se revestiam em elevar um gênero que sofria muito preconceito por ser " música de caipira" e se viu realizado por ver essa música cair no gosto de todo o povo independente da classe social. Trabalhou na TV Record com o Canta Viola até 1991 quando se aposentou e voltou a Casa Branca para o devido descanso do guerreiro , mas mesmo lá acabou fazendo um programa de rádio na Difusora de Casa Branca. Faleceu em 05/07/2013 para grande sofrimento de sua família .

A obra conta a história do gênero Sertanejo desde seus primórdios na década de 30 até dados próximos a década de 90, quando este começou a ser aceito em todas as classes sociais, mesclando essa história narra-se fatos da vida de Geraldo Meirelles que foi ferrenho lutador por esse gênero , sendo pioneiro em programas de TV e um dos muito radialistas que apresentava os artistas sertanejos. Conta episódios variados nesta luta
Deu abertura para muitas duplas iniciarem suas carreiras em seus programas destacando-se principalmente Chitãozinho e Xororó dupla esta que teve até seu nome criado por Geraldo e muitas outras que frequentavam o Canta Viola que esteve juntamente com Cidade Sertaneja durante trinta anos no ar. Escreve sobre compositores e músicas e finaliza com dois poemas de sua autoria

Entrevista com Martha Meirelles Salotti, filha de Geraldo Meirelles. Organizadora do livro Bandeira Sertaneja.

Olá Martha. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro trata da vida e luta de Geraldo Meirelles, que batalhou incansavelmente para que as músicas sertanejas fossem reconhecidas com uma das expressões importantes da cultura popular brasileira.
Descreve programas de rádio e TV, arrola duplas, trios e cantores solo deste gênero. Cita dados importantes com a criação do Dia do Sertanejo em Aparecida do Norte criado por ele e embates com críticos da MPB que discriminavam a música sertaneja e outros fatos como o começo da carreira de Chitãozinho e Xororó.
Termina com dois dos poemas de Geraldo e um texto escrito por Martha após a sua morte.
A ideia de escrevê-lo foi de Geraldo que queria deixar registrado para as novas gerações, os primórdios deste gênero.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu atuei na Educação Publica sendo desde professora até os últimos cargos da pasta da Educação do Estado de São Paulo.
Paralelamente sempre acompanhei a carreira de meu pai, trabalhando com ele desde nova na televisão, como "Caboclinha do Rancho" para auxiliá-lo no palco e mais tarde atuando na produção dos programas.
Este livro de meu pai será o único, uma vez que ele já falecei, talvez em futuras edições eu possa acrescentar novos dados sobre sua vida, pois já estou a recebe-los de pessoas que estão sendo convidadas para o lançamento do mesmo.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Os novos leitores são formados na infância e percebo que hoje em dia muitos pais e professores não estimulam filhos e alunos a lerem.
Os pais têm maior relevância: aqueles que contam historinhas para as crianças que não sabem ler e depois quando aprendem, as presenteiam com livros interessantes são de vital importância na criação de novos leitores.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de um colega de trabalho, que editou um livro pela Scortecci, na época a internet não estava muito presente em nossas vidas.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O livro merece ser lido pois registra a história da música sertaneja, que hoje tem fãs em todas as classes sociais.
Muito obrigada.

Obrigado pela sua participação.
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