sábado, 15 de setembro de 2018

Entrevista com Lucimar Justino - Autor de: ESTRANHAMENTOS

Nasceu em Cunha (SP) em 1981. Em 2000 mudou-se para São José dos Campos (SP), onde morou até 2006, período em que serviu na Aeronáutica, no CTA. Graduou-se em Letras pela UNIVAP em 2005. Em 2007 foi nomeado Oficial de Promotoria no MP-SP e mudou-se para Embu das Artes (SP), onde morou até 2012. Casou-se em 2007. Em 2010 foi nomeado no TRT-SP, onde é servidor até hoje, e, no mesmo ano, iniciou o curso de Direito, concluído em 2014, pela USJT. Atualmente reside em Cotia, na Grande São Paulo. Tem dois filhos. Em 1998 ganhou o concurso de poesia Péricles Eugênio da Silva Ramos, em Lorena (SP), e teve o primeiro poema, “Claridade noturna”, publicado no Jornal Hoje, de Cunha. Nos anos de 2002 e 2005 participou das antologias de contos e de poesias da Univap. Em 2003 lançou Gritos de Liberdade, pela Papel & Virtual Editora. Em 2007 participou da obra coletiva Poetas de Cunha, com os poemas “Desejo de mudar o mundo”, “Pé no rabo do futuro” e “Deserto”. Mantém o blog MicroPoema. No Facebook, a página Poemócio – Lucimar Justino. Está também no Instagram: @poetalucimarjustino.

Reúne poemas escritos entre 2004 e início de 2018. Ao longo dessa uma década e meia de investigação e exercício poético, Lucimar Justino, um “lavrador de versos”, se dedica a apre(e)nder e compreender o mundo e a vida. Não é um processo fácil e talvez resulte sempre incompleto, ou melhor, eternamente em andamento. Requer disciplina para observar o que se passa de forma diferente: “viro-me do avesso e escrevo um verso”, afirma em “Avesso do Verso”, evidenciando a busca por um novo olhar sobre o que parece óbvio e natural, mas não é, e por isso mesmo é estranho, ao mesmo tempo que pode ser belo e mágico. A poesia de Lucimar é concisa e breve, o tom é descontraído e lúdico, sem resvalar para o leviano ou ligeiro. Não perde profundidade e expressa (e compartilha) o assombro do autor diante do estranhamento que lhe causa o mundo. A obra está dividida em cinco partes, ou olhares: para o outro, para si mesmo, para o mundo e suas contradições e desigualdades, para o fazer literário, para o potencial transformador de que todos devemos fazer uso e, enfim, para tudo isso ao mesmo tempo, porque a vida em plenitude pressupõe horizontes amplos e visão panorâmica. O novo olhar que nos propõe Lucimar passa por todos os sentidos, convidando-nos a experimentar, sentir, ser – viver, enfim.

Olá Lucimar. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de poesia. Está dividido em cinco partes, abrangendo poemas de amor, sobre o silêncio, o fazer poético, reflexões sobre a vida e temas diversos. É um projeto já antigo, de 2006. Mas as circunstâncias da vida e outros projetos acabaram sendo prioridade, como os concursos e o Direito. Até porque não dá para viver só de palavras e de vento. É necessário ter uma carreira e levar a escrita como um hobby. Então, a prioridade foi mesmo uma necessidade. Todavia, a escrita sempre foi uma válvula de escape e um prazer. Embora escrevendo pouco, sempre mantive ativo o blog Micropoema. No início deste ano, decidi por em prática o projeto do livro de poesia. Fiz uma seleção dos melhores poemas, de 2004 a 2018, e organizei o livro, que se destina aos amantes da poesia e de uma leitura leve e descontraída.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O sonho de ser escritor surgiu das leituras de Drummond, Monteiro Lobato, Fernando Pessoa, Cecília Meirelles, Vinícius de Moraes, João Cabral de Melo Neto e tantos outros. Isso por volta de 1997. E também de uma necessidade mesmo de expressão, já que era muito tímido e tinha mais facilidade de me expressar escrevendo. Este é meu segundo livro. O primeiro foi publicado em 2003. Tenho dois filhos, muitas árvores plantadas e dois livros. Creio que já tenha deixado minha marca no mundo (risos). E os poemas continuam brotando. Acredito que venham outros livros na sequência. Filhos, acho que já está ótimo! Vamos parar por aqui! Quanto às árvores, sempre há espaço para novas árvores e principalmente para conscientização da necessidade urgente de preservação do que já temos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ser lido é realmente um grande desafio. O Brasil tem cerca de 12 milhões de analfabetos. Dos alfabetizados, temos os que são analfabetos funcionais. Apenas 8% dos brasileiros são proficientes, ou seja, têm plenas condições de compreender e se expressar na própria língua, segundo dados de 2016 do Instituto Paulo Montenegro. E isso reflete em todas as áreas da vida de uma pessoa, não apenas na sua formação como leitor. Nossos grandes problemas são a Educação e a desigualdade social. Acredito que uma coisa reflita na outra e vice-versa. Portanto, o grande desafio do Brasil é dar uma Educação de alta qualidade para todas as pessoas. Por outro lado, as pessoas estão ativas nas redes sociais e estão lendo o tempo todo. Então, é preciso ir onde o leitor está e conquista-lo, trazê-lo para dentro do livro, mostrar como a poesia é uma coisa simples e bela, instigá-lo a penetrar no universo da literatura. Infelizmente, a necessidade de alimentar o estômago é prioridade em relação à necessidade de alimentar a alma e o espírito. É uma realidade do nosso país. Ou seja, não é nem questão de a leitura ser pouco valorizada. É questão de necessidade mesmo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Já conhecia a Editora por livros e por sua consolidação no mercado editorial. Não tive dúvidas em publicar por essa Editora. E minha experiência tem sido muito positiva. Excelente atendimento e profissionalismo, de todas as áreas. Cumprimento de prazos e trabalho detalhista. Muito bom mesmo! Estou plenamente satisfeito com o resultado final do livro e também com todo o apoio que tenho recebido da Editora após a finalização do livro, na elaboração de convites, divulgação e apoio logístico.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro expressa sentimentos que são universais. Os poemas são curtos e diretos, porém profundos. A linguagem é simples e não rebuscada. Cultivo a ideia de que se deve dizer o máximo com o mínimo de palavras. Esse é o pulo do gato da poesia, que, por excelência, é um texto aberto a interpretações. E acredito, também, que a poesia seja um caminho para a formação de leitores sensibilizados. Meu livro leva essa mensagem de paz, amor e sensibilidade ao mundo, como escrito no poema da contracapa:
O mundo não precisa de mais armas.
O mundo não precisa de mais muros.
O mundo precisa de mais amor.
O mundo precisa de mais pontes.
O mundo precisa de mais livros e poesia.

Quem se arma espera a guerra.
Quem se ama espalha o amor.
Desarme-se. Ame-se. Ame-me.

Minha mensagem final é que, em tempos de mísseis, cercas e muros, construir pontes parece impossível. Tempos difíceis, de fato, mas uma oportunidade para desafios. As palavras podem não mudar o mundo, mas tocam pessoas. E pessoas tocadas mudam o mundo.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Lucas Barreto Teixeira - Autor de: LÁGRIMAS DE SANGUE

Nasceu em agosto de 2000 na cidade do Rio de Janeiro, cenário de inspiração para diversas narrativas. Teve outros textos publicados e lança seu primeiro livro, Lágrimas de Sangue e outros contos. Desde pequeno é apaixonado por literatura clássica, cinema, música e cultura popular, de onde tira suas influências.
Em seu blog, O Caderno do Escritor, escreve análises literárias, cinematográficas e filosóficas sobre arte e sociedade.


Paixões insanas, ressentimentos conjugais, sede de guerra, exploração humana, o diálogo constante entre a razão e o sentimento – ou entre o tangível e o sensorial. Lágrimas de Sangue e outros contos é um livro sobre pessoas, em tempos históricos e locais geográficos variados, sem conexão entre si exceto pelo aparente descaso explorados em suas narrativas. Sem considerações românticas ou situações de puro épico, em cada conto os personagens são convidados a dialogar com o leitor, ilustrando de forma crua a situação em que vivem.


Olá Lucas. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro reúne onze contos sem ligação entre si exceto pela condição que move todas as personagens. A loucura humana, no sentido delirante de Dostoiévski e Quiroga, presente em todos nós, capaz de ser despertada pelo mais improvável acontecimento. Escrevendo ao público jovem e adulto, baseei grande parte das narrativas nas condições sociais vigentes, estruturando todos os contos com conceitos literários clássicos. Acredito que todos os leitores podem se conectar em algum nível nos delírios que incluí nos contos, por conta do caráter subjetivo dos mesmos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Ser um escritor sempre e será um grande objetivo em minha vida. Escrevendo desde cedo, lendo muito e estudando sobre o mundo literário - tanto clássico quanto contemporâneo -, acredito que Lágrimas de Sangue é apenas um primeiro passo da carreira que tanto almejo. Enquanto planejo lançamentos no Rio de Janeiro - minha cidade -, em escolas, livrarias e afins, também penso nos próximos projetos, tanto na escrita de contos quanto no amadurecimento de minha escrita para escrever romances.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acredito que pior que um escritor no Brasil, é ser um leitor no Brasil. Faltam incentivos à leitura, e os poucos aventureiros que ainda insistem na atividade de ler sofrem discriminação. Faço um paralelo com O triste fim de Policarpo Quaresma, quando o ufanista patriótico é julgado louco e insano por conta de seus hábitos de leitura. É claro que precisamos formar novos leitores, mas antes precisamos atender à demanda atual. Como escritor, na verdade, fico muito feliz de ver a resistência" lendo e aprovando meu livro, isso já é muito gratificante para mim.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Quando decidi publicar o livro, pesquisei muito sobre o mercado, comparando várias editoras e analisando o custo-benefício. Ao me deparar com a Scortecci, logo conclui que era uma editor profissional, séria e com uma excelente qualidade de produtos no mercado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acredito que a temática de Lágrimas de Sangue abrange a todos, em um nível muito pessoal e subjetivo. É impossível dizer qual é o sentimento que eu espero despertar nos leitores, porque o objetivo do livro é exatamente indagar e atacar a loucura em um nível muito íntimo. Tanto que em cada conto mudo o cenário, as personagens, o período histórico... tudo para abranger o máximo possível e causar um efeito cada vez mais intenso. No entanto, se existe uma mensagem central no livro, acredito que seja algo relacionado com a invisibilidade social, por conta do descaso social dos agentes de nosso cotidiano. Marginalizando os ditos como loucos, acredito que marginalizamos a nós mesmos.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Paulo Eugênio Mendonça de Anunciação - Autor de: PLANETA EXPERIMENTAL

Paulo Eugênio – graduado em Física pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Geociências (Geodésia) pela mesma Universidade.
Aposentou-se como Professor Adjunto na Universidade Estadual de Maringá, onde exerceu as funções de Coordenador de pós-graduação Especialização em Ensino de Física, Chefe do Departamento de Física e Membro do Conselho Universitário. Foi consultor de Física Aplicada para várias empresas nacionais e estrangeiras.


Este ensaio é uma cosmovisão sobre a nossa realidade, para nos ajudar a entender melhor o enigma da existência humana – mistério que envolve conhecimentos integrados das Ciências Humanas e das Ciências Naturais.
De maneira provocadora e honesta, ele usa argumentos científicos, mas não é um texto de Ciência; usa argumentos filosóficos, mas não é um texto de Filosofia; usa argumentos teológicos, mas não é um texto de Teologia – por isso, é um texto holístico. 
Não de ficção científica nem de divulgação científica, mas sim, um ensaio cuja cosmovisão poucos da área acadêmica ousam abordar, no entanto, aqui pode estar a chave para o entendimento do significado da nossa existência.

Olá Paulo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Do que trata?
Este ensaio é uma cosmovisão sobre a nossa realidade, para nos ajudar a entender melhor o enigma da existência humana – mistério que envolve conhecimentos integrados das Ciências Humanas e das Ciências Naturais.
De maneira provocadora e honesta, ele usa argumentos científicos, mas não é um texto de Ciência; usa argumentos filosóficos, mas não é um texto de Filosofia; usa argumentos teológicos, mas não é um texto de Teologia – por isso, é um texto holístico. 
Não de ficção científica nem de divulgação científica, mas sim, um ensaio cuja cosmovisão poucos da área acadêmica ousam abordar, por isso, ousamos apresentar esta nossa contribuição para o entendimento do significado da nossa existência.


Como surgiu a ideia de escrevê-lo?
Como profissional da área de Ciência, sempre percebi que existe uma lógica misteriosa não só por trás dos eventos naturais em nosso Planeta, mas também na estrutura do Planeta e do próprio Universo; uma lógica misteriosa que pode esconder o verdadeiro sentido da vida.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou graduado em Física pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduado em Geociências (Geodésia) pela mesma Universidade. Sou apaixonado pela Natureza, por isso me dediquei ao estudo da Geociência. 
Estou aposentado como Professor Adjunto na Universidade Estadual de Maringá, onde exerci as funções de Coordenador de pós-graduação Especialização em Ensino de Física, Chefe do Departamento de Física e Membro do Conselho Universitário. Com a verve inata de professor, me dediquei mais ao ensino de Física Aplicada. E, por muitos anos, também me dediquei como Consultor de Física Aplicada para várias empresas nacionais e estrangeiras.
Nesta linha de cosmovisão PLANETA EXPERIMENTAL é meu segundo livro; o primeiro foi EXISTE ALGUÉM LÁ FORA DO UNIVERSO. Escrevi outros livros técnicos, na área de física aplicada na Meteorologia e ao Agronegócio.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu sempre brinco com meus leitores: Escritor no Brasil só é reconhecido quando morre... e olhe lá!
Um dos grandes problemas do ensino em nosso país, de um modo geral, e no ensino universitário em particular, é que não se ensina os alunos a 'ler e interpretar textos'. Tive várias dificuldades com alunos egressos de 'cursinho', que chegam à Universidade 'viciados em realizar provas de múltiplas escolhas'- simplesmente não aprenderam a analisar um texto e muito menos a raciocinar sobre os temas apresentados em textos científicos.
Um outro problema para o relacionamento entre escritor-leitor, é o alto custo dos livros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Quando eu escrevo um livro, é como se eu estivesse criando um projeto bem pessoal, como quem cria um filho ou planta uma árvore especial. Já criei três filhos (que me deram quatro netos); também plantei várias árvores, quando morava na casa de meu pai e também na minha. Então, quando escrevo meus livros, eu procuro uma editora com muito cuidado, procurando entender a proposta dela para ver se se encaixa com a minha. Foi assim que encontrei a Scortecci – navegando na Internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Merece ser lido, porque apresenta uma cosmovisão sobre a nossa realidade, para nos ajudar a entender melhor o enigma da existência humana – mistério que envolve conhecimentos integrados das Ciências Humanas e das Ciências Naturais.
Ele usa argumentos científicos, mas não é um texto de Ciência; usa argumentos filosóficos, mas não é um texto de Filosofia; usa argumentos teológicos, mas não é um texto de Teologia – por isso, é um texto holístico. 
Não é um texto de ficção científica nem de divulgação científica, mas sim, um ensaio cuja cosmovisão poucos da área acadêmica ousam abordar, no entanto, aqui pode estar a chave para o entendimento do significado da nossa existência.
É um texto provocativo, mas cientificamente honesto. Que o leitor mesmo tire suas próprias conclusões!


Obrigado pela sua participação.

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Entrevista com Ítalo Anderson - Autor de: PÁSSAROS PRETOS

É o nome literário de Ítalo Anderson Lopes Pinheiro Clarindo.
Nasceu em 13 de dezembro de 1993, natural de Fortaleza, onde frequentou cursos nas áreas de Artes e Literatura. Aos 19 anos, passou a viver em São Paulo. É autor dos livros de poesia Gaveta Aberta (Rio de Janeiro: Futurarte poesias), Pelo Ralo e Pássaros Pretos (São Paulo: Scortecci), além de membro da The International Association of Art- IAA / AIAP, L'Association Internationale des Arts Plastiques-UNESCO.



É o terceiro livro de Ítalo Anderson. Reúne trinta poemas curtos, resultados da intenção do poeta em explorar uma criação mais concisa. Em palavras dotadas de simplicidade e talento, moram uma forte essência e diversos significados. São como o voo de uma passarinhada: rápidos, cheios de vida, cheios de ritmo e em perfeita sintonia.






Olá Ítalo. É um prazer contar novamente com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro surgiu quando comecei a explorar poemas menores. Quis trazer uma simplicidade com grandes significados.
Ele se destina a todos, de qualquer faixa etária ou momento de vida. Cada um traz um pouco de si para a leitura.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Pássaros Pretos é o meu terceiro livro de poemas. Também tive outros trabalhos no mundo das letras e da cultura em geral, mas gostaria de ressaltar o projeto Conversas Poéticas que realizo junto ao Museu da Energia de São Paulo. Nele, sempre recebo convidados para um diálogo sobre a relação do gênero Poesia em diferentes contextos.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sempre digo que autores brasileiros, ao publicar, automaticamente têm um compromisso com a formação de leitores. No caso da Poesia, é um processo ainda mais longo - pois nem todos os leitores são adeptos ao gênero.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Publiquei o livro Pelo Ralo: Poesias que se foram no ano de 2016.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Gostaria de convidar a todos e pedir que sempre separem alguns poucos minutos do dia para a leitura, seja qual for o gênero.
Quanto ao livro Pássaros Pretos, pode ser lido inteiramente de uma só vez, ou alguém pode apenas abrir em uma página aleatória e apreciar um tímido poema isoladamente.

Obrigado a todos os leitores do blog.

Obrigado pela sua participação.

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domingo, 9 de setembro de 2018

Entrevista com Alessandro Alves de Souza - Autor de: O PEQUENO NIQUE

Alessandro Alves de Souza
37 anos pedagogo. Participou da antologia poética do Círculo Palmarino "dez anos de resistência". Atualmente mora em Taboão da Serra com a esposa a filha.








O pequeno Nique
Uma paisagem linda, com pássaros, árvores, pessoas e crianças. Um belo lago completa a paisagem. Mas algo de estranho começa a acontecer. Pessoas e crianças já não completam aquela paisagem, árvores já não ocupam o lugar de antes e estão dando lugar a grandes construções. O lago não tem mais beleza e sua água já não é tão limpa, o que significa que alguns animais que ali viviam não poderão mais viver.






Olá Alessandro. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu trato da questão do meio ambiente; sobre a preservação das águas, das plantas, dos rios e de como é triste, muito triste perder o único lugar onde se vive, para dar lugar a grandes construções. Assim acontece com a personagem do livro. A princípio a ideia não era essa, nem passava pela minha cabeça escrever sobre esse assunto, mas em um momento de inspiração me veio tudo de uma só vez. O público alvo são as crianças de até 12 anos de idade, pra que possam ter desde cedo a preocupação de cuidar do nosso meio ambiente, de não jogar lixo em qualquer lugar, de orientar quem faz o contrário e poder preservar o meio ambiente para as próximas gerações.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Bem, e esse não será o último livro, virão outros por aí. Já tenho um outro praticamente pronto, também com um tema interessante, voltado para o público infantil, mas você pode se perguntar: só para esse público alvo? Só crianças? Bem, eu sou pedagogo e quero muito despertar na criança desde cedo, um gosto pela arte, pelo cuidado com o meio ambiente, com os animais, com as plantas e por enquanto estou seguindo essa linha. Mas também sou poeta, também escrevo contos e estou trabalhando em um romance. Foi um sonho realizado também. Já tenho uma filha, já escrevi um livro e também já plantei uma árvore, só não sei se ela cresceu.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de um escritor aqui no Brasil realmente não é fácil. É como fazer óculos para quem não enxerga. Embora digam que a partir da invenção do sistema de impressão de Gutenberg, avançamos muito na leitura, embora para a época fosse realmente atrativo, hoje parece que as pessoas esqueceram de que aprenderam a ler e que por tanto elas podem fazer uso do que aprenderam. Não basta apenas se alfabetizar é preciso fazer uso do que aprenderam e isso nos daria mais prazer para escrever, porque teria quem ler.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo por meio de um amigo que tem livro publicado com a Editora, Marcos Silva, também poeta. Ele me falou da editora e aí fui conhecer e... Já tenho o meu primeiro livro publicado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim claro. Como disse antes trata da questão do meio ambiente algo que hoje está nos preocupando muito e que temos que tomar as iniciativas para melhorar e isso pode começar com elas... as crianças. Minha mensagem para os leitores é: vamos juntos cuidar do nosso meio ambiente, vamos preservar o que ainda existe para que as próximas gerações também possam usar tudo o que hoje usamos da natureza!.

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Entrevista com Lumar - Autor de: COLEÇÃO CENAS OBSCENAS - LIVRO I - A DANADINHA

Nome literário de Luiz Marcelo Bicalho Simões.
Vigia Portuário e Aposentado. Escritor na OGMO / INSS / Editora Scortecci
Obras do autor:
2001 - Casal OK / Scortecci
2016 - Ele, o Deus Existe / Scortecci
2018 - Coleção Cenas Obscenas - Livro 1 - A Danadinha




O livro trata da abordagem sexual. De uma forma exclusiva. Aonde uma mania sobressai. Trazendo uma realidade que existe neste século. As ruas, e o aconchego da residência. Dois mundos divididos. E que trazem essa mania do marido. Em escrever um diário sobre as peripécias de sua mulher. E sobre a própria realidade. Sobre essas manias peculiares o marido exige que sua esposa faça sexo. Com quer que seja. em que maneira quiser. Trata-se do casamento participativo de um casal. E de uma maneira diferente de ver a vida. Mas que é tão comum nos nossos dias. Aonde o casual passa a conviver com as pessoas em seu dia a dia. O sexo extravasa e se multiplica em muitas formas. Mas focando no interesse do marido em ver sua esposa na companhia de outros machos. São quatro historinhas diferentes. Cada uma de um jeito louco de ver o mundo. Lumar.

Olá Lumar. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é sobre uma menina. Uma mulher que muda de São Paulo para Santos. Conhece um cara que acaba sendo seu marido. O Marido tem uma mania moderna. Uma mania dos tempos modernos. Gosta de ver a mulher transando com outros homens. E disso a mulher tira proveito para extorquir dinheiro do cara. Essa ação bilateral não termina nunca. Em todos os momentos algo faz girar em torno do sexo. E dos elogios à mulher do homem corno. Que incentiva a esposa a procurar outros homens. A comunicação entre eles é feita através do celular. Com filmes, vídeos e mídias dela transando com outros homens nas mais variadas situações.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O meu projeto literário começou muito cedo. E essa ideia de escrever um livro foi amadurecendo. Em 2001 editei o meu primeiro livro. Na Editora Scortecci. O Seu João aceitou publicar na hora. O título é Casal OK. O Casal OK fala do militarismo, do terrorismo brasileiro, de sexo entre o casal. Já abordando essa mania do parceiro aceitar ser traído sexualmente pela parceira. O meu segundo livro demorou quinze anos para ser editado. Isso só aconteceu em 2016. O título é Ele, o Deus Existe. Esse livro aborda um assunto tabu. E apresenta uma nova visão filosófica sobre o aparecimento do Universo, da vida, de Deus, da Terra e dos seres humanos. Entre outros assuntos aborda a questão da alma e do espírito. A educação, o ensino e a cultura. E o terceiro livro é A Danadinha, de 2018. Lançado na Bienal do Livro.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho o seguinte. Vamos falar de futebol e de literatura. A paixão pelo futebol. Milhões de admiradores. O futebol apesar de ser manipulado por interesses estranhos é uma atividade econômica importante para o Brasil. Através do futebol cadeias de televisão transmitem o assunto até a exaustão. Por que os jogadores se esmeram em querer ganhar e fazer o melhor em campo. A literatura para mim é vista da mesma maneira que o futebol. Os escritores precisam fazer o melhor de si para chamar a atenção das pessoas. Procurar transmitir assuntos interessantes para transformar a literatura em uma paixão. Alavancando essa atividade econômica. Apesar da concorrência ser grande. Eu me esforço em popularizar o assunto. Quero que a literatura seja valorizada. Não me importa ficar sem vender ou divulgar minhas obras. Mesmo sendo péssimas ou ruins eu vou lutar para popularizar a literatura por todo o Brasil. Só não sei quando.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu cheguei na Scortecci Editora em 2001. Com um disquete embaixo do braço. Naquela data éramos atendidos diretamente pelo Doutor João Scortecci. Que muito simpaticamente aceitou publicar meu livro. Meus temas são polêmicos. E minhas posições são provocativas. Mesmo assim o Seu João não se importou com o conteúdo. Sinceramente achei que seria censurado. Mas a obra saiu. Foram editados 500 exemplares. Eu não me importo de bancar minhas obras. Me esforço, edito e depois distribuo para quem se interessar. O meu projeto é transformar meus livros em E-Book. e até nisso encontro respaldo na Scortecci Editora. Espero conseguir vender muitos livros e me transformar em um escritor respeitado no meio editorial.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
No meu primeiro livro ensino aos jovens como foi o período militar. Não sou professor. Apenas escrevo e por isso sou escritor. Talvez meu papel seja o de ensinar os professores. Assim acredito. O meu segundo livro Ele, o Deus Existe começa no capítulo I ensinando de onde vem o Universo. Fala dos vegetais como forma de domínio do mundo de então. No Capítulo II esse domínio é exercido pelos dinossauros em detalhes. No Capítulo II escrevo sobre a humanidade como portadora da alma. Suas conquistas e como chegou aos dias de hoje. No Capítulo IV mostro o homem em seu estado presente e ensino como se portar para o futuro. E o que acontecerá se o homem não alterar sua conduta. No meu terceiro livro faço um romance sobre manias humanas. Nada do que se encontra em casa, no lar, na residência e na família. Um tipo de ser que desvirtua qualquer mandato de bem viver..

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Entrevista com Silvana Guida Rodrigues - Autora de: A VIDA POR 1 PONTO DE VISTA

Nasceu São Paulo, em maio de 1958, e com seis meses foi diagnosticada com Retinose Pigmentar, doença progressiva e degenerativa, da retina.
Com menos de 40% do campo visual, cegueira noturna e miopia, conseguiu formar-se em Arquitetura, e cinco anos depois, em Administração de Hotéis.
Atuou como arquiteta por mais de 14 anos, mas com a queda da visão, precisou buscar outros caminhos, o que não a privou de continuar realizando-se profissionalmente, pois sempre tirou o melhor de cada escolha.
Escrever e ministrar palestras, são atualmente, suas maiores realizações.

Histórias e crônicas de uma deficiente visual, portadora de Retinosse Pigmentar, doença degenerativa e progressiva, contadas de forma emocionante e divertida, de como encarou seus desafios.








Olá Silvana. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Sempre gostei de escrever, textos, cartas para meus amigos... E duas amigas de infância, sempre acharam que eu deveria escrever um livro. Mas, não me sentia inspirada para criar histórias, personagens... Mas, quando descobri que estava apenas com 1% de visão, uma destas amigas me deu a ideia de escrever minhas experiências, como deficiente visual, que eu contava para todos, de maneira leve e divertida.
Gostei da ideia e comecei a escrever o livro, porém, achando que seria apenas um meio de não entrar em depressão. Quando esta amiga me disse que meu livro poderia dar um exemplo de superação e estímulos para as pessoas, encontrei o verdadeiro motivo para ir em frente.
Depois de publicado, percebi que o livro é também um entretenimento divertido para um público geral, inclusive, como leitura de bordo, em viagens, pois são histórias fechadas e independentes.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sempre fui muito falante e comunicativa, por isso, quando fui convidada a dar palestras, achei uma ideia bem interessante. Fiz alguns Workshops para me preparar, e assim, divulgo meu livro.
Quando comecei a escrever, achei que seria uma obra única, por se tratar da minha vida como deficiente visual, mas depois, percebi que tinha histórias de viagens, da minha cachorrinha, Kleine, por isso, já tenho alguns esboços de pelo menos, dois livros.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Essa realidade brasileira, me entristece muito, mas, como sou uma otimista inata, tenho esperanças de que isso mude, com a chegada dos e-books, que atraem o público jovem.
Fiquei feliz, também, outro dia quando estava na livraria que lançou meu livro, aqui em Poá, que entrou um grupo de jovens, encantados com o lugar, e dizendo que iriam se tornar frequentadores. Muito interessados em vários estilos de leitura.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Como foi em 2012, não me lembro bem, mas acho que foi pelo Google, quando comecei a pensar em pedir orçamentos para a publicação do meu livro.
À parir daí, comecei a receber notícias da editora por e-mail, e quando resolvi publicar meu livro, pedi um orçamento atualizado.
Naquela época, eu morava em São Paulo, mas, quando voltei a morar em Poá, encontrei vários anjos que, não só me incentivaram a publicar meu livro, como me ajudaram para que meu livro saísse da gaveta. Programei que ele seria lançado em dois meses, no Dia Internacional da Mulher/2018. E deu tudo certo!

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sem falsa modéstia, acredito que sim, porque minhas histórias servem de alerta para todos, que no cotidiano tão atribulado, esquecem de quanto são privilegiados com saúde, amor, oportunidades...
Acho que meu livro, ajuda o leitor a perceber o quanto ele é, ou pode ser feliz e realizado. Basta querer. E isso é fácil!

Obrigado pela sua participação.
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