quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Entrevista com Tiê da Mata - Autor de: GUAPORÉ

Nome literário de Eurico Cabral de Oliveira Filho.
Foi um moleque magrelo, franzino e asmático que perambulava pelos rios e matas do interior de S. Paulo interessado em todo tipo de bichos e plantas. Formou-se em História Natural e dedicou sua vida ao estudo das algas marinhas. Aposentado, tenta não incomodar os parentes e aspira se tornar um cidadão sustentável, embora saiba que isso é impossível. Gosta de botânica, mergulhar, descer rios em canoas a remos e literatura.




O cenário é a barranca do rio Guaporé, fronteira com a Bolívia, local ermo, onde “um homem pode virar bicho”, disse uma vez, Tião, personagem principal. A estória, baseada em fatos reais, é contada por um naturalista que desceu o rio Guaporé em uma canoa a remo. Trata dos conflitos e sensação de culpa de um pai que comete incesto com a filha após ser abandonado pela mulher. A prosa, em linguagem quase poética, descreve a visão de um naturalista sobre o rio, sua paixão por canoagem, as estórias que ouviu em sua viagem solitária e seus próprios conflitos.


Olá Eurico. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Paisagens de uma viagem de canoa ao longo do rio Guaporé incluindo o mistério de um incesto e o tormento de um pai, retirante miserável, escravizado a vida toda que, de repente, como um rio espremido pelas margens extravasa em acesso de fúria. A novela, baseada em fatos reais vividos por um dos personagens, é narrada ora por antigo companheiro de infortúnio, ora por um canoeiro que passou pelo local dos acontecimentos.
O autor tem perfil talhado para tratar da temática do livro: formado em História Natural, apaixonado por canoagem, percorreu vários rios do Brasil em canoas a remo. Novela à moda antiga para ser apreciada por pessoas comuns que gostam de paisagens naturais e leem por diletantismo. O autor procura envolver o leitor com um enredo simples permeado por informações sobre a vida em contato com a natureza, em linguajar poético, rico em detalhes do quotidiano da expedição de um canoeiro no rio Guaporé,fronteira da Bolívia. Relata personagens que conheceu, estórias que ouviu, enquanto filosofa sobre sua vida em busca de seu eu, trazendo evocações líricas da vida de pessoas simples que sabemos que existem mas das quais não nos damos conta.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Escrevi livros técnico de relativo sucesso publicados no Brasil e no exterior, um deles na Suécia (em inglês, of course). De ficção um livro de contos (custeado por mim) e um com relatos de expedições em canoas. Tive contos e crônicas premiados pela APL. Dependendo da acolhida de “Guaporé” trabalharei em outras obras de ficção que estão na gaveta.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O problema não é escrever, mas encontrar leitores. Um escritor desconhecido e sem um padrinho não tem a mínima chance de encontrar uma editora, a não ser custeando a publicação, o que é caro. Fica o autor com o dilema – arcar integralmente com os custos e presentear a obra ou passar pelo dissabor de convencer amigos e parentes a pagar o custo da edição.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Por uma amiga.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Acho que pode agradar alguns leitores de espírito aventureiro e que valorizam a vida em isolamento do tumulto urbano, entendem a história natural das paisagens fluviais, conversam com as plantas. É baseado em experiências reais em uma expedição solitária em canoa a remo, e foi escrito com o intuito de compartilhar vivências. 
Ficarei feliz em ouvir comentários, críticas e sugestões.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Maria Lúcia Souza Castro - Autor de: PRÁTICAS DE LETRAMENTOS

Maria Lúcia Souza Castro
Professora Plena de Língua Portuguesa da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, lotada no Departamento de Ciências Humanas – DCH/Campus V, Santo Antônio de Jesus, Bahia. Doutora em Linguística Teórica e Aplicada pelo Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia – UFBA (2003), onde também concluiu os cursos de Mestrado (1996), Bacharelado (1993) e Licenciatura (1992) em Língua Portuguesa. É, ainda, especialista em Educação Especial Inclusiva (ACEB, 2014). 
Fundadora do Grupo de Pesquisa “Múltiplas Linguagens: estudo, ensino e formação docente”, do qual foi Líder desde sua criação, em março.2003, até fevereiro.2016.
Executa Projeto de Pesquisa e de Extensão na área do Ensino de Língua Portuguesa no DCH/Campus V – UNEB desde 2003. Seus interesses de pesquisa incluem estudos em Sociolinguística, Dialetologia, Análise do Discurso, Letramentos e em Ensino de Língua Portuguesa.
Seu Projeto de Estágio Pós-Doutoral, intitulado “Práticas de Letramentos: reinventando o ensino de Língua Portuguesa”, foi executado no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade de Brasília – PPGL

Esta publicação resulta de vários anos de pesquisa e de prática docente no ensino de Língua Portuguesa em curso de Licenciatura na Universidade do Estado da Bahia – UNEB. A oportunidade de concretizá-la se apresentou com a execução do Projeto de Estágio Pós-Doutoral executado no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade de Brasília – PPGL/UnB, sob a supervisão da Profa. Dra. Stella Maris Bortoni-Ricardo. 
Trata-se de uma obra que reflete nossas atividades em componentes curriculares que visam à ampliação da competência leitora e escritora dos estudantes, isto é, que contemplam práticas de letramentos. Nela, apresentamos algumas propostas de letramentos que integram conteúdos de Língua Portuguesa e de Literatura e têm o propósito de auxiliar o(a)s colegas professore(a)s na tarefa sempre árdua de planejar e executar atividades que abranjam os conteúdos dessas duas áreas tão estreitamente relacionadas. 
As propostas inscritas nesta obra são apresentadas como sugestões, não se intentando oferecer fórmulas prontas, devendo elas, portanto, sofrerem intervenções conforme a realidade de cada sala de aula, de cada escola, de cada docente. Elegemos a literatura como mote para alcançar o objetivo de promover a ampliação do nível de letramento dos estudantes por entendermos que os textos literários, além de propiciar diversão, prazer com a sua leitura, refletem o mundo no qual são produzidos. A obra literária também promove a reflexão e desperta a consciência dos leitores sobre as ações e omissões de que são partícipes e pode conduzir os indivíduos a agirem como cidadãos atuantes e transformadores da realidade circundante de maneira prazerosa. Essa possibilidade se afina com as necessárias práticas leitoras e escritoras a serem implementadas pela escola, já que as ações e os eventos de letramentos precisam incluir, da maneira mais ampla possível, os variados gêneros textuais produzidos nas diversas instâncias sociais. 
Como se faz necessário basear as práticas docentes em fundamentação teórica sólida, elegemos diversos estudos que discutem e definem o letramento como prática social e embasam as propostas de letramentos apresentadas. Ressaltamos, do mesmo modo, abordagens sobre a necessidade de observar, em ações de letramentos, a interdisciplinaridade Língua e Literatura. Consideramos, ainda, discussões sobre letramentos em sua relação com o ensino da disciplina Língua Portuguesa, abarcando os conteúdos de Literatura. Portanto, trazemos para a nossa obra o espírito investigativo de autores como Street, Gee, Bartlett, Kleiman, Soares, Rojo, Freire, Moita Lopes, Geraldi, Cândido, Calvino, Cosson, dentre outros. São eles, ao lado da nossa experiência docente e de pesquisadora, que orientaram a elaboração das propostas de letramentos aqui ofertadas a(o)s colegas professore(a)s. Esperamos que essa nossa pequena contribuição possa, deveras, contribuir na efetivação de práticas de letramentos bastante produtivas na Educação Básica.

Olá Maria Lúcia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A obra coroa anos de pesquisas sobre o ensino de Língua Portuguesa no ensino superior e na Educação Básica. Mais de vinte anos de atuação no Curso de Licenciatura em Letras, convivendo com as aflições de alunos e professores da Educação Básica, impeliram-me a produzir este livro que se destina exatamente a essa clientela, pois reúne reflexões sobre o ensino de leitura e de escrita e oferece propostas de práticas de letramentos que visam a contribuir para a melhoria da qualidade do ensino da disciplina Língua Portuguesa em nossas escolas.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
A atuação acadêmica nos exige produção constante sobre nossas pesquisas e nossas experiências docentes. Por conta da atuação como pesquisadora e professora no ensino superior, publiquei diversos artigos e organizei dois livros em parceria com colegas professoras. Esse livro, como dito inicialmente, representa o coroamento das pesquisas que executei e da minha vida acadêmica. Já tive uma filha, plantei algumas árvores e publiquei minhas produções acadêmicas. Doravante, pretendo dedicar-me a produzir textos literários (alguns já prontinhos, ansiando pelo prelo) e continuar a elaboração de propostas de práticas de letramentos destinadas aos colegas professores e a alunos da disciplina Língua Portuguesa na Educação Básica.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Passeio rotineiramente pelo Universo acadêmico. Nesse Universo, forçosamente, as reflexões sobre a relação teoria e prática baseiam-se em leituras constantes e variadas. Então, não se há de dizer que convivemos com poucos leitores na Universidade. Por outro lado, carecemos de leitores literários, sim, em todo o País, conforme indicam as nossas próprias pesquisas. Os escritores que teimam em sobreviver dos seus escritos ainda têm muita poeira a comer antes de alcançar esse intento, privilégio de poucos. Essa é uma vida dura, porém prazerosa. E é a partir do prazer de escrever que, acredito, podemos conquistar novos leitores.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pesquisando na Internet. E recebi mensagens da Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Certamente que merece. Trata-se de uma coletânea de propostas de letramentos, além das reflexões teóricas sobre o assunto, elaboradas especialmente para auxiliar os professores de Língua Portuguesa na sempre árdua tarefa de formar leitores e escritores competentes. Focadas na estreita relação língua e literatura, as propostas são motivadas por textos literários. Sendo o letramento literário o mote para as atividades de leitura e escrita na Educação Básica, o livro pretende auxiliar aos colegas docentes a executar suas aulas de maneira prazerosa. Ofereço essas propostas impelida pelo desejo de contribuir para a melhoria do ensino da disciplina Língua Portuguesa, como também pela satisfação de saber que, assim como aconteceu nas minhas práticas, certamente as turmas se envolverão com as atividades e se reconhecerão melhores leitores e escritores após essa experiência.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Iranilton Lombardi Campos - Autor de: O QUE É A MULHER?

Iranilton Lombardi Campos
Nasceu no bairro do Cambuci (SP), em 1956. É bacharel em Ciências Econômicas, professor de futsal, autor do livro A criança no futsal, casado e pai de três filhos.








Apesar de o título deste livro se iniciar com “O que é”, ele não deve ser entendido como a objetificação da mulher. “O que é a mulher?” é uma pergunta sutil que o autor se fez (motivado pela admiração) e ele mesmo ousou dar várias respostas. Aventurar-se no universo feminino em expansão, aquecido pela questão de gênero, não significou para ele uma viagem de riscos; e sim de registros.
A mulher é...
Mãe; esposa; amante. (Registrando a opção)
Namorada; beijo; sexo. (O entusiasmo) 
Brasileira; estrela; ouro. (O brio)
Toque; prazer; vício. (A polêmica)
Precioso projeto; o gene da excelência; arte em vida. (O óbvio)
Desconsiderando os devaneios do autor inseridos em alguns textos, Respeito e Gratidão talvez merecessem um destaque maior no sumário; porque eles sintetizam o real objetivo do autor com este livro. Olhar as mulheres com outros olhos e principalmente agradecer a elas (desde a mulher que deu a vida ao homem até a mulher que vai segurar as suas mãos em seu momento final) é o meu reconhecimento. Espero que isso motive o seu interesse pela leitura e que ao conferir lhe traga alguns momentos de felicidade.
Felicidade a mulher também é!

Olá Iranilton. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Este livro é uma a viagem do autor pelo universo feminino. Suas narrativas foram baseadas em anos de observação do cotidiano das mulheres brasileiras, desde episódios de submissão até suas conquistas mais recentes (considerando também os devaneios do autor em alguns textos). A ideia de escrever esse livro ainda é um mistério, provavelmente motivado pela nova admiração que a mulher moderna vem despertando nos homens; e não somente por gerar vidas! “O que é a mulher?” é uma obra desafiadora porque foi escrita por um homem e inovadora porque não se destina apenas para um público específico.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é o meu segundo livro. “A criança no futsal” é o primeiro. Trata-se de uma edição independente que descreve os caminhos que as crianças, entre 5 e 18 anos de idade, percorrerão nesse esporte. Quando reescrevi em 2009, pensei que jamais faria outro.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor em um Brasil com poucos leitores não é apaixonante e tão pouco gratificante. Um trecho do meu livro: “Quando eu estava na sétima série escolar, havia aulas de música e de filosofia. Se hoje nas escolas, além dessas duas aulas, tivesse também a poesia, rica seria a redação do jovem brasileiro e mais valorizados seriam nossos futuros escritores.” (Consequentemente, maior o número de leitores.).

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Fiquei sabendo da Scortecci Editora através de um livro que ganhei de um amigo. Depois, fui pesquisar o site e mais tarde correr duas vezes para o abraço. Primeiro, por mais um sonho realizado. Segundo, pela competência dessa editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O que é a mulher?” é um livro que merece ser lido e presenteado porque é originalmente brasileiro e com uma escrita criativa. Iniciar o título com “O que é” não significa a objetificação da mulher e, ao inserir a palavra “mulher” nesta frase, a tornou mais bela e ainda mais instigante. Quanto ao ponto de interrogação, a resposta está ao alcance de suas mãos!

Obrigado pela sua participação.
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sábado, 3 de novembro de 2018

Entrevista com José Adriano Alves - Autor de: QUASE POESIA, TALVEZ ABISMO

José Adriano Alves
É pernambucano e reside no Rio de Janeiro. Autor de 4 livros de poesias, é doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ. o autor obteve prêmios em concursos literários e agora está lançando seu quarto livro de poesias "Quase poesia talvez abismo" pela editora Scortecci.



É um livro de poesias que lança um olhar reflexivo e com uma certa melancolia, mas sem ser pessimista, sobre a vida, o próprio fazer literário e sobre o ser/estar no mundo. Numa dicção lírica e reflexiva com um viés crítico social, os poemas desse livro propõem uma reflexão sobre a sociedade, a literatura e a memória.






Olá José Adriano. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é uma reflexão sobre a vida e o ser/estar no mundo, através de um olhar poético que trabalha a memória e as relações humanas, sobretudo tendo um olhar que reflete sobre o próprio fazer literário, às vezes tocando num viés lírico e até certo ponto com uma certa melancolia mas sem cair no pessimismo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
"Quase poesia talvez abismo" é o meu quarto livro de poesias. Todos tiveram excelente aceitação de público e crítica, bem como foram destaques em concursos literários. Sou professor doutor em Literatura Brasileira e tenho um compromisso com a literatura tanto de divulgá-la quanto exercer o papel de escritor que preza por levar uma poesia de qualidade e que fuja do lugar comum, tentando captar a alma humana e o viver em sociedade.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Ser escritor no Brasil de fato é algo muito delicado. Em geral temos que ter uma profissão já sedimentada pois é muito difícil ganhar dinheiro escrevendo livros, sobretudo de poesias. Por outro lado, a quantidade de leitores é pequena e muitas vezes mal formada, o que acarreta numa concentração ou predominância da chamada literatura de auto-ajuda ou dos clássicos, não tendo espaço para leitores jovens que fazem uma literatura mais refinada. Consequentemente, escrever livros vira um verdadeiro sacerdócio diante do atual cenário brasileiro.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A editora Scortecci foi uma grata surpresa para mim, travei contato com ela através da internet. De início, tive um certo receio mas o trabalho foi tão bem feito que esse é o segundo livro que público pela Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Quem procura uma literatura que prima na busca pelo refinamento literário e por uma abordagem poética da vida mas sem cair nas facilidades ou armadilhas românticas, vai encontrar em QUASE POESIA TALVEZ ABISMO um livro que procura unir o literário e a vida numa poesia que trabalha a memória e as relações humanas.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Aderbal Bastos Barroso - autor de: AGRIDOCE MELAÇO DE CANA E JABUTICABAS MADURAS

Aderbal Bastos Barroso (Betinho de Celina)
Nascido no povoado Carrapicho, então distrito de Neópolis, hoje Cidade de Santana do São Francisco/SE. Formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Sergipe, graduado em Comunicação pela Universidade Tiradentes e Bacharel em Teologia pelo Seminário BETEL de Aracaju. Pós-graduado em Estratégia e Marketing Empresarial pela UNIT e MBA em Marketing pela FGV/Fundação Getúlio Vargas. Iniciou sua vida profissional como professor na Cidade de Neópolis, na rede municipal de ensino. Membro Fundador da Academia de Letras e Artes de Neópolis – ALANE, onde ocupa a Cadeira I cujo patrono é João Cabral de Melo Neto. Pioneiro nos anos 80 do Arte Literatura, Caderno Cultural/Gazeta de Sergipe. Organizador da Revista Literária – “Soletrando Sonhos – I Sarau Literário de Neópolis”, 2017/Editora J. Andrade/SE. Está presente em duas importantes Antologias: “Chuva Literária – Uma Antologia de Autores Nordestinos” da Editora Scortecci/SP, cujo lançamento ocorreu na XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco/ Edição 2017, e da Coletânea “Inspiração”, 2018/ Coletânea Internacional da ALPAS 21/Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências. Editora Gaya/RS. Participou do “I Concurso Novos Talentos da Literatura José Endoença Martins”, 2016/2017 - promovido pela Universidade Regional de Blumenau/FURB/SC, ficando com o 3º lugar na categoria Contos, com “A casa que só tinha janelas” – uma coletânea de 20 pequenos contos. Obras individuais: “No Remanso do Rio”, Ed. J. Andrade, Aracaju/SE, 2014; “À Sombra dos Oitizeiros”, Ed. Scortecci, São Paulo/SP, 2017.

São poemas que cantam, de forma insofismável, o amor entre um homem e uma mulher com recurso aos elementos da natureza. O amor como substantivo concreto que aquece os enamorados ao anoitecer, o prazer que exalta os corpos dos amantes no calor da paixão, a volúpia do desejo, o pecado do prazer, a liturgia da entrega que se cumpre em êxtase e transe, a libido que se extravasa na visão febril do corpo idolatrado. São poemas que retratam também um amor amordaçado, estilhaçado que traz soluços e lágrimas e se devora no seu próprio veneno. 
Eu diria que nestes poemas que cantam o amor entre um homem e uma mulher ou, melhor, o amor de um homem para uma mulher, o autor percorre, letra por letra, todo o alfabeto do desejo e deixa extravasar todo o imenso caudal de sensações que lhe invadem a alma, a lembrança do ser amado.

Olá Aderbal. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Apesar do nome nos reportar a sabores, ele fundamentalmente descreve o amor. 
Desde sempre, desde que me dei por conta de que nossos sentimentos se materializam através das palavras, eu procuro valer-me delas, compondo versos e poemas. Mas demorei a convencer-me de transformá-las em um livro.
Toda pessoa que é capaz de amar, de fazer deste sentimento nobre, uma linha de vida.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Já algum tempo que venho participando de antologias. 
Este é na verdade o meu primeiro livro individual de poesias, mas já temos outros dois livros na linha de relatos e memória: "No Remanso do Rio" - Aracaju, J. Andrade, 2014 e À Sombra dos Oitizeiros: impressões do tempo de vizinhos e quintais" - São Paulo, Scorteci, 2016.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Difícil mas desafiante.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da leitura de outros livros.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, merece ser lido. Pois aborda a linguagem mais intensa do amor concreto, como o descreve Vera Duarte, poeta Caboverdiana que o prefacia: "É o amor como substantivo concreto que aquece os enamorados ao anoitecer, o prazer que exala os corpos dos amantes no calor da paixão, a volúpia do desejo, o pecado do prazer, a liturgia da entrega que se cumpre em êxtase e transe, a libido que se extravasa na visão febril do corpo idolatrado".

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Aldirene Máximo - Autora de: METÁFORAS

Nasceu em SP. Graduou-se em Letras e pós-graduou-se em Psicopedagogia, ambas pela Uninove. Narradora de histórias pelo Senac, escreve poesias desde os 12 anos.
É autora do livro: “Eu acredito no Amor!






Segundo livro da autora, é um convite ao leitor para mergulhar em suas próprias emoções. Metáforas, como a autora mesma diz, já é uma metáfora. Mais envolvente, profundo e enigmático do que seu livro de estreia: “Eu acredito no Amor!”, que também é sucesso!







Olá Aldirene. É um prazer contar, novamente, com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Livro de poesias. Destina-se a todos os públicos. Nasci com o dom da literatura. Respiro Poesia. Publiquei o livro Eu acredito no Amor! pela Scortecci, em 2017. No mesmo ano publiquei o Metáforas. Eu acredito no Amor! tem como tema o Amor. Metáforas tem como tema o autoconhecimento. É mais profundo.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Metáforas é o segundo que publiquei. O terceiro será publicado em breve. Eu amo literatura e a literatura me ama. Para ser sincera, tenho mais 5 livros prontos e pretendo publicar todos. Dois de poesias, um de crônicas, um de poesias cristãs e um de poesias infantis.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Falta incentivo. Isso é fato. Mas, não impede de nós escritores tentarmos encontrar o nosso lugar no mundo. Afinal, o sol brilha para todos. Poesia para mim, não é apenas uma arte. É meu estilo de vida. É o ar que eu respiro. Não consigo viver sem escrever. Faz parte do meu ser. Não posso desistir de escrever a minha história por falta de incentivo. Isso seria desvalorizar os talentos que Deus me deu. E se Ele me deu, com certeza sabia que eu estaria capacitada para honrar esse presente.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Eu conheço a Scortecci há algum tempo. Estudei Letras e desde a época em que estava na graduação, vinha pesquisando editoras para publicar meus textos. Tenho um enorme carinho por toda a equipe, que consegue deixar meu trabalho o mais perfeito possível.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim. Porque incentiva o leitor a pensar, refletir, persuadir e ressignificar seus sentimentos. Além de ser uma obra que foi planejada com muito carinho. 
Queridos leitores: obrigada por acreditarem em meu trabalho. Agradeço o carinho de todos os que leram e me pediram para continuar. É gratificante saber que estou no caminho certo.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Vadô Cabrera - Autor de: O VELHO E O RIO

Nome de batismo é Salvador Cabrera Santiago, é paranaense da cidade de Porecatu, aonde veio ao mundo em 01/01/1955. Aos 04 anos de idade, sua família migrou para a Capital paulista. Escreve desde jovem, ainda nos bancos escolares, mas foi na maturidade que deu vazão às suas inspirações poéticas. Em 1986 fixou residência em Jacareí, cidade do Vale do Paraíba e começou a publicar seus artigos. Participou de vários Concursos Literários, com trabalhos publicados em algumas Coletâneas.
É membro efetivo e atuante da Academia Jacarehyense de Letras, ocupando a cadeira nº 01, sendo seu patrono o poeta Mário Guerra. 
Em 2014 publicou seu primeiro livro: “Reminiscências – Poesias em Dois Tempos”, pela Editora Scortecci. 

Neste segundo livro, o autor faz uma criteriosa seleção de alguns de seus textos ou ‘escritos’, como eles os intitulam. São estilos variados, que resultaram numa mescla prazerosa.
O autor nos conduz a uma encantadora viagem, cujo veículo-livro vai parando nas estações: crônicas, contos, cartas, artigos, trovas, prosas-poéticas e pensamentos. 
São momentos que marcaram sua vida e que ao lê-los parece que estamos revivendo-os como se fossem nossos também.
Um pequeno livro, cujo conteúdo – de beleza singular, interage conosco.
Com toda certeza, vai ficar o gostinho de: ‘Quero Mais’! 

Olá Salvador. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro em que mesclei textos de variados estilos, as Crônicas, que dá título e início ao livro, acompanhadas de cartas; artigos; prosas poéticas; trovas bem humoradas e outros escritos. Assim, espero agradar um maior número de leitores.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu costumo dizer que ainda não me considero um Escritor e sim, um ‘Escrevedor’, o que gosto muito de fazer: Escrevo desde textos desde os primeiros anos de minha juventude, iniciando com as poesias. “O Velho e o Rio” é o meu segundo livro. O primeiro foi “Reminiscências – Poesias em Dois Tempos” publicado em 2014, pela Scortecci Editora. Sou imensamente grato a Deus por ter realizado três desejos: plantar uma árvore, já plantei inúmeras árvores (continuo plantando); ter um filho, tenho duas filhas abençoadas e publicar um livro, já publiquei dois livros e não quero parar.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Este é um problema antigo que nos últimos anos, com o advento da internet e suas ferramentas cada vez mais invasivas, que facilitaram o acesso ao mundo das informações - tudo na palma da mão, aonde somos ‘obrigados’ a seguir tudo em tempo real. Ainda acredito no livro impresso. Penso que dificilmente será extinto, pois, nada é mais prazeroso do que o cheiro que exala quando abrimos um livro e o folheamos, seja o novo ou até o antigo. Nada vai substituir esta magia inebriante. Atualmente tenho acompanhado em algumas cidades, Campanhas de incentivo à leitura para os alunos do Ensino Fundamental. Uma importante iniciativa que, se atingir todas as escolas do país, em médio prazo poderá nos tirar do incômodo 27º lugar no Ranking dos países mais leitores do mundo.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci Editora em 2013, através da AJL – Academia Jacarehyense de Letras, quando fui aprovado como Membro. Na época, a nossa presidente era a Salette Granato, que já tinha livros publicados pela Scortecci e fez uma parceria para que os escritores- membros da AJL publicassem seus livros. Fiz contato e publiquei o primeiro livro, que foi lançado na 23ª Bienal e neste ano (2018), lancei o segundo, “O Velho e o Rio”, também presente na 25ª Bienal.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Leiam meu novo livro! É um livro pequeno (96 páginas), com textos leves, em diversos estilos e muito prazerosos.

Obrigado pela sua participação.
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