segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Entrevista com Clélia Corveloni - Autora de: AFÃ

Nasceu na pequena cidade de Flórida Paulista, interior de São Paulo. Desde pequena mostrou forte interesse pela leitura de obras literárias, sobretudo os clássicos universais. Formada em Letras, atua há vinte e seis anos na Rede Pública do Estado. Recebeu menção honrosa em 2004 do Concurso Professor Escritor da Secretaria Estadual do Estado de São Paulo e outra do Mapa Cultural Paulista na edição de 2005/2006.



A Afã, da autora Clélia Maria Corveloni Pardinho, reúne poemas de uma sensibilidade muito grande. A obra está dividida em cinco temas, sendo que o primeiro inspirou o próprio título do livro, pois o desejo ardente de tornar-se mãe motivou-a a escrever muitos de seus poemas; em seguida, há uma busca por si própria, na verdade os poemas são indagações para compreender sua própria natureza, sua razão de estar no mundo e de compreendê-lo. O terceiro tema denuncia sua indignação com a realidade social, mas nem por isso menos subjetivo. O quarto  traz poesias de cunho metalinguístico e a exaltação a grandes poetas. Por fim, a última e maior seção traz certa diversidade nas abordagens, com poesias que nos despertam as emoções, as paixões, há também uma singeleza no descrever das coisas, além de exaltações e elegias.
Nota-se que a autora dialoga com vários outros textos, faz referências a muitos poetas consagrados deixando claro sua admiração pela poesia de todos os estilos, portanto a intertextualidade faz-se presente em muitos de seus textos.
De linguagem e construções simples, a poesia desta obra traduz a essência feminina em puro lirismo.
Olá Clélia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Afã é um livro de poesia para um público adulto, pois há poemas intimistas e introspectivos – o eu lírico feminino busca por respostas a si próprio, é a ânsia de definir-se como humana, como mulher, como poeta; compreender o mundo e compreender-se no mundo. A máxima da subjetividade está presente nos poemas em que revela o desejo pela maternidade, bem como as decepções e angústias pela não concretização deste sonho. Mas há ainda outros tantos temas. Quando comecei a escrever poesias não havia pretensão alguma em publicá-las, mas ao participar de dois concursos literários estaduais recebi menção honrosa em ambos, isso fez germinar em mim a ideia de editar um livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Comecei a escrever poesias há mais de quinze anos e tornou-se um vício inebriante. A palavra encanta-me. Só agora publiquei meu primeiro livro e já sinto uma vontade imensa de enveredar-me novamente nesta aventura. Tenho um projeto para um novo livro de poesias com parceria para o próximo ano, mas meu grande desafio é dedicar-me ao gênero crônicas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Há uma pequena parcela de escritores brasileiros que vive da própria arte, ainda mais por sermos um país com pouca gente que lê. É lastimável, pois quem perde não é apenas aquele que não lê, mas toda a sociedade. Em minha região – interior oeste de São Paulo – tão distante dos grandes centros culturais, buscam-se lazer em bares e na televisão.  Quem busca a leitura prazerosa é a criança e o adolescente, ainda no Ensino Básico; e aqueles mais maduros, geralmente quando já aposentado e que se delicia com um livro.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há tempo venho pesquisando na internet quais editoras trabalham com pequenas tiragens, dentre as pesquisadas a Scortecci tem mais a oferecer.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, certamente. Toda poesia merece ser lida, ser sentida, ser por ela impregnada. Toda poesia é um acalanto para a alma. E minha poesia não poderia ser diferente. Vale a pena ler e ouvi-la.

Obrigado pela sua participação.

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