quarta-feira, 27 de maio de 2020

Entrevista com Cássia Janeiro - Autora de: AS FILHAS DE EVA

Nome literário de Cássia Janeiro Karuna.
É educadora e escritora premiada nacional e internacionalmente. Dentre outros prêmios, foi a primeira sul-americana a ganhar o Prêmio Mundial de Poesia Nósside, chancelado pela Unesco. Foi professora universitária em diversas instituições de Ensino Superior e consultora da Unesco, onde participou da missão brasileira no Timor Leste. Viajou por todo o País elaborando, executando e avaliando projetos e programas socioeducativos. Tem trabalhos publicados no Brasil, na França, na Itália e na Holanda. Faz parte do corpo diretivo da União Brasileira dos Escritores (UBE), membro da Academia Metropolitana de Artes, Ciências e Letras (Amlac) e da Associação Internacional de Escritores e Artistas. Em 2015 tornou-se embaixadora do Prêmio Mundial Nósside de Poesia no Brasil.

O livro conta a história de várias mulheres, vítimas de tipos diversos de violência. As histórias têm na personagem de Eva um fio condutor. São histórias passadas no Brasil, na Índia, Iraque e Nigéria.







Olá Cássia. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro conta histórias de mulheres vítimas de violência no Brasil e no mundo. Apesar de ser um livro de ficção, é inspirado em histórias verdadeiras. A ideia de escrevê-lo teve origem num documentário a que assisti ("India's daughter", Netflix) e que me causou profunda tristeza e indignação, dadas as circunstâncias de excepcional crueldade acerca de um estupro coletivo na Índia.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Este é o meu 6o livro individual. Tenho participação em outros trabalhos como coautora ou em antologias. Pretendo escrever até o resto da vida e estou atualmente trabalhando num romance.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A pergunta já contém uma resposta: "poucos leitores" e leitura "pouco valorizada". Além disso, não existem praticamente políticas públicas voltadas à literatura. A luta do escritor brasileiro é diária.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Há muitos anos fui finalista num concurso da Scortecci e, depois de muito tempo, conheci o João Scortecci, que corajosamente tem feito diferença para nós, escritores.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Pretendi escrever literatura, independentemente do tema. O resultado me agradou. Acredito também que é um livro que pode contribuir para o aprofundamento do debate das diversas violências contra a mulher.

Obrigado pela sua participação.



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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Entrevista com Lurdes Zucchello / Mariângela Calazans / Marina Marino - Autoras de: DIVAS

É mãe de Gresiéli e Gabrieli. Psicóloga, palestrante, hipnoterapeuta e escritora, realizou mais de cinco mil atendimentos, sendo a maioria com demanda em transtorno de ansiedade. Sua missão e propósito de vida é ajudar o maior número possível de pessoas, oferecendo ferramentas que possibilitem a lapidação do diamante que cada ser humano é.

É casada com Marcos, mãe de Luis Felipe, Ricardo e Juliana e avó de Maria Luiza, Lorena, João Pedro, Carmela e Antônio. Foi professora de educação infantil, desde 2001 é consultora de viagens e eventos. Há anos tem vontade de escrever sua história, mas sempre adiava. O convite para Divas deu o start para essa realização, o que a deixou muito feliz com a possibilidade da história ser útil para algum coraçãozinho angustiado.

É mãe da Paula e do Fábio, avó do Pedro, Sofia, Olívia e Manuela. Foi pedagoga, hoje atua como escritora, tanto para o público infantil, como para as mulheres, para quem e sobre quem gosta de escrever. Divas é um projeto idealizado pela autora, para ajudar outras mulheres a se superarem também.

Três mulheres, três histórias de superação. Três vidas que foram maltratadas, desde o princípio, em nome do que a sociedade julga correto. Mulheres que pegaram na mão seus problemas e, diferentemente da maioria que se entrega ao desespero, resolveram dar a volta por cima. Porque, para essas mulheres corajosas, problema é sinônimo de solução. Aqui estão elas, expondo suas vidas, contando suas histórias, partilhando suas experiências, sem medo, de coração aberto, com a única finalidade de testemunhar seus processos de cura. E você vai poder conhecer, cada uma delas, nas páginas deste livro, onde está descrito o caminho que percorreram. Três caminhos diferentes que levaram ao autoconhecimento, ao reencontro com elas mesmas, à alegria de viver. Essas são as verdadeiras Divas!

Olá Marina. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Nosso livro traz à tona o universo feminino. Em pleno século XXI, as temáticas que envolvem as mulheres ainda são as mesmas de sempre, parece que nem todas têm acesso aos avanços de poucas. Então, quando eu, Marina, entrei no meio literário, percebi a necessidade de mais vozes se juntarem em favor do feminino. Criei um projeto onde mulheres compartilham suas vivências e suas experiências de superação na internet. Foi assim que Lurdes e Mariângela se interessaram em contar suas histórias e começaram a escrevê-las. O livro DIVAS, MULHERES QUE SE SUPERARAM foi uma decorrência natural do processo que acontecia na internet e se destina à todas as mulheres que desejam de alguma forma, superarem problemas, se libertarem do que as aprisiona. Evidentemente que os homens também estão convidados à leitura, já que o que se almeja é o equilíbrio entre o masculino e o feminino, a convivência pacífica e harmoniosa entre todos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Vou começar falando sobre Mariângela Calazans. Para ela DIVAS foi sua primeira experiência autoral, a qual lhe trouxe muita alegria. Pretende tirar da gaveta as histórias infantis que já tem escritas para publicar em breve, com todo o apoio do marido e admirador.
Lurdes Zucchello já publicou um primeiro livro, em duas edições, e agora participa conosco do DIVAS, onde traz sua história de vida e segue dando palestras e ajudando pessoas com ansiedade e depressão.
Eu, Marina Marino, tenho um pouco mais de experiência neste mundo das letras. Já lancei dois livros infantis, participei de várias Antologias com textos e poemas, tanto no Brasil, como em Portugal. E agora trouxe também minha história pessoal no livro DIVAS, contando como superei os meus sonhos que terminaram. Além de divulgar o livro Divas, nos próximos meses em encontros com mulheres, já estou planejando o próximo, quem sabe com lançamento na Bienal 2020.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sobre isso tenho uma pequena história a contar. Quando criança, meu pai trazia livros, lia conosco, incentivava, conversava sobre as histórias. Não só ele, como também os pais dos meus primos, dos amigos. Todas as casas tinham bibliotecas enormes. Anos depois, ao me tornar professora, percebi que as famílias já não tinham mais o hábito da leitura e, portanto, não incentivavam mais as crianças. Comecei a fazê-lo, assim como os demais professores dos colégios onde trabalhei. Num deles, como não havia biblioteca, eu criei um cantinho para parecer uma. Hoje, visitando o local, vi que construíram uma biblioteca linda e levam as crianças lá semanalmente. Mas sei que isso é muito raro. Falta patrocínio! O escritor tem que custear seu próprio livro e ainda sair por aí, atrás de seu público, seja em escolas, em parques, na Av. Paulista de domingo, onde achar que deve. Então o escritor sabe que seu livro não será um estouro de vendas, que não pode viver disso, que precisa de outra renda para se sustentar, mas mesmo assim ele não desiste. De qualquer maneira, eu ainda confio que vamos superar esta crença de que “ninguém lê no Brasil” e nos libertar deste estigma.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
A Scortecci eu conheci por acaso, pela internet. Estava procurando um curso para fazer e lá estava ela, oferecendo justamente o que eu precisava: “Como montar uma editora”. Depois do primeiro curso, fiz outros cursos também, inclusive o de revisão, e atuo nesta área. Então comecei a participar das Antologias. Isso foi em 2013. Depois fui à bienal com o grupo. Agora já faço parte da família e sei que Lurdes e Mariângela se sentiram acolhidas também... E trouxe também alguns amigos escritores para publicar com vocês, pela qualidade do trabalho, impecável.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Nós sabemos que escrever é realizar sonhos. Claro que gostaríamos de ver nosso sonho compartilhado com milhares de pessoas. Mas para nós, neste momento, o que importa é a mensagem, é plantar a sementinha da superação. Se a leitura do nosso livro produzir uma transformação interior na nossa leitora, no nosso leitor, se a leitura lhe indicar um novo caminho, se o livro lhe ajudar a ver o mundo com leveza, aí não importa se formos lidas por uma ou por mil pessoas, ficaremos felizes da mesma forma. Eu costumo dizer que tudo o que você supera te liberta, então esta é a frase que quero deixar em cada coração. Vamos preencher com amor, com alegria, os espaços que antes eram ocupados pela dor, pela mágoa, pela culpa, pelo sofrimento, dentro de nós. Fiquem com nossas histórias, leiam, apropriem-se delas, mesmo que vocês achem que não têm nada a superar... Temos sim, temos muitas coisas escondidas e acumuladas dentro de nós, que precisamos enxergar e esvaziar, para a vida fluir.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Neilde Alves - Autora de: REFLEXOS NA IMENSIDÃO

Nome literário de Neilde Alves de Oliveira.
Nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Ainda criança, morou por três anos em Sergipe, terra natal de seu pai. Cursou Farmácia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Após alguns empregos, passou em concurso público para o governo federal, onde permaneceu até se aposentar.






São vinte e um contos, abordando vários temas do cotidiano das pessoas, seus dramas pessoais e dos entes queridos; também as muitas experiências vividas ao longo dos anos enriquecem estas narrativas, de forma simples e objetiva.








Olá Neilde. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Eu tinha seis contos que já haviam participado de várias antologias, e quis juntá-los em uma única obra. Juntei a estes seis, mais quinze textos inéditos. Daí, surgiu esse livro de contos, que publiquei em 2019: Reflexos na Imensidão.
O meu público é, preferencialmente, de adultos, muito embora, qualquer
pessoa, e em qualquer idade, o possa ler.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Reflexos na Imensidão, é o meu quarto livro já publicado. O primeiro, foi o romance Vagas Lembranças. Ainda inédito, tenho mais um romance pronto e registrado: A Dimensão do Mal.
Sempre gostei de passar para o papel, as muitas ideias e situações, criadas em minha mente. Mas, publicá-las, nunca foi um sonho. Foi apenas a consequência de ter tantos textos desenvolvidos e se perdendo em minhas gavetas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Eu sempre fui muito realista. Nunca me iludi achando que poderia viver da venda de meus livros. Por isso mesmo, primeiro, procurei ter um bom emprego, que pudesse me ajudar a publicar minhas obras. Porque, no Brasil, as pessoas estão mais preocupadas em sobreviver, em sua maioria. Mesmo os mais abastados, não têm o hábito de se interessar pela literatura. E, no mundo atual, com a febre dos smartphones, ninguém quer mais tirar os olhos daquelas pequenas telas: parecem fascinados, olhando para elas.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Quando eu resolvi publicar o meu primeiro romance, quis bancar, eu própria, a sua produção.  No site da Editora Globo, tentei me informar se eles trabalhavam com produção independente. Então, me indicaram a Scortecci Editora. Gostei tanto dela, que já publiquei três livros lá, e participei de cinco antologias.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Todo autor espera que suas obras sejam lidas, por leitores interessados. Não posso dizer que este meu livro mereça ser lido. Deixo isso para os leitores que gostam de descobrir novas ideias, narrativas simples, sem qualquer tentativa de sofisticação literária..

Obrigado pela sua participação.

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terça-feira, 7 de abril de 2020

Entrevista com Janete Marques - Autora de: UM LIVRO PRA NINI... UM LIVRO PRA NANA...

Nasceu em São Paulo, mas atualmente mora em Muritiba, uma cidade do interior da Bahia. Graduada em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB. Atua como professora da Educação Básica. A escola para ela é local de inspiração e fazer nascer e/ou crescer a paixão pela leitura em seus alunos é uma missão. Também é contadora de histórias, arte que a conecta com seus ancestrais. Já se apresentou em escolas, praças e eventos culturais. É mãe de duas meninas. Ao ver como suas filhas se relacionavam com o mundo da leitura, imaginou que elas poderiam ser personagens do seu primeiro livro: Um livro pra Nini... Um livro pra Nana...

O que pode haver em comum entre uma bebê e uma adolescente? O gosto O que pode haver em comum entre uma bebê e uma adolescente? O gosto pela leitura. Neste livro você vai conhecer as personagens Nini e Nana e como elas convivem com os livros e vivenciam o mundo da leitura.
"Um livro pra Nini... Um livro pra Nana...", nasce das observações da escritora como mãe de duas meninas. Ver Nini (12 anos) e Nana (2 anos) se relacionando com os livros e vivenciando a leitura de forma tão singular, diferente, íntima, a fez pensar que elas poderiam ser personagens de um livro infantil.

Olá Janete. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Um livro para Nini... Um livro para Nana... nasce das minhas observações como mãe do universo literário infantil. Ver Nini (12 anos) e Nana (2 anos) se relacionando com os livros, vivenciando a leitura de forma tão singular, diferente, íntima, me fez pensar que elas poderiam ser personagens de um livro.
Costumo dizer que livros infantis são para todos, pois literatura é arte. E arte não tem idade. Mas meu público alvo são crianças que já conseguem segurar livros com as mãos ou com os pés.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Nasci em São Paulo, mas atualmente mora em Muritiba, uma cidade do recôncavo baiano. Sou graduada em História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB e atuo como professora da Educação Básica. A escola para mim é local de inspiração. Leio para meus alunos quase todos os dias. De tanto ler, me apaixonei pela literatura infantil. Hoje fazer nascer e/ou crescer essa paixão pela leitura em meus alunos é uma missão.
Também sou contadora de histórias, arte que me conecta aos meus ancestrais e que me encanta. Narro histórias de minha autoria. Costumo dizer nas apresentações que essas narrativas estão apenas na minha cabeça e esperam a hora certa para pularem nos livros.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Sou otimista, pois vivo esse processo de transformação através da arte literária. Na minha infância tínhamos pouquíssimos livros. Meus pais não tinham condições para comprá-los . A leitura em casa não era hábito. Estudei numa escola que tinha uma biblioteca e lá se tornou o meu lugar preferido. Assim, começou minha amizade com os livros.
Como educadora vejo crianças lendo todos os dias. Como contadora de histórias vejo sempre olhos e ouvidos atentos. Como escritora luto para que livros e crianças se encontrem. Sei que assim como eu existem outras pessoas que também lutam pela democratização do acesso aos livros e o empoderamento através da leitura no país. Estamos em movimento e não vamos parar.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Finalizado o processo de criação do texto do meu primeiro livro, comecei a procurar editoras para publicá-lo. E o universo me deu a oportunidade de conhecer a experiente escritora baiana Odelita Figueiredo e foi através dela que fui apresentada à Editora Scortecci.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Um livro para Nini... Um livro para Nana... é um livro que traduz o universo da literatura infantil. Mostra que para as crianças o livro pode ser conhecimento, informação, mas também, brincadeira, diversão... Um livro que traz como personagens duas crianças de idades diferentes e que apresenta de forma sensível a relação dessas com os livros. Quem vê Nana e sua leitura brincante e Nini com sua leitura mais centrada, logo vê suas crianças ou sua própria infância retratadas nas personagens. Um livro para Nini... um livro para Nana...é um livro infantil que faz a gente pensar sobre a nossa relação com os livros.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Andrea Gaui e Vanessa Fonseca Babini - Autoras de: BATENDO PAPO

Andrea Gaui
Filha de mãe chilena e pai brasileiro, com anos de vivência no Chile, Andrea leciona espanhol há mais de 15 anos. Em 2009, durante sua estadia em Beijing, China, deu início ao ensino de português como língua estrangeira. Nesse período (2009-2011), devido ao escasso material didático, começou a produzir materiais complementares para suas aulas. É formada em Administração de empresas pela Universidade Paulista – UNIP e pós- graduada em Docência do Ensino Superior pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Adepta do ensino lúdico para todas as idades e uma eterna apaixonada por idiomas e diferentes culturas.

Vanessa Fonseca Babini
Vanessa é graduada em Publicidade, Propaganda e Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e também é graduada em Letras – habilitação Português e Espanhol, pela Universidade de São Paulo. Atualmente, faz Mestrado em Linguística pelo Mackenzie e trabalha como professora de Português Língua Estrangeira no Instituto Aracatu, onde também é Coordenadora Pedagógica. Sua verdadeira paixão é transmitir conhecimento e trocar experiências culturais com seus alunos.

Com a intenção de tonar a aula mais dinâmica, este livro foi pensado para facilitar o professor de PLE (Português Língua Estrangeira) no planejamento da aula, ao fazer com que o aluno aprenda alguns aspectos gramaticais e desenvolva a capacidade de conversação, de uma maneira fácil e interativa. Passando pelos três níveis (básico, intermediário e avançado), o livro possui 45 atividades que abordam tópicos gramaticais e/ou utilizam alguns aspectos do contexto da realidade brasileira. É certo que com essas atividades, além de o aluno se desenvolver, aprenderá algumas das curiosidades sobre a cultura e costumes brasileiros.


Olá Andréa e Vanessa. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Se trata de um livro de exercícios, um material didático complementar para o ensino de português para estrangeiros.
Atuando como professoras de PLE, notamos a carência de materiais que estimulassem a conversa em sala de aula fazendo com que o aluno desenvolvesse a habilidade da fala. Diante disso, elaboramos esse material que pode ser usado para alunos estrangeiros, jovens e adultos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Para nós duas o projeto foi a realização de um sonho que pretendemos ampliar no futuro.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acreditamos que não podemos nos basear em dados negativos para realizarmos nossos planos. Sabemos que nosso material é de um mercado específico, porém acreditamos no potencial dele e esperamos que ele se torne essencial no ensino de PLE.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Soubemos por meio de familiares (mãe da Vanessa) que já havia publicado um livro através da editora.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Nosso livro é único no mercado de PLE, por essa razão consideramos que alunos e professores devem utilizá-lo em suas aulas para que haja uma evolução constante e concreta no aprendizado desse nosso idioma tão rico e complexo.

Obrigado pela sua participação.
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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Entrevista com Valter Luiz Peluque - Autor de: O REVERSO DA SORTE


Depois de se aposentar do TRT de São Paulo, aos 60 anos  passou a preencher seu tempo, entre outras coisas, com a escrita, uma atividade que sempre o motivou mas até então não a havia tornado literatura.
O romance “O Reverso da Sorte” foi o primeiro que desenvolveu inteiramente, partindo de personagens reais que viveram em Taubaté/SP, na virada do século XIX para o século XX. Impressionado com os fragmentos que conhecia da vida de tais personagens, dedicou-se a recriá-las, situando a história na década de 1920, colorindo-a com os acontecimentos de época na cidade do Rio de Janeiro.
Natural de Leme/SP, Valter chegou à capital São Paulo aos 17 anos, cidade em que reside desde então. Desde a infância apaixonou-se pelos livros, sentindo uma inclinação especial aos romances que investigam a alma humana, com particular apreço às obras de Thomaz Mann.

Seria a sorte um acaso aleatório, um desejo persistente, um destino, ou apenas uma brincadeira da vida? A fortuna atende os apelos de quem a solicita? Ou vende seus favores pelo preço da tormenta em seu reverso, como um Mefistófeles? Manuel é um professor escolar e músico insatisfeito com sua vida rotineira numa província interiorana. Casa, profissão, família não lhe preenchem os anseios da alma. Ele acredita na sorte que se busca na força do querer e que se obtém para regozijo de todos os desejos. Ela, antes fazendo troça, atende ao seu chamado e vem, dúbia, cheia de promessas e também de insidiosos abismos. É nesse fascinante caminho aberto pela sorte que Manuel, junto à sua amante Corina, irá percorrer o amor, a riqueza e a extravagância dos sentidos. E será neste mesmo caminho em avesso que ambos irão escorregar para a perdição da miséria, da doença e do desespero, de onde irão encontrar, por fim, a redenção. A história que segue foi inspirada em personagens e fatos reais.

Olá Valter. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de um drama familiar, uma história verídica cujo cerne eu já conhecia há bastante tempo.  Um professor e músico interiorano que busca na sorte uma fuga de sua vida pacata. A sorte o leva ao amor e à fortuna, mas também à ruína e à tragédia. Aconteceu na virada do século XX, mas transpus a narrativa para a década de 1920, no Rio de Janeiro, um período cultural e socialmente estimulante para desenvolver ambientes e situações. A ideia de narrá-la aconteceu após eu me aposentar do serviço público e ter a escrita como uma opção de atividade. É um drama romântico à moda tradicional, linear, destinado aos leitores que buscam emoções e não necessariamente inovação formal. 

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
O Reverso da Sorte é meu primeiro livro editado. A gente sempre quer escrever mais, embora nem sempre tenha uma boa ideia ou uma boa história para contar. Mas eu tenho outro romance, também baseado em fatos verídicos e naquele mesmo período, passado na zona rural. Está praticamente pronto, mas ainda vou tamborilar. E estou escrevendo minhas memórias de infância e juventude.  Gostaria de escrever algo bem contemporâneo, mas é um projeto a amadurecer. Para lançar o segundo livro  ficamos na expectativa da recepção ao primeiro, né!

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Lamentavelmente, nós passamos para a era digital sem haver criado antes uma sociedade de leitores no Brasil. O mercado editorial é muito limitado e as pessoas leem muito pouco. Quem sabe numa dessas voltas da história, o mundo não redescubra o velho e bom livro impresso e o brasileiro, o interesse pela leitura. Torço para isso. De qualquer modo não pretendo viver de livros, seria suicídio no meu caso.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Foi por intermédio de um amigo, Renato Bicudo, que já havia publicado crônicas e poesias em coletâneas da Scortecci. Eu tinha o livro pronto há dois anos, mas não sabia como publicar, se na Internet ou em papel. Decidido pela segunda, fiz vários contatos e, diante da situação editorial do país, decidi bancar a edição impressa optando pela Editora Scortecci. Gostei do resultado.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, acredito e que meu livro mereça ser lido e espero por isso, como todo autor. Acredito que se trate de uma boa história à que dei também uma boa narrativa enriquecida pelos detalhes de época que pesquisei para situar personagens e ambientes com informações que podem surpreender.

Obrigado pela sua participação.
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