segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Entrevista com Marcello Averbug - Autor de: DESCULPE O ATRASO

Com "Desculpe o atraso", Marcello Averbug concretiza projeto há longo tempo acalentado mas sempre adiado: o de produzir textos de ficção.
Há mais de 30 anos vem elaborando textos de economia e política, publicados em livros, revistas de economia e jornais (Jornal do Brasil, O Globo, Valor Econômico e imprensa da Argentina e Chile). Esses textos foram reunidos no livro "Escritos Itinerantes", lançado em novembro de 2014.
Como economista trabalhou principalmente no BNDES e no Banco Inter-Americano de Desenvolvimento, em Washington DC. Foi professor dos Departamentos de Economia da UFF e da PUC-RJ. Atualmente é consultor em Washington, onde reside.
M. Averbug também dedica-se à fotografia, tendo realizado exposições no Rio de Janeiro, Washington e Lisboa.

O autor teve como objetivo provocar surpresas no leitor. Não surpresas retumbantes, mas sim sensações sutis.  Nenhuma relação existe entre os cinco enredos apresentados.
A novela "Desculpe o atraso" narra a trama ocorrida, na década de 50, no seio de uma família com raízes nm Niterói e no Rio de Janeiro, assim como alguns traços do cenário político de então.
"Enquanto é tempo" examina o impacto de mudanças, acontecidas em viajem à Itália, no tranquilo cotidiano de um solteirão burocrata.
Em "Solidão inacabada", observa-se o comportamento de um solitário de meia idade ante a súbita perspectiva de escapar da solidão.
O pequeno relato "Suspeita" acompanha as dúvidas que afligem um andarilho em Washington DC.
"Flagrantes da vida irreal" tricoteia verdades do panorama brasileiro, expostas de mameira surrealista.
Olá Macello. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Trata-se de uma novela e quatro contos. A ideia que deu origem à novela surgiu há uns 30 anos atrás, quando minha prima Dina Sfat, atriz famosa, atingiu idade madura. Imaginei então um roteiro de filme apropriado para ela ser a protagonista. Com seu falecimento, engavetei o projeto.
Anos passado resolvi retomar a ideia sob a forma de uma novela e, também, escrevi contos que há bastante tempo frequentavam minha imaginação. E assim surgiu o livro.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou um economista que trabalhou principalmente no BNDES e, em Washington, no Banco Interamericano de Desenvolvimento, além de haver sido por longo tempo professor universitário. Agora atuo como consultor econômico em Washington, onde resido.
Há mais de três décadas venho publicando artigos sobre economia e política em livros, revistas técnicas e jornais. Agora, após superar a inibição em tatear no mundo da literatura de ficção, sinto-me motivado a produzir mais, principalmente novelas.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A batalha que um escritor estreante enfrenta para divulgar seu livro é gigantesca e, na maioria das vezes, desanimadora. Isso acontece devido ao reduzido tamanho do mercado brasileiro de letras, à escassa possibilidade das editoras financiarem a produção de um livro e à falta de disposição das livrarias em apostar em novos e desconhecidos escritores. Para os escritores consagrados é sempre mais fácil, mas eles também são afetados pela pequena dimensão do mercado.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através do meu amigo e escritor consagrado Affonso Romano Santana.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Creio que a maior atratividade do DESCULPE O ATRASO consiste em provocar sutis surpresas no leitor. Os personagens do livro frequentemente agem de forma inesperada em relação aos traços de suas personalidades. Procurei adotar um estilo leve de redação que contribua para manter o leitor atento, desobrigando-o da tarefa de decifrar o enredo que lhe foi oferecido.

Obrigado pela sua participação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário