quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Entrevista com Adônis de Perséfone - Autor de: A NOVA TEOGONIA - Livro 1

Adônis de Perséfone
Pseudônimo de Cézar de Almeida Grossi Corrêa da Silva. Nasceu em São Paulo, capital, e é franciscano honorário. Suas paixões, além dos estudos de Mitologia, incluem História, Geopolítica, Astronomia e videogames de estratégia.







A
Nova Teogonia - Livro 1

Imaginemos o que ocorreria se Zeus encontrasse Odin. Se Ísis e Hera se conhecessem e se odiassem. Se a tríade helênica divina (Zeus, Hades e Poseidon) entrasse em atrito. Se panteões tão distintos quanto o celta e o africano se confrontassem.
Tais acontecimentos são apenas alguns dentre tantos outros insólitos e inimagináveis que Adônis narra e descreve com tanta maestria nesta obra - apropriadamente batizada de "A Nova Teogonia". Hesíodo para as novas gerações.
Utilizando-se de um ritmo veloz e narrativa fragmentária, porém bem amarrada, Adônis compôs uma obra intrigante, que levará o leitor a adentrar os bastidores mais sórdidos e também nos mais sublimes das moradas e mentes divinas, demoníacas e titânicas.
A história, que tem início numa harmonia olimpiana já relativamente precária, se transforma rapidamente num jogo geopolítico divino, com direito a segredos, manipulações, traições e alianças dignas de uma Guerra Fria mitológica, que escala rapidamente a níveis absurdos de tensão, suspense, amor e ódio.
Será um prenúncio bélico? Ou apenas explosões de sentimentos passageiros horríveis, em nível supra-humano? Agirão os deuses como os humanos o fariam? Leia se tiver coragem.

Olá Adônis. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Meu livro é um romance com base nas várias mitologias da idade antiga. Há alguns anos comecei a “devorar” livros sobre as diversas mitologias e resolvi misturá-las em uma história, criando todo um contexto político-militar-estratégico. Tentei me ater aos mitos antigos para utilizá-los como alicerce de uma nova lenda. Estava cansado de crianças como protagonistas de livros com histórias “bonitinhas”. Sou do estilo "a vida como ela é". Humanizei os deuses, pois estava extenuado de ver livros e filmes que buscavam glorificar a condição humana frente a deuses e outras criaturas fantásticas, como se estes não tivessem personalidade e virtudes. Enfim, é uma tentativa de ruptura com o mais do mesmo. Meu livro também é uma forma de homenagear o “eterno planeta” Plutão que deixou de ser considerado planeta pela comunidade científica em 24.08.06. Meu público alvo é quem gosta de uma boa história.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Pretendo escrever mais alguns livros, mas não quero ganhar a vida com isso. Minha ideia é apenas materializar "meu mundo". Tentar oferecer algo de diferente à Humanidade. Não tenho grandes pretensões. Vou escrever e publicar livros quando Cronos permitir.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Acho que devemos trabalhar para mudar esse quadro e não ignorar que avanços estão sendo feitos, ainda que lentamente. O valor de produção do livro deve ser mais acessível para que atinja um público maior. A desoneração da confecção de um livro pressupõe uma política pública de valorização da educação de larga escala e pensada a longo prazo. Sejamos otimistas!

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pela internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não estou apto a responder essa pergunta. Sou suspeito. Assim sendo, apenas quem se debruçar sobre minha obra poderá responder essa pergunta. Portanto, leia meu livro e responda a indagação: “A Nova Teogonia merece ser lida?” De qualquer forma, para mim, sim, meu livro merece ser lido, pois o escrevi com carinho e dedicação. É meu primeiro filho. Ademais, é uma forma de aprender mitos, pois tive o cuidado de me basear neles para construir minha narrativa. Não digo que é a forma mais rápida e imediata para conhecer os antigos deuses e suas fábulas, mas seguramente é a mais divertida.

Obrigado pela sua participação.

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