segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Entrevista com Valdemir Augusto Pereira - Autor de: NOSSA CONSCIÊNCIA, NOSSA MALDIÇÃO

Nascido em Jales, pequeno município do estado de São Paulo, em 21/09/1962, viveu em Magda, outro município deste mesmo estado, até os seus quinze anos de idade, quando toda a sua família mudou-se para a Capital. Nesta grande cidade, trabalhou em muitas empresas, antes de ingressar no serviço público, em 21/03/1986, do qual faz parte até hoje. Boa parte de seus livros foi escrita nas dependências do Centro Cultural São Paulo. Cursou Filosofia e Psicologia. De uma família de sete irmãos, sendo quatro homens e três mulheres. Ao contrário dos demais membros de sua família não, têm e nem segue nenhuma tendência religiosa, pois crê que todas trazem, em si, um único propósito que é o de educar-nos e mostrar-nos o caminho certo a seguir. Sente-se à vontade para discutir sobre todas as religiões, entrar e sair de seus templos, somente com o que julga ser o melhor, como diz a sábia parábola do joio e do trigo. Ama a música, a filosofia e a literatura a ponto considerá-las como suas legítimas religiões. 
Com dois livros publicados, tem quatorze manuscritos e um livro na Biblioteca Nacional à espera de publicação.

O que seria para o ser humano, uma revolução primorosa, frente aos outros animais e aos seus próprios ancestrais, tornou-se uma maldição. A consciência, na vida deste ser, levou-o a sentir-se o próprio criador dos céus, terra, mares e planetas pelo universo a fora... Assustado com a grandiosidade da existência e munido desta, diria, patologia, ele começou a tentar recriar tudo ao seu redor. O que ele não conseguiu perceber até hoje, é que toda vez que se propõe melhorar o perfeito, este adultera e torna-se uma forja mal feita do mesmo. Considerando que a natureza seja perfeita, o que não duvido, pois tudo que o ser humano tentar mudar irá gerar algum conflito. Diante de uma realidade fatal como esta e sem ter o que fazer, mas ainda assim, fazendo as suas ideias se materializarem, este pequeno elemento, passou a sofrer de uma agonia que se transformará nas piores atrocidades que o mundo irá se deparar, alguns milhões de anos mais tarde. As tecnologias, ciência s e todas as outras formas de desenvolvimento intelectual, passarão a ter total domínio sobre essa consciência que nos primórdios fora vista como a redenção ou supremacia humana sobre todos os outros animais.
Não fosse por essa consciência, instalada no ser humano, este animal passaria por aqui (pela terra) como todos os outros, como se não houvesse passado... O planeta continuaria intacto, livre de suas ações maléficas que, por mais que lute, não o conduzirá a lugar nenhum, além da destruição.
A consciência humana não é como preferimos crer, um acidente cometido pela natureza, mas sim, um mecanismo eficiente, que levou o ser humano a chegar onde se encontra hoje, a beira, aos nossos olhos, de um colapso total do planeta.
As razões que levaram a natureza a introduzir a consciência neste ser, são desconhecidas pelo mesmo. Mas, considerando que os humanos são os elementos mais delicados e incapazes de se defenderem dos outros animais, pode-se entender que a consciência, além de ter se tornado a arma secreta deste ser, é também, o que a natureza precisava para seguir com os seus propósitos de criar e destruir as formas, seres viventes para o preenchimento dos vazios do universo.

Olá Valdemir. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.
Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Existencialismo. Dos meus questionamentos sobre a vida e seus absurdos. Destina-se a dor os desesperados que buscam entender a vida e os seus absurdos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou um existencialista inveterado. Pretendo, dentro do mundo das letras, levar as minhas ideias questionadoras, o mais longe possível. Este é o meu terceiro livro lançado. Tenho mais treze a espera de oportunidade e estou escrevendo mais três.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Difícil, mas acredito que é só uma questão de tempo para a mentalidade do brasileiro mudar, tornar-se mais questionadora. Ainda seremos vistos com outros olhos pelo mundo a fora...

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Pela internet, a editora anterior não iria participar da bienal deste ano de 2016.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sim, sem sombra de duvidas, pois o mesmo aborda questões que não se discute em lugar nenhum das nossas sociedades e que são de extrema importância para a qualidade de vida de todos nós, seres humanos. A vida é perfeita assim como ela é, e não como nós a desenhamos e queremos que seja.

Obrigado pela sua participação.

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