domingo, 20 de novembro de 2016

Entrevista com Ricardo Carneiro Leão Dr. Poeta - Autor de: MANUEL DO AMOR

Quando calouro na Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu – SP, em 1971, recebeu o cognome de Tupamaro. Identificou-se perfeitamente que até os dias de hoje muitos dos seus colegas ainda o chamam por esse cognome. Formado em Medicina em 1976, especializou-se em Ortopedia e Traumatologia. Escreve poemas desde a adolescência. Mas foi apenas em 2009 que decidiu publicar seu primeiro livro Deserto de Concreto, atendendo a pedidos de vários amigos que ao lerem seus poemas o incentivaram a brincar de poeta. Foi uma brincadeira que parece não ter fim. Transformou seu poetizar em um passatempo, principalmente durante as madrugadas, não de insônia. Acorda, escreve e volta a conciliar o sono sem a menor dificuldade. Escreve também no consultório e até mesmo no trânsito quando rapidamente rascunha alguns versos para serem trabalhados posteriormente. Foi no lançamento do seu quinto livro, Convite, que adotou definitivamente o epíteto de Dr. Poeta. Manuel do Amor é seu décimo livro. Nascido na cidade de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo no dia 13 de março de 1951. Continua exercendo a Medicina como profissão. Continua escrevendo e publicando livros de poemas por diversão. Sem preocupar-se em ocupar, um dia, um lugar entre os poetas e literatos. Escreve porque gosta. Não escreve para que outros gostem.

Não é apenas o título deste livro de poemas. Manuel do Amor é a história fictícia de Manuel D’Amore, um jovem patrício que veio da terrinha não só para fazer fortuna em terras brasileiras abrindo um variado comércio de secos e molhados na cidade fictícia de Passarinópolis, localizada na Serra do Mar no litoral paulista, mas principalmente para fugir dos comentários maliciosos e de mal gosto devido à má formação congênita no seu órgão genital que o impedia de ter qualquer relacionamento amoroso, pior ainda, não podia ter nenhum contato físico com moças namoradeiras. Manuel D’Amore fixou residência em Passarinópolis onde ninguém o conhecia como também não conheciam sua história. Não tardou a ser apelidado pelos rapazes nativos de Manuel do Amor (só na teoria). As moças casadoiras, que logo se apaixonaram por ele, o defendiam chamando-o de Manuel do Amor. Manuel veio decidido a trabalhar para Jesus. Sua vida tem uma grande reviravolta quando seu grande amigo padre Antonio, a quem confessara sua aberração, morre e também com a chegada da Irmã Catarina, uma jovem freira que fora incumbida de preparar os aposentos do futuro padre que chegaria em breve, por quem ele se apaixona e é correspondido por ela. Em Manuel do Amor podemos ainda nos deliciar com mais de oitenta poemas com tendências eróticas, temperados com pimenta para quem já mordeu a maçã.

Olá Ricardo. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Manuel do Amor contém 1 conto envolvendo realidade e ficção. Amor entre um homem e uma mulher, ambos virgens por motivos distintos que encontram uma solução bastante criativa para casarem-se sem a necessidade de quebrarem literalmente a virgindade. Contém mais de oitenta poemas com muita pimenta. Manuel do Amor destina-se a todos os amantes da leitura que não tenham qualquer tipo de preconceito com relação às mais diversas formas de amar. É um livro para ambos os sexos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou médico ortopedista com graduação em 1976 pela faculdade de Botucatu - SP. Escrevo poemas desde os meus catorze anos. Publiquei meu primeiro livro Deserto de Concreto no ano de 2009. Manuel do Amor é meu décimo livro. Estou trabalhando em um novo projeto literário, um romance com muita ficção enriquecido com um pouco de realidade a ser lançado, provavelmente em 2017.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Felizmente, como já escrevi na orelha dos meus livros Fantasia & Realidade, livro um e dois,escrevo porque gosto e não para que outros gostem. Estamos muito longe de sermos um país da leitura. Poemas então... poucos brasileiros sabem ler e penetrar na alma do poeta para sentirem o que é ser poeta.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através da internet quando iniciei meu projeto de escrever um livro.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Não só o meu, mas qualquer livro deve ser lido. Toda obra literária traz mensagens do cotidiano. Enriquecem nossa vida.
Livro de poemas é livro de cabeceira para ser aberto aleatoriamente e lido mais de uma vez. O entendimento depende muito do momento e do estado de espírito.

Obrigado pela sua participação.

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