sábado, 1 de setembro de 2018

Entrevista com Diego Araújo da Rosa - Autor de: SAL A GOSTO

É natural de Torres (RS). Nasceu em 1985. É funcionário da Caixa Econômica Federal desde fevereiro de 2013. Formou-se em Economia em novembro de 2010 pela Unesc. Escrever – conto, crônica e poesia – sempre foi seu hobby. Em termos de literatura, gosta de autores de diferentes escolas e gêneros, entre eles Khalil Gibran, Juremir Machado da Silva e Nicolas Behr. Em 2008 e em 2014, foi, respectivamente, um dos selecionados na 17ª e 23ª edições do Concurso Poemas no Ônibus e no Trem. Em 2012, foi um dos selecionados na 19ª edição do Concurso Histórias de Trabalho, categoria conto. Em 2014 fez parte da antologia literária da VIII CLIPP com o poema Tempos Hipermodernos. Sal a Gosto é seu primeiro livro individual e começou a ser produzido há pelo menos oito anos. Entre suas bandas mais ouvidas estão Beatles, Mutantes e Rolling Stones. Entre seus pintores prediletos encontram-se Vincent van Gogh, Edward Hopper e Munch. Na estante de seus filmes favoritos estão A Doce Vida (1960), Tempos Modernos (1936) e O Show de Truman (1998). Em termos de MPB, gosta de Elis Regina, Chico Buarque e Tom Zé. Entre seus cartunistas mais admirados estão Pawel Kuczynski, Andy Singer e Saul Steinberg. Entre os documentários que mais o impressionaram encontram-se A Vida É um Sopro, sobre as ideias de Oscar Niemeyer, e Como a Arte Fez o Mundo, um tributo à imaginação. Em termos de Ciências Sociais, estuda autores de diferentes ideologias, entre eles Keynes, Marx e Smith.

Os textos são de leitura rápida. A escrita, clara e objetiva. Nas entrelinhas, há a intenção de escapar da ideia do livre-arbítrio como principal determinante da ação humana, elegendo, como protagonista, o meio, as instituições em volta. A temática é variada: morte, amor, teoria econômica, sociologia, existencialismo, redes sociais... As tramas se desenrolam em ambientes diversos: na internet, num pub, nas ruas, no trabalho, dentro de casa, num campinho de futebol... O palco é a época atual, a hipermodernidade. O personagem, o homem comum.


Olá Diego. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro trata do cotidiano do Homem Comum e da Hipermodernidade. Há textos sobre o amor entre homem e mulher (Encontro em João Pessoa), sobre o amor entre pai e filho (Primeiros passos), sobre teoria econômica (Contraponto), sobre memórias de infância (Em direção à torcida), sobre religiosidade (Deus está dentro de você), sobre o sistema de um modo geral (A saída), sobre a crise do meio ambiente (Retratos de Midway), sobre as relações de trabalho (Dentro de um banco), sobre a morte (Epitáfio), sobre os dilemas existências (Ser ou não ser?), enfim, a temática da obra é variada e expõe a intenção do autor de tentar emitir uma opinião a respeito das coisas. A ideia de escrever o livro surgiu na adolescência, como desdobramento do hábito de estudar e refletir e registrar. Escolhi a forma literária de registrar em vez da forma científica, devido à herança artística parental. A obra se destina ao público maior de 14 anos, sem fazer restrição de gênero, raça, credo ou classe.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Sou natural de Torres/RS. Nasci em 1985. Trabalho na Caixa Econômica Federal desde fevereiro de 2013. Formei-me em Economia em novembro de 2010, pela UNESC. Sou apaixonado por cinema, pelos grandes pintores, por cartunistas, pelas ciências socias, por filosofia, por música e, sobretudo, por literatura. Tenho um filho de 3 anos. Nunca me casei. Estou noivo. Fui criado por minha avó materna. Escrever – conto, crônica e poesia – sempre foi meu hobby. Tenho outros 4 projetos literários em andamento: 1 livro de poesia, 2 romances e a ampliação do meu livro de contos e de crônicas. Também pretendo criar em breve um novo site pessoal para divulgação frequente de meus textos e interação com o público.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
A vida de escritor no Brasil é um ato de heroísmo, devido ao fato de ser muito difícil ganhar dinheiro com a profissão. Nem mesmo escritores já consagrados vivem apenas da arte de escrever. Muitos se tornam palestrantes, professores, youtubers e passam a viver também desta renda paralela.Eu mesmo nunca ganhei nenhum centavo com a literatura, tiro meu sustento da profissão de bancário. Mas, devido à grande paixão e ao respeito pelas letras, sigo com minhas escrevinhações e projetos.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Participei de um concurso literário cuja organizadora era a Scortecci. A partir de então, passei a receber e-mails informativos. Numa destas mensagens havia um formulário eletrônico. Enviei-o preenchido e recebi de volta um orçamento com valores muito bons. Como o primeiro atendimento e os posteriores foram de qualidade, segui em frente. O resultado foi um livro muito bem editado. Recomendo demais a Scortecci - nota 10!.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Sal a gosto é leve. Tem a linguagem clara, a fluência e a concisão como principais virtudes. Nas palavras do prefaciante, o professor Fernando Nogueira da Costa: As personagens são orgânicas, bem construídas, não estereotipadas. Os diálogos são naturais e úteis. As cenas ou situações são verossímeis. Dispensa as descrições desnecessárias e sem articulação com a narração. Seu estilo transparece naturalidade e harmonia. Os temas são expressivos de nossa vida comum, presente em outro lugar. A ironia é sutil. O narrar do Alemão re-ve-la, isto é, retira o véu que cobre o extraordinário de nossa vida ordinária. O leitor ainda encontrará em Sal a gosto um projeto estético-filosófico elaborado ao longo de mais de oito anos, pensado e repensado nos detalhes, significativo, principalmente, pelas reflexões permitidas nas entrelinhas - e não desmentidas nas linhas.

Obrigado pela sua participação.

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