segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Entrevista com Sansone Pereira - Autor de: SURPREENDER-SE

É o nome literário de Antonio Serafim Pereira, mestre (PUC-RS) e doutor em educação (Universidade de Santiago de Compostela, USC, Espanha.). Pós-doutor em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade de Buenos Aires, Argentina. Docente pesquisador da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC/SC.






As poesias estão dispostas em seis temáticas: Viver, Tempo, Amores, Mulheres, Imaginando e Autoria.
A escolha dos temas e os poemas neles contidos não seguem lógica objetiva específica que possa, deva ou seja conveniente/pertinente revelar. A propósito, pensando que critérios formais guardam armadilhas classificatórias prévias, que podem tolher o olhar criativo e autônomo, preferi inspirar-me em Quintana (1948) para quem poesias devem ser espaços para se imaginar, inspirar-se, recriá-las, inventar novas e/ou representá-las de toda forma.


Olá Sansone. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Surpreender-se é um livro de poesias que marca minha estreia como poeta, em sua primeira obra individual no gênero. Uma obra que reúne 65 poemas, dispostos em seis seções temáticas, a saber: Viver, Tempo, Amores, Mulheres, Imaginando e Autoria. 
Os temas e sentidos básicos que compõem os versos dos poemas provêm de meus inspiradores cotidianos. As pessoas com as quais me relaciono ou me relacionei de alguma forma. Coautores imprescindíveis. Sem eles a poesia em mim e, obviamente, as poesias de Surpreender-se não existiriam. Minhas poesias surgem das coisas pensadas ou impensadas, das pessoas e lugares, os mais diversos, com os quais estou ou estive compromissado ou com eles posso não guardar compromisso algum. Considerando que poesias são espaços para imaginar, inspirar-se, recriá-las, inventar novas e/ou representa-las de toda forma, Surpreender-se não se destina a um público determinado, mas a todos que se interessam por poesia e se dispõem a diálogos suscetíveis de nos transportar para longe dos enquadramentos, que controlam nossas emoções e enrijecem nossos sentimentos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Disse no prólogo do livro – primeiro de outros – que me surpreende a condição de tornar-me poeta, que precisa ser relativizada. Na verdade, eu deveria ter dito que assumi a condição de aprendiz de poeta, que hoje convive com a minha condição de aprendiz de professor, assumida há muito mais tempo. Evidentemente, que aprendiz de professor é uma tarefa que exerço como profissão; aprendiz de poeta é distração. Ou como prefere Manuel Bandeira, libertação.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Como professor universitário, formador de professores, penso que devemos nos conscientizar de que a escola precisa ensinar a ler e escrever ao invés de restringir-se, muitas vezes, a informar. Desse modo, teríamos mais leitores e mais escritores, que poderiam viver com maior inteireza o seu ofício.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Cheguei à Scortecci pelas suas Antologias, nas quais publiquei poemas que constam de Surpreender-se.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro (meu?) merece ser lido porque os leitores podem surpreender-se ou serem surpreendidos, principalmente, se entenderem que a poesia não se presta a convites preestabelecidos e quiserem compartilhar comigo e com os demais a experiência de ser bem acolhido, não pela espera, mas pelo imprevisto.

Obrigado pela sua participação.

2 comentários:

  1. Parabéns tio que deus continue te abençoado bjs

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  2. Muito interessante entrevista! Como poetisa de escritos em cadernos, celular e pen-drives, sinto alguma afinidade nesse universo literário poético que, fundamentalmente, nunca findará, pois poetas nunca morrem, em nenhum dos tempos idos e dos que ainda estão por vir, em toda humanidade.

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