domingo, 21 de abril de 2019

Entrevista com Marilina Baccarat de Almeida Leão - Autora de: VELHAS PORTAS

Descendente de franceses, a escritora nasceu em São Paulo, Capital, onde viveu sua infância e juventude. Seu avô, José Baccarat, foi delegado e prefeito de Santos (SP), na década de 1940.
Foi professora de música clássica e canto erudito, com especialização em órgão. É acadêmica da ALG –Academia de letras de Goiás. Acadêmica imortal da Academia de Ciências Letras e Artes de Vitória –ES, tendo uma das cadeiras patronímicas em seu nome. É acadêmica na Academia de Letras, Música e Artes de Salvador –BA. Acadêmica fundadora da Academia Mineira de Belas Artes –MG, da qual recebeu uma cadeira patronímica em seu nome. É, também, acadêmica da ALAF – Academia de Letras de Fortaleza. Acadêmica na Academia de Letras de Teófilo Ottoni – MG, tendo uma cadeira patronímica em seu nome... No ano de 2014, da cidade de Cabo Frio-RJ, recebeu a homenagem como escritora destaque. Em 2015, recebeu, no dia 17 de janeiro, o Prêmio Luso-Brasileiro, de poesias, na ilha da Madeira – Portugal. No dia 28 de fevereiro, do mesmo ano, recebeu da Associação Internacional de Escritores o prêmio de escritora destaque de 2015. Em 2016, no dia 23 de janeiro, recebeu de Portugal, a medalha Luiz Vaz de Camões, por sua contribuição à cultura Lusófona. No dia 27 de fevereiro, recebeu o prêmio de melhor cronista de 2015/2016 da prefeitura de Ouro Preto – MG. – No dia 5 de março de 2016, recebeu da Academia de Letras de Fortaleza, a medalha Raquel de Queiroz, por sua contribuição à cultura. No dia 28 de março de 2016, na Maison Baccarat, em São Paulo, recebeu a comenda de acadêmica imortal da COMBLA – Confederação Brasileira de Letras e Artes. Da mesma confederação, recebeu a comenda de “Comendadora” – Recebeu no dia 28 de maio, em Goiânia-Go, o troféu Cora Coralina da Academia de Letras de Goiás...No memorial de Curitiba, em 6 de agosto de 2016, das mãos do secretário da Cultura, recebeu o troféu de melhores do ano, por sua ativa e valorosa contribuição à cultura lusófona. No dia 5 de agosto, recebeu a Medalha Fernando Pessoa, por sua dedicação e liberdade de expressão e de efetividade em benefício da sociedade lusófona... Em 2017, no mês de março no dia 27, em Portugal, foi empossada como acadêmica, no Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal... Em 2017, no dia 14 de maio, recebeu a comenda Conde Cheverny, no Castelo de Cheverny, em Val de Loire, na frança. No dia 23, do mesmo mês, ingressou no Núcleo Europeu de Literatura... No dia 14 de julho, em Florianópolis-SC, recebeu o prêmio de melhor livro do ano de 2017. No mesmo dia e ano, na Assembleia Legislativa de Florianópolis, recebeu a comenda por sua contribuição à cultura... No dia 25 de setembro, na ALAV – Academia de letras de Valparaiso-Chile, recebeu, dessa academia, a comenda de Embaixadora Cultural. Academia, da qual faz parte como acadêmica imortal, e, agora, como Embaixadora...No dia 6 de abril de 2018, como acadêmica internacional, ingressou no Núcleo de Letras de Buenos Aires-Argentina. Imortal na Academia de Letras do Brasil, como embaixadora em Londrina-Paraná-Brasil.

Quantas vezes precisamos abrir novas portas e sentir um novo perfume, com urgência, de uma nova felicidade...Ficamos entre as velhas portas, que nos lembram dos reveses que passamos, e entre as novas portas, que temos pressa em abri-las, para ficarmos perfumados de nós mesmos, com novos aromas de alegrias... 
Somos assim, vivendo uma sofreguidão entre as velhas e as novas satisfações, entre a antiga porta e a atual...Vemo-nos entre a porta que nos causa o máximo de adrenalina, misturada ao êxtase da alegria e a outra porta, que nos dá uma repulsão...
Podemos contentar-nos a ver tudo como sempre enxergamos, ou arriscar-nos a ver além. É uma escolha e cabe somente a nós decidirmos...
As novas portas nos assustam, e as velhas nos aprisionam, quase sempre. Decidir qual porta vamos abrir, quem falará é o silêncio da nossa alma...
Sejam quais forem os motivos, pelos quais as portas se fecharem, abramos aquela que nos transborde de júbilos, buscando não olhar para trás...

Olá Marilina. É um prazer contar novamente com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Velhas Portas foi escrito para todos aqueles, que mergulharam em seus sentires, sejam eles de alegrias ou tristezas, mas, souberam vencer. Enxergaram as velhas portas abertas, que mostravam o caminho certo e seguiram por ele.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu escrevo todos os dias pelas madrugadas adentro. O silêncio é total e as ideias surgem com facilidade.
Esse é o meu 22° livro, todos editados pela Scortecci, com exceção o primeiro que não foi.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
O escritor em nosso Brasil tem muito campo, pois temos muitos leitores, tanto juvenil, quanto adulto.
O brasileiro gosta de ler, ao contrário do americano, que não gosta de ler...
Eu escrevo pela madrugada adentro, onde tudo é silencio... O erro do escritor brasileiro é querer granjear, receber de volta o que investiu em sua edição...
Nós escritores não podemos pensar assim, temos que investir em marketing, comprar espaço em livrarias, procurar com nossos escritos, alcançar os corações das pessoas, e não pensarmos em lucros. Pois Mario Quintana morreu tão pobre, que não tinha dinheiro nem para pagar o aluguel, mas, tinha o prazer de escrever. Ele fora ajudado pelos amigos. E assim, outros também, mas, tiveram o prazer de alcançar a alma das pessoas, e até hoje são lembrados...
Deixemos os lucros para as livrarias e editoras, pois, elas têm impostos a pagar e funcionários que vivem de seus trabalhos...
Os meus livros são bem vendidos, pois compro espaço na livraria e invisto em marketing. Os poucos volumes que sobram, estou guardando para os meus netos...
O escritor que não consegue vender seus livros, coloque-os nos pontos de ônibus, dê uma volta e vai ver que não há mais nenhum, se houver algum, alguém está folheando enquanto espera o ônibus... Eu sempre faço isso com os livros que compro e leio por várias vezes. Coloco um bilhetinho: "Você está recebendo este livro para ler", depois que ler, passe-o para outra pessoa ler. Outro dia ajuntei uns de Clarice lipestor e de Ruben Alves e fiz isso, é gratificante, pois já estavam comigo por muito tempo. Resumindo, é isso que eu penso do escritor brasileiro, ele deve escrever sem pensar em granjear, procurar entrar na alma das pessoas.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Depois de editar o meu primeiro livro, pela internet, encontrei a Scortecci, e estou até hoje, enfeitando, com os meus livros, as estantes da editora, até quando eu viver.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
O meu livro merece ser lido pelos meus queridos leitores, porque ele mostra em seus textos, como vamos abrir as portas, as novas portas nos assustam, e as velhas nos aprisionam, quase sempre...
Deixo aqui, uma mensagem para meus leitores: Sejam quais forem os motivos, pelos quais as portas se fecharem, abram aquela que os transborde de júbilos, buscando não olhar para trás. Leiam esse livro contentando em abrir as velhas portas e sentirem um novo perfume, ficar entre as velhas portas, nos lembram os reveses do passado. E outras portas, temos pressa em abri-las, para ficarmos perfumados de nós mesmos e arriscar-nos a ver além.

Obrigado pela sua participação.

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