sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Entrevista com Priscila Siqueira - Autora de: GENOCÍDIO DOS CAIÇARAS

Nome literário de Priscila Dulce Dalledone Siqueira
Paranaense, cinco filhos, vive em São Sebastião desde 1962. Jornalista, é autora de Tráfico de pessoas: oferta, demanda e impunidade (2004), O sonho de Julieta (2014) e A outra face de Eva (2015). É uma das fundadoras do SOS Mata Atlântica e do Movimento de Preservação de São Sebastião.





UM TEMA QUE INCOMODA E INSTIGA
Conhecer e compreender a cultura e o modo de ser do caiçara não é simples. Exige, antes de tudo, delicadeza e humildade, e saber compartilhar de suas angústias, especialmente o caiçara de origem centenária, que viveu praticamente isolado nas praias e sertões do Litoral Norte, até que o “progresso”, com seus advogados, máquinas e capatazes, chegou destruindo tudo, suas terras, suas casas, seu dia a dia de pesca, lavoura de subsistência e muitas festas, religiosas e profanas.
Priscila Siqueira talvez seja a única jornalista e ativista social que conseguiu retratar com profundidade e extrema sensibilidade esse período, que, não por acaso, começou nos “anos dourados” da ditadura militar. Um ciclo que ainda não se encerrou, porque o que se perdeu, perdido está, e o que restou dessa época continua agravando a vida das novas gerações.
Esta terceira edição de Genocídio dos Caiçaras vale tanto pela leitura do passado quanto projeção sobre o presente, visto que o tema continua instigante, ainda incomoda.
Mesmo antes de se envolver como jornalista nos conflitos sociais do caiçara, Priscila já atuava em outras frentes pela dignidade humana, pela justiça, em favor dos menos favorecidos. Uma trincheira que ela nunca abandonou. Prova disso são os convites que recebe para dar palestras mundo a fora, como uma das principais vozes brasileiras contra a prostituição infantil e o tráfico de mulheres.
Digo tudo isso com muito orgulho pois tive, também como jornalista e residente em Ubatuba, o privilégio de conviver com Priscila na época retratada em seu livro, ambas representantes de dois grandes jornais. Com ela, aprendi muito. Juntas, transformávamos nossa indignação em notícia, usávamos nossas credenciais para literalmente abrir porteiras, entrevistar os poderosos. Priscila Siqueira foi e é uma forte inspiração de profissão e vida.
CÉLIA ROMANO


Olá Priscila. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.


Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
A primeira edição do “Genocídio dos Caiçaras” aconteceu em 1984, em plena ditadura militar. Eu era, na época, repórter da Agência Estado que incluía além do jornal o Estado de S. Paulo, o Jornal da Tarde que não existe mais e a rádio Eldorado. Sendo correspondente regional, minha responsabilidade como jornalista, era cobrir o litoral norte paulista e sul fluminense.
Dessa forma, tive o privilégio de testemunhar, o que ocorria na região litorânea cortada pela rodovia Rio-Santos. Como muito das matérias que eu escrevia não eram publicadas, resolvi fazer um livro de reportagens-mostrando o que a especulação imobiliária, o capital até mesmo estrangeiro e um regime de exceção podem fazer com as populações mais vulneráveis desse nosso País.
Por que a terceira edição de um livro, depois de 35 anos?
Porque, ainda moradora nesse litoral, fica claro para mim que as ameaças de expulsão dos caiçaras - os caboclos do litoral brasileiro- ainda estão presentes. Ainda mais com um governo federal que menospreza as populações ancestrais, tidas por ele como “não produtivas”. Daí, a ameaça concreta contra os quilombolas, os índios e os caiçaras.
A reedição do livro, está suscitando uma discussão do problemas com os caiçaras que conseguiram permanecer em suas paias, e que hoje se organizam para enfrentar o desafio que a ganância da especulação imobiliária faz pairar sobre eles.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Genocídio dos Caiçaras é o meu primeiro livro. Depois dele, publiquei “O sonho de Julieta”, ”Tráfico de Pessoas: Oferta, Demanda e Impunidade” e “A outra face de Eva- relações entre Religião, Violência e Mulher”. Também coordenei juntamente com a professora Maria Quintero da USP, a edição do livro “Tráfico de Pessoas: Quanto vale do Ser Humana na balança comercial do lucro?”.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Num país em que grande parte das pessoas mal têm condições de suprir suas necessidades básicas de sobrevivência, acho que é pedir demais para elas compararem livros. O triste é que o nosso atual governo não se importa com Educação o que faz com que o problema se agrave, ainda mais.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de meu irmão, compadre e amigo Antônio Romane, o Tonhão.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Eu não me considero uma escritora. Escritores são Graciliano Ramos, Jorge Amado, ou João Guimarães Rosa, entre tantos outros. Sou uma jornalista. Como al reporto fatos que me emocionam ou me indignam.
Se o livro merece ser lido? Se o leitor quiser ficar por dentro do que ocorre em nossa sociedade e que dificilmente a grande mídia apresenta, acho que sim.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Milton César Rodrigues Medeiros - Autor de: ESTRESSE, O DESTRUIDOR DE VIDAS

Dr. Milton C. R. Medeiros é Neurologista, sendo membro titular da Academia Brasileira de Neurologia há mais de 17 anos. É autor de outros 4 livros (Visão Geral De Um Médico; A Chave para o Conhecimento Emocional; Dissecando a Morte; Meditação e o Cérebro). Formado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Especialização em Neurologia Clínica na UEL. Cursos de aperfeiçoamento em áreas neurológicas na Itália, Áustria e México. Autor de diversos trabalhos científicos neurológicos publicados em revistas e congressos nacionais e internacionais. Tem 50 anos, é casado e tem um filho. Trabalha e reside em Arapongas, norte do Paraná.


O livro tem por objetivo detalhar o assunto estresse. Mostra a importância do estresse para a evolução da espécie humana e esclarece em que ponto esta resposta orgânica passa a ser maléfica ao organismo. Explica em termos simplificados como o estresse correlaciona-se com o aparecimento de diversas doenças que vão desde um resfriado comum até uma patologia tão grave como o câncer, passando pelas doenças autoimunes, inflamatórias, cardiocirculatórias, etc. Por fim, baseado em estudos científicos, sugere medidas importantes e acessíveis para o combate ao estresse, possibilitando melhora da qualidade de vida e aumento da expectativa de vida. O livro é totalmente embasado em estudos científicos de alto impacto e nas observações pessoais do autor, com sua experiência de 25 anos de prática ativa na medicina.

Olá Dr. Milton. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
O livro é a respeito do estresse em sua forma mais ampla. A ideia surgiu em decorrência de meus 25 a nos de prática médica, observando a importância do estresse crônico na exacerbação e mesmo na causa de doenças diversas. O livro é destinado ao público geral. A linguagem é simples, funcionando para um maior conhecimento sobre o tema e, a partir dai, possibilitando as mudanças de hábitos de vida para o combate deste mal. Trata-se de um livro útil e culturalmente interessante, já que discute a importância do estresse na evolução humana e como ele se tornou presente e maléfico no mundo moderno.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Eu sou médico, especializado em Neurologia. Sou membro titular da Academia Brasileira de Neurologia. "Estresse, o destruidor de vidas" é meu quinto livro, sendo 4 editados pela editora Scortecci. Minha vontade de escrever surgiu como um complemento da minha atividade profissional. Tento passar boas mensagens aos meus pacientes para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Mas, através dos livros, tenho conseguido passar minhas mensagens para um número muito maior de pessoas. O meu objetivo principal é melhorar a qualidade de vida das pessoas através dos meus conhecimentos científicos, seja na minha clínica, seja através dos meus livros.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Certamente o brasileiro lê pouco. Algo desfavorável culturalmente. Para os escritores que dependem financeiramente da venda de seus livros, acredito que deva ser extremamente difícil. Exceção para poucos. Tenho a esperança que os brasileiros mudem seus hábitos e passem a nutrir seus intelectos com cultura de qualidade, cultura que exija mais conhecimentos em decorrência de maior complexidade. Tenho a esperança de que a educação no Brasil um dia seja realmente valorizada.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de pesquisas na internet. Cheguei a conclusão de que era uma editora de qualidade. Após 4 livros publicados na Scortecci, posso dizer que minha primeira impressão foi correta. Realmente é uma editora de muita qualidade.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Certamente o livro merece ser lido. Ele tem por objetivo levar o conhecimento de um problema cotidiano que destrói a saúde orgânica e mental das pessoas e elas nem percebem. Conhecer sobre o estresse e saber combatê-lo é de extrema importância para a melhora na qualidade de vida.

Obrigado pela sua participação.


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Entrevista com Luiz Manoel Ferreira Maia - Autor de: Correio Sentimental E Outros Contos

É natural de Belém-PA. Escreve habitualmente desde 1995. Publicou seu primeiro livro em 2005 – Homens e Mulheres em Contos, Amores e Conflitos. Em 2008, o romance Vidas Sobre Vidas. Em 2012, Universo e Vida - Poesia e Prosa, textos em prosa, poemas, sonetos e quadras. Participou como letrista em várias composições musicais: Banzeiros de Amores, Barco Motor Solidão, Você Voltou, Canção De Trazer Saudade, Felicidade Errante, Fica Pra Depois, O Natal Que Desejamos, Caminhada Ao Santuário, Maria Excelsa Mãe, Libertação, entre outras. É associado da UBE – União Brasileira de Escritores.

Título escolhido para este livro refere-se a um espaço gratuito em revistas para anúncios em estímulo à troca de cartas manuscritas entre seus leitores. Para fins de amizade ou casamento, era praxe. Embora eficaz em seu tempo, essa prática ficou para trás e as postagens nos correios atualmente ficam em grande parte restritas ao uso comercial. Correio Sentimental é a décima quarta de um total de dezesseis narrativas. Remonta ao tempo em que a rápida escalada da tecnologia dos meios de comunicação não era sequer imaginada, de tal modo a chegar às facilidades dos dias atuais, das mensagens instantâneas entre pessoas comuns pelo telefone celular com uso do aplicativo WhatsApp.
Evoluem os meios de comunicação, mas sentimentos humanos são imutáveis, sempre conosco estarão e igualmente são abordados em Outros Contos de amor e do cotidiano. Ansiedade, sonhos, fantasias, decepções e alegrias das pessoas em suas relações familiares, conjugais ou de amizade. O conto inicial deste livro é uma paródia, versão burlesca de um episódio da famosa obra literária “O Chefão”, de Mário Puzo. Entretanto o autor fez essa relação com certo comedimento ao retratar o personagem principal afetado por grande sensibilidade. Enfim, são contos que pretendem levar o leitor a uma reflexão sobre o aprimoramento de suas relações com seus semelhantes.

Olá Luiz. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
É um livro de contos. Em cada narrativa tento atrair os sentidos do leitor para transportá-lo a um estado de consciência ligado às emoções dos personagens envolvidos em tramas de amor, paixão e tantos outros sentimentos aflorados em situações imaginadas. Apesar disso, não ficam distantes da realidade, pois derivam da observação do autor na colheita de comportamentos humanos em suas atitudes e reações com seus semelhantes. Do guardado na memória o autor faz ideação e cria sua versão em contos. São histórias para leitura de adultos.

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Não é o primeiro. Conservo ainda dois romances de ficção escritos antes deste e não publicados. Numa sequencia de trabalhos, creio eu, os mais antigos podem ficar arquivados em computador e esquecidos temporariamente na memória do autor. A cada revisão podem sofrer alterações, porém com o necessário cuidado a não causar prejuízo ao tema proposto. Essa tarefa carece de disponibilidade de tempo e propósito de conclusão. Sobre meus projetos no mundo das letras, continuarei escrevendo e tentando publicar meus trabalhos desde que meus limites físico e emocional permitam. Quanto ao plantio de uma árvore já ultrapassei o ponto de chegada com êxito várias vezes. A respeito de filhos, estou satisfeito com os que me cercam e apesar de sentir a falta da única filha, os demais permanecem unidos, em boa convivência. Criar um filho, ver uma árvore que você plantou crescer e dar-lhe sombra, são metas alcançadas tão prazerosas ao ser humano, tanto quanto escrever um livro. São sonhos realizados.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Na verdade, haja tempo para ler se levarmos em conta a quantidade de livros publicados no Brasil, o que nos faz pensar na enormidade de muitos escrevendo em comparação com os poucos que leem. Na maior parte de nossa população, ou seja, dos não habituados a ler, há muitos que preferem ficar horas na comodidade do assento em frente à tevê ou em diversificadas leituras de textos de pouca ou nenhuma valia, se não espúrios, escritos e publicados levianamente em redes sociais.
Nesse cotejo podemos dizer que o escritor brasileiro é obstinado em continuar produzindo sua obra, mesmo que seja incontestável o fato da existência de poucos leitores. Ainda que descrentes em mudanças para tempos melhores, escritores nacionais parecem agarrar-se ao estímulo da frase de Pompeu reescrita por Fernando Pessoa: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Tomara em maioria sejam os esperançosos pela superação de um nocivo costume dos brasileiros, o da abstenção do ato de ler e conhecer as obras de seus conterrâneos.
A vida do escritor no Brasil é marcada pela espera do dia em que todos passem a ler com mais frequência. Enquanto isso, vivemos esse grande e preocupante problema. Nada fácil de ser resolvido.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Através de pesquisa sobre editoras na internet.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Respondo com a citação de um trecho copiado do meu livro intitulado Vidas Sobre Vidas: “Mas, de que me adianta estar num mundo só meu, feito e refeito ao sabor dos meus desejos, se ninguém além de mim, dele possa compartilhar? Se não posso chamar quem eu quero para nele adentrar como meu convidado, e a este dizer: – Entra, fica à vontade, vem desfrutar deste meu recanto, aqui, onde recebo com alegria os meus amigos?”. (MAIA, 2012, P. 22)
Neste caso o livro representa o meu mundo e o convidado é o leitor.

Obrigado pela sua participação.
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Entrevista com Carlos Miranda - Autor de: EPOPEIA DOS ANÔNIMOS

Carlos Miranda
Natural de Caieiras, São Paulo, Brasil, nascido em meados do ano de 1944. Seu trabalho por décadas foi relacionado com projetos mecânicos, tecnicamente especializado em equipamentos petroquímicos, atualmente aposentado. Reside em São Paulo, bairro de Pinheiros, há mais de vinte anos. Como sempre demostrou grande apego à religião, obrigou-se a buscar o aprofundamento do conhecimento teológico, que somando-se à sua extrema curiosidade, o fez cursar teologia com ênfase em filosofia, na Pontifícia Faculdade de Teologia N. S. Assunção, de 1995 a 2000, com extensão universitária certificada pela FAI. Admirador incondicional de livros, sempre desejou escrever e publicar, e após algumas vãs tentativas com muitos textos desprezados, essa ideia finalmente ganhou corpo até o lançamento desse livro.

Esse livro conta a história de patrióticos personagens brasileiros em todas suas aventuras, antes, durante e após suas heroicas estadas nos hospitais aliados na Itália, no auge da Segunda Grande Guerra. E tenta mostrar com seu humor criativo, as prováveis diversas maneiras de tornar sua convivência nesse ambiente desesperador, a mais fraterna possível. Esses “fatos e personagens” existentes somente na cabeça do autor, compõem apenas um experimento que destaca com responsabilidade, e algum humor, usando não somente a imaginação mas inserindo dados reais em prováveis eventos hipoteticamente vividos nos hospitais de campo, onde trabalharam médicos, enfermeiros, enfermeiras, odontólogos, serviços de resgate nos campos de batalha, como os corajosos padioleiros, nosso sacerdote e coveiros, enfim todos os componentes do Serviço de Saúde da Força Expedicionária Brasileira, a nossa FEB. Toda a história criada nesse livro, se baseia em textos reais, mostrando que grande parte de nossos heróis eram pessoas simples do povo do nosso interior, muitos analfabetos, como Generoso, um dos personagens do livro, que se prontificara a seguir sem saber para onde ia, e nem ao menos o que faria quando lá aportasse. Por tudo isso, nossas eternas homenagens a todos os verdadeiros heróis, e não somente aos combatentes com as baionetas, mas também aos das duras lutas travadas com os bisturis, pela vida.

Olá Carlos. É um prazer contar com a sua participação no Blog Divulgando Livros e Autores da Scortecci do Portal do Escritor.

Do que trata o seu Livro? Como surgiu a ideia de escrevê-lo e qual o público que se destina sua obra?
Livro em referência: Epopeia dos Anônimos. Resposta: Trata-se basicamente da mostra de reiteradas demonstrações de confiança e amizade entre grandes amigos e colegas que exerciam sua profissão de médicos sob o mesmo teto hospitalar.
Na verdade, a ideia nasceu enquanto eu pesquisava fontes onde pudesse encontrar informações seguras sobre os trabalhos dos profissionais de saúde nos hospitais de campo ativos durante a campanha dos soldados da FEB na Itália, quando lutavam ao lado dos soldados aliados norte-americanos na Segunda Grande Guerra. Como a pesquisa foi em vão, sem qualquer surpresa, decidi colocar meus personagens compondo o quadro, de alguma maneira como uma pequena homenagem aos meus velhos e queridos parentes, amigos e conhecidos de minha cidade natal.
Acredito que esse livro comporta uma faixa etária de leitores de 12 a 112 anos..

Fale de você e de seus projetos no mundo das letras. É o primeiro livro de muitos ou apenas o sonho realizado de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um Livro?
Gosto muito de escrever, e, caso todas minhas obras, publicadas fossem, garanto que o cartaz com meu semblante estaria enfeitando todos os postes da cidade, como o líder em dívidas às Editoras. Entretanto tenho ainda alguma esperança de encontrar meu livro publicado como “Epopeia dos anônimos”, apenas como o primeiro em minha carreira. Torço com muita fé e esperança para que minha saúde também me permita, passar para o papel minhas criações que felizmente abundam meu cérebro ainda são.

O que você acha da vida de escritor em um Brasil com poucos leitores e onde a leitura é pouco valorizada?
Essa pergunta me fez lembrar de apenas um, dos graves problemas que enfrentavam e enfrentam ainda hoje, autores de livros, em nossos inesquecíveis tempos escolares, (médios e superiores), de alguns anos atrás, quando surgiam trabalhos escolares a respeito de um certo livro que nenhum aluno possuía, e nos sentíamos eternamente gratos quando apareciam infindáveis cópias em xérox do referido livro. Estávamos salvos, mas sem qualquer pensamento no coitado do autor do referido livro que indubitavelmente estava sendo estrangulado e morrendo aos poucos. Não passava pelo cérebro de nenhum aluno “espertinho” que estávamos cometendo um crime. Na verdade, o aviso: “É proibido xerocar os livros”, ainda nos dias de hoje não se vê com tanta frequência. Por isso naqueles tempos como agora, não tenho a mínima ideia de como sobrevivem nossos escritores com ou sem famílias, vivendo somente com os valores das vendas miseráveis dos livros.

Como você ficou sabendo e chegou até a Scortecci Editora?
Conheci a Scortecci Editora através de indicação de meu amigo e escritor: Antônio Carlos Affonso dos Santos, o conhecido “Acas”.

O seu livro merece ser lido? Por quê? Alguma mensagem especial para seus leitores?
Meu livro, assim como todos os demais foram escritos, única e exclusivamente para que fossem lidos, independentemente de merecimento.

Obrigado pela sua participação.
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